Podcast do Senhor Tanquinho #004 – Rodrigo Polesso, do Emagrecer De Vez

Hoje trazemos pra vocês mais um episódio de PODCAST!

Dessa vez recebemos nosso terceiro convidado, o especialista e criador do site “Emagrecer de Vez”, Rodrigo Polesso!

Nesse nosso bate papo nós abordamos temas como:

  • o que levou o Rodrigo a se interessar por alimentação saudável e estilo de vida
  • como o site surgiu
  • dicas para se manter na dieta em viagens
  • expectativas em relação ao fim da má ciência sendo divulgada

E muito mais!


Conheça o programa completo elaborado pelo Rodrigo, o Código Emagrecer de Vez: http://bit.ly/srt-codigo

Para encontrar o Rodrigo na internet:


Assine: iTunes | Android | Stitcher | RSS

Assista ao episódio e compartilhe com seus amigos!

É uma maneira muito fácil de transformar sua ida ao trabalho em um momento de produtividade e lazer :)

Este episódio também foi gravado na forma de vídeo.

Caso você prefira, pode assisti-lo abaixo:

Transcrição Completa Do Podcast

Guilherme: Bem-vindo a mais um podcast do Senhor Tanquinho. Eu sou o Guilherme.

Roney: E eu sou o Roney. E aqui a nossa missão é deixar você no controle do seu corpo.

Roney: Olá, Tanquinhos e Tanquinhas!

Bem-vindos a mais uma edição do nosso podcast e hoje nós iremos falar com o grande Rodrigo Polesso.

Só para relembrar as regras: as perguntas são rápidas, mas o Rodrigo pode demorar o tempo que quiser para responder.

Guilherme: Tudo bom, Rodrigo?

Rodrigo Polesso: Tudo bem? Tranquilo, pessoal?

Guilherme: Tranquilo!

Para quem ainda não conhece o Rodrigo, ele é um cara que tinha sido gordinho, estava muito insatisfeito com o peso, tinha tentado bastante das medidas tradicionais para emagrecer e não tinha tido resultado.

Foi quando ele saiu do Brasil que o jogo virou, ele entrou em contato com conhecimento científico mais avançado, que muitas vezes não é divulgado e resolvendo o problema de peso dele, ele criou o blog Emagrecer de Vez para contar para o pessoal e também é idealizador dos projetos Código Emagrecer de Vez e Tribo Forte.

Fala, Rodrigo, esqueci de falar alguma coisa?

Rodrigo Polesso: Não, não… Foi um apanhado bastante preciso do que aconteceu ao longo do tempo desde 2009. Na verdade, pela primeira vez na vida que eu fui pensar em alimentação e no que eu comia foi em 2008 e 2009 porque até que você tenha 20 anos, dependendo 21, por aí, você não precisa se preocupar tanto; quem tem, digamos, a fisiologia mais sortuda. Claro que tem gente problema antes.

Mas no meu caso eu comecei a ver que era uma coisa errada com o espelho, à partir dessa data, entendeu? O espelho estava me mostrando uma imagem que era um pouco discrepante daquilo que eu queria ter para mim, então pela primeira vez na vida que eu fui procurar por dieta, alimentação, etc. e aí foi realmente o começo de tudo que hoje em dia é uma paixão minha.

Realmente eu só faço isso todo dia porque realmente é um universo muito interessante e é incrível, é quase inacreditável, como eu costumo dizer, na quantidade de porcaria que é dita por aí sobre esse assunto.

Guilherme: Verdade.

Roney: Então a nossa primeira pergunta é: qual foi a sua motivação, quando foi que você realmente começou a se interessar por alimentação e saúde?

Guilherme: Qual foi o ponto de virada? Você falou que até uma certa idade você não se preocupava tanto, e que a partir de certa idade começou a ficar insatisfeito com o espelho. Teve algum evento específico que foi o gatilho dessa preocupação? Ou qual foi o primeiro conhecimento que motivou você a ir atrás de mais?

Rodrigo Polesso: Basicamente não teve um evento que despertou, mas geralmente é assim com muita gente, eu acho, você está num estado de descontentamento contínuo até que chega num ponto que é, digamos, a gota d’água.

Eu estava num ponto em que eu estava acima do peso, estava trabalhando num emprego que eu não gostava, estava atacando a geladeira a noite para comer doce de leite com colher… Eu estava nesse vício de carboidratos, doces, estava num estado bastante crítico.

