Podcast #027 – Nutri Djulye Marquato Fala Sobre Diabetes, Influência Da Indústria E Mudança de Hábitos

Adoramos o trabalho da nutri Djulye Marquato.

Nós a descobrimos primeiramente via redes sociais (com nosso perfil no Instagram e Facebook), e ganhamos ainda mais admiração por ela ao ver uma palestra sua.

Desde então, quisemos trazê-la aqui no Podcast – afinal de contas, informação boa merece ser compartilhada!

E a Dju não esconde o jogo. Pois, durante o podcast, tocamos em assuntos importantíssimos, tais como:

  • a emocionante história pessoal da Djulye com o diabetes,
  • o livro que “virou a chave” de seu pensamento sobre as gorduras,
  • a importante lição que seu irmão advogado ensinou,
  • o poder real da comida de verdade,
  • quantos ovos comer por dia,
  • como passar de comer a cada duas horas para jejum intermitente,
  • de que maneira pensar na dieta se você for viajar,
  • o futuro da nutrição nos próximos anos,
  • o que as indústrias alimentícia e farmacêutica não querem que você saiba,
  • a importância das alterações de estilo de vida,

e muito, muito mais!

Ouça o podcast clicando no player abaixo:

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Escute o episódio e compartilhe com seus amigos!

E depois conte para a Djulye que você escutou – ela vai amar ouvir isso de você.

Você pode entrar em contato da maneira que preferir. Algumas que ela pessoalmente mais usa são:

Ela ainda tem o site www.djulye.com.br – e lá ela deixou 21 dicas para você.

Se você gostar do podcast, deixe uma avaliação no iTunes e um comentário aqui embaixo – pois nós contamos com seu feedback para melhorar o podcast cada vez mais.

Transcrição Completa Do Episódio

Guilherme: Bem-vindo a mais um podcast do Senhor Tanquinho. Eu sou o Guilherme.

Roney: E eu sou o Roney. E aqui a nossa missão é deixar você no controle do seu corpo.

Guilherme: Olá, Tanquinho! Olá, Tanquinha! Bem-vindos a mais um episódio do nosso podcast!

E hoje nós temos conosco a nossa querida amiga nutri Djulye Marquato. Tudo bem, Djulye?

Djulye Marquato: Tudo certo e com vocês?

Roney: Tudo bem também!

Nós conhecemos a Djulye primeiramente pelas mídias sociais e depois a gente acabou tendo o prazer de assistir a palestra dela no evento Tribo Forte – Ao Vivo (clique aqui para ver nosso resumo pessoal do evento).

E nós gostamos bastante do seu trabalho porque você é uma nutri que se atualizou e que dá as palestras difundindo essa que nós acreditamos ser a melhor ciência sobre Nutrição.

O que mais nós poderíamos falar para apresentar a Djulye para o pessoal?

Djulye Marquato: Então, não sei se o pessoal já me conhece.

Eu sou uma Nutricionista de Blumenal, Santa Catarina – que é uma cidade, vamos dizer, mais interiorana para quem está acostumado a ter sempre profissionais de São Paulo, de grandes capitais.

E, enfim, eu gosto muito de trabalhar com Diabetes, foi o que me motivou a estudar Nutrição e é a minha grande paixão atual.

Foi por isso que, inclusive, eu fui atraída para trabalhar com uma alimentação baseada em comida de verdade e reduzida em industrializados, farinhas e açúcares. Foi onde eu descobri o caminho de como tratar esses pacientes.

Guilherme: Entendi.

Você mencionou o Diabetes, que sempre te interessou, te atraiu para a Nutrição.

Por que teve esse interesse? Tem alguma história envolvida ou você sempre teve curiosidade com essa doença? Como foi isso?

Djulye Marquato: Sim, tem história envolvida.

Eu já fui pré-diabética e o motivo disso, claro, foi o péssimo estilo de vida, mas junto com a questão genética.

Meus avós por parte de mãe, ambos, sofriam com Diabetes há anos, desde quando eu me lembro de ser viva.

Meu avô tinha Diabetes tipo 1, completamente descompensada, descontrolada; minha avó Diabetes tipo 2, obesa mórbida.

Ambos faziam o tratamento para o Diabetes – junto com o acompanhamento de saúde pública porque também não tinham condições de ficar arcando com atendimento particular – e nunca evoluíam no sentido positivo. A doença evoluía – eles, no tratamento, nunca.

Claro que não eram pacientes muito bem comportados, só que, vamos dizer, não eram ortoréxicos com a condição de cuidar da saúde, sabe?

Não eram xiitas. Mas, na constância, cuidavam da alimentação, seguiam exatamente o que o médico mandava, só que nunca tinha um controle ou uma melhora. Sempre uma piora.

Então tudo o que nós ouvimos sobre Diabetes eu vi acontecer com o meu avô e com a minha avó.

