Farinhas Low-Carb: Quais São As Melhores Para Suas Receitas? O Guia Definitivo Das Melhores E As Piores Farinhas Para A Dieta Low-Carb

Já faz algum tempo que queremos falar sobre farinhas permitidas na dieta low-carb.

Isso porque as farinhas são constantemente utilizadas em uma dieta low-carb.

Sendo que seu principal uso é na elaboração de receitas low-carb que lembram pães, massas e doces – que ficam deliciosas e por vezes até melhores que as originais.

Na verdade, é justamente por disponibilizarmos sempre receitas low-carb para nossos leitores que sabemos da importância que as farinhas low-carb têm.

Porque esse tipo de receita pode ser o que separa alguém que consegue ter sucesso de alguém que larga a dieta no meio do caminho.

Afinal de contas, é melhor fazer uma dieta que restringe açúcares e processados e comer pães low-carb ocasionalmente…

Do que tentar viver “estritamente paleo”, só com bichos e plantas… e abandonar a dieta após uma semana.

Nesse contexto, sabemos que mudanças alimentares envolvem trocas de hábitos que estão arraigados em nós.

Dentre eles, o de substituir o pão na hora do café da manhã da dieta low-carb.

Ou entender alternativas inteligentes de sobremesas para quando bate aquela vontade de um doce.

Por isso, no post de hoje convidamos o especialista em culinária low-carb Pedro Camargo, do canal Batata Assando, para falar das farinhas low-carb aqui no Senhor Tanquinho.

Então, abaixo está o post do Pedro – e ele vai contar toda a verdade sobre as mais diversas farinhas low-carb.

Farinhas Low-Carb E Sua Importância Para Uma Dieta De Sucesso

Começo esse texto já com uma pergunta pra você, caro leitor: será que essa farinha que você tem usado ultimamente nas suas receitas realmente está alinhada com o seu plano alimentar low-carb?

Será que o consumo dela realmente está te ajudando a alcançar seus objetivos? Ou será que ela mais atrapalha do que ajuda?

É muito comum que as pessoas, ao iniciarem uma dieta low-carb ou cetogênica, sintam bastante falta de pães, bolos e doces.

Até porque, antes da dieta, esses alimentos costumavam ser a base da alimentação de muitas pessoas.

Sendo assim, adaptações low-carb dessas receitas deliciosas, livres de açúcares, carboidratos refinados e sem glúten, passam a ser uma chave importante no processo de adesão ao novo estilo de vida – e também são importantes para se manter a dieta no longo prazo.

E para conseguir uma boa realização dessas receitas, adoçantes de qualidade (como xilitol e o eritritol) e farinhas low-carb são fundamentais.

Após todos esses anos de experiência fazendo receitas e interagindo com o público, notei que as 3 dificuldades mais comuns são:

  • saber quais são as melhores opções de farinhas low-carb;
  • como e quanto usar de cada uma para obter bons resultados;
  • identificar farinhas que “parecem ser low-carb”, mas não são.

E vale a pena ler este texto até o final.

Porque nele ainda vou te revelar como fazer seu próprio mix de farinhas low-carb em casa.

Infográfico Resumo

Se você não estiver com tempo agora de ler o texto completo, esse infográfico poderá lhe fornecer as informações nutricionais das 10 principais farinhas low-carb de maneira resumida.

Relacionado: Gosta de infográficos? Este aqui conta com os 10 benefícios do jejum intermitente para sua saúde.

Farinhas Low-Carb: As Melhores Opções E Como Usá-las

As farinhas low-carb podem ser classificadas várias maneiras. Por exemplo, poderíamos dividi-las de acordo com:

  • preço,
  • disponibilidade (facilidade de encontrar),
  • sabor,
  • textura,

e muito mais.

No entanto, como o foco deste texto é alimentação low-carb, julguei melhor listar as farinhas de acordo com a quantidade de carboidratos líquidos presentes em cada uma delas.

(Se você quer saber o que são carboidratos líquidos ou como calculá-los, clique aqui.)

Sendo assim, a primeira farinha da qual irei falar aqui tem exatamente zero gramas de carboidratos.

Farinha Low-Carb #1: Farinha De Frango

A farinha de frango é uma desconhecida de muita gente.

Isso porque ela não é vendida na maior parte das lojas de produtos naturais.

