Podcast #018 – Cris E Raquel, As Professoras De Nutrição De Viçosa

Neste episódio, convidamos as professoras doutoras em Nutrição – e docentes da Univiçosa – para um bate papo sobre alimentação.

Ouvindo o episódio até o final, você vai saber exatamente:

  • como a Cris e a Raquel descobriram o mundo da alimentação low-carb,
  • como a dieta low-carb se encaixa nas diretrizes de alimentação atuais,
  • quais os resultados pessoais que elas obtiveram com a low-carb,
  • quais as ações que estão levando esse novo paradigma da comida de verdade para dentro da universidade,
  • como você pode fazer uma pós-graduação em nutrição e dieta low-carb.

Escute o episódio porque ele está recheadíssimo!

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Depois de ouvir o podcast, entre em contato com a Cris e a Raquel.

Ouça o episódio e compartilhe com seus amigos.

É uma maneira muito fácil de transformar sua ida ao trabalho (ou mesmo academia) em um momento de aprendizado e lazer.

Transcrição Completa Do Episódio

CRIS E RAQUEL

Guilherme: Bem-vindo a mais um podcast do Senhor Tanquinho. Eu sou o Guilherme.

Roney: E eu sou o Roney. E aqui a nossa missão é deixar você no controle do seu corpo.

Guilherme: Olá, Tanquinho, olá, Tanquinha.

Bem-vindos a mais um episódio do nosso podcast. Hoje nós temos a honra e o prazer de contar com a Cris e a Raquel.

Roney: Bom, nós conhecemos a Cris e a Raquel primeiramente no evento Tribo Forte Ao Vivo. Elas foram duas das palestrantes, que deram uma palestra muito legal, contando como foi a trajetória delas ao mudar o conceito que tinham da Nutrição tradicional: comer de três em três horas, com um monte de carboidrato e pouca gordura… para essa alimentação Low-Carb mais baseada em comida de verdade.

Nós achamos super legal essa mudança, até porque elas dão aula lá na Universidade de Viçosa e por isso nós resolvemos chamá-las para falar aqui no podcast.

E aí, Cris e Raquel, tudo bem com vocês?

Cris: Tudo ótimo!

Bom dia, ou boa tarde, ou boa noite, depende do horário que o público vai ouvir o podcast…

Está tudo ótimo com a gente e com vocês aí?

Roney e Guilherme: Tudo bem também!

Raquel: Aqui é a Raquel que fala, olá, tudo bem?

Agradeço por ter convidado a gente para participar desse podcast de hoje.

Guilherme: Então, meninas, o que nós mais gostamos de saber foi justamente essa jornada de vocês, de dentro da Academia, realmente envolvidas nos meios da Nutrição tradicional, lecionando, convivendo com alunos, enfim, nesse dia-a-dia que é diferente de muita gente que só clinica ou de muita gente que só se interessa e nós queríamos deixar livre para vocês contarem um pouco sobre essa trajetória da maneira que vocês acharem melhor.

Cris: Nossa trajetória começou em 2016 quando nós duas fomos apresentadas para a Low-Carb de uma maneira um pouco diferente porque partiu da própria direção da instituição onde nós trabalhamos e à princípio nós criamos uma certa repulsa com relação a esse tema, que eu acho que é comum de acontecer com uma grande parte dos profissionais, não é Raquel?

Raquel: Claro! Nós já fomos logo pensando: “Lá vem outra dieta da moda… outra modinha”.

Cris: E aí nós fomos convidadas a participar, pela própria instituição onde nós trabalhamos, no evento da Tribo Forte – 2016.

Nós colocamos o tempo zero como o evento Tribo Forte – 2016 porque foi à partir dele que nós começamos a colocar a nossa cabeça para pensar em cima do Low-Carb, mas até ele nós duas éramos completamente contra.

Raquel: É, a verdade é que existiu um tempo “menos 10” ou “menos 20” (isto é, anterior ao evento em si).

Alguns meses antes do evento Tribo Forte Ao Vivo de 2016, nós fomos convidadas a participar de uma campanha de alimentação saudável dentro de uma das empresas de um dos donos da Univiçosa.

Cris: Mas eles já estavam muito a frente no estudo do Low-Carb e acabou que chegou um momento que nós sentimos até um pouco de vergonha porque eles sabiam muito mais desse assunto de Low-Carb, de comida de verdade, Jejum Intermitente do que nós duas que éramos da área.

Então esse foi o ponto que eu acho que o próprio Presidente da instituição pensou uma: “Eu como Presidente, elas como Nutricionistas, uma Coordenadora, outra Professora e elas não estão dando conta desse assunto. Deixa eu ver o que eu posso fazer para ajudá-las”.

Tanto que hoje a gente conversa com ele, a gente fala: “Professor Nelson, nós somos extremamente gratas pelo senhor ter dado um empurrão na gente, um tombo na gente: ‘Vai, vai e muda de vida, muda de conceito’.”. Foi por aí.

Raquel: É, porque senão, provavelmente se ele não tivesse feito desta forma com a gente, estaríamos à favor de muitos outros professores da área de Nutrição com esse preconceito e pré-conceito, em relação à Low-Carb como uma dietinha da moda, ?

