Rinite E Sinusite: Dicas De Alimentação E De Estilo De Vida Para Melhorar Problemas Respiratórios

É horrível sofrer com rinite e sinusite.

Eu sei bem disso: porque sofrer com a rinite era a minha realidade constante no passado.

Mas faz muito tempo que eu não tenho uma crise bem ruim de rinite.

E hoje vou compartilhar com você o que você pode fazer para melhorar os sintomas da rinite e sinusite.

Vou te mostrar algumas dicas simples de alimentação — e mais algumas estratégias extras que podem te ajudar a se livrar da rinite.

Além disso, nas pesquisas para fazer este artigo, também encontrei dicas importantes para quem tem sinusite.

Então leia atentamente até o final para descobrir como diminuir (ou mesmo eliminar) os sintomas desses problemas respiratórios tão incômodos.

Se você se interessou por este tema, a única coisa que te peço é que coloque seu email na caixa acima.

Assim você será avisado quando eu postar mais conteúdos de saúde como este. Combinado?

Então vamos explorar as possíveis soluções para rinite e sinusite.

Iniciando pelos três fatores que eu observei que mais influenciam nas crises de rinite.

Dessa forma, você vai entender o que você pode fazer a respeito das suas crises.

3 Fatores Que Influenciam Crises De Rinite

Ao longo de todos esses anos, identifiquei 3 fatores principais que influenciam as minhas crises de rinite.

O primeiro deles é a poluição do ar: ficar em locais mais poluídos (como a minha cidade natal, São Paulo) leva a crises muito mais frequentes de rinite.

Isso pode ser facilmente percebido quando você vai para algum local menos poluído.

Por exemplo: no meu caso, eu tinha muito menos crises quando morava em Sorocaba, no interior de São Paulo.

Porém, mesmo em Sorocaba eu ainda sofria um pouco com a rinite — só que era devido ao segundo fator: a umidade do ar.

Pois o fato é que em ambientes mais secos (ou quando o tempo está muito seco) a rinite tem mais chances de atacar.

E o terceiro fator é a alimentação — que será o foco desta primeira parte do texto.

Mas Senhor Tanquinho, por que focar apenas na alimentação se ela é apenas um dos fatores?

Essa é uma excelente pergunta — e que merece uma excelente resposta.

A verdade é que na vida existem algumas coisas que podemos controlar — e outras que não podemos.

E distinguir entre essas duas categorias é muito importante para sabermos onde devemos aplicar os nossos esforços.

No caso, eu não tenho o poder de controlar o clima.

(Embora eu ache que seria um super poder muito legal de se ter.)

(Como no caso da dança da chuva…)

Sendo assim, a não ser que você se mude, e vá para um lugar com menos poluição ou com o clima mais úmido, não tem muito o que você possa fazer na questão dos dois primeiros itens — que são poluição e umidade do ar.

E é por isso que vamos focar na alimentação, que está sim plenamente sob seu controle.

Afinal de contas, ninguém aponta uma arma para sua cabeça te obrigando a comer lixo, não é mesmo?

(Mesmo assim, eu vou te dar uma dica para lidar com o tempo muito seco ou poluído que pode te ajudar muito.

Por isso, continue lendo.

Porque neste texto eu vou revelar uma medida caseira simples que você pode adotar.)

Mas vamos começar falando da alimentação.

Como Melhorar A Rinite Com A Alimentação

Existem diversas teorias sobre o que pode influenciar da alimentação na questão da rinite e sinusite.

O que eu pessoalmente identifiquei — e confirmei com centenas de relatos de pessoas — é que minha rinite melhorou muito quando eu comecei a seguir uma alimentação low-carb.

(A Eliana também relatou o mesmo, confira a história dela.)

Após mais de 5 anos de dietas mais baixas em carboidratos (e ocasiões suficientes de refeeds e dias livres), consegui observar uma intensa correlação entre sair da dieta e ter crises de rinite.