Ao mesmo tempo, é muito simples obter essa farinha: pois você consegue fazê-la em casa usando nada mais do que peito de frango e um fogão.

Eu ensino o processo passo a passo no meu canal do youtube.

Sendo que provavelmente o peito de frango é um item que já consta na sua lista de compras low-carb.

(A menos, é claro, que você esteja seguindo uma dieta low-carb vegetariana ou vegana.)

Para fins de comparação, a farinha de frango fica com uma textura muito próxima à da farinha de rosca, ou mesmo à da farinha panko.

Por isso, a farinha de frango é uma boa opção para substituir essas duas farinhas.

(Sendo que, para obter uma textura mais próxima àquela da farinha Panko, você precisa deixar a farinha de frango por menos tempo no processador ou liquidificador.)

Farinha de frango: Como e quanto usar

Caso você tenha uma receita que leve farinha de rosca ou farinha panko, pode substituir usando farinha de frango na proporção 1:1.

Isto é: cada 1 xícara de farinha de rosca (ou farinha panko) pode ser substituída por 1 xícara de farinha de frango.

Devido a sua textura, ela costuma ser utilizada principalmente para empanar.

No entanto, a farinha de frango também se encaixa muito bem no preparo de receitas low-carb de cuscuz e torta – e até mesmo no preparo de Salgados Maromba.

Além disso, como ela é feita à base de peito de frango, ela também pode te ajudar a aumentar sua ingestão proteica diária (especialmente caso você pertença a um dos 5 tipos de pessoas que deveriam comer mais proteínas.

Um detalhe importante é que ela deve ser conservada em geladeira e por no máximo 20 dias após o preparo – feche bem para não entrar umidade.

Informações nutricionais (porção de 15g):

  • 13.5g de proteínas
  • 1g de gordura
  • 0g de carboidratos líquidos

Preço médio:  normalmente não é vendida pronta.

Farinha Low-Carb #2: Farinha De Linhaça

A farinha de linhaça é a “segunda colocada” de acordo com nossos critérios de menos carboidratos.

Sendo que a farinha feita a partir da linhaça é nutritiva, baixa em carbos, e financeiramente barata.

No entanto, não é muito utilizada – uma vez que muita gente não gosta de seu sabor um pouco mais amargo.

Na verdade, já a vi mais de uma vez ser acusada de “ter gosto de grama” (sim, aquela do jardim).

De todo modo, acredito que ela pode sim ter seu espaço na cozinha low-carb.

Sendo que existem dois tipos de linhaça: dourada e marrom.

Ambas são boas fontes de fibras e de gorduras boas, o que as torna ótimas aliadas no combate ao intestino preso.

E é melhor moer a linhaça na hora em que for usar sua farinha – tanto em termos nutricionais quanto para a conservação do sabor.

Mas é importante lembrar que “o ótimo não pode ser inimigo do bom” – por isso, se você não puder moer na hora, sem problemas também.

Farinha de linhaça: como e quanto usar

Eu realmente não recomendo que você use farinha de linhaça marrom em substituição a outras farinhas nas suas receitas.

(Se você tiver farinha de linhaça marrom em casa, um uso alternativo é colocá-la sobre um pouco de iogurte integral ou misturá-la com frutas low-carb).

Mas acredito que a farinha de linhaça dourada é condenada injustamente.

Pois ela é bem saborosa, podendo ser utilizada em tortas salgadas e até mesmo em pãezinhos de frigideira.

Além disso, a farinha de linhaça é ótima para dar “volume” a um possível mix de farinhas low-carb (que eu vou te ensinar a fazer ainda neste texto).

A farinha de linhaça não é boa opção para ser usada em receitas substituindo totalmente a farinha de trigo ou qualquer outra farinha.

(Isso é verdade principalmente no caso de pães e bolos que precisam crescer e ficar fofos.)

Desse modo, não há como estabelecer uma proporção exata na qual ela substitui de maneira adequada as farinhas tradicionais e “high carb”.

Sendo necessário ir testando e analisando cada massa individualmente.

Um exemplo de bom uso dessa farinha é na receita do pão low-carb P.L.O.C.

Informações nutricionais (porção de 15g):

  • 3g de proteínas
  • 5g de gordura
  • 1g de carboidratos líquidos

Preço médio do quilo: de R$ 10 a R$ 30.

Farinha Low-Carb #3: Farinha De Coco

Em terceiro lugar, pela ordem da quantidade de carboidratos, temos a farinha de coco.

