Podcast Do Senhor Tanquinho #001 – Guilherme E Roney

Neste primeiro episódio, Guilherme e Roney mostram como vai funcionar o Podcast Senhor Tanquinho, e aproveitam para contar sua história.

Eles mencionam:
– como começaram a se interessar por alimentação,
– de onde surgiu a ideia do Senhor Tanquinho,
– qual a pergunta que eles mais recebem,
– e muito mais.

Assista ao episódio e compartilhe com seus amigos!

É uma maneira muito fácil de transformar sua ida ao trabalho em um momento de produtividade e lazer :)


Alguns links que citamos durante a entrevista:


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Este episódio também foi gravado na forma de vídeo.

Caso você prefira, pode assisti-lo abaixo:


Transcrição Do Episódio

Roney: Fala Tanquinho e Tanquinha, tudo bem com você?

Hoje a gente vai apresentar para você nosso primeiro episódio de podcast.

Guilherme: A ideia desse podcast é que seja um conteúdo rápido para você consumir, de apenas alguns minutinhos.

Na verdade, a gente pensou em receber alguns experts e especialistas, e contar um pouquinho da história deles para vocês.

Assim vocês podem conhecer mais referências no mundo de alimentação saudável e do esporte.

E depois vamos abrir para perguntas de vocês, para poder fazer umas segundas, terceiras, quartas rodadas para você poder tirar a sua dúvida com o especialista.

R: Exatamente. Depois do episódio a gente vai abrir uma votação de perguntas para escolher qual pergunta o convidado daquele episódio vai responder para você no episódio futuro.

G: E a gente quer aproveitar esse primeiro episódio para mostrar para vocês como que vai ser o formato dessas entrevistas com os especialistas.

Inclusive quando a gente começar vai ter um entrevistador, um convidado e vai rodar uma vinheta igual essa:

G: Bem-vindo a mais um podcast do Senhor Tanquinho.

Eu sou o Guilherme.

R: E eu sou o Roney.

E aqui a nossa missão é deixar você no controle do seu corpo.

R: Bom, tocada a vinheta, agora é a hora que a gente apresenta o nosso convidado.

No caso, hoje eu vou entrevistar o Guilherme – para ele contar um pouco mais sobre a história do Senhor Tanquinho e dele mesmo.

Apesar de já ter bastante coisa na nossa página do “sobre”, eu vou resumir um pouquinho aqui sobre o Guilherme e depois eu vou deixar ele falar.

O Guilherme emagreceu cerca de 15 quilos em meados de 2013.

Ele sempre foi uma criança gordinha e com dificuldade para emagrecer.

Desde então, para fornecer em português essas informações que ele encontrou, a gente resolveu criar o site Senhor Tanquinho.

E aí, Guilherme, faltou falar alguma coisa?

G: Eu acho que o resumo está bem acurado, você conhece bem essa história também.

Mas acho que é importante dizer que eu fiquei tão chocado de ter conseguido perder peso porque eu nunca fui uma pessoa de fazer as coisas erradas.

Na verdade, não é que eu não me importava com meu peso antes e à partir do momento que eu comecei a me importar essa questão se resolveu.

Sendo que isso sempre foi uma questão de autoestima para mim.

Eu fui uma criança gordinha, aí emagreci durante um período na adolescência, (quando eu cresci mais em altura do que em peso) e depois eu comecei a engordar novamente por mais que eu tentasse lutar contra isso.

E nunca fui obeso, mas eu sempre tentei fazer tudo certo e ainda assim ganhava peso.

Eu comia a cada três horas, comia muitas frutas, muitos grãos integrais… então eu sempre segui o que eu achava que era o certo.

E quando descobri a informação correta foi muito mais fácil aplicá-la.

Até porque eu comia comidas mais gostosas e podia comer só quando eu tinha fome, então foi muito fácil fazer a mudança.

Sendo que o elemento principal foi a informação.

E foi para levar essa informação para mais gente que o Roney e eu criamos o site.

R: É legal que a gente se conheceu lá no começo de 2009.

A gente fez Engenharia na Escola Politécnica e eu sempre lembro do Guilherme levando os lanchinhos dele, os potinhos com fruta, com sanduíche com queijo branco.

Ele comia a cada três horas e falava: “não, tô tentando. Falaram que isto aqui é bom pra emagrecer.”

E desde que eu o conheci até ele ir para a Holanda, ele foi gordinho – estando sempre um pouco acima do peso.