Meu avô primeiro ficou cego, teve problema renal, começou a ter problema de circulação, teve que amputar, até o momento que ele veio a falecer.

E minha avó passou pela Diabetes tipo 2, também começou com os mesmos problemas renais, cardíacos, de pressão, teve câncer e veio a falecer também.

Mas foram eles, na verdade, que me motivaram a estudar Nutrição, a entender porquê eles cuidam da alimentação, na maior parte do tempo, e não conseguem ter bons resultados.

É como se fosse uma sentença, é como se fosse uma doença pior do que um câncer.

E na verdade não é: porque não precisa ser, só precisa fazer o tratamento adequado.

Só que não foi exatamente isso que eu aprendi na faculdade, digamos, o tratamento adequado.

Roney: Isso que nós íamos perguntar mesmo: “Como você aprendeu na faculdade?”. Como você acabou de falar, então, não foi já essa abordagem mais comida de verdade, low-carb.

E quando foi então esse momento de virada do que você aprendeu para o que você aplica agora, justamente de Paleo, low-carb?

Djulye Marquato: Bom, quando a gente começa a trabalhar como Nutricionista, nós no consultório aceitamos tudo o que vier, tudo o que vier.

Então se tiver criança a gente atende, se tiver adulto a gente atende, se tiver idoso a gente atende, se tiver diabético… a gente vai atendendo.

O que eu comecei a perceber foi que o meu público, tanto o público para emagrecimento como o público que tinha Diabetes, como o público que eu ia tratar pressão alta, eu fazia o mesmo tipo de dieta para eles e sempre vinha na minha cabeça a questão.

“Ué, por que eu vou dar um chocolate diet para um diabético, por que eu não posso dar para uma outra pessoa então?

Por que eu não posso dar uma barrinha de cereal igual para todo mundo?”.

Se é um alimento bom, tem que ser equivalente, tem que ser igual para todo mundo – tem que fazer bem para qualquer condição.

Tanto para prevenir a doença, quanto para remediar a situação, para conseguir fazer um tratamento adequado.

Então isso sempre ficava… eu ficava batendo isso e pensando: “Se é bom para um diabético, tem que ser bom para todo mundo”.

Mas espera: não é bom para todo mundo.

Eu já vi que não está sendo legal porque as pessoas se tornam diabéticas mesmo comendo isso.

Sabe o que é receber no consultório um paciente cuidando da dieta ter se tornado um diabético tipo 2? Comendo pão integral, comendo barrinha de cereal mesmo?”

Então foi um clique, assim, que começou a me fazer duvidar.

E o meu start na verdade foi um livro, que me levou a ter menos medo da gordura dos alimentos.

Até o momento em que o meu irmão, que estuda muito Nutrição (ele não é Nutricionista, ele estudou Direito, nada a ver, mas tem muito interesse por Nutrição); até o momento que ele chegou para o meu pai, que é pré-diabético, chegou para ele e disse: “Pai, você precisa parar de comer açúcar, arroz, macarrão, batata. Para de comer pão, não come mais nada disso e começa a comer mais gordura”.

Aí eu fiquei enlouquecida e falei: “Pai, isso é loucura! Não faz isso! Eu sou a Nutricionista aqui! Pode ficar tranquilo, continue com a sua dieta. Pode ficar tranquilo”.

Aí eu falei: “Mas espera, ele não está melhorando também. Está sendo a mesma coisa que os meus avós. Só que eu preciso jogar na cara do meu irmão que ele está errado. Eu tenho que ganhar essa”.

E foi aí que eu descobri alguns profissionais americanos, na verdade, e cheguei no Doutor Souto.

Fui pesquisar: “Será que no Brasil tem alguém que fala a mesma coisa que esses caras? Será que tem alguém?”, aí eu pesquisei “alimentação low-carb” e caí no Blog do Souto – e foi aí que eu comecei a mudar toda a minha abordagem, porque eu vi que dava para acreditar. Foi o que deu credibilidade. E comecei a ter bons resultados.

Guilherme: E qual livro que foi aquele que iniciou para você? Fiquei curioso agora.

Djulye Marquato: “Você precisa comer melhor” é o nome do livro.

“Como ensinar seu filho na luta contra a obesidade”. Foi esse livro.

No que eu vi ali na livraria, eu falei: “Não é possível”, mas bom, acreditando que a alimentação e a criação de bons hábitos começam na infância, eu peguei e comprei.

Nem olhei o restante. Eu simplesmente comprei e comecei a ler. E eu gostei muito!

Aí falava sobre Diabetes, falava sobre obesidade e falava sobre índice glicêmico e carga glicêmica, que a gente sabe que na verdade é uma coisa que foi criada, foi uma estratégia criada com base na pirâmide alimentar, que considera os carboidratos complexos melhores fontes.