Certo dia de manhã cedo, antes de ir para o trabalho, eu estava me vestindo, olhei no espelho e naquele momento, por algum motivo, bateu que: “tem alguma coisa errada, tem alguma coisa errada”; então isso aí que motivou a inverter esse caminho, essa crescente ruim que tinha de problemas; então o futuro não seria nem um pouco brilhante, eu acho, se eu continuasse seguindo no mesmo caminho que eu estava na hora. Então basicamente foi uma insatisfação com o rumo que as coisas estavam indo.

Roney: Quando foi que você decidiu que tinha que espalhar esse conhecimento, criar o Emagrecer de Vez e começar a postar esse conhecimento lá?

Rodrigo Polesso: Foi quando eu comecei a pesquisar e a tentar em mim mesmo as coisas. Então eu comecei a ver algumas coisas que não davam certo, e depois eu comecei a achar informação que começou a dar certo em mim.

E uma coisa particular é que desde o começo, mesmo enquanto eu estava no Brasil, estava morando em Curitiba, eu comecei a procurar desde o zero por conhecimento em inglês.

Eu não sei porquê, mas eu sempre tive essa impressão de que o que está em inglês é mais próximo da fonte, que seja, apesar de ter muita coisa boa do Brasil também. Mas eu comecei direto procurando fora, então eu comecei a achar informação que era um pouco diferente daquela que estava sendo disseminada no Brasil.

Low-Carb nem se falava muito no Brasil, o pessoal não sabia muito o que era, na época. Então eu comecei a ver essas coisas, comecei a testar em mim, começou a funcionar e aí eu comecei a escrever o Emagrecer de Vez enquanto eu estava trabalhando ainda, compartilhando, enfim, o que eu estava aprendendo em formas de artigo e aquilo começou a pegar uma tração no começo.

O pessoal começou a entrar em contato com a informação que eles não tinham visto antes, por exemplo, que era basicamente oposta ao que eles estavam vendo por aí.

É basicamente isso… foi assim, eu me assustei: “Nossa, não pode ser que o que eu estou fazendo é completamente diferente do que eu vi no Brasil, do que o pessoal está fazendo, e eu estou obtendo resultado com isso!”. Tipo, é absurdo, então eu vou começar a compartilhar e vamos ver, né? E assim foi. Assim que começou, basicamente, a inspiração de começar a compartilhar.

Guilherme: Nós sabemos também que uma outra paixão sua é viajar bastante e conhecer países e nós queríamos saber o que você daria de dicas para as pessoas e como você, pessoalmente, faz para conseguir manter uma alimentação saudável mesmo quando está viajando, mesmo quando não está numa rotina.

Rodrigo Polesso: Certo… Esse é um desafio grande, na verdade. É muito fácil você montar uma rotina saudável e confortável para você, mas quando você está fora é mais desafiador.

Agora é o seguinte, tem duas coisas, primeiro: informação. Se você entende, de fato, qual é a base, o fundamento de uma alimentação correta, você consegue adaptar isso para qualquer alimento específico. Se você se prende à alimentação, à sua dieta, uma lista de alimentos, você não entende a base, mas se prende a uma lista: “Ah isso faz bem, isso faz mal, isso faz bem, isso faz mal…”, você fica limitado se você não encontrar, onde você estiver, esses alimentos.

Mas uma vez que você entende a base, você consegue aplica isso a qualquer alimento. Você consegue decidir você mesmo se o alimento pode ou não pode e o impacto metabólico de cada alimento. Então por isso que eu foco tanto em ensinar as pessoas, em instruir as pessoas quanto a isso: a base da informação, em saber responder você mesmo se o alimento pode ou não pode, para você não ficar limitado.

E a boa notícia é que não importa em quais países do mundo você esteja. Não importa. Até em país nenhum. Você sempre vai achar comida de verdade.

Você pode não achar aquela sobremesa, aquele pacotinho bonitinho que você está acostumado, mas comida de verdade você vai achar não importa em qual país do mundo, como eu falei, mesmo que você vá em algum lugar que não tenha nem país, você vai encontrar comida de verdade, nem que seja planta, seja animal, alguma coisa assim… Então não tem risco. Na verdade é uma liberdade que a gente ganha e que é possível se adaptar em qualquer lugar que você está.