G: E buscar emagrecer sempre foi algo que esteve muito perto de mim.

Então para mim não foi uma busca nova, e sim sempre tive interesse em perder peso.

A única coisa que mudou foi o foco, que primeiro eu só queria perder peso e depois começou a ser um foco muito mais de qualidade de vida, em longevidade, em disposição…

Foi só mudando para ficar um conceito mais amplo de saúde.

R: E como que, depois de você se interessar por isso, surgiu a ideia de fazer o site? Por que fazer o site?

G: O site surgiu, em primeiro lugar, por causa do choque que eu levei.

Porque foi uma mistura de emoções quando eu comecei a perder peso com uma dieta que não era aquela convencional, que a gente sempre ouviu falar na mídia.

Primeiro, porque foi uma alegria muito grande finalmente ter sucesso com isso, pela primeira vez na minha vida adulta.

Segundo, porque tive um pouco de raiva.

Eu, me senti enganado por alguns profissionais, pelas revistas que eu comprava… comprava Men’s Health, lia as revistas de dieta da minha mãe.

E eu sempre procurava me informar nas fontes que eu conhecia – mas parece que elas só tentavam me enganar.

E foi um choque também de saber que a informação existia, que não era uma novidade.

Não é como se alguém tivesse descoberto naquele mês que você podia reduzir os grãos refinados e perder peso.

Então aquilo já existia só que não era repassado.

E a ideia foi justamente passar para as pessoas essa informação.

E eu nunca tinha lido nada em português (apenas depois que a gente já tinha o blog que a gente foi descobrir blogs muito bons como o Blog do Doutor Souto) e só depois foi surgindo, com o tempo, cada vez mais especialistas e mais pessoas trazendo essa informação de qualidade…

Como isso não existia quando eu comecei a fazer dieta, eu pensei: “precisa ter um blog em português” e foi com essa mentalidade que surgiu o Senhor Tanquinho.

E agora eu já contei a minha história, mas queria saber: “o que o Roney tem a ver com isso?”. Por que que você também se interessou por saúde? Qual que é a sua história, Roney?

R: É uma história interessante também.

Eu nunca tive problema com a balança. Não de sobrepeso: na verdade, sempre de ter peso a menos.

Eu sempre fui magro – e bem mais magro do que eu sou hoje em dia.

E chegou uma determinada época, quando eu entrei na faculdade, que deu vontade de ganhar um pouco de peso, entrar na academia…

E foi aí que eu vi que eu realmente tinha dificuldade para ganhar peso.

Passei em nutricionista, e ela me mandou comer a cada duas horas.

Isso era um absurdo para mim, mas eu fazia: levava bisnaguinha, pãozinho, bolacha, fruta, levava de tudo para comer.

Apesar disso evitava a gordura também (apesar de hoje saber que não tem problema).

Bom, tentava fazer o que ela falou: tomava suplemento, treinava cinco a seis vezes por semana.

O pior é que além de não ter resultado, fazia coisas que eu não gostava, como era treinar muitas vezes, comer a cada duas horas (que é horrível) e gastar dinheiro com suplemento – que no caso é só “gasto” quando não se tem resultado.

Então, quando o Guilherme  voltou da Holanda e teve os resultados, que ele emagreceu, ele também foi me passando essas informações, outras fontes também que falavam mais sobre a parte de hipertrofia…

E nós dois fomos seguindo e não que eu seja bombado hoje em dia, longe disso, mas pelo menos eu ganhei massa muscular, cerca de seis ou sete quilos de massa muscular e sem fazer coisas que eu não gosto.

Agora eu treino duas vezes por semana, me alimento quando eu tenho fome, como alimentos que eu gosto, não preciso ficar comendo pão e me enchendo de farinha e açúcar para isso e foco, às vezes, em determinados momentos, a gente toma alguns suplementos.

(Quem acompanha a gente sabe que às vezes a gente toma creatina, às vezes toma whey protein, faz umas receitas com whey também e é isso… hoje em dia é uma vida com mais prazer, fazendo as coisas que eu gosto.)

Então, como eu conheço de perto o Guilherme e a história dele, sei que começou primeiro com a dieta Slow Carb, que teve uma boa adesão e depois mudou.

Atualmente a gente faz a dieta Low Carb, mais voltada para Paleo.

Por que que houve essa transição? Por que que teve aderência?