Eu, pessoalmente, não sinto crises mais quando estou comendo low-carb direitinho, com comida de verdade.

Por outro lado, quando eu me permito alguma exceção — por exemplo, tomando uma cerveja artesanal, ou comendo bolo, pães, enfim —  aí sim a rinite tende a atacar.

No meu caso pessoal, eu acredito que isso se deva ao trigo (não sei se por causa do glúten ou de algum outro antinutriente).

Observei repetidas vezes, e é apenas quando consumo alimentos com trigo que tenho ataques de rinite.

Sendo que quando eu como, por exemplo, arroz ou batata — apesar de também serem alimentos com uma maior quantidade de carboidratos — isso nunca acontece.

Nem quando como frutas ou demais alimentos de verdade.

Então eu sei que isso é apenas uma evidência anedótica (isto é, um relato pessoal) — não é um estudo científico nem nada assim.

Mas é algo que observei que me ajuda — e que pode te ajudar também.

Por que alguns alimentos causam crises de rinite?

Essa também é uma boa pergunta — mas para a qual infelizmente não existe uma resposta fechada.

Pode ser que essas crises sejam desencadeadas, para algumas pessoas, por conta de algum tipo de sensibilidade não-celíaca ao glúten.

Mas também pode ser que seja algum tipo de alergia ao trigo — ou a algum dos outros componentes que existem nele.

(A Raquel Benati falou sobre isso numa entrevista para o nosso podcast, clique aqui para ler ou ouvir.)

Então realmente é difícil você apontar e falar: “eu tenho sensibilidade ao glúten” ou não.

Pois existem vários testes que têm de ser feitos para poder falar isso com certeza.

Mas o que você pode fazer é um experimento pessoal.

Isto é: na dúvida, se você sabe (ou imagina) que determinados alimentos atacam a sua rinite, pode ser uma ideia melhor você não consumir muito deles.

Então é só ficar 30 dias sem trigo que tudo vai se resolver?

Talvez sim… mas talvez não.

Primeiro porque, caso apenas o glúten seja um problema, ele não está presente apenas no trigo.

Mas também em outros cereais, como centeio, cevada (o que se usa normalmente para fazer cerveja), e mesmo a aveia (por contaminação cruzada).

Então, só por isso, não bastaria apenas “evitar o trigo”.

No entanto, o trigo é apenas um dos alimentos com potencial para causar problemas.

Porque outras pessoas podem ter problemas com laticínios também.

Principalmente com a lactose, que é o açúcar naturalmente presente no leite.

Relacionado: veja como fazer uma cuca low-carb sem glúten nem lactose.

Mas também é possível que os problemas sejam com as proteínas do leite, como a caseína, ou mesmo o whey protein.

Por isso, se você se dispuser a fazer o experimento de 30 dias, pode ser interessante não restringir apenas o glúten.

Mas sim fazer uma dieta low-carb tipo paleo — com muita comida de verdade (carnes, ovos, peixes, frutas, hortaliças e vegetais) e sem laticínios.

(Diferente da vertente Primal, por exemplo.)

A meu ver, essa exclusão (ou diminuição acentuada) de alguns alimentos é que está na raiz de tantos relatos de melhora da rinite.

Pois, quando as pessoas diminuem a ingestão de carboidratos elas acabam retirando bolos, pães, e farináceos — ou trocando por versões feitas com farinhas low-carb.

E acabam por comer uma dieta baseada em bichos e plantas, pobres em carboidratos.

Então, pela minha experiência, não são os carboidratos em si que provocam crises de rinite.

Mas sim os carboidratos ultraprocessados, especialmente os ricos em glúten.

Sendo que, para outras pessoas, pode ser necessário reduzir ou eliminar o consumo de queijos e laticínios — mesmo aqueles baixos em carboidratos.