Guilherme: Com certeza, ainda mais se você comprar em mercados, feiras ou até opções mais locais, dependendo de onde você viaja, você consegue achar opções que se adequam a uma alimentação saudável.

Rodrigo Polesso: Ah, como dica prática com certeza, você falou bem, qualquer supermercado, não importa onde você está, qualquer supermercado ou vendinha você encontra produtos frescos, de alguma forma, então você consegue sempre, mesmo que você esteja limitado em viagem…

Você consegue pegar, nem que seja uma fruta que você quer, umas nozes, umas castanhas, algum hambúrguer, só a carne… você consegue achar esse tipo de coisa mesmo em viagem. Pode ser um pouco mais difícil do que pegar aquela barrinha de chocolate, obviamente, mas é um esforço que você está fazendo por um benefício muito maior.

>>> Relacionado: Como manter a forma e emagrecer mesmo viajando

Guilherme: Muito bom! E nós achamos legal fazer essa pergunta porque é uma pergunta que nós recebemos bastante dos nossos leitores quando vão viajar e você tem experiência como viajante também.

Qual é a pergunta que você mais recebe lá no Emagrecer de Vez? Seja na área de membros de Tribo Forte, seja no blog, no Facebook, qual é a pergunta que você mais vê surgir para quem está iniciando a dieta?

Rodrigo Polesso: “Como é que eu faço para emagrecer?”. Essa é, sem dúvida, a pergunta mais comum que todo mundo que trabalha com emagrecimento escuta, mas na verdade, partindo do óbvio, que é essa pergunta, muitas pessoas ainda estão com a dúvida do que pode e do que não pode, sabe?

Estão ainda bitoladas em alimentos específicos de: “Eu posso farelo de aveia? Não pode.”, “Ah, então eu posso farelo de castanha? Ah, não pode.”, “Então pode…”, entendeu? As pessoas ficam específicas… “Posso maçã? Ah, mas e laranja? E tangerina?”, entendeu? Se você entender que tudo isso é fruta e você entender o impacto metabólico de fruta, você consegue responder para você mesmo como qualquer fruta impacta seu metabolismo, digamos assim.

As pessoas estão sempre querendo tabelas de alimentos… A Tribo Forte tem tabela, inclusive tem uma tabela grande lá com alimentos, cores e tudo mais para ajudar as pessoas, mas a gente sempre foca em passar a informação, a base: “Esse tipo de alimento impacta no metabolismo dessa forma, o sistema hormonal dessa forma, esse outro tipo de alimento impacta dessa forma…”.

Então as pessoas, com o tempo, vão “desbitolando” das especificidades, de alimentos específicos, obviamente, e começam a entender a base de tudo porque, na verdade, na natureza, se a gente olhar, não tem tanta variação assim de grupos de alimentos. A gente tem uma variação enorme de alimentos, com certeza, agora a gente não tem uma variação tão grande de grupos de alimentos. Então entender isso dá uma liberdade e um poder muito grande para as pessoas também e responde a pergunta do que pode e não pode também.

Roney: Perfeito.

Se você tivesse algum conselho para dar para quem está começando nessa jornada agora, para essa pessoa ter sucesso na dieta, no emagrecimento, qual seria esse conselho?

Rodrigo Polesso: O conselho é seguir alguma coisa que seja certa. Fácil dizer, né?

Agora, assim, a gente, inclusive recentemente eu fiz uma pesquisa e, quase 3000 pessoas responderam, e uma quantidade incrível das pessoas responderam que já tentaram, pelo menos, oito vezes emagrecer. Fizeram, pelo menos, oito tentativas. Isso é loucura e isso quer dizer o que? Isso é uma amostragem, mas reflete a realidade hoje.

Eu vejo que o que não falta, hoje, é vontade por parte das pessoas, de emagrecer. Isso está aumentando a cada vez. Cada vez mais as pessoas estão ficando mais críticas a respeito à saúde, valorizando mais a saúde do que nunca, valorizando um corpo em forma, não querendo ser uma pessoa doente.

Vontade não falta, agora o que falta muito é habilidade de seguir algo que seja certo. E como é que nós fazemos isso, como é que nós fugimos dessa armadilha? Porque em todo lugar que nós lemos tem uma dieta nova, tem um alimento milagroso, tem uma pílula nova, então nós estamos o tempo inteiro pulando atrás da solução fácil e, pessoal, novidade: se existisse um alimento milagroso, nós já saberíamos, certo? Porque não tem fruta nova que é descoberta, nada. Tudo o que existe nós já conhecemos no mundo.