Guilherme: Nesse período, desde que vocês entraram em contato com a Low-Carb até vocês agora que abraçam esse estilo de vida, qual foi o momento de virada que vocês para ou diminuíram com a resistência e começaram a entender que tinha alguma coisa de verdade ali, alguma ciência por trás?

Cris: Acho que o primeiro momento foi mesmo dentro do evento da Tribo Forte. A Raquel foi a pessoa que mais levantava a mão para fazer as perguntas lá no evento. A chata mesmo, ?

Raquel: E nesse evento de 2017 várias pessoas vieram me abraçar e falar assim: “Olha, você é a insuportável, mas eu estou aqui hoje para te dar os parabéns porque as perguntas que você fazia no ano passado parecia que estava ali para encher o saco, que era paga por alguma indústria…”, aí eu falei: “Não, não, eu só estava querendo conhecer mais um pouquinho mesmo e tentar acreditar que existia alguma ciência por trás daquilo ali”.

E foi bem legal, ? Foi uma palestra em que começou a se falar em via metabólica, de metabolismo dos carboidratos, que nós produzimos todo o carboidrato que a gente precisa no corpo através da gliconeogênese.

E aí eu olhei na cara da Cris, a Cris olhou para a minha cara e a gente falou: “Poxa, como que nós duas, professoras de bioquímica nunca tínhamos enxergado por esse outro ângulo?”.Então esse foi o marco mesmo.

Roney: Legal.

Acho que você fez o papel mais ou menos de um aluno que sabe de Low-Carb numa sala de aula tradicional, ?

O professor ensinando muito carboidrato e comer de três em três horas e o aluno levantando a mão para perguntar: “Mas professor, por que não pode ser assim…?”, mas estava com o papel invertido.

Raquel: Completamente invertido do que nós temos hoje dentro da nossa instituição.

Cris:É. Foi um momento de… está sendo porque esse momento de transição ainda não aconteceu totalmente. Tem sido um momento de transição lento porque a gente vem de um estudo muito engessado na concentração de carboidratos no dia, comer de três em três horas, então nem todos os profissionais e até mesmo todos os professores aqui da instituição aceitam essa questão do Low-Carb como sendo a melhor estratégia. Alguns ainda têm uma dificuldade maior em aceitar.

Ao mesmo tempo nós precisamos respeitar essa decisão deles, de respeitar essa opinião que eles possuem e eu acho que à partir do momento que eles começarem a estudar um pouco mais, que eles quiserem se inteirar mais do assunto, isso vai acontecer dentro de uma transição lenta, mas eu acredito que ainda num futuro próximo nós vamos ter essa transição porque não adianta a gente querer impor porque depende muito da bagagem que a pessoa tem.

Nós duas, enquanto a gente não tinha a bagagem que nós temos hoje, nós também éramos contra. Hoje, já com esse estudo, a gente já mudou completamente, então é um momento de transição, é um momento lento e que a gente não obriga, muito menos impõe que todos os professores da instituição têm que ter o mesmo pensamento.

A gente deixa a liberdade deles e a gente oferece aos nossos alunos a oportunidade deles terem esse conhecimento que em muitas outras instituições ainda nem assim acontece.

Raquel: Exato. Eu acho que quando… o próprio Doutor Souto sempre fala da dissonância cognitiva, ele falou que ele passou por isso também, que também não foi fácil aquele momento de “jogar” tudo o que sabia, tudo o que havia de conhecimento para o lixo e começar a pensar diferente.

Então eu creio que para mim e para a Cris foi até rápido esse processo de aceitação e de querer enxergar mais a frente, mas cada um tem o seu tempo de vencer a dissonância cognitiva.

Cris: Só que eu acho que, além disso, um fator muito importante é que aqui dentro da Univiçosa os diretores, o presidente da instituição estão apoiando as nossas decisões. Eles estão dando todo o suporte para que a gente consiga levar esse assunto de Low-Carb para que o maior número de pessoas tenham acesso.

Tanto que em abril deste ano nós fizemos um evento aqui em Viçosa, aqui na Univiçosa com mais de 400 pessoas que estiverem presentes nesse evento e o tema foi Low-Carb. Doutor Souto veio, Doutor Neto, a Nanda, o Rafa, a Poliana, então todos eles estavam aqui em Viçosa, também vieram conhecer a nossa casa, então isso foi muito importante e acho que eles darem esse apoio para a gente.

Roney: Com certeza! Acho que deve ter sido provavelmente a primeira instituição de ensino a convidar esses profissionais, a mostrar para os alunos essa outra visão sobre a Nutrição, que a gente está se atualizando e tudo mais. Então foi uma atitude bem bacana de vocês terem trazido essa palestra aí para a cidade.

Guilherme: Ah, uma coisa que eu me lembro também da palestra de vocês lá no Tribo Forte foi que a Raquel fez questão de ver nas recomendações uma maneira de encaixar uma alimentação menos carregada de carboidratos e ela conseguiu, ? Deu um jeito de achar uma Low-Carb ali, não é uma Cetogênica, mas que ainda se encaixa nos moldes sem ferir as recomendações do Conselho.

Então eu queria que você contasse para a gente como foi esse processo também. Conta um pouquinho dessa história que eu acho que o povo vai gostar bastante de ouvir.