Resumindo: muitas pessoas apresentam melhoras de saúde (inclusive em problemas respiratórios como asma e rinite) quando mudam para uma alimentação low-carb.

E percebem que, quando consomem alimentos numa eventual exceção da dieta (ainda mais se for em grande quantidade), a rinite tende a ficar pior.

Como lidar com isso?

Você pode experimentar fazer uma dieta de eliminação por 30 dias (como o protocolo Whole30 ou mesmo algum protocolo autoimune) e ver como se sente.

Este desafio de 30 dias provavelmente é a melhor medida alimentar que você pode fazer por si mesmo para minimizar a ocorrência de crises de rinite.

Relacionado: conheça aqui outros 6 benefícios das dietas low-carb.

Até agora, vimos que você pode mudar a alimentação para melhorar em muito a sua relação com a rinite.

No entanto, mesmo mudando a alimentação, você não tem controle sobre o tempo (clima).

Pois ele pode ficar mais poluído, ou mais seco, e ainda incomodar você.

Sendo assim, o que você pode fazer quando isso acontecer para diminuir o incômodo da rinite e do nariz entupido?

Como Melhorar A Rinite Quando O Ar Está Seco Ou Poluído — Usando O Neti Poti

Após mudar a alimentação, minhas crises de rinite diminuíram sensivelmente.

Porém, de vez em quando o ar seco ou poluído ainda me incomodava.

Eu pesquisei bastante na literatura, e resolvi experimentar uma solução que eu não conhecia.

Ela se chama Neti Poti (ou Neti Pot).

O Neti Poti é esse dispositivo aqui.

Ele é uma espécie de pequeno jarro de cerâmica.

No qual você coloca soro fisiológico — e, com ele, irriga o seu nariz.

O processo é bem simples:

  1. preparar uma solução salina em casa (meio litro de água morna e uma colher de chá de sal),
    1. você também pode usar o soro fisiológico vendido em farmácias;
  2. colocar parte dessa solução no seu Neti Poti;
  3. passar a solução por uma narina — ela sairá na outra;
  4. repetir até acabar a água.

É apenas isso!

Essa medida simples e caseira resolveu o que restava dos meus problemas de rinite após consertar a alimentação.

Neti Poti — Dicas e observações

Conforme você provavelmente vai descobrir ao experimentar com o Neti Poti, existem algumas variações que você pode utilizar.

Abaixo compartilho 4 dicas de uso do Neti Poti que testei pessoalmente.

Dica #1 — Fazer solução salina em casa

Fazer  a solução salina em casa é muito fácil.

Você basicamente mistura uma colher de chá de sal em meio litro de água.

Com isso, você obtém uma concentração de cerca de 0,9% de sal.

Que é a exata concentração do soro fisiológico.

Sendo que fazer em casa é bem mais econômico do que comprar um frasco de 500ml de soro fisiológico por dia.

Dica #2 — Usar água morna

Eu experimentei usar água em diversas temperaturas.

E a água morna parece ser a que funciona melhor.

Até porque a água morna ajuda o sal a se dissolver melhor do que uma água muito fria.

E é mais agradável também — a água gelada vai incomodar, especialmente no inverno.

Sendo que a água muito quente vai queimar a pele sensível ao redor das narinas.

Desse modo, a temperatura ideal é algo em torno de 30 a 40 graus.

Mas você não precisa ficar obcecado com isso, nem mesmo comprar um termômetro.

A regra prática é a seguinte: use uma temperatura agradável a você.

E guarde a água gelada para beber — ou para tomar banhos frios.

Dica #3 — Frequência de uso

Quando estou com crises de rinite, uso liberalmente — geralmente todos os dias, pela manhã.

No entanto, quando estou respirando bem, não costumo utilizar.

Uma vez que é algo relativamente incômodo de fazer, e ocupa tempo.

Sem apresentar benefícios adicionais.

(Isto é, quando já estou respirando bem, não respiro melhor após irrigar o nariz.)