Não existe nada milagroso, não existe um alimento específico que por si só vai ser responsável por solucionar os seus problemas. Não existe. Não existe. Apesar de a mídia querer convencer a gente que existe de tempo em tempo.

A maior arma das pessoas contra essa probabilidade estatística de falhar muito grande é informação. Por isso que nós compartilhamos tanta informação, compartilhamos para tentar munir essas pessoas de conhecimento e outra coisa que nós costumamos falar bastante nos podcasts da Tribo Forte também que é um “ceticismo inteligente”.

São as pessoas serem céticas, não céticas burras no sentido de: “Eu não acredito nessa besteira”.

É dizer: “Não, isso aí não tem fundamento. Isso parece fazer sentido, mas eu não vi nenhuma evidência. De onde será que vem isso aí?”. São as pessoas duvidarem de tudo que o que elas veem e serem um pouco mais céticas e criteriosas a respeito da fonte da informação onde elas estão pegando a informação. Porque se elas vão ler uma informação e vão basear uma mudança de hábito naquela informação é melhor que aquela informação seja correta.

As pessoas só tentam oito vezes a emagrecer porque elas tentaram oito coisas erradas, na maior parte das vezes. Salvo os casos onde as pessoas não seguiram o que era para seguir, digamos assim, que é uma exceção.

Quando você tem o conhecimento correto, você sabe, você é mais crítico, mais cético a respeito do que você lê, você começa a identificar as fontes corretas de informação. Então a partir daí, quando você tem a informação correta e a vontade necessária para fazer uma mudança, aí você atinge o seu objetivo e não entra mais em estatística das oito para mais vezes de tentativas e começa a fazer uma tentativa que é a sua última para depois manter para a vida inteira.

Guilherme: Perfeito!

Infelizmente as pessoas acabam colocando muito peso numa autoridade: “Saiu na revista tal” e elas não desenvolvem esse ceticismo de entender a qualidade da informação e não só onde ela foi impressa.

Em termos justamente de informação e de qualidade, nós sabemos também que você recebe muitos relatos de pessoas que têm sucesso e também deve receber alguns comentários ou devem vir algumas dificuldades no dia a dia. A gente queria saber qual é a maior alegria e qual a maior dificuldade que você vive no dia a dia do Emagrecer de Vez.

Rodrigo Polesso: Alegria, acho que você falou muito bem, a alegria que a gente vê, bom, diariamente a gente recebe testemunho de pessoas, inclusive as pessoas vão no Photoshop, colocam a foto de antes, a foto de depois, colocam peso… as pessoas fazem todo esse trabalho sem ninguém pedir. Simplesmente porque elas estão pela primeira vez na vida conseguindo atingir o que elas não conseguiam e falam:

“Nossa, não estou contando calorias, não estou passando fome, eu quero mostrar para os meus amigos, para as minhas amigas”.

E as pessoas vão lá e postam na página do Emagrecer de Vez ou mandam no e-mail ou mandam no comentário, enfim, as pessoas querem mostrar quanta felicidade elas têm.

Isso, eu sempre digo, honestamente, é uma das coisas que mais me motiva a seguir em frente é ler esse tipo de coisa porque as pessoas falam: “Mudou a minha vida”, não é “Mudou meu peso, mudou minha boa forma… ah, obrigado por ter me ajudado a perder 10 quilos”. Não. É tipo: “Mudou a minha vida”.

Porque as pessoas começam a ser umas pessoas diferentes no geral, elas constroem um novo estilo de vida porque uma pessoa que muda o estilo de vida, que atinge o peso ideal se torna uma pessoa de mais sucesso profissional e também no ramo de relacionamento. Essa pessoa se torna uma semente de mudança. É uma pessoa que, se tiver um filho, vai passar esse conhecimento adiante para o filho. Se tiver um amigo, vai passar para o amigo. Então é um exército que aumenta um sucesso de cada vez. Isso, para mim, é uma alegria muito grande de poder ver isso.

Por incrível que pareça, eu não recebo tanto comentário da resistência não, viu? Eu recebia um pouco mais antes, na verdade; comentários rebeldes da resistência, mas eu não recebo mais, inclusive resistência oficial de associação de nutricionista… Mas não adianta.