Raquel: É, na realidade, nós recebemos críticas de outros profissionais, de outras instituições: “Como assim uma instituição que era tão séria está apoiando uma dieta da moda?”, então de uns tempos para cá eu estou igual advogado mesmo, procurando brecha na lei.

E teve o nosso segundo evento que foi em Belo Horizonte, a Univiçosa fez um evento com o Dr. Neto e o Dr. Souto como palestrante, a Cris, a Dani Godoy também foram palestrantes e nesse evento o Dr. Neto apresentou a página 275 das Recomendações Norte Americanas e as famosas DRI. E desde o momento em que ele apresentou uma fase das DRI, dizendo de que nós não precisamos comer nada de carboidrato. Está escrito lá assim: “a quantidade mínima de carboidrato compatível com a vida é igual a zero”.

Aí eu falei: “Poxa, então tem uma brecha na própria recomendação nutricional” e aí eu fui olhar com outros olhos outras recomendações dentro desse documento, que é a Recomendação EAR (estimated average requirement), que é uma recomendação para avaliar a população.

Lá diz que a quantidade de carboidratos para suprir 50% da demanda da população seria de 100 gramas, aí eu falei: “Opa! Então esse aí é um Low-Carb bom, ? Não é uma Cetogênica, mas tá uma Low-Carb moderada” e na Recomendação do RDA (Recommended Dietary Allowance) a recomendação de carboidrato para suprir a quantidade de carboidrato de 97,7% da população é de 130 gramas, aí eu falei: “Olha, está na beirada do limite do carboidrato”.

Eu fui buscar também qual é a recomendação então para lipídios, gorduras. Aí estava lá ND – Não Determinado –, ou seja, não tem um mínimo de lipídios, não tem um máximo de lipídios determinados.

Então dentro das próprias Recomendações Nutricionais eu venho trabalhando com os alunos na disciplina chamada Base da Nutrição e Dietética os dois lados. Eu trabalho com as recomendações vigentes hoje, que é a AMBR, que é e faixa de 45 a 65% de carboidrato, mas eu falo: “Gente, podemos usar e revelar que 97,7% da população está aí, sendo atendida com 130 gramas de carboidrato. Então eu venho buscando isso.

Na disciplina de Nutrição Esportiva que eu ministro também, o último consenso do American College of Sports and Medicine que saiu em 2015, finalzinho de 2015, mas publicamente em 2016, também constam algumas informações à respeito de Low-Carb e jejum na prática esportiva, mostrando que existe a possibilidade de aumento de biogênese mitocondrial e aí é que vai favorecer a oxidação de gorduras e que, portanto, é possível na prática esportiva.

E aí eu também tenho introduzido esses conceitos nas brechas das recomendações nutricionais dentro das disciplinas ali que eu ministro e obviamente que a gente também vem acompanhado o podcast do Doutor Souto e esse último Tribo Forte ele pegou bem pesado na Síndrome Metabólica, na resistência à insulina e aí dentro das recomendações para a resistência à insulina, para Esteatose Hepática eu também venho trabalhando a possibilidade da Low-Carb, mas é aos pouquinhos também, ?

Uma disciplina aqui, outra ali e aí com isso os alunos vão tomando um senso mais crítico.

Roney: Bom que você citou as aulas e as disciplinas que você ministra… nós queríamos saber também como é o primeiro contato, que a maioria das pessoas, como é o primeiro contato dos alunos com relação a esses conceitos de jejum, de Low-Carb, de comida de verdade e qual é a maior dúvida que eles apresentam.

Eu não sei se vocês já falaram abertamente sobre isso, mas pelo menos na palestra do Doutor Souto, dos outros palestrantes, com certeza eles falaram. Então eles vieram perguntar alguma coisa para vocês? Como fica esse primeiro contato dos alunos?

Cris: Eu acho que, vamos começar de trás para a frente… eu acho que a maior dúvida, pensando inclusive nos alunos que se formam esse ano, que são nossos alunos aqui da instituição, a maior dúvida deles, num primeiro momento, foi: “Tudo o que eu aprendi está errado? Tudo o que vocês ensinaram para a gente está errado? E agora? O que eu vou fazer? Eu estou me formando e eu vou seguir o quê? Aquilo que eu estudei durante quatro anos aqui na Univiçosa ou eu vou seguir aquilo que vocês apresentaram para a gente…”

Raquel: Nos 45 do segundo tempo…

Cris: “Como a gente vai fazer?”. Então assim, nesse momento a gente mostra para o aluno a opção de escolha que ele tem na vida profissional dele. Ele já está saindo com um diferencial, que é ele ter o conhecimento, um conhecimento dentro de uma fonte segura, que está dentro da instituição, que está sendo respaldado por nós, como professoras deles, então eles tem essa oportunidade de sair com o diferencial no mercado de trabalho. Então essa é a bucha dos alunos, não só desses que vão formar agora em dezembro, mas dos que estão nos períodos anteriores porque aos pouquinhos a gente vem introduzindo esse conceito.