Isso é o que as pessoas sempre perguntam também.

G: É bem curioso porque antes de ouvir falar de low-carb, de Paleo, de qualquer coisa, eu fui introduzido a dietas diferentes, , diferente daquela pirâmide alimentar que eu sempre tinha ouvido a minha vida inteira por um autor americano chamado Tim Ferriss e ele, no livro dele (que chama 4 horas para o corpo) fala sobre uma dieta que ele chama de Slow Carb.

G: Na Slow Carb você come só alguns alimentos, ela não é muito variada.

Tem bastantes leguminosas, carnes e salada, durante seis dias na semana.

Você não foge muito disso e come quando tem fome, na quantidade que quiser.

E no sétimo dia da semana você come tudo o que você quiser, à vontade.

E eu simplesmente não acreditei quando eu vi que ele propunha isso para emagrecer.

É o contrário de tudo o que eu já tinha ouvido falar, de comer a cada três horas, de comer porções controladas, de sempre variar muito os alimentos, de nunca sair da linha…

Aquele esquema de tudo com moderação (estilo ”um bombom por dia”), mas nunca vai ter um dia que você pode comer três caixas de bombom – e, nessa dieta, segundo o Tim Ferriss, eu podia.

Então eu comecei a seguir, embora meio incrédulo.

Pois eu não achei que ia funcionar, mas eu fiquei chocado quando eu comecei a ver resultados e para mim funcionou justamente porque ele falava o contrário da história da moderação.

Ele nunca me fazia passar fome, nunca me fazia comer a cada três horas um sanduíche sem graça… eu comia duas, três vezes por dia, mas eu comia realmente comida.

Eu comia frango, comia ovo, comia feijão, comia salada, comia legumes refogados…

Era muito gostoso e era muito fácil seguir, porque eu conseguia cozinhar menos vezes, preparar menos refeições e no sétimo dia tinha o dia do lixo.

Como eu falei, eu morava na Holanda nessa época, sendo que sempre gostei de tomar cervejas artesanais – e lá tem muita cerveja diferente… então eu podia tomar cerveja sem culpa.

Esse fator do “sem culpa” foi muito diferente para mim – e com tudo isso eu perdi bastante peso com a Slow Carb.

Acho que foi mais de 10 a 12 quilos eliminados só com essa dieta.

E com isso eu fui me reeducando.

Com o tempo, foi ficando menos legal comer frango, ou ovo, ou feijão no café da manhã.

Então eu fui estudando mais e fui descobrindo que eu não precisava fazer o café da manhã todo dia – e foi com essa orientação, esses estudos em mente que eu comecei a praticar o jejum intermitente.

Percebi que eu comecei a perder mais peso, e cozinhar menos vezes ainda – o que é muito prático!

Aí eu fui descobrindo também que eu podia reduzir um pouco o feijão nos dias que eu não treinava.

E, com isso, além de ter que cozinhar menos vezes (e até porque na Holanda eu não tinha panela de pressão, então quando cozinhava o feijão, levava um bom tempo para ficar pronto, tinha que deixar de molho antes)… eu me senti melhor e perdi mais peso também.

Então eu pensei que talvez os carboidratos não precisavam ser comidos todos os dias, e fui conhecendo mais sobre a low-carb com isso.

E meu dia do lixo era muito intenso.

Era muita cerveja, chocolate, muito doce… no começo eu não tinha uma relação tão boa com a comida, então eu comia “porque pode, nessa dieta pode”.

Eu “enfiava o pé na jaca” mesmo no sábado – e com o passar do tempo eu passei a não me sentir fisicamente tão bem quando exagerava assim.

Então, eu decidi “eu não preciso comer três caixas de chocolate no dia do lixo, talvez eu possa comer uma barra e ficar feliz.”.

Com isso, fui mudando minha relação com a comida, e também o jeito que eu me alimento.

Então algumas coisas que antes não aconteciam agora são naturais para mim (como comer com poucos carboidratos nos dias sem treino, e fazer um dia livre sem precisar comer lixo).

E claro, se eu estou com vontade de comer alguma coisa específica, eu como, sem culpa também.

O que aconteceu foi uma transformação:

  • De “dia do lixo” para “ dia livre”;
  • De uma dieta moderada em carboidratos para uma dieta low-carb a maioria dos dias (dependendo dos dias com treino e sem treino);
  • E de um organismo adaptado a comer café, almoço e janta para, às vezes, só almoço e janta.