Só que ali ele traz com certa redução do medo da gordura, então foi muito legal. Não ficou na abordagem básica do índice glicêmico e carga glicêmica, que na verdade é praticamente inútil, ?

Guilherme: É! Um monte de açúcar, só que vai elevar menos a sua glicemia.

Djulye Marquato: É! Grandes coisas a velocidade!

O que importa realmente é a qualidade do que tu está comendo!

Guilherme: Com certeza.

Djulye Marquato: Ficar pesquisando índice…

Mas bom, foi esse livro o meu start. Não tem nada a ver com o nosso mundo, digamos. A gente não ouve falar dele, mas foi ele que me levou a ter certos questionamentos.

Roney: E qual seria a maior dúvida que você recebe? Pode ser nos seus atendimentos ou nas mídias sociais.

Guilherme: É.

Acho que quando você recebe um paciente que, às vezes, ele está diabético ou pré-diabético e você começa a explicar o seu modo de atender e de tratar, quais são as dúvidas, os questionamentos mais comuns que surgem?

Djulye Marquato: Sabe quando você… não sei vocês… vocês lembram quando vocês começaram a ler um pouco mais sobre o assunto alimentação reduzida em carboidratos, perder medo das gorduras e do colesterol?

Sabe aquelas dúvidas que vêm todas na nossa cabeça? Tipo: “Quantos ovos eu posso por dia?” ou “Meu Deus! Pão! Mas o que eu vou comer agora? O quê? Cozinhar com banha de porco?!”.

Assim, quando se trata desse perfil de paciente, normalmente eles vão ter as dúvidas mais básicas porque realmente a alimentação vem sendo rica em carboidratos complexos, alimentos integrais, que é o que aprendem com o médico que faz o tratamento que foi ensinado. Com o Médico ou com o Endocrinologista ou até mesmo com os Nutricionistas.

Agora, quando se trata de um público que quer emagrecer, quer reduzir bastante gordura corporal, quer secar, aí as dúvidas são mais voltadas ao: “Como eu vou sustentar esta alimentação?” ou é a questão da dificuldade de lidar com as restrições mesmo, alcançar um objetivo, se restringir, não saber aonde tem que restringir, como vai restringir, como isso pode funcionar no contexto diário, enfim, são dois públicos bem diferentes.

Um já vem informado sobre o assunto. Um não vai ser grande novidade. Mas eu tenho que trabalhar com essa pessoa toda a questão comportamental. É muito mais mente, corpo, alimentação intuitiva, sabe? Fazer a pessoa aprender a gostar de comer mesmo. Se apaixonar pela jornada e pelo processo.

Agora quando se trata de um diabético, é bem diferente. É bem diferente. É do início. É o tipo de paciente que eu falo assim pra minha secretária: “Ó, esse paciente nós vamos ter que fazer mais encontros com ele, então eu vou dividir o retorno ou eu vou ter que facilitar a vida dele também” para eu poder conseguir passar toda a informação e conteúdo devagar, para a gente conseguir mudar, para que ele possa colher bons frutos disso.

Porque se a pessoa chega tendo aquela alimentação básica e eu mudo tudo, normalmente desiste. Normalmente não é assim tão simples de lidar.

Guilherme: Não consegue ter uma adesão, ? Uma mudança muito radical.

Djulye Marquato: Exato.

A não ser que a pessoa já entenda um pouco ou esteja ali realmente porque vai fazer de tudo e não se importa de ficar sem o pãozinho, sabe? Ou vai conseguir mudar muitas coisas. A maioria delas.

Guilherme: E no outro público, que você mencionou, que tem mais dificuldade comportamental mesmo de como lidar com as restrições, quais são algumas recomendações comuns que você pode dar para essas pessoas?

Djulye Marquato: Normalmente as recomendações mais básicas.

Primeiro, olhar para si, olhar para o que está fazendo e não ficar olhando o que a blogueira fitness ou que tal pessoa que tem um corpo, é uma inspiração, o que essa pessoa está fazendo.

Tem que olhar mais para si, observar onde está errando, onde pode realmente melhorar, quem sabe, anotar isso. Ter o foco em si.

E também tirar essa questão do foco do resultado. Todo mundo fica com o foco no emagrecer: “Eu quero emagrecer”, enlouquecida por emagrecer. É balança, é tudo.

Aí vê que não está reduzindo tanto na balança, aí começa que pensa que tem que fazer uma estratégia extrema, só que normalmente são estratégias insustentáveis, ? Então, tirar um pouco do foco do resultado e focar no que está fazendo e no que pode melhorar aí.

A gente sempre sabe onde está errando! Só que fica tão preocupado, a gente vai com tanta sede ao pote, no resultado, que acaba perdendo o foco de verdade.

Roney: Uma coisa que, dessa parte de resistência dos pacientes ou mesmo dos profissionais, é o seguinte: nós sabemos que quem tem o problema de Diabetes, tem o problema de insulina, o problema de lidar com carboidratos.