Nós vamos ter oportunidade agora em 2018 de colocarmos na grade desses alunos uma disciplina optativa com o nome Alimentação Low-Carb, então eu acho que vai ser a primeira disciplina… a professora Raquel vai ministrar essa disciplina para os alunos como sendo uma disciplina em que nós vamos abordar única e exclusivamente Alimentação Low-Carb porque os outros conceitos eles começam desde o primeiro período na disciplina de Introdução à Nutrição, mas ainda eles são muito novos dentro do curso, dentro dos conceitos que eles precisam, mas alunos do segundo período também dentro da disciplina de Bases da Nutrição… Então a gente vem aos pouquinhos, mas vai ser como disciplina optativa que eles realmente vão ter um conhecimento, uma disciplina de 40 horas para que eles possam aprofundar os conhecimentos Low-Carb.

Raquel: Inicialmente a gente começa a abordar mesmo, comida de verdade, no primeiro semestre com os alunos e de uns tempos para cá, desde que saiu o novo Guia Alimentar da População Brasileira, ele vai ver bastante comida de verdade… é um Guia trabalha para diminuir o consumo de alimentos industrializados, principalmente processados e ultraprocessados, então eles já têm esse contato com o Guia Alimentar desde o início do curso.

Eu também faço um grupo de estudos sobre esse Guia Alimentar para a gente conseguir se aprofundar um pouquinho mais… até o momento, nesse meu grupo de estudo, como ele acontece só nos primeiros semestres de cada ano, eu não havia introduzido o assunto Low-Carb junto com o Guia, então para o próximo, com certeza, já vai ser uma abordagem um pouco diferente.

Vou ver se a gente abre o Guia Alimentar para ver fotinhos de café da manhã, de almoço… o café da manhã assim: é um pãozinho com um queijo magro, com um copo de suco de laranja, uma fatia de mamão. O almoço é o arroz com feijão, com um suco de laranja e uma batata, um angu…

Então assim, agora, dentro dessa realidade a gente vai começar a introduzir também que não precisa ser tanto carboidrato, mas é para ser comida de verdade.

Cris: E uma coisa muito interessante, não sei se vocês chegaram a acompanhar as nossas redes sociais semana passada, que nós temos um concurso aqui na Univiçosa que chama UniNutChef.

Faz parte de uma disciplina dos alunos, que é a disciplina Técnica Dietética e que a professora Simone, responsável por essa disciplina abraçou a causa junto com a gente, da alimentação, Low-Carb e os alunos foram desafiados a montarem uma receita. Eles tinham que buscar uma receita, fazer adaptações em cima dessa receita, lista de compras, fazer a produção, toda a etapa de pré-preparo e preparo para essa receita e oferecer esse prato aos jurados. Eu fui jurada!

Guilherme: Sortuda!

Raquel: Eu aproveitei de noite e trouxe par ao meu marido também!

Cris: Então foi uma coisa muito interessante porque eles estão no quarto período do curso. Eles desenvolveram uma receita, apresentaram para os jurados, teve uma premiação para eles simbólica, mas assim, a gente já viu o tanto que eles aprenderam, mesmo no quarto período, eles conseguiram entender qual é a questão Low-Carb… eles tinham um preço máximo, então a gente quebrar essa ideia de que Low-Carb é caro, eles tinham o preço máximo que eles podiam confeccionar a receita deles… Então foi uma experiência sensacional que nós passamos aqui na semana passada com esse evento acontecendo aqui na Univiçosa.

Raquel: É e o legal também é que desse evento, cada equipe tinha que apresentar um prato aos jurados, tinha que explicar o porquê da escolha de cada um dos ingredientes, daquele prato, quantidade de carboidratos disponível que tinha… Então assim, os alunos acabaram aprendendo bastante também do ponto de vista de Dietética e de Composição de Alimentos para esse nosso mini evento institucional.

Guilherme: Nossa, é fantástica essa mudança de dentro da Universidade e as iniciativas que vocês tiveram estão de parabéns! Eu acompanhei as redes sociais de vocês sim e os pratos eram de dar água na boca.

Falando em mudança de dentro da Universidade, nós queríamos que vocês contassem um pouco sobre a pós-graduação que vocês estão preparando. A gente viu que já tem coisa saindo do forno, digamos assim, conta para a gente.

Cris: Bom, foi até dentro do apoio da instituição mesmo aqui… Quando o Dr. Souto, o Dr. Neto vieram, nós criamos um grupo no WhatsApp, “Low-Carb Viçosa”, eles até colocam que Viçosa é a Capital do Low-Carb no Brasil, eles acabam fazendo essa menção…

Eles foram recebidos aqui e no hotel onde eles ficaram hospedados foi o lançamento de um cardápio Low-Carb no dia que eles estavam aqui, então eles viram que Viçosa está bem… tem nós duas dentro da instituição de ensino, mas a cidade em si tem muitas pessoas que são adeptas ao Low-Carb e aí nós criamos esse grupo no WhatsApp e começamos a trocar ideia do que nós poderíamos fazer para que a gente pudesse disseminar mais esse conceito, mas em cima do que é científico.

Porque o que nós vimos que os profissionais muitas vezes não estão aceitando pela falta de conhecimento mesmo, alguns pela incapacidade da leitura em outra língua, principalmente o inglês porque a maior parte dos artigos científicos que nós temos estão em inglês e aí surgiram algumas ideias e dentro desse grupo surgiu a ideia: “Por que vocês não criam aí em Viçosa um curso de pós-graduação em Low-Carb?”.