Porque eu acho que uma coisa que justifica o porquê disso acontecer, o porquê de a resistência não vir encher o saco, é porque uma das minhas filosofias base é propagar informação baseada em evidência.

Ou seja, eu, Rodrigo, eu não uso jaleco branco e eu não falo para ninguém: “Pode comer isso, não pode comer isso, siga essa receita, siga aquela”. Eu não falo isso. Eu falo o seguinte: “Um novo estudo mostra o seguinte…”, aí eu dou a minha interpretação, aí eu falo assim: “Eu, particularmente, faço isso porque eu acho que é uma boa ideia, porque a ciência está mostrando; agora você olhe os fatos, avalie você e decida se quer seguir ou não.”.

Quem vai contra fatos? É muito difícil. É só se você tiver um fato melhor – e a oposição não tem. A oposição não tem, digamos, evidências do mesmo nível que nós estamos apresentando. Então não tem como combater com evidências. Eu acho que o pessoal que sofre bastante opressão da direção oposta é porque eles cometem o erro de falar informação solta. Fazem isso, concluem alguma coisa e “Ah, óleo de coco não faz bem…”, agora a moda é essa… Eu falo no podcast inclusive. “Óleo de coco não faz bem, gordura saturada… Não tem prova nenhuma…”, , é fácil falar isso.

Qualquer um pode falar isso. Eu também não vou falar que óleo de coco faz bem. Não. A gente mostra os estudos, mostra que não tem relação nenhuma entre gordura saturada e doenças cardíacas. Isso é um fato. Então se isso é um fato você não pode usar isso como um argumento para dizer que o óleo de coco é ruim, entendeu?

Se você usa um argumento que não tem evidência contra um argumento que tem, você é um maluco da cabeça e na verdade a gente está lotado de malucos da cabeça por aí e o pior de tudo: muitos desses malucos da cabeça usam o jaleco branco.

Aí que o problema fica sério porque as pessoas têm que confiar nos profissionais. Esses profissionais deveriam se atualizar assim como um profissional da informática se atualiza, um engenheiro se atualiza… você está tratando com pessoas, se você passa ou prescreve uma coisa que está comprovadamente errada segundo a ciência, o errado aí é você. O culpado é você. Não tem desculpa.

Então é basicamente isso: eu tento passar informação, me munindo através do poder da evidência. Não sou eu que estou falando. É a evidência. Eu sou só uma interface, um meio facilitador nesse processo.

Roney: Perfeito.

Rodrigo, nós sabemos que você, talvez junto do Doutor Souto, foram os pioneiros dessa onda Low-Carb, sei lá se nós podemos chamar de Revolução da Alimentação que está ocorrendo e você começou o blog lá atrás…

Pelo menos, que perdura até hoje acho que é você e o Souto; talvez tivessem outros que não existem mais… Mas você imaginou, lá atrás, que estaria acontecendo isso atualmente?

E também como você vê essa coisa dessa mudança alimentar que está acontecendo daqui há alguns anos, daqui cinco ou dez anos? Você acha que isso tende a aumentar e crescer mesmo e ir acabando com essas balelas?

Rodrigo Polesso: Ah sim, eu acho que vai ser a norma. Eu não tenho a menor dúvida que, não sei quanto vai demorar ainda, mas com certeza o final da história vai ser, o alimento de verdade vai ganhar, uma alimentação naturalmente mais Low-Carb vai ganhar. Eu não tenho a menor dúvida.

Porque o que nós estamos fazendo agora é uma coisa muito artificial.

A gente só come alto carboidrato por causa das “substâncias comestíveis”: se os farináceos, os processados, os produtos, os sucos, os refrigerantes não existissem, a nossa alimentação tenderia naturalmente ser mais Low-Carb. Já naturalmente, sem esforço nenhum em ser Low-Carb.

O pessoal não ia encher a “pança” de batata de propósito, entendeu? Ia ser um condimento, ia ser uma alimentação mais tradicional Paleo, como nós vemos. Talvez não extremamente baixo em carboidrato, mas com certeza mais baixa em carboidrato e bem menos tóxica do que nós temos agora.

Eu acho que não tem dúvida que vai nessa direção e eu acho que o que vai trazer mudança são justamente as pessoas que estão estudando a gente, que começam a colocar isso em prática, começam a obter resultado e começam a demandar por produtos Low-Carb, por exemplo, alimentos de verdade.

