Alimentos Orgânicos: Tire o Veneno da Mesa [A Sua Família Está Segura?]

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Depois de inaugurarmos a seção sobre alimentos com um post sobre refrigerantes, um “não-alimento”, hoje vamos falar não sobre algo que prejudica você, mas sim que faz bem a sua saúde: os alimentos orgânicos.

Segundo uma boa definição existente na Wikipédia (link em inglês), alimentos orgânicos são “aqueles produzidos (…) com uso limitado de pesticidas sintéticos, e não processados utilizando irradiação, solventes industriais ou aditivos químicos”.

O Senhor Tanquinho não quer, neste post, entrar no mérito de quais detalhes e certificações que caracterizam os alimentos orgânicos, nem traçar um longo comparativo entre alimentos orgânicos e convencionais. Por ora, vamos focar apenas nesse aspecto de quantidade de pesticidas e relatar alguns estudos.

O President’s Cancer Panel (organização americana responsável pela divulgação dos resultados do programa americano de prevenção ao câncer) recomenda, desde 2010, reduzir a ingestão de alimentos com pesticida para diminuir os riscos de contrair câncer e outras doenças – que você pode ver aqui (link em inglês).

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Mas, simplificadamente, algumas doenças que o consumo de agrotóxicos pode causar são: Depressão, má formações congênitas, alguns tipos de câncer (tais quais leucemia e tumores de cérebro), transtornos da imunidade, alterações na qualidade dos espermatozóides, entre muitos outros.

Logo, seria uma dica relativamente simples sugerir a substituição de todos os alimentos convencionais que consumimos por seus correspondentes orgânicos.

Porém nós sabemos que esses alimentos ainda são caros no Brasil, e você provavelmente não vai mudar toda a sua lista de mercado para orgânico do dia para a noite – seu bolso certamente iria reclamar.

No entanto, caso você queira mudar algo, por onde deve começar? Caso queira fazer as menores mudanças para obter os maiores resultados, quais ações deveria tomar?

Aliás, começar a ingerir mais alimentos orgânicos é uma forma bem simples de aumentar a presença da “comida de verdade” na sua vida.

E, para começar, vamos te contar neste artigo quais alimentos você deve começar substituindo por orgânicos.

Por Onde Começar: Dirty Dozen & Clean Fifteen

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Baseado nessa perspectiva, o Environmental Working Group (organização sem fins lucrativos especializada em pesquisa nas áreas de toxinas químicas, subsídios agrícolas e correlatas; cuja missão é “usar o poder da informação pública para proteger a saúde pública e o meio-ambiente”) elabora, todos os anos, uma lista dos “Dirty Dozen”, isto é, os doze alimentos com maior resíduo de pesticida ao chegar à mesa do consumidor.

Se for começar a trocar sua comida convencional por orgânica, comece por essa lista. Mas não se desespere: essa mesma organização também elabora anualmente a lista dos “Clean Fifteen”, ou seja, os quinze alimentos com menor resíduo de pesticida.

Pode continuar a comer (e a fazer suas saudáveis receitas) dessa lista normalmente, afinal qualquer alimento contido aqui é “dos males, o menor”. Vamos às listas, então:

Dirty Dozen

  1. maçã
  2. pêssego
  3. nectarina
  4. morango
  5. uva
  6. aipo
  7. espinafre
  8. pimentão
  9. pepino
  10. tomate cereja
  11. ervilha
  12. batata

E em 2015 foram acrescentados dois alimentos extras a essa lista:

  1. pimenta
  2. couve

Clean Fifteen

  1. abacate
  2. milho
  3. abacaxi
  4. repolho
  5. vagem
  6. cebola
  7. aspargo
  8. manga
  9. mamão papaia
  10. kiwi
  11. berinjela
  12. grapefruit (toranja)
  13. melão
  14. couve-flor
  15. batata doce

“Mas Senhor Tanquinho, por que tanta diferença entre os alimentos?”

viver bem gastando pouco alimentos saudaveis e baratos acerola

Vou deixar o Richard Wiles, presidente do já citado Environmental Working Group, responder para você: “Pensando em algo como abacaxi ou milho, esses alimentos têm uma proteção extra por causa da casca, a qual não ingerimos. Não é o caso do morango ou do pêssego, por exemplo”.

Ainda é recomendado que você lave os produtos para remover os resíduos. Ele adiciona: “Você deve fazer o possível, mas a ideia de que lavar vai remover os pesticidas completamente é uma fantasia. Mas a lavagem auxilia”.

Lembre-se que as listas acima foram compiladas após a lavagem dos alimentos usando métodos e sistemas de alta pressão dos quais você certamente não dispõe na cozinha de sua casa.

Ainda assim, vale a pena lavar com os meios que temos, para melhorar ainda mais nossa saúde.

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Selos de certificação de produtos orgânicos
  • Marcia Lima

    na foto a batata tem 0% e abaixo ela está na lista dos Dirty Dozen…fiquei confusa.

    • SenhorTanquinho

      Oi Marcia!

      Obrigado pelo comentário, que nos chamou a atenção para uma falha que não havíamos percebido. O infográfico realmente contém um erro, e deveria informar que se trata da batata doce. Já tratamos de arrumar isso corrigindo sua legenda.

      E do restante do texto, o que achou?

  • Bruno Bezerra

    Existe uma particularidade da batata brasileira: a batata, quando popularizada, sempre foi atacada por pragas, o que fez com que os produtores junto com os governos e grandes empresas investissem em estudos transgênicos. Hoje já é possível dizer que 100% da batata produzida no Brasil é transgênica, mas ninguém ainda fez o estudo do impacto disso na nossa saúde. Na Europa essa discussão é bem acalorada, pois existem organizações e empresas de alimentos que boicotam as batatas transgênicas, mas aqui no Brasil não há sequer discussão, vide os salgadinhos Elma Chips, todos transgênicos.

    Levanto esse detalhe pois num dos gráficos apontados a batata possui 0% de pesticidas, o que só se dá porque ela é modificada geneticamente.

    • SenhorTanquinho

      Obrigado pela informação, Bruno!

      Você tem razão, somos deixados completamente às cegas pelas empresas da agroindústria, tanto na questão dos pesticidas (que trouxemos neste texto) quanto nessa mais atual dos transgênicos.

      Nesse caso, continua válido o aviso: sempre devemos ficar atentos ao que colocamos em nosso prato!

      Forte abraço