Então por que sempre foi recomendado você cortar a gordura e, não, evitar os carboidratos? O açúcar, tudo bem, mas se recomendam os carboidratos integrais no lugar e mandam evitar a gordura, sendo que o problema está justamente com os carboidratos.

Djulye Marquato: Ah, isso vem da Teoria Lipídica lá dos anos 70, ? Então é tudo com base nisso.

Foi tirada a gordura da alimentação das pessoas porque começou a ter aqueles problemas cardiovasculares: “Beleza. Começou a aumentar muitos os problemas do coração. Vamos tirar a gordura, que ela é o problema. No lugar dessa gordura a gente tem que colocar algum tipo de caloria, algum tipo de energia”.

Já que há o medo de que proteínas podem sobrecarregar os rins dos diabéticos – que nós sabemos também que é mito – coloca-se mais carboidratos.

No caso, colocou-se mais carboidrato, as pessoas continuaram engordando, continuaram tendo problemas de saúde, continuaram ficando mais obesos e aumentou o Diabetes: “Ah, não, espera! A gente tem uma solução para vocês! É só usar os carboidratos complexos! Pronto!”.

E aí o resultado foi que continuou piorando porque tirou uma caloria, um macronutriente, e vai precisar colocar outro.

Assim como numa estratégia low-carb a gente tira o carboidrato, a gente também precisa colocar outro tipo de nutriente.

Por isso que acaba sendo um pouco mais de gordura ou às vezes um pouco mais de proteína. Só que sem ser um exagero, ? É um pouco mais. Não é para ser além.

Guilherme: É verdade.

E você julgaria que esse é um erro comum de quem inicia numa low-carb? Exagerar um pouco nas gorduras ou ainda ter medo delas?

Como as pessoas encaram essa mudança quando você apresenta no consultório e fala: “Olha, não é bem assim que você viu na revista, na TV, é um pouco diferente”? Como são as reações dos pacientes?

Djulye Marquato: Isso é muito interessante.

Eu poderia dividir os pacientes em dois públicos: tem o público que já faz dieta, cuida da alimentação há anos da vida e tem aquele público que nunca fez dieta, mas de repente resolve fazer uma, encontra a low-carb, vê que pode comer bacon e pode comer ovo e, bom, se atraca na gordura.

Aquele paciente que veio da dieta de baixa gordura, conta caloria, enfim, já é mais cuidadoso. Esse paciente normalmente não se atraca na gordura.

Esse paciente chega para mim falando: “Ah, eu estou perdendo mesmo o medo da gordura presente naturalmente nos alimentos” e eu vejo que a pessoa não exagera.

Então é bem interessante o perfil do paciente comportado, digamos, é aquele que não vai botar gordura em tudo. Aquele que nunca fez dieta vai botar manteiga, vai usar bacon, vai botar queijo e vai comer picanha com abacate: “Porque tem que ter gordura!” Mais gordura no café. Tem que ter gordura o tempo todo.

Assim, é bem interessante de acordo com cada perfil. Então não dá para dizer que é algo normal. Vai depender muito do ponto inicial de cada pessoa.

Guilherme: Sim, sim.

E, claro, que com o tempo você ajustando também, ensinando a coibir os exageros.

Djulye Marquato: Sim.

Tanto é que esse paciente que nunca fez dieta, quando eu falo: “Olha, você está botando gordura, sim. Se você come a gordurinha ali da picanha, você está botando muito mais gordura do outro lado, você usa muito mais gordura para cozinhar”, quando eu explico como deve ser, eles falam: ”Ah é? Então não precisa botar tanta gordura? Eu estava achando que era pra botar bacon em tudo! Estava achando que era para usar muita manteiga em tudo, queijo… porque eu tenho medo de passar fome!”.

As pessoas têm medo de passar fome porque: “Ah, não vai mais poder comer de três em três horas!”. A questão não é que não vai poder. É só respeitar a sua fome. não precisa ter medo da fome.

A hora que ela vier você pode ficar tranquilo – porque vai ter uma sensação de saciedade, uma sensação de fome bem diferente.

(Aliás, não passar fome é um dos principais benefícios de uma dieta low-carb.)

É incrível como a fome não vem da mesma forma aguda, do que quando você come alimentos ricos em carboidratos complexos.

Guilherme: Ela não vem daquela uma vez a cada pouco tempo, a cada poucas horas.

Djulye Marquato: E não vem forte a ponto de te deixar estressado. Então não é uma coisa que é “pico”, que a gente chama de montanha-russa da insulina e da glicose. Não tem pico e queda, então não é tão brusco assim.

Com certeza você chega no momento da fome muito mais tranquilo.

Guilherme: E é engraçado isso porque quando a pessoa vem de uma alimentação tradicional, de comer a cada três horas, ela só de pensar em ouvir falar de uma palavra como “Jejum Intermitente”, já fica assustada, imaginando: “Nossa, mas como é que alguém fica 12, 14, 16 horas sem comer?”.