Tudo isso foi surgindo naturalmente.

E hoje em dia a nossa intenção é passar para o pessoal do Senhor Tanquinho como essas coisas podem ser benéficas.

Tirar o medo das pessoas de experimentar com o próprio corpo e testar o que funciona para elas – até porque cada pessoa é diferente.

R: Bom, como você sabe e o leitor talvez não saiba, a gente está presente em várias mídias sociais:

R: Mas o que eu ia dizer é que nessas muitas mídias e também no site, na sessão de comentários, a gente recebe muitas perguntas.

G: E às vezes até mesmo no email ([email protected]).

R: E agora eu queria dizer qual é a pergunta que a gente mais recebe, e também qual é a resposta para essa pergunta.

G: Acho que a pergunta que a gente mais recebe, não é nem bem uma pergunta.

Porque vem mais frequentemente na forma de uma afirmação: “Não consigo emagrecer”, “Não consigo seguir dieta”, “Não consigo ficar sem pão, leite, chocolate [ou o alimento de preferência da pessoa]”.

Então geralmente é isso, a maior queixa é “Não consigo” – começa com “Não consigo”.

E, na minha opinião, a primeira resposta é que você não precisa fazer tudo ao mesmo tempo.

Você não precisa tirar todos os alimentos que você gosta e nunca mais comer, e depois começar a fazer jejum, e no mesmo dia se matricular na academia e seguir uma dieta cetogênica… você pode fazer aos poucos a mudança.

Uma coisa que particularmente funciona muito bem é começar mudando o café da manhã.

Sendo que só de você começar o dia trocando leite com pão e margarina por, por exemplo, um belo prato com ovos, com bacon e algum vegetal refogado já vai melhorar bastante os seus resultados, e a sua aderência à dieta.

Por vezes, pode ser que ingerir muito carboidrato de manhã dê fome mais cedo na pessoa, ou mesmo dê mais compulsão por carboidrato.

Então, apenas com essa mudança simples algumas pessoas já conseguem manter a dieta.

Com isso, elas vêem um resultado, e se inspiram para fazer mais coisa. A ideia é começar com passos pequenos.

A segunda resposta é que, ao você se resumir com um “Não consigo”, essa mentalidade já está meio predisposta ao fracasso.

Você tem que saber que consegue sim.

Você não precisa conseguir agora, de uma vez só.

Mas você pode sim melhorar um pouco a cada dia e com isso atingir seus objetivos.

Assim como eu contei na minha jornada, foi um processo natural eu conseguir fazer jejum intermitente.

Quando eu seguia a dieta tradicional da pirâmide alimentar, com uma base grande de grãos integrais, eu não conseguia ficar quatro horas sem comer – então eu falava “Eu não consigo”.

E de fato eu não conseguia naquela época.

No entanto, conforme fui mudando a alimentação, fui também mudando alguns hábitos, e mudando meu foco.

Por exemplo, assim que eu perdi peso – que era meu objetivo inicial – eu pensei “Legal, eu perdi peso, que era tudo o que eu mais queria… mas e agora?”

E percebi que eu queria ter mais disposição, queria dormir melhor, queria  conseguir ficar mais tempo sem comer (até para não ficar cozinhando e preparando marmita todos os dias)…

Então, foram várias coisas que foram surgindo.

De repente eu queria ganhar um pouco mais de massa muscular (até para não ficar “magro demais”).

Então foram várias pequenas coisas que foram surgindo, várias mudanças que foram ocorrendo aos poucos.

E a minha dica pessoal, o meu conselho pessoal seria: vá aos poucos.

Você não precisa girar uma chavinha e do dia para a noite mudar todos os seus hábitos (até porque isso tem grandes chances de dar errado.)

Mas você pode sim mudar um único hábito e, depois que ele estiver consolidado, mudar outro – e assim por diantes.

O que eu pessoalmente gosto de pensar é que a saúde e a alimentação são investimentos de longo prazo.

Você não tem que perder 30 quilos em um mês nem nada do tipo.

Você vai ficar com seu corpo e com a sua saúde o resto da sua vida.

Então você pode ter mudanças lentamente – e, se elas forem duradouras, vai ser muito melhor.

R: É bem legal que você levantou essa pergunta, porque realmente a gente recebe bastante email falando “Eu não consigo”.