Então para onde a demanda está olhando, a oferta vai atrás, certo?

Então nós mudamos uma indústria gerando uma demanda diferente. É assim que nós mudamos uma indústria e eu acho que está mudando já. A gente vê nos Estados Unidos e no Canadá também já tem uma oferta muito grande de produtos Low-Carb, produtos mais saudáveis e eu acho que esse é o futuro e não tenho dúvida a respeito disso.

Você perguntou do começo… Eu não tinha a menor ideia, de onde as coisas iriam. Inclusive, lá em 2000, nem lembro quando foi, dois mil e alguma coisa que alguém mencionou: “Ah, você devia ver… Tem um Doutor no Brasil que fala mais ou menos o que você fala, tem um médico…”, aí eu fui ver o Doutor Souto, entrei no blog dele e falei: “, legal! Tem um cara no Brasil que está conectado com o mesmo tipo de informação que eu estou vendo fora (do Brasil) e está disseminando. Que bacana!”

Aí lá atrás a gente se conectou, na época, daí a gente falou: “Você leu o livro do Gary Taubes, o “Como nós engordamos e o que fazer a respeito disso?”, aí eu falei: “Nossa, pois é, aquele livro é sensacional!” e na hora a gente se conectou. Na hora. E falou: “Cara, não tem ninguém falando disso. Não tem ninguém falando disso.” É incrível como é que o pessoal ainda está olhando para a direção totalmente oposta e eu estava morando fora na época e eu via que fora era uma coisa que já estava pegando tração e no Brasil estava longe de pegar tração.

Então nós continuamos, Doutor Souto também continuou, persistiu forte mesmo também com oposição (porque tenho certeza também ele também tem oposição) e agora nada melhor na minha opinião também, do que nós termos nos juntado semanalmente para fazer um podcast da Tribo Forte para tentar realmente potencializar a disseminação dessa informação toda.

Mas no começo, não, não tinha a menor ideia, eu não tinha o menor objetivo de [o blog] se tornar o que se tornou, eu não tinha nem objetivo de só fazer aquilo da vida. Era meio que um hobby, um blog que eu fazia à parte, só que acabou tomando tração e acabei gostando tanto disso que é só isso que eu faço hoje, então basicamente mudou a minha vida esse conhecimento todo. Não mudou só o peso: mudou meu estilo de vida completamente também e eu tenho certeza que do Doutor Souto também…

Hoje em dia a gente tem um evento da Tribo Forte todo ano, a gente quer fazer em São Paulo também, então é uma coisa que está ganhando esforço e o crescimento do evento também é outra prova que as pessoas estão cada vez mais fazendo parte desse estilo de vida, cada vez se motivando mais e mudando de vida.

Guilherme: Nós já compramos nossos ingressos para a Tribo Forte Ao Vivo e nós temos certeza que um monte de gente que está escutando a gente também vai estar lá porque são as pessoas que estão nessa fronteira do conhecimento, atrás de mais informação e que tiver a boa informação e bem embasada, com certeza consegue ajudar esse público a atingir o que eles desejam.

Rodrigo Polesso: E é um grupo bastante bacana porque muitas pessoas vão começar a ir para encontrar amigos também. Você vai num meio desse, você sabe que vai encontrar outras pessoas que estão alinhadas com o seu objetivo, então são pessoas que vão te motivar, contar a história de sucesso delas, vão dar dicas, etc.

É uma maneira fácil também de alavancar também o seu próprio sucesso, se conectar com pessoas que estão alinhadas com o mesmo objetivo. Por isso que a atmosfera, a energia é tão bacana.

Guilherme: Com certeza. Muito legal.

Rodrigo, nós estamos terminando aqui a entrevista, como nós falamos, era rápido e temos uma pergunta final: tem alguma pergunta que você gostaria de ter respondido, mas que nós não fizemos? E qual seria?

Rodrigo Polesso: No improviso assim é complicado! [Risos]

Bom, uma coisa que eu tento sempre enfatizar e repetir, inclusive quando eu faço entrevistas por aí… Eu estou tentando na mídia também tentar passar essa informação. Hoje mesmo eu tinha uma entrevista com a Revista Saúde e tal para tentar passar essa informação para frente, tentar popularizar mais, né?

Mas uma coisa, se eu tenho uma chance de falar, uma coisa que eu quero que as pessoas lembrem é que a qualidade do que você come é mais importante do que a quantidade.