Djulye Marquato: Com certeza!

Primeiro porque é uma privação. Parece que é uma obrigação de se privar, porque vai ficar “sem nutrientes”! Por que? Porque aprendeu que precisa comer de três em três horas para fazer a composição de nutrientes do dia!

Segundo porque a pessoa passa fome o dia inteiro! Como é que ela vai conseguir ficar tanto tempo?! Ela mal consegue ficar duas horas! Ela faz a primeira refeição já pensando na segunda e na terceira!

Quando eu fazia essa dieta eu começava o dia pensando no meu jantar. [Risos]. Eu já começava o dia pensando: “Não, eu vou comer isso de manhã, isso no lanche, isso a tarde.

Ah, meu jantar vai ser isso! Pronto!” e toda a refeição que eu fazia eu já pensava na próxima: “Ah, depois à tarde tem uma barrinha de cereal! Hum! Delícia!”, aí tu só fica pensando naquela barrinha de cereal, daí tem o chocolate em volta e é de coco, daí você fala: “Como é que isso pode ser saudável?”.

(Relacionado: aprenda a fazer uma barrinha de prestígio low-carb com comida de verdade.)

Guilherme: Hoje em dia nós olhamos e ficamos horrorizados, mas na hora: “Parecia saudável! Tem só cento e poucas calorias, então tudo bem!”. É um foco errado, ?

Djulye Marquato: Pois é!

E o ovo? O ovo tem 70 calorias e é muito mais nutritivo, fica muito mais satisfeito, por muito mais tempo, nossa… é um alimento incrível, você pode fazer em casa, é mais barato do que uma barrinha de cereal.

Roney: É verdade!

Mas realmente esse medo das pessoas é engraçado.

Nós que fazemos low-carb, às vezes quando está num ambiente que as pessoas não fazem, não estão acostumadas com jejum, você vê, por exemplo, no café da manhã as pessoas já se programando.

Se eu falo: “Ah, a gente vai sair para andar e vai voltar de noite”, então já levam uns cinco tipos de lanches para comer nesse intervalo porque têm medo de passar fome.

Por outro lado, a gente faria um bom café da manhã, rico em gordura ou então não comeria nada e esperaria o jantar só.

Djulye Marquato: É! Exatamente!

Isso é, inclusive, o que você acabou de pontuar, é muito comum para o pessoal que vai viajar.

A pessoa chega no consultório e fala: ”Ai, Djulye, então, vou viajar. Vai dar ruim!”. Eu falo: “Por que vai dar ruim? Se prepara. Faça um bom café da manhã ou senão come na hora do jantar. Faça uma boa refeição. Não precisa ficar se estressando antecipadamente. Não fica sofrendo, não. Não precisa”.

É que a coisa realmente muda na nossa cabeça, a alimentação realmente muda na nossa cabeça quando ela deixa de ser o centro da nossa vida.

Então, a pessoa vai viajar, por que ela está se estressando com o que ela vai comer? Ela vai viajar, ela vai comer coisas maravilhosas que não estão no hábito dela e eu não falo que precisa ser industrializado, não precisa ser açúcar e farinha.

Não quer dizer que não possa também, claro: aproveita a culinária local, mas não precisa se preocupar! Você vai aproveitar a viagem! Você não está ali só para comer. Esquece esse estresse!

É que nós levamos muito a alimentação como o centro da nossa vida.

Então eu até comento, é até uma coisa muito forte que eu falo para os pacientes, dependendo do nível que eu vejo que a pessoa se importa tanto com a alimentação, eu pergunto assim: “Escuta, você tem filho, pai, mãe? Então, você está viajando, você está lá preocupada com a sua alimentação, beleza. Se algum deles estivesse internado agora, você ia estar preocupado mesmo com isso?”.

Guilherme: Caramba.

Djulye Marquato: Então eu sempre faço esse tipo de pergunta para a pessoa ficar, tipo, impactada: “Não! Claro que não!”, sabe? “Não, você ia aproveitar a viagem ou você ia esquecer, o que você ia fazer?”.

Então, para e pensa, a alimentação não é o centro da sua vida! Tira isso, para de se estressar que, com certeza, vai fluir muito melhor.

Guilherme: E acho que é uma coisa que você mencionou e que eu me identifiquei (acho que você e eu tínhamos um perfil parecido de já se importar com a dieta antes de conhecer a low-carb de quem já se importava com a alimentação).

Foi com esse perfil em que você realmente pensa, planeja o dia adiante e parece que é um tipo de escravidão mesmo – porque antes (de conhecer a low-carb) parece que você se importava mais e tinha menos resultados.