Dica #4 — Soluções mais concentradas

Eu experimentei algumas vezes com soluções mais concentradas do que 0,9%.

Ou seja, soluções com mais sal no mesmo volume de água.

E reparei que, aparentemente, a irrigação fica mais efetiva.

No entanto, essas soluções mais concentradas (chamadas hipertônicas) são um pouco mais desagradáveis de utilizar.

E por vezes podem passar a impressão de que tem água do mar saindo do seu nariz.

Dica #5 — Experimente!

Por fim, minha dica final é que você dê uma chance a este método.

(Após falar com seu profissional de saúde de confiança, é claro.)

Pois a literatura parece ser bem favorável a ele.

Com alguns resultados positivos — e aparentemente sem aspectos negativos.

Pode ser um pouco estranho no começo — mas logo você se acostuma.

E uma dica para ajudar a passar o tempo enquanto faz isso é escutar os nossos podcasts enquanto irriga seu nariz.

Assim você se distrai um pouco e aprende mais sobre a sua saúde — justamente enquanto cuida dela.

Outros Fatores Que Influenciam A Rinite

Revisando rapidinho o que aprendemos até agora.

Vimos que a rinite pode ser altamente influenciada:

  • por sua alimentação,
  • pelo tempo seco, e
  • pelo tempo poluído.

No entanto, isso não é tudo.

Por exemplo, em períodos de estresse a imunidade pode baixar, e a rinite atacar também.

Eu pessoalmente passo por isso — minha rinite tende a ficar pior.

(Além de sofrer com acne e outras coisas desagradáveis.)

Ou seja: sei que é difícil, mas pode ser útil gerenciar o estresse para melhorar a rinite.

Sendo que ainda há outros elementos ainda mais óbvios.

Por exemplo: evite fumar.

Você provavelmente já sabe que fumar não é bom para o seu nariz, e nem para o seu sistema respiratório como um todo.

Se você tem rinite, pode pensar nisso como um tipo de “vantagem”.

Como assim, Senhor Tanquinho?”

Bom, o fato de ter rinite é praticamente um seguro de que você nunca vai se tornar fumante.

Porque você se sente muito mal e sem conseguir respirar direito imediatamente após fumar.

(Qualquer um que já teve uma péssima noite de sono devido à rinite sabe do que eu estou falando — aquela sensação horrível de não conseguir dormir à noite por estar com o nariz todo entupido, e sem conseguir respirar.)

Então, como as consequências desse hábito são imediatas, elas funcionam quase como um “Seguro” para que você não se torne fumante.

Enquanto as outras pessoas têm de pensar no longo prazo, em doenças que demoram décadas para aparecer (como, por exemplo, câncer de pulmão).

Resumindo: Alimentação, poluição e umidade do ar influenciam na rinite, mas não são tudo. Você também vai querer gerenciar seus níveis de stress e evitar fumar.

Até agora, tivemos uma visão bem abrangente da rinite e de como lidar com ela.

Se você seguir as dicas que apresentamos até aqui (inclusive fazer o desafio de 30 dias e irrigar o nariz com o Neti Poti), já estará no rumo certo para diminuir sensivelmente seus problemas com a rinite.

Então agora vamos falar de sinusite — o que é, e o que você pode fazer.

Sinusite: O Que Você Pode Fazer

A sinusite é diferente da rinite porque, no caso, ela é uma infecção dos seios nasais.

Os seios nasais são espaços preenchidos com ar dentro do crânio, e você pode senti-los na testa e nas maçãs do rosto.

Ou seja: a sinusite é uma inflamação desses seios nasais, geralmente devida a uma infecção ou vírus.

Sendo assim, ela é um pouco diferente da rinite.

Mas muitos dos sintomas são parecidos.

Como, por exemplo, as vias respiratórias ficam entupidas.

Sendo assim, o uso do Neti Poti (conforme expliquei acima) pode ajudar.