Na minha opinião, penso que cabe pôr a mão na consciência e falar:

“Será que eu não estou sendo mimado? Eu não consigo, eu sou mimado, eu não consigo ser tal coisa…”.

Pense: Por que você não consegue?

Ninguém está pedindo para você fazer uma coisa impossível. (Até porque quem tem que querer ou não é você – não é para ninguém pedir mesmo!)

Mas, se você quer emagrecer, se você tem objetivos, se você quer melhorar sua saúde, você falar “Eu não consigo ficar sem pão no café da manhã” é algo mimado.

Ou falar “eu não consigo ficar sem doce na sobremesa”… você poder parar de ser mimado – até porque tem muita opção para você comer no lugar disso.

Sendo que nós mesmos, sabendo dessa dificuldade de comer ovo e feijão no café da manhã, fez um livro de receitas com mais de 57 receitas de café da manhã low-carb.

Além de dezenas de vídeos que gravamos e disponibilizamos no YouTube para você poder ver.

E também tem sobremesas para quem fala que não consegue ficar sem doce.

E você tem que ver o que que vale mais para você: ter saúde e reconquistar a autoestima ou ficar falando que não consegue tal coisa?

A gente sabe que é difícil.

Ninguém está falando que é fácil, mas tem que pensar “o que vale mais para você?”.

G: Essa é uma mudança que pode ser feita aos poucos, como eu estava dizendo, mas ela tem que ser uma mudança de mentalidade, como o Roney falou.

Por exemplo, eu tomava café adoçado antes e hoje em dia eu tomo café amargo.

Não foi num dia que eu acordei e falei “café amargo é a melhor coisa para mim”.

Não foi, mas eu fui reduzindo aos poucos, conforme eu fui estudando e vendo que o açúcar e o adoçante não eram ideais para consumir todo dia.

E mesmo o pão, às vezes uma receita de pão low-carb não vai ser tão gostosa quanto o pão francês.

Até porque pode ser que você tenha um hábito muito forte de consumir o pão de forma ou pão francês.

Mas algumas receitas de pão que a gente faz ficam maravilhosas –  e elas são diferentes do pão da padaria, mas elas não deixam de ser incríveis também.

Clique aqui para receber seu livro grátis (13 receitas de pão low-carb)

Então é o que o Roney falou: você tem de encarar que não ver ser tudo igual.

Afinal de contas, não tem como ser igual se a ideia é ter uma alimentação diferente.

Mas que pode ser tão gostosa quanto a anterior – só vai ser diferente.

R: Exatamente. Dito isso, você já passou pelo processo, emagreceu, e agora tem saúde… Qual seria o conselho que você dá para alguém que está buscando ter sucesso nessa jornada?

G: Eu acho que o primeiro conselho – e que fez mais diferença para mim – foi quando eu parei de tentar atribuir a culpa a elementos externos.

E tinham várias coisas que eu achava anteriormente que estavam erradas.

Eu achava que a culpa era da minha genética – e, realmente, minha família toda costuma ter problema com peso, então o problema genético é real sim.

Eu falava que não tinha tempo de ir para a academia todo dia – e, realmente, quando eu estudava, eu não tinha a oportunidade de ir para a academia todo dia, então eu achava que isso era uma desculpa válida.

Eu achava que “Eu não consigo ficar sem tomar uma cerveja, sem comer uma sobremesa” – e realmente eu não conseguia ficar sem para sempre (mas eu conseguia reduzir para uma vez por semana.)

E foi quando eu parei de culpar tudo isso e falar “Não, mas deixa encaixar a realidade que eu conheço agora, na minha rotina, e fazer dar certo”, aí começou a dar certo.

Por exemplo, não foi por uma ideia minha que eu reduzi a cerveja e os doces a uma vez por semana.

Foi porque eu li o Tim Ferriss falando que “podia” um dia do lixo – e pensei “Ah, então eu consigo.”

Então, se não consigo ficar sem a sobremesa, tudo bem – mas consigo reduzi-la a uma vez por semana.

Se não consigo malhar todo dia, pelo menos consigo ir duas vezes por semana.

E, se pensava “minha genética é ruim”, por outro lado pensava “tudo bem, eu vou ter que me esforçar mais para ficar com um porcentual de gordura corporal menor”.

Mas isso não quer dizer que eu não consigo.

Quer dizer que vai dar mais trabalho, mas eu consigo num tempo mais longo chegar no mesmo resultado.