Tinha muito mais trabalho de preparar sanduíche com pão integral de manhã e acordar mais cedo para tomar café que seria, supostamente, a refeição mais importante do dia; depois cortar um monte de fruta para levar em todas as ocasiões você tem que ter um lanchinho na mão, uma barrinha…

Sendo que hoje em dia, apesar de a alimentação ter um papel muito importante na nossa vida, ele não é mais o papel central.

É um papel que é relegado à hora das refeições, ele não fica ocupando a nossa mente no meio da tarde, no meio da manhã e fora de horário, ?

Djulye Marquato: Exatamente!

Ontem mesmo eu acordei e comi um ovo. Eu não estava com fome, mas eu comi o ovo porque eu queria.

Falei: “Ah, vou fazer um ovo assim e vou comer” e, gente, eu passei o dia inteiro sem comer.

Eram sete horas da noite quando eu ouvi uma moça, atravessando a rua, eu andei o dia inteiro aqui por São Paulo, e uma moça perguntou para outra: “Ah, o que tu comeu no almoço? Porque a minha Nutri, não sei o que…”. Incrível como chama a gente essas coisas, ?

Guilherme: Verdade!

Djulye Marquato: E quando ela perguntou eu falei: “O que eu almocei hoje? Ah! Eu não almocei!”, foi aí que eu me dei conta, mas é porque realmente deixa de ser o centro da nossa vida e acaba que nós ficamos até mais produtivos, ?

Guilherme: Sim, com certeza!

Djulye Marquato: Consegue realizar as atividades sem ficar se estressando o tempo todo com isso.

Guilherme: E sem ter que parar a cada duas horas, ?

Djulye Marquato: Sem precisar parar, sem precisar ter o empenho e tempo para ficar preparando um monte de lanchinho, sem precisar se preocupar em como vai armazenar isso daí, sabe? Como vai carregar um monte de muamba nas costas… não dá, não dá.

A vida pode ser mais leve.

Roney: Ah, isso é verdade!

Bom, ultimamente, nós temos sentido uma maior divulgação disso tudo que nós estamos falando aqui – seja de jejum, de low-carb, de comida de verdade.

Tanto com vários blogs, com as palestras que vocês têm dado pelo Brasil afora, com cada vez mais profissionais falando sobre isso.

Então a gente queria saber qual é a sua visão com relação à Nutrição daqui a 10, 20, 30 anos?

Djulye Marquato: Você fala isso com relação à cabeça dos profissionais ou com relação à parte de Nutrição raiz, digamos?

Roney: Ah, com relação aos dois: se você vê os profissionais, cada vez mais gente falando sobre isso ou se nós só estamos achando isso cada vez mais forte porque nós estamos nesse meio.

Djulye Marquato: Olha, eu acredito que realmente está cada vez mais forte, certo?

Se nós olharmos o Guia Alimentar para a População Brasileira, nós conseguimos ver que ele engloba muito do que a gente fala, muito: reduzir açúcares, alimentos industrializados e processados, consumir o mais natural possível, procurar comprar os alimentos na feira, no açougue, retornar às origens, comer comida de verdade.

Então, o próprio Guia da Alimentação da População Brasileira já fala isso! E eu acho muito bacana esse guia.

Quem não tem acesso, ele é gratuito, encontra no site do Ministério da Saúde, depois é só pesquisar no Google. Eu posso passar para vocês depois.

Guilherme: A gente vai deixar o link aqui.

Djulye Marquato: O Guia já fala sobre isso, só que, claro, existe muita confusão.

Quando se trata de saúde, independente da área, sempre há muita confusão por conta do tipo de embasamento científico.

Porque a maioria dos próprios profissionais de saúde não sabe o que é evidência científica, boa de verdade; não trabalha com uma Medicina baseada realmente em evidências.

Mas eu acredito que dentro de uns 10 anos muita coisa pode mudar com relação aos profissionais.

Eu não sei se isso vai conseguir frear a epidemia de obesidade, Diabetes e de esteatose hepática não alcoólica, que é a gordura no fígado, a nova doença, que era para estourar em 2050 como a mais epidêmica, a maior de todas.

Então eu não sei, na verdade, mas eu acredito que os profissionais já vão estar bem mais à frente com relação a isso.

Não é possível, , gente?

A gente entra na faculdade para aprender que tem que comer processado?

Como assim a gente precisa depender da indústria para fazer comida boa para a gente? A natureza quer ferrar com a gente? Que natureza malvada!

Guilherme: A gente não comia comida boa antes dos últimos 100 anos, ? Parece que é essa a mentalidade que surgia.

Djulye Marquato: Exato!

Guilherme: Que sem o açúcar refinado, sem tirar a gordura de tudo artificialmente, sem comer whey protein nós não conseguiríamos ter uma alimentação saudável com o que a natureza fornece.

Djulye Marquato: Exatamente! E o mais engraçado é que estamos aqui hoje!

Mas parece que pensam assim: “antes era uma porcaria e mesmo que as pessoas não soubessem quantos ovos comer por dia, elas conseguiram sobreviver.”