E aí imediatamente o Professor Nelson, o nosso presidente, falou: “O que vocês fizerem, vamos fazer com carinho, que a gente vai tentar colocar essa pós em diante”, então foi o desafio que eu propus para a Raquel, falei para ela: “Sozinha eu não dou conta! Você me ajuda?”, aí ela falou: “Nós duas eu acho que a gente dá conta porque é tudo muito novo, inclusive para nós duas” e não existe uma pós-graduação com esse tema no Brasil. Segundo o Doutor Souto, não existe nem no mundo, mas nós ainda não temos essa certeza para poder falar que é a primeira no mundo, mas no Brasil sim. A gente ainda não tem.

Então nós duas começamos a estudar para ver como que nós poderíamos levar esse assunto a nível de pós-graduação para outras pessoas e aí surgiu a ideia da pós-graduação em Nutrição baseada em evidência, Low-Carb para a Saúde e Prática Esportiva, que é o nome da nossa pós-graduação, que a campanha começou, o lançamento aconteceu mesmo na Tribo Forte agora em 2017, mas o início da campanha mesmo começou na terça-feira.

Relacionado: veja nosso resumo dos melhores momentos do evento Tribo Forte ao Vivo 2017:

Então a campanha da pós-graduação mesmo, institucional, começou na terça-feira e vamos abraçar essa causa aí porque no prazo de um ano e dois meses as pessoas terão um título já de pós-graduação. Então é de abril de 2018 até junho de 2019 a gente termina essa… é o prazo para essa pós-graduação acontecer.

Raquel: E o mais legal é que a gente conseguiu reunir os melhores profissionais, que estão há mais tempo seguindo nesse caminho, que são estudiosos, vamos ter Dr. Souto, Dr. Neto, a Dra. Janaína – endocrinologista –, o Dr. Marcelo Denaro como médicos que vão ser professores da pós-graduação, então a gente também teve o cuidado de selecionar médicos, nutricionistas, educadores físicos, então como educador físico a gente vai ter o Rafa Lund, o Thales, como nutricionistas a gente tem a própria professora Cristiane, nessa parte da Dietética, a professora Eliene também é da instituição, abraçou a causa na parte de Composição de Alimentos…

Eu vou estar trabalhando também aí nessa parte de Recomendações Nutricionais, esmiuçar um pouquinho mais as questões metabólicas e relacionadas a Low-Carb; tem a Dani Godoy, a Djulye, a Nanda Muller, a Barbara Xavier, que é uma professora aqui da instituição também que abraçou a causa e a gente vai ter como a parte que… a gente dividiu em módulos, e um dos módulos chama Insight em Low-Carb e nesse ponto a gente vai inserir Coachings em Nutrição.

A gente sabe o quanto é importante o trabalho motivacional para a pessoa dar conta de mudar seu estilo de vida e aí repensar a cabeça magra. Então está confirmada para fazer esse trabalho motivacional para poder auxiliar os nossos profissionais que vão ser pós-graduados em Nutrição Low-Carb saber trabalhar melhor com os seus clientes.

Roney: Caramba, que sensacional esse novo curso, esse novo projeto que vocês estão tocando. Com certeza profissionais, a maioria deles a gente conhece, pelo menos de nome; outros que a gente já viu palestra e com certeza um pessoal muito bom que vai dar aula… até a gente fica com vontade de fazer esse curso!

Raquel: Então venham fazer!

Na verdade tem que ser, tem que ter a graduação… por ser uma pós-graduação a exigência mínima é ser graduado, não necessariamente na área de saúde. É óbvio que o foco são profissionais da saúde, mas por exemplo, a gente está abrindo para outros profissionais. Vamos supor que é formado em Administração, compre um negócio relacionado a Low-Carb… tem que saber a essência do negócio, ?

Então está aberto sim a profissionais de outras áreas que queiram aprender mais e divulgar mais a Low-Carb pelo Brasil afora, mundo afora. Esse é o objetivo maior. Quanto mais gente qualificada para falar em alto nível sobre Low-Carb, mais rápido a gente vai conseguir que os profissionais do Brasil abram a cabeça para essa estratégia nutricional que a gente vem vendo aí e que é muito importante no controle de peso, no controle de Diabetes, etc.

Guilherme: Fantástico.

Falando em resultados que a Low-Carb pode trazer, nós queríamos ouvir de vocês, o lado pessoal, depois que vocês começaram a aplicar a Dieta Low-Carb, adotaram o estilo de vida, viram outras alternativas de preparações de pratos… Como mudou a vida de vocês nesse ponto?

Cris: Bom, minha vida deu um looping de 360º, 720º talvez, porque foi uma mudança muito radical. Eu, pessoa, Cristiane, depois que eu comecei a estudar, depois que eu comecei a seguir, até porque eu tinha… nós tínhamos resolvido que íamos fazer o evento aqui em Viçosa e eu falei assim: “As pessoas vão me perguntar assim: ‘Você passa fome? O que você come?’.”.