Além disso, você também pode experimentar com a alimentação — fazendo o desafio de 30 dias sem glúten, ou mesmo sem glúten e sem laticínios.

Até porque nada de ruim vai acontecer de você tirar glúten e carboidratos refinados durante 30 dias.

São só 30 dias!

E você com certeza não vai ficar pior. Isso eu te garanto.

(Embora é possível que você  se sinta mais fraco(a) nos primeiros 2-3 dias de dieta.)

Resumindo: no caso da sinusite, pode ser útil experimentar com os mesmos protocolos que vimos acima sobre a rinite.

Mas eu não escrevi esta seção do texto apenas para dizer “releia acima e faça igual”.

Afinal de contas, aqui a gente sempre quer surpreender e ajudar você.

Sendo assim, agora vou compartilhar algumas medidas que encontrei em minhas pesquisas sobre sinusite.

Antes disso, aquele aviso básico.

Aviso médico importante

O aviso é aquele lembrete que você tem sempre de ter em mente: o de que nada aqui dito substitui a recomendação médica.

Então fale com seu profissional de saúde de confiança antes de sair fazendo um monte de coisa maluca só porque alguém falou sobre elas num blog ou num canal do YouTube.

(Mesmo se for um blog ou canal bom e cheio de referências como o nosso ?.)

Sendo assim, tenha em mente que as próximas seções são baseadas em minhas leituras e pesquisas na literatura científica, e que eu não testei nada disso.

Porém, eu acredito que você deva ler tudo com atenção.

Para assim ter uma luz inicial de onde procurar por uma solução, e poder conversar com seu médico sobre alternativas.

Porque eu sei como é muito ruim você procurar uma solução para o seu problema e não encontrar nada.

Você está lá, desesperado, sem conseguir respirar…

Mas só encontra aqueles os mesmos sites e informações sem graça e ineficazes de sempre.

Ou então você se desespera, e se automedica — apelando para aqueles vasoconstritores.

Aqueles sprays nasais que descongestionam seu nariz na hora, mas que causam vários efeitos ruins no médio e longo prazo.

E é para fugir desse ciclo de decepção que escrevemos esta seção.

Apenas se lembre: nada disso substitui a consulta com o seu médico.

Então você lê tudo, pega as referências que apontamos ao final do texto, conversa com ele e vê. Nós não estamos prescrevendo nada.

Ufa! Essas coisas que nossos advogados nos obrigam a dizer, não é mesmo?

Agora que o aviso legal está feito, vamos direto para alguns fatores que podem te ajudar a lidar com a sinusite.

Tenha em mente que vou tocar brevemente em algumas medidas de caráter mais “especulativo” — e ao final o texto trazer 3 estratégias mais embasadas em evidências científicas.

Sinusite — antioxidantes

Para a melhora do sistema imunológico no geral, alguns autores e pesquisadores sugerem que antioxidantes naturais podem ser interessantes.

Eles incluem, por exemplo:

  • o açafrão-da-terra (cúrcuma),
  • a pimenta (que tem capsaicina, que pode ajudar no caso da inflamação nasal), e mesmo
  • o caldo de galinha (que também é rico em nutrientes e pode ser uma bebida boa e gostosa).

Uma maneira simples de juntar tudo isso é fazendo uma receita de sopa à base de caldo de ossos, bem temperada com açafrão e pimenta.

Veja algumas ideias de sopas low-carb aqui.

Sinusite — Vick VapoRub

O Vick VapoRub é composto basicamente por óleos essenciais.

Ele não é exatamente um remédio — mas esfregar Vick VapoRub no peito e nas costas pode ajudar a descongestionar suas vias respiratórias.

Sinusite — Vitamina D

A vitamina D é um nutriente que está deficiente em boa parte das pessoas.

Isso acontece porque nosso estilo de vida atual tende a envolver pouca exposição ao sol.