É quebrar o paradigma antigo quantitativo das calorias. Essa mensagem, eu acho que pode mudar a vida das pessoas, que é basicamente você esquecer tudo o que vem sido dito nas últimas décadas de que você precisa focar em comer menos calorias e exercitar mais para gastar; esquecer isso e começar a focar na qualidade, ou seja, focar no que você come e não no quanto você come como foco primário.

Até porque nós vemos na ciência que quando você foca no que você come, se é uma alimentação correta, você automaticamente sem pensar vai começar a comer menos. Sem pensar, sem passar fome, automaticamente.

Então o foco primário nas calorias, a gente tem prova de sobra, que é uma coisa que só vai dar frustração. A gente tem provas científicas, tem estudos, tema até a pesquisa que eu acabei de mencionar, das pessoas tentando mais de oito vezes emagrecer porque o foco é na quantidade, em comer menos.

Seria aprender o que é uma alimentação de verdade, eu chamo de alimentação forte, que é flexível, baseada em alimentos de verdade, aprender o que são alimentos de verdade, o que substâncias comestíveis, ter essa base sobre alimentação e entender isso aí e daí para frente é isso.

Foque na qualidade antes de tudo e depois siga para os próximos passos, seja jejum intermitente, seja exercício, mas a base de tudo é uma alimentação correta que te dá energia, tira a toxicidade do teu corpo, faz você se sentir melhor e tudo acaba melhorando quando a base está correta. Então qualidade e não quantidade.

Essa seria a mensagem final que eu gostaria que as pessoas tivessem em mente.

Roney: Legal, Rodrigo.

E antes de terminar a gente gostaria que você deixasse aqui onde as pessoas podem te encontrar, mídias sociais, site, os seus projetos como Tribo Forte, O Código; como elas podem saber mais sobre o Rodrigo e seus projetos.

Rodrigo Polesso: Claro.

Tem alguns, ao longo do tempo a gente começa a desenvolver vários, mas o quartel general é o emagrecerdevez.com. Vocês podem, se quiserem, deixar o link abaixo, não sei…

Aí tem o programa para quem quer emagrecer, em que o foco é emagrecimento: é o Código Emagrecer de Vez, que é um programa de três fases e coloca a filosofia passo a passo para quem quer uma coisa fácil baseada em evidências: codigoemagrecerdevez.com.br.

E a Tribo Forte que a gente vem falando, é esse grupo incrível, é um portal privilegiado onde se tem acesso a conteúdo privilegiado, receitas para te ajudar no estilo de vida, ferramentas para fazer tracking do progresso, fórum para se comunicar com outras pessoas, vídeos legendados, as palestras do Tribo Forte Ao Vivo estão lá dentro também…

Então com a Tribo Forte, com você se tornando assinante, a ideia é que isso te ajude, seja uma ferramenta muito poderosa para você formar e manter um estilo de vida saudável.

E é uma metamorfose ambulante porque está crescendo diariamente e tem muitos planos ainda de crescimento para isso.

Então eu acho que, eu estou tentando disseminar a Tribo Forte como um estilo de vida porque eu realmente sei que está mudando a vida das pessoas e é uma energia muito boa estar lá dentro. É triboforte.com.br para quem tiver interesse me ver.

Esses são os três principais projetos que eu costumo dizer para as pessoas que podem ajudá-las de várias formas diferentes.

Roney: Nós vamos deixar os links aqui na descrição para quem quiser acessar.

Guilherme: Bom, era isso, a ideia realmente foi passar um pouco do seu conhecimento e um pouco da sua história para o pessoal conhecer e aí, quem sabe, no futuro a gente faz uma segunda rodada, a gente vai abrir perguntas para o pessoal que está assistindo e acompanhando e aí numa segunda rodada pode ser mais focada em perguntas e respostas, algum conhecimento específico, mas acho que o importante hoje foi realmente a galera conhecer mais esse projeto que ajuda o Brasil a se alimentar melhor.

Obrigado pelo seu tempo, Rodrigo!

Rodrigo Polesso: Ótimo! Obrigado vocês e sucesso para o projeto de vocês também.

Guilherme: Você acabou de ouvir mais um episódio do podcast do Senhor Tanquinho.

Roney: Não deixe de se inscrever para não perder nenhum episódio com os maiores especialistas para a sua saúde.