Eu não ia saber nem responder para as pessoas, então eu fui como um desafio para que quando as pessoas me abordassem, eu poderia saber respondê-las, mas na minha cabeça era algo transitório. Eu ia fazer para saber como eu poderia responder para as pessoas, depois eu mudaria para o meu estilo tradicional anterior e eu comecei e falei assim: “Gente, é completamente diferente do que eu imaginava que realmente era”. As pessoas falam: “Ah, a gente não tem fome”, pode ser um absurdo: “Como você não tem fome?!”. Hoje eu não tenho fome, eu passo muito tempo sem comer…

“Ah, é muito caro…”. Muito pelo contrário. A minha compra mensal em casa reduziu o preço. É o supérfluo que é caro: o biscoito que é caro, o chocolate que é caro, os doces que são caros; então carne, verduras e legumes eu já comprava naturalmente, então eu reduzia a minha compra, a minha ida ao supermercado, ela vai mais hoje nas gôndolas de produtos de limpeza. O resto a gente passa bem batido.

Aí eu fui mudando mesmo a minha alimentação em casa, o meu marido se adequou um pouco, mas não totalmente ainda. A minha filha também não totalmente, mas não é uma preocupação para mim hoje. O tanto que eles já melhoraram, isso já é um ganho muito grande.

Ao todo eu já eliminei 20 quilos, do dia 02 de Fevereiro, que eu falo que é o meu Dia D, é 02 de Fevereiro de 2017 até hoje eu já perdi 20 quilos e não é só o peso. O peso foi uma consequência porque em termos de disposição, em termos de humor, de disponibilidade, de sono, de tudo, melhorou 200, 300%. Não tem nem explicação.

Às vezes o que eu falo para as pessoas que estão ao meu redor: “Antes de criticar, faça para você sentir. Faz durante 15 dias. Faz um desafio de 15 dias com você. Corta o açúcar, corta pão, farinha… corta isso, mesmo que você não corte o arroz com feijão, mas corta isso no início que você vai ver o quanto vai fazer de diferença” e eu falo isso para as pessoas.

Essa é uma vitória muito grande pessoal em termos de disposição, de tudo.

Raquel: Eu demorei um pouquinho mais, sabe?  Na realidade, logo que eu cheguei da Tribo Forte Ao Vivo – 2016, eu… para vocês terem uma ideia, meu prato no almoço sempre tinha que ter arroz, muito feijão e eu não comia sem batata. Um dia era purê de batata, outro dia era batata cozida, outro dia era batata assada, outro dia era revirada, outro dia era batata de cabeça para baixo… todos os dias eu comia arroz, feijão e batata, então a base do meu prato realmente era carboidrato.

Não sou uma pessoa que come muita carne… a minha é filé de frango e ponto final. Quem me acompanha nas redes sociais deve falar assim: “Nossa, mas que coisa sem graça” porque realmente eu só como filé de frango… um salmãozinho, um peixe…

Mas aí eu cheguei do Tribo Forte – 2016 querendo realmente testar, mas o meu marido é professor universitário também, de Educação Física, e ele não botou a menor fé naquilo que eu vim falando: “Você está ficando louca? Isso daí não vai dar certo!”, então foi aquele choque de desmotivação que eu tive dentro de casa e nos primeiros dias que eu cheguei a fazer um cortezinho leve de carboidrato, eu cheguei a emagrecer dois quilos em Dezembro, só que aí veio o Natal, o Ano Novo e para fazer sem motivação, não teve segmento.

Quando nós fizemos o nosso evento aqui em Viçosa, que foi em 29 e 30 de Abril de 2017, o meu marido veio ao evento. Ele não estava querendo muito não, mas veio. Depois que ele veio e ouviu a palestra do Dr. Souto e a palestra do Dr. Neto, e aí teve a palestra da Nanda Muller – e a palestra da Nanda foi um divisor de águas para ele. Chegou em casa, dia 31 a gente começou a Low-Carb. Então dia 31 de Abril é o dia em que eu comecei efetivamente. De lá para cá eu eliminei oito quilos.

Eu sou uma pessoa falsa magra, com quase 40% de gordura corporal. O IMC normal, mas falsa magra. Então realmente foram bastantes quilos, pensando assim que eu tinha… eu estava rechonchuda, com cara de Fofão, bem gordinha mesmo e aí o meu marido já foram 10 quilos que ele eliminou.

Tanto eu quanto ele tínhamos, com muita frequência, Síndrome do Intestino Irritável e de lá para cá, praticamente desapareceu. Gases, desconforto, azia… a gente tinha azia, poxa, todos os dias eu tinha azia. Enxaqueca minha melhorou bastante. De vez em quando eu ainda tenho um pouquinho e aí eu geralmente associo que a enxaqueca geralmente aparece na segunda-feira (e no final de semana eu às vezes exagero um pouquinho, tomo sorvete). Mas agora eu já descobri a receita do sorvete que vale a pena.

Então assim, foi uma melhoria muito grande de humor e de uns tempos para cá eu tenho ficado 16, 18, 20 horas sem fome e eu tenho observado que meu raciocínio está muito melhor. Num estado de jejum eu estou bem mais disposta, com meu raciocínio bem mais rápido… Então assim, Low-Carb mudou realmente a minha vida em termos de disposição e a família aos pouquinhos está indo.