Sendo que regularizar os níveis dessa vitamina — caso você esteja de fato deficiente nela — pode melhorar a sua imunidade no geral.

Como eu faço para saber se estou deficiente em vitamina D?

Para isso, você precisa fazer exames de sangue, e discutir os resultados com seu médico.

O que eu sei é que este exame nem sempre é pedido — porque muitas pessoas ficam obcecadas com níveis de colesterol total e esquecem de pedir esse importante exame.

No meu caso, suplemento com vitamina D há meses (é um dos poucos suplementos realmente úteis) e meus níveis estão normais agora.

Recomendo que você converse sobre isso com seu profissional de saúde.

Relacionado: a Nutricionista Fernanda Macuco falou sobre Vitamina D e outros suplementos em uma entrevista exclusiva.

Sinusite — Dicas da avó

Agrupei nesta seção várias “dicas da avó” — isto é, pedaços de sabedoria popular — que são usados para “tratamentos caseiros” contra a sinusite.

Alguns comuns incluem:

  • gengibre,
  • alho,
  • vitamina C,
  • limão,
  • limão com água quente e uma colher de mel.

Enfim.

Todos esses itens podem potencialmente ajudar — embora a evidência para isso não seja conclusiva.

A questão principal é que eles não parecem fazer mal — e ainda podem atuar como algum tipo de conforto emocional ou mesmo efeito placebo.

No entanto, existem 3 maneiras de controlar a sinusite que estão começando a ser mais estudadas.

E é sobre elas que vamos nos debruçar agora.

Sinusite — 3 Maneiras De Controlar (Apoiadas Por Evidências Científicas)

Por mais incrível que possa parecer, as estratégias desta seção estão sendo apoiadas por algum tipo de evidência.

Não são estudos completamente conclusivos — mas vale dizer que são medidas que fazem sentido, e que estão sendo testadas na prática.

#1 — Neti Poti com shampoo Johnson

A primeira dessas estratégias envolve utilizar o Neti Poti para irrigar o nariz, conforme vimos na seção sobre rinite.

No entanto, nesta versão “turbo” do Neti Poti, acrescentamos um pouco de shampoo Johnson & Johnson à água.

Sim, exatamente: aquele shampoo para crianças que não deixa arder os olhos.

A teoria por trás disso é que o shampoo Johnson destruiria o biofilme (tipo de tecido em que as bactérias de infecções como a sinusite ficam alojadas).

Mas não é para colocar shampoo no nariz até ele parecer uma fábrica de bolinhas de sabão.

Num dos estudos, a concentração utilizada foi de 1% de shampoo johnson na solução isotônica de água e sal (soro fisiológico normal, ou a versão caseira que ensinamos anteriormente neste texto).

#2 — Spray nasal de xilitol

Se você nos lê há algum tempo, talvez você já conheça o xilitol.

Nós o utilizamos em várias receitas low-carb aqui do site, porque ele é um excelente adoçante low-carb.

Ele é um açúcar de álcool (assim como o eritritol), tem gosto doce e pode substituir o açúcar.

E um de seus benefícios diz respeito à prevenção de cáries e melhora da saúde bucal.

(Nesse aspecto, ele é bem diferente do açúcar, cujo consumo exagerado pode levar a cáries.)

E como o xilitol luta contra as cáries?

E, mais importante: o que diabos isso tem a ver com sua sinusite?

Tem tudo a ver.

Porque ele atua destruindo o biofilme (o tecido onde as bactérias ficam), assim como o shampoo Johnson.

Ele faz isso tanto na boca (no caso das cáries) quanto nas suas vias respiratórias (sinusite).

Já encontramos inclusive spray de xilitol à venda na Amazon — justamente com promessas de que pode te ajudar a respirar melhor.

Sendo que você não precisa recorrer a produtos prontos para usar o xilitol.

E essa é a nossa dica final.