Então o que eu queria dizer é isso: para você parar de atribuir a culpa e, em vez disso, começar a pensar: “Ok, não é que eu não consiga. É um obstáculo a mais que eu tenho que superar. O que que eu tenho que fazer diferente para conseguir atingir, apesar desse obstáculo?”

E, assim como a gente mencionou da sobremesa e do doce, você não precisa abrir mão de tudo de uma vez.

Você não pode querer que tudo fique como está e ao mesmo tempo esperar por mudanças: isso é insanidade!

Mas você pode sim ir fazendo as mudanças aos poucos e ir estudando para descobrir como você encaixa na sua vida o melhor que você pode fazer.

R: Dito isso, vamos para a próxima pergunta. Qual é a maior alegria e a maior dificuldade que você enfrenta todos os dias no Senhor Tanquinho?

G: Bom, com certeza, a maior alegria é quando eu recebo e-mails das pessoas, ou relatos por inbox, no instagram, e-mail mesmo, ou quando a pessoa posta foto de antes e depois e marca a gente.

Com certeza ver o sucesso dos outros e saber que a gente teve uma participação (mesmo que pequena) nele é a maior alegria de todas.

É você ver que uma pessoa conseguiu emagrecer, ou que outra pessoa conseguiu ajudar o marido que estava às vésperas da cirurgia bariátrica e conseguiu reverter isso, isto é, conseguiu perder peso sem precisar da cirurgia.

É você ver as pessoas tendo sucesso, normalizando triglicérides, melhorando perfil de colesterol… E as pessoas realmente mandam os relatos delas, por vontade própria, falando “Muito obrigada. Eu tinha esse problema, resolvi com isso, muito obrigada, você foi uma parte muito importante nisso.”.

Para mim essa é a maior alegria que tem no site.

Ver que ele atingiu o propósito que a gente quis quando fez lá atrás – e que era levar informação para as pessoas.

(Informação que a gente queria ter lido, para ter mudado a nossa vida com mais facilidade.)

E vemos que a gente está conseguindo fazer isso.

R: Sem dúvida, sempre que a gente recebe um comentário ou um e-mail, assim a gente chama um ao outro e fala “Olha só, que legal a pessoa agradecendo.”, vai lá correndo para responder.

Realmente é a parte mais compensadora do nosso trabalho. E a maior dificuldade?

G: Ah, para mim são duas dificuldades maiores… a primeira é uma frustração de ver muita gente ainda tendo muitas informações desatualizadas, por mais que a gente sempre tente colocar referências científicas no final dos nossos artigos, citando estudos e pesquisas científicas.

Tente embasar, mostrando “Olha, isso foi testado em muita gente, essa estratégia é realmente superior, e isso realmente tem um efeito positivo”, ainda tem gente que se recusa a ver as evidências…

E outra dificuldade bem grande é quando as pessoas às vezes mandam um e-mail, ou perguntam algo que a gente já explicou e respondemos indicando o texto.

“Boa pergunta, e a gente já a respondeu aqui” e a pessoa fala “não quero ler, esse texto é muito longo”.

Ou seja, algumas pessoas nem leem direito, e querem tudo ainda mais mastigado.

Por exemplo: a gente tem uma lista de alimentos permitidos para a dieta cetogênica, para a dieta low-carb, ou mesmo uma lista da quantidade de carboidratos dos principais alimentos.

Nós fizemos essas listas e damos elas de graça para as pessoas – nós a oferecemos para ajudar as pessoas a fazer escolhas alimentares melhores.

Então é chato quando a pessoa baixa a lista e manda um e-mail perguntando  “Pode tal coisa? E tapioca, pode?”…

Especialmente porque recebemos dúvidas de bastantes leitores, e sempre tentamos direcionar a pessoa a alguma resposta.

Seja ela algum texto no nosso site, ou mesmo o texto de alguma outra pessoa (algum pesquisador que falou disso, como o Mark Sisson ou o Kris Gunnars).

Então a gente sempre procura direcionar as pessoas, dizendo “talvez ler isto possa te ajudar”.

E ficamos tristes quando  as pessoas não querem pesquisar… porque a gente já tenta dar as coisas de maneira mais simples de assimilar.

Porque é o que a gente sempre fala: ninguém é obrigado a ler os estudos científicos que a gente gosta de ler, é o nosso hobby, a gente gosta e tudo bem.

Ninguém é o obrigado a isso, mas todo mundo tem direito a comer de maneira melhor.