Eu me recordo, deixa eu contar para vocês… O meu irmão já segue o Senhor Tanquinho há muitos anos e ele falava para mim… Ele mora em Belo Horizonte então as vezes que eu ia almoçar em família ele falava: “Para de comer carboidrato branco, Raquel! Esse negócio de carboidrato branco tá por fora, arroz, batata…”. Aí eu falei: “Quem é a Nutricionista aqui?” e de uns tempos para cá eu fui, abracei, dei o braço a torcer: “Você estava certo”.

Era algo bizarro, meu irmão todo sarado e tudo, fica dando risada porque eu falo: “Quem é a Nutricionista aqui?”. Eu estava errada, então hoje eu assumo que a estratégia de baixo carboidrato é uma estratégia muito viável e que realmente tem benefícios muito bons para a saúde.

Cris: Eu só queria completar uma coisa que a Raquel falou agora no final: as pessoas leem e escutam Low-Carb, mas elas interpretam como ZERO. Eu acho que as pessoas têm que entender que Low-Carb não é SEM carboidrato. É uma redução de carboidrato e dependendo da sua estratégia, dependendo da sua necessidade, você tem a liberdade de comer um pouco mais ou um pouco menos.

Então eu acho que, assim, o que eu realmente vejo que está faltando são profissionais que compreendam isso aí: que Low-Carb não é ZERO e Low-Carb não precisa ser Cetogênico, então tem diferenciações nessa nomenclatura, mas que parece que as pessoas não querem ver. Elas estão cegas para isso.

Então eu acho que é muito importante elas entenderem isso. É redução. Redução de quanto? Depende porque as pessoas às vezes as pessoas falam assim: “Você acha que eu tenho que comer quanto de carboidrato?” depende! Se eu falar 20, ela vai falar: “Nossa, mas só isso?”, se eu falar 100: “Mas isso tudo?”, então depende. Nisso aí e acho que as pessoas precisam escutar e querer compreender que Low-Carb é redução e a gente está reduzindo aquilo que nós estamos cansados de saber que faz mal para a gente: refrigerante, suco industrializado, biscoito industrializado… tirar as coisas do pacote é o que faz mal para a gente, então justamente isso.

Raquel: Mas esse é um aspecto engraçado porque, assim, desde antes de eu resolver querer estudar Nutrição, eu sempre ouvi que arroz, macarrão e pão engordam. A gente sempre ouviu isso, faz anos e anos que a gente ouve isso e eu falava: “Não, quem engorda é você. O arroz não engorda!”, mas realmente a gente vai vendo a via metabólica em si, o estímulo à insulina e tudo… a gente pode até compreender que arroz, em excesso, o macarrão, em excesso, ajuda sim no ganho de peso.

Mas dentro do que a Cris está falando, que falta os profissionais compreenderem um pouco, mas eu acho que nesse aspecto os nossos alunos vão sair um pouquinho na frente, até que a população tome conta e os profissionais sejam obrigados a enxergar a estratégia Low-Carb como uma estratégia que eles precisam estudar até entender e eu acho que o papel de vocês do Senhor Tanquinho, o papel do Blog do Doutor Souto, do site da Nanda, do Doutor Neto, do Doutor Marcelo… isso aí tem um papel fundamental nas redes sociais, está mudando a cabeça das pessoas e as pessoas estão indo até os profissionais sabendo o que eles querem e aí com o tempo eu acho que vai haver essa mudança.

Ela vai vir da população e os profissionais vão ser obrigados a se adequarem a isso e aí isso eu aproveito para parabenizar o trabalho de vocês porque vocês estão mexendo aí com a população que é que vai tomar realmente a frente dessa história.

Guilherme: Obrigado! A gente fica muito feliz e honrado de receber os parabéns de vocês porque nós ficamos muito felizes de saber que vocês estão fazendo essa parte de criar esses profissionais que estão em demanda e vão ficar cada vez mais, como vocês falaram e até para poder informar as pessoas de que esses pontos todos que vocês mencionaram agora são muito importantes.

Não é zerar carboidrato. Quando nós falamos em reduzir, a gente quer reduzir refrigerante, suco e farinha branca e não reduzir abobrinha, berinjela e couve-flor e também a questão que é muito individual e que é importante conhecer e contratar e se consultar com um profissional e que ele seja atualizado e vocês estão fazendo essa parte de criar uma legião de profissionais atualizados.

Então acho que é um trabalho todo que a gente faz a divulgação em massa, a gente explica os conceitos de maneira ampla conforme nós estudamos e conforme nós vamos aprendendo e vocês vão criando os profissionais que vão poder fazer essa parte individual, então é… Acho que com isso a população, a saúde das pessoas só tem a ganhar.

Raquel: Com certeza! A gente tem que andar de mão dada aí… aqui, a instituição, está junto com vocês, sempre que a gente puder fazer parcerias, a gente colocar os nossos alunos também para ouvir um pouco mais podcast. Até antes da Tribo Forte – 2016 eu nem sabia o que era um podcast.

Roney: E agora que nós estamos chegando no final, a gente queria que vocês deixassem aqui o contato, o Instagram, e-mail, como as pessoas podem saber um pouco mais sobre vocês, o trabalho de vocês… mesmo essas novidades como a pós-graduação Low-Carb que vai sair no ano que vem, 2018.