Guilherme: Olha só!

Djulye Marquato: Não morreram todas do coração!

Essa é uma grande preocupação, provavelmente, não sei se têm comentários no podcast, mas vai ter gente perguntando: “Mas afinal, quantos ovos pode comer por dia?”.

Eu sempre digo: “Coma quantos você quiser, afinal, ovo você não consegue rotular com ‘impossível comer um só’.”.

Ovo não é o tipo de lanchinho, que se eu fosse botar para você no lanche da tarde, você ia ficar pensando: “Hum, ovo à tarde? Delícia!”.

Se fosse uma barrinha de cereal com chocolate, você até pensava. Ficava só pensando em comer aquilo ali.

Ovo não provoca isso, então com certeza você não vai comer em excesso. Só se você realmente quiser fazer um mal para você mesmo.

Guilherme: É verdade.

Mesmo assim vai ter que ter muito esforço. Não é igual comer um chocolate ao leite, que a pessoa começa a comer e não consegue parar.

Djulye Marquato: Isso! Exato! Come até passar mal.

Ovo tu não consegue comer até passar mal.

Tu fica estufado, fica cheio e aquilo ali é a sua cota. Não vai fazer mal. Agora, ultrapassar aquilo ali, com certeza. Em excesso tudo faz mal.

A diferença é que ovo tem sinais para o organismo bem melhores do que o açúcar, ? Ele não é viciante.

Guilherme: Exato. Perfeito.

É muito legal a gente lembrar disso, dessa sinalização, que nós temos com esses alimentos ricos em proteínas, gorduras boas, fibras… são vários sinais que nós temos para parar de comer.

E quando nós estamos comendo um doce industrializado esses sinais simplesmente estão ausentes ou praticamente ausentes.

Djulye Marquato: Exatamente.

E quando você muda o alimento também, ? Vai ali, tira a gema do ovo e come só a clara.

Ok, tem proteína, mas não tem gordura. Se aquela gordura está ali é porque ela tem uma função. Função de absorver os nutrientes essenciais daquele alimento. Não faz sentido ficar tirando.

Quem ensinou isso para a gente foi a indústria da saúde, indústria da doença e da saúde, que tem bastante interesse no nosso bolso, afinal, se nós não dependermos deles para comer, eles estão ferrados.

Guilherme: É verdade!

E mesmo a indústria, nesse sentido que você falou de esteatose, Diabetes, são várias doenças que as pessoas controlam com medicamentos, mas elas não param de usar o medicamento se elas não mudarem o estilo de vida.

Então é uma mina de ouro para a indústria: porque ela adquiriu um cliente que vai comprar seu medicamento por meses, anos a fio.

Djulye Marquato: Perfeito. Perfeita colocação.

Para que você vai mudar a forma da pessoa se alimentar, se você pode tê-la como cliente sua a vida inteira? Não é?

O que a indústria realmente gosta é disso: cliente vitalício até a morte.”

“Até que a morte nos separe”. [Risos]

É porque, realmente, se você vai lá e convence a pessoa que você tem a solução mágica para ela e ela não precisa mudar nada da vida dela, perfeito.

É uma questão de escolha, ? Você pode tomar a pílula ou mudar seus hábitos.

O mais fácil é tomar pílula. Mudar os hábitos, se o seu médico lhe ofereceu essa alternativa (o que já é mais raro), é um esforço maior.

Só que, com certeza, vai te trazer mais anos de vida, menos consequências – porque todo medicamento traz uma outra consequência, algum outro dano no corpo, no organismo –  e você acaba se livrando de, vamos dizer, da própria consequência da doença. De tudo!

Então não é interessante para a indústria farmacêutica e nem para a alimentícia.

Guilherme: Só é interessante para o paciente, no caso.

Djulye Marquato: É! E olhe lá!

Guilherme: Que ainda é bem desconfortável mudar, ?

Djulye Marquato: Exato.

É interessante nesse ponto, ?

Porque “Ah, é desconfortável mudar”, mas a pessoa vai ter muito mais desconforto em ter que ficar acompanhando com o médico, em ter que ficar mudando dose de medicamento, fazer exame o tempo todo…

Ah, aí aparece uma doença nova, vai ter que lidar com aquela doença também.

Então a pessoa acaba economizando, vamos dizer, a questão da mudança… mas acaba desperdiçando muito mais tempo que ela tem ali com doença.

Não adianta. Não adianta.

Guilherme: Com certeza.

Djulye Marquato: Então se ela não se dedicar para a saúde dela agora, ela vai ter que ficar lidando com os problemas e com a doença mais tarde.

Roney: Acho que essa é uma mensagem bem legal e a gente poderia até encerrar o podcast com essa mensagem que foi bem bacana para o pessoal.