Porém (pelo menos eu gosto de pensar que) a gente passa muito conhecimento e muitas informações boas no site – e qualquer um pode entrar para ler – embora as pessoas às vezes não valorizem.

E me frustra demais que algumas pessoas não valorizam a própria saúde, sendo que a gente gostaria que elas valorizassem – para mim, pessoalmente, essa é uma frustração grande.

R: Perfeito, Guilherme, faço das suas palavras, as minhas também.

E para finalizar: Qual foi a pergunta que você gostaria que eu tivesse feito hoje para você, mas que a gente não fez? E qual é a resposta?

G: Bom, a pergunta que eu gostaria de responder não é direcionada a minha história, e nem diretamente a emagrecimento.

Mas sim “Como contar para o Senhor Tanquinho que eu gostei?”.

Isto é, como contar e deixar a gente saber que vocês gostaram desse formato de vídeo ou áudio, e de entrevista, perguntas e respostas mesmo.

E acho que a maneira mais fácil é você curtindo o vídeo e compartilhando o este post, que vai ser colocado no YouTube, vai ter um podcast também que pode ser adicionado no ITunes, no Stitcher, Podcast Addict, enfim – no app de podcast que você utiliza.

E você pode divulgar não só este episódio, mas todo o conhecimento que a gente tenta passar, um conhecimento embasado em ciência.

Realmente nos apoiamos nos ombros de gigantes, de grandes pesquisadores de grandes universidades, de milhares e milhares de voluntários que aceitam participar dos estudos também, e que buscam um amostral cada maior.

Então a gente realmente se apoia nessas pessoas, que fazem um trabalho maravilhoso.

E adoramos poder passar um pouquinho dele para vocês.

Por isso, sentimos que a melhor forma de você, se quiser retribuir e mostrar mostrar para a gente que está gostando, é fazer igual a gente faz: compartilhar.

R: Exatamente, acho que para você contar para a gente se você gostou e até mesmo para nos incentivar a fazer mais podcasts, você pode compartilhar esse episódio com mais pessoas, curtir o vídeo, seguir a gente, e comentar também.

Afinal, como a gente falou, a gente adora comentários.

Por isso, pode deixar seu comentário – e lembre-se que vamos selecionar algumas perguntas para responder numa próxima rodada de podcast.

Além de poder mandar emails contando a sua história de sucesso.

Então manda um e-mail para gente, porque eu lemos cada uma das histórias de sucesso.

G: Pode mandar diretamente para mim, meu email é [email protected] e a gente está tentando agora postar mais com frequência – pelo menos um relato de sucesso por mês de algum leitor ou leitora que teve sucesso na alimentação, e melhorou a saúde.

Já tem várias histórias bacanas no site, já tem da Lya, já tem do Francisco, já tem da Cíntia, e a próxima pode ser a sua, então fica o pedido:

Se você tiver uma história legal para poder contar para as pessoas, isso pode ajudar mais gente – então fique à vontade para mandar a sua história.

Porque certamente já vai ser uma grande ajuda para motivar muitas pessoas.

R: Então é isso aí, a gente fica por aqui.

Esperamos que vocês tenham gostado e voltamos em breve com algum convidado especial aqui no Senhor Tanquinho.

Um forte abraço do Senhor Tanquinho!

Você acabou de ouvir mais um episódio do podcast do Senhor Tanquinho.

Inscreva-se abaixo para não perder nenhum episódio com os maiores especialistas para a sua saúde.

  • Parabéns pela iniciativa, meninos! Vindo de vocês, já sei que é sucesso!

    • Olá Carlinha!! Que legal tê-la por aqui

      Obrigado pelos elogios e esperamos que aprecie os podcasts :D

      Beijos!

  • Ola Lucas! Obrigado por nos avisar

    Vamos investigar aonde está o erro para logo arrumar. Enquanto isso você pode buscar na itunes store pois o nosso podcast ja está la

    Abraços

  • Olá Mit!

    Obrigado! Esperamos que goste dos que estão por vir

    Abraços

  • Ola Sandra! Obrigado pela participação

    Caramba, que legal ler seu depoimento e ver que se identificou com a história do Guilherme

    Realmente esse estilo de vida é libertador. Além de emagrecimento, trás saúde e muita disposição

    Além disso, parabéns por buscar uma alimentação mais orgânica e limpa; fez uma ótima opção!

    Abraços e continuamos a disposição!