Cris: O nosso e-mail, nós criamos um e-mail único, que é um e-mail que nós duas acessamos e é também o e-mail que as pessoas podem mandar para a gente para receber informações sobre a pós-graduação, que é [email protected] então esse é o e-mail que nós duas acessamos diariamente, então qualquer dúvida, qualquer pergunta pode enviar para a gente e no Instagram eu estou como @csampaiofonseca, que é meu nome completo, C de Cristiane Sampaio Fonseca.

Raquel: No meu Instagram eu estou como @raquel_duarte_alves se acharem o da Cris, é só procurar lá e vice-versa.

Cris: Quem sabe a gente não cria um Instagram único para nós duas!

Guilherme: Muito obrigado, meninas, então esse aqui é o final da entrevista mesmo. O que a gente mais queria ouvir vocês falaram de maneira muito eloquente, por sinal, e se vocês tiverem mais alguma coisa que vocês queiram acrescentar ou algum pedido para a audiência, podem falar agora. Esse é um momento de vocês.

Cris: Eu gostaria de, novamente, agradecer essa oportunidade, tirar o chapéu mesmo para vocês porque o trabalho que vocês têm feito aí com essa conscientização de levar para as pessoas esse conceito… o que a gente quer, entre aspas, apenas fazer com que as pessoas tenham mais saúde e vocês estão na frente disso aí também.

Então eu acho que é essa parceria que a gente pode fazer entre o que está nas redes sociais e o que está dentro de uma instituição de ensino, que é o que vai fazer a diferença no Brasil e no mundo daqui a cinco anos… a gente não precisa ser tão otimista falando que “ano que vem, 2020…”, vamos pensar daqui uns cinco anos, daqui uns dez anos a gente espera que essa consciência por parte da população e por parte dos profissionais de saúde esteja melhor.

Eu acho que é esse o trabalho que a gente tem tentado fazer, principalmente à partir de agora e que vocês já fazem há bem mais tempo que a gente. É uma pena que foi só agora que nós nos conhecemos e tivemos a oportunidade de vasculhar o Senhor Tanquinho, mas a gente vem acompanhando com muita frequência, as receitas deliciosas, e a gente vem trabalhando, eu acho, é isso aí… a gente agregar pessoas que querem o bem. Eu acho que a Low-Carb vem fazendo muito isso em nossas vidas.

Raquel: Exato. Eu faço das palavras da Cris, as minhas e nesse aspecto a Low-Carb vem trazendo mais vida para a gente e eu posso dizer que estou fazendo mais amizades também. O que eu percebi é que as pessoas com quem a gente passou a conviver, a trocar WhatsApp, a seguir nas redes sociais, são pessoas muito queridas. São pessoas que estão todas com o mesmo objetivo: o objetivo nosso não é ganhar dinheiro, não é ganhar fama, não é ficar rico.

O nosso objetivo é levar o conhecimento para as pessoas de uma forma simples para quem precisa ser simples e de uma forma mais elaborada para quem precisa do conceito bem cheio de palavras chiques para poder entender que aquilo ali é científico e é real.

Eu acho que o maior trabalho de todo mundo é esse e a gente tem conhecido pessoas maravilhosas e aumentado, inclusive, a nossa rede de amizades, então a Low-Carb realmente muda a vida da gente quando a gente está nesse mesmo objetivo, nesse mesmo caminho e realmente é muito bom ter conhecido vocês pessoalmente e espero que a gente possa estreitar mais esses laços.

Roney: Com certeza!

Também foi um prazer para a gente conhecer vocês, ver a palestra de vocês e agora estar falando com vocês e nós ficamos lisonjeados com o que vocês disseram da gente. Realmente é até motivado para nós continuarmos aí estudando e publicando os nossos vídeos e textos. Realmente é muito recompensador ouvir isso, ainda mais de vocês, que são Nutricionistas, são professoras, são da área… então é ainda mais gostoso ouvir isso.

Guilherme: E com certeza nós vamos ter muitas e muitas mais parcerias porque afinal nós pensamos parecidos, temos os mesmos objetivos, então não tem porquê trabalhar isolado se nós podemos fazer mais coisas juntos.

Cris: E aí fica ao vivo o pedido, o convite, para que vocês venham até Viçosa, venham conhecer a nossa instituição, venham conhecer a Cidade Mais Low-Carb do Brasil, conhecer a Univiçosa. É uma faculdade particular, aqui dentro de Viçosa, em Minas, então fica o nosso convite por aqui para que vocês venham até aqui nos conhecer e vamos fazer um próximo evento com a abordagem Low-Carb aqui no ano que vem e de antemão já fica o nosso convite.

Roney: Que legal!

Obrigado pelo convite, com certeza a gente vai tentar aparecer por aí para prestigiar esse evento e conhecer vocês pessoalmente!

Cris: Que ótimo!

Raquel: Então bom, gente! Muito obrigada pelo convite também de fazer a entrevista e espero que bombe nas redes sociais!

Guilherme: Tomara que bombe mesmo!

Obrigado novamente pelo tempo de vocês e vamos conversando para fazer mais e mais ideias, projetos e parcerias.

Roney: A gente fica por aqui. Até um próximo episódio do podcast. Um forte abraço

Roney e Guilherme: Do Senhor Tanquinho

Guilherme: Você acabou de ouvir mais um episódio do podcast do Senhor Tanquinho.

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