#3 — Neti Poti com sal e xilitol

Por fim, você pode fazer sua própria solução caseira de xilitol com sal.

E pode ser que isso descongestione o seu nariz e te ajude a lidar com a sinusite.

Alguns estudos mostram resultados positivos com o uso do xilitol — inclusive um estudo de caso que usou uma solução de 11% de xilitol e 0,65% de sal para ajudar crianças.

(No caso, até mesmo a asma e outros tipos de crises respiratórias pareceram melhorar.)

Essa concentração do estudo seria algo como:

  • 400 ml de água morna (pouco menos de duas xícaras),
  • 50g de xilitol ( ⅓ de xícara)
  • 3g (meia colher de chá) de sal (é bem pouquinho mesmo).

Mas claro que isso não é uma recomendação: fale com seu médico para achar a dosagem ideal.

Resumindo: Você pode turbinar os resultados da sua irrigação nasal com Neti Poti com soluções que, além de sal, contam com a adição de shampoo Johnson ou xilitol.

Rinite E Sinusite — Conclusão E Palavras Finais

Se você sofre cronicamente com rinite e sinusite, deve estar empolgado(a) agora.

Porque finalmente pode ver uma luz no fim do túnel para os seus problemas respiratórios.

Eu sei que eu fiquei muito animado quando descobri tudo isso.

Pois já estive nesse lugar onde você está agora: cansado, sem conseguir respirar, sem querer me medicar o tempo todo, e buscando por uma solução.

Por isso, se você também deseja minimizar esses problemas, nós apresentamos:

  • possíveis mudanças alimentares que podem ajudar,
  • uma medida caseira para os dias secos e poluídos,
  • “dicas da avó” que podem te ajudar a melhorar,
  • um suplemento que talvez te ajude, e mesmo
  • duas adições inesperadas no seu soro fisiológico para matar as bactérias e combater a sinusite.

Espero que este artigo seja útil — e lembre-se de compartilhar com alguém que pode se beneficiar deste conhecimento.

Porque eu sei quanta diferença isso fez na minha vida.

Especialmente as mudanças alimentares.

É por isso que recomendo que você experimente 30 dias deste cardápio low-carb sem glúten.

Pois ele pode ser um divisor de águas na sua saúde — tanto respiratória quanto no geral.

E, de brinde, você ainda pode acabar sentindo mais energia e disposição, e ainda eliminando uns pneuzinhos extras da cintura.

Clique aqui para saber mais sobre o cardápio.

Tendo dito tudo isso, agora quero ouvir de você.

Você também sofre ou já sofreu com rinite ou sinusite? Qual dos dois?

O que te ajudou a melhorar?

Comente suas experiências pessoais — e vamos assim caminhar juntos em direção a uma vida melhor.

E deixe seu email na caixa ao final do texto (antes da seção de comentários, e depois das referências utilizadas). Assim te avisaremos dos próximos artigos.

(Não se preocupe: é 100% grátis, e sempre será — e, se você não gostar, pode sair a qualquer momento.)

Referências

Este conteúdo foi inspirado num vídeo de nosso canal.

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As referências utilizadas na nossas pesquisas estão listadas abaixo (na ordem na qual os assuntos aparecem no texto).

  1. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26607495
  2. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26514931
  3. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25336097
  4. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23354530
  5. https://www.dailymail.co.uk/health/article-2252167/Souper-broth-An-old-wives-tale-No-chicken-soup-really-CAN-fight-cold-say-scientists.html
  6. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11599365
  7. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22557276
  8. https://www.sciencedaily.com/releases/2011/08/110825164933.htm
  9. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3600823/
  10. https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0058725
  11. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15989379
  12. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21592422
  13. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1236801/#pmed-0020307-b1
  14. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18284857
  15. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21994147
  16. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28390807
  17. http://commonsensemedicine.org/articles-of-interest/nasal-xylitol-from-clinical-practice-of-alternative-medicine/