Mas nós queríamos saber se você tem alguma outra mensagem que você queria deixar para os nossos ouvintes antes de nós finalizarmos o episódio de hoje, Djulye.

Djulye Marquato: Olha, tenho. Tenho uma frase, sim.

Quando nós queremos mudar de hábito é muito difícil porque nós pensamos assim: “Nossa, eu tenho que mudar tudo e eu tenho que fazer tudo de uma vez só”.

Nós temos que ter na cabeça que qualquer mudança em direção àquilo, já vai fazer a diferença.

Então, muitas vezes, você não precisa dar os dez primeiros passos.

Dê o primeiro, dê o segundo, um de cada vez. Até que você chegue lá.

Perfeito, a gente nunca vai fazer.

E não precisa ser perfeito para colher bons resultados porque “feito é melhor do que perfeito”.

Então simplesmente vai lá e faz. Não fica esperando o momento certo ou o dia certo, ou ter o dinheiro, ou ter a academia, ou ter a comida… não espera.

“Ah, mas aqui não tem feira”. Não importa. Procura o que você tem. Trabalha com o que você tem.

Começa agora, dá um passo de cada vez e simplesmente tenha na cabeça que não é para fazer perfeito, mas é para dar o seu melhor em busca daquilo.

Guilherme: Perfeito! Quer dizer, a mensagem foi perfeita! [Risos.]

Acho que foi uma ótima maneira de lembrar as pessoas de que o mínimo que elas puderem fazer, ainda hoje, para melhorar a saúde delas – não precisa ser tudo de uma vez –, mas começar a se mover na direção certa, já é muito melhor do que não fazer nada.

Djulye Marquato: Exatamente.

Guilherme: E, Djulye, nós queríamos pedir para você agora os seus contatos, redes sociais.

Como as pessoas podem fazer para entrar em contato com você, para se consultar?

Enfim, tudo o que elas precisam fazer para poder acompanhar o seu trabalho mais de perto.

Djulye Marquato: Ah, legal!

Bom, meu nome é um nome muito comum, ? Então fica difícil de as pessoas me acharem.

Na verdade, acho que fica até fácil pelo meu nome, encontra ali no próprio Google todas as minhas redes, mas Djulye Marquato no Facebook, Djulye Marquato no YouTube, no Instagram é apenas @djulye, no Twitter é apenas @djulye. Eu tenho até Tumblr, é Djulye também.

E o meu contato de e-mail, não sei se vale passar contato de e-mail…

Guilherme: Vale!

Djulye Marquato: É [email protected] e tem o meu site também: www.djulye.com.br que lá, inclusive, eu tenho um vídeo com algumas dicas também.

Guilherme: Ah, legal!

Djulye Marquato: As 21 dicas da Nutri.

Guilherme: Que bacana! Nós vamos deixar tudo linkado no post desse episódio também.

Djulye Marquato: Beleza! Beleza!

Roney: Então, Djulye, por hoje era isso. Foi um prazer contar com você aqui nesse bate-papo.

Guilherme: Nós gostamos muito das lições que você trouxe, tanto dessa comparação dos tipos de pacientes e tal, quanto dessa mensagem final de que você pode começar a mudar a sua saúde, não adianta terceirizar para a indústria, nem para a farmacêutica, nem para nada.

Que você realmente consegue cuidar da sua vida e cuidar da sua saúde comendo comida de verdade, sem ter que depender de fontes externas para isso.

Djulye Marquato: Sim, é muito mais simples, na verdade. Não precisa complicar. É muito mais simples do que a gente imagina ou espera.

Guilherme: É isso mesmo.

Djulye Marquato: Meninos, muito obrigada pelo convite!

Foi um prazer conversar com vocês, eu adorei e a conversa fluiu muito bem! Melhor do que eu esperava!

A gente falou sobre diversos temas e fico feliz de poder compartilhar sempre com as pessoas um pouco do que eu sei porque nós estamos em constante aprendizado, ?

E, se tiverem qualquer dúvida também, qualquer coisa que precisarem, podem contar comigo.

Adoraria participar de um podcast novamente!

Um beijo para vocês!

Guilherme: Um beijão! Então, muito obrigado, Dju! A gente se vê num próximo episódio.

Se vocês gostaram, vocês que ouviram até aqui, em primeiro lugar, parabéns por ter ouvido até aqui, foi uma ótima conversa – e você mostrou estar comprometido com sua saúde.

Em segundo lugar, vai lá no iTunes, deixa uma avaliação, deixa um comentário.

E deixa um comentário aqui embaixo.

Porque a gente conta com você para sempre manter o nível do podcast lá no alto com um monte de convidados super bons.

Roney: Então até o próximo episódio. Um forte abraço do Senhor Tanquinho.

Guilherme: Você acabou de ouvir mais um episódio do podcast do Senhor Tanquinho.

Roney: Não deixe de se inscrever para não perder nenhum episódio com os maiores especialistas para a sua saúde.