Felizmente tem sido cada vez mais fácil encontrá-la mesmo em grandes redes de supermercados.

E talvez também por isso ela está cada vez mais barata: é muito fácil encontrá-la a granel em loja de produtos naturais, e uma vez a vi sendo vendida por apenas R$12,00 o quilo.

Farinha de coco: como e quanto usar

A farinha de coco é boa opção principalmente em substituição a farinha de trigo em bolos e tortas doces.

(Como este fantástico bolo de cenoura, por exemplo.)

Além disso, por ser naturalmente um pouco mais adocicada, as receitas que levam ela necessitam de uma menor quantidade de adoçante.

Sendo que ela é especialmente recomendada para a confecção de doces low-carb e bolinhos de caneca low-carb.

Mesmo assim, tenho uma sugestão de utilização não muito comum para essa farinha: empanar filés de peixe!

Nesse caso, o uso da farinha de coco proporciona uma crocância admirável à receita. Vale a pena experimentar.

Recomenda-se usar de ⅓ a ½ xícara de farinha de coco em substituição a cada xícara de farinha de trigo em receitas, o que dá uma proporção de cerca de 1:3.

Isso acontece pelo fato de ela ser uma farinha mais “seca”, que absorverá em maior quantidade a umidade da sua massa.

Também é válido lembrar que existem dois tipos de farinha de coco: a escura e a branca.

A diferença básica entre elas é que a primeira é feita a partir da polpa do coco com a casca e a segunda é feita com a polpa do coco sem a casca.

Nutricionalmente as diferenças são irrisórias, e a maneira de uso também é a mesma.

A recomendação aqui é que você escolha a que preferir.

Informações nutricionais (porção de 15g):

  • 2,3g de proteínas
  • 4g de gordura
  • 1,4g de carboidratos líquidos

Preço médio do quilo: de R$17 a R$40.

Mas você também pode fazer farinha de coco e leite de coco em casa – utilizando um único coco seco.

Farinha Low-Carb #4: Farinha De Castanha Do Pará

A farinha de castanha do Para não é muito fácil de se encontrar por aí.

E pior: quando a vemos em lojas de produtos naturais, o preço não costuma ser dos mais atrativos.

De toda forma, ela recebe nosso quarto lugar na ordenação por quantidade de carboidratos líquidos.

E o Senhor Tanquinho já ensinou como fazê-la facilmente em casa, lá nos idos de 2015…

E aqui vale uma curiosidade: a castanha de Pará é considerada um dos alimentos mais ricos em selênio de toda a natureza.

Sendo que o consumo de uma única castanha já fornece mais do que 100% da quantidade diária recomendada de selênio.

Farinha de castanha do Pará: como e quanto usar

A farinha de castanha do Pará pode ser utilizada na proporção 1:1 para substituir a farinha de trigo em receitas de pães e bolos.

Sendo que ela mantém muito bem a maciez e umidade da massa.

Além disso, outro ponto positivo da farinha de castanha do pará é o sabor bem neutro, se encaixando bem em todo tipo de receita.

Informações nutricionais (porção de 15g):

  • 2,5g de proteínas
  • 9,5g de gordura
  • 1,8g de carboidratos líquidos

Preço médio do quilo:  R$80 a R$150.

Farinha Low-Carb #5: Farinha De Nozes

A farinha de nozes é um prato cheio para os fãs dessa oleaginosa.

Por elas não liberarem leite durante a preparação da farinha, o resultado final apresenta aroma e sabor bem marcantes.

Sendo assim, se você gosta de nozes irá adorar essa farinha.

Porém, se não gosta, é melhor evitar.

Eu ensino como você pode fazer farinha de nozes em casa, usando apenas nozes e um liquidificador, aqui (de quebra você ainda aprende a fazer uma receita deliciosa de bolo).

Farinha de nozes: como e quanto usar

Uma vez que esta farinha tem um sabor bem acentuado, é interessante ponderar bem onde você vai usar.

Porque praticamente toda e qualquer receita com farinha de nozes trará seu forte sabor.

Minha sugestão é que a use para sobremesas low-carb – principalmente bolos doces e receitas com chocolate amargo.

Nesses casos, a farinha de nozes substitui na proporção 1:1 a farinha de trigo.

Informações nutricionais (porção de 15g):

  • 2g de proteínas
  • 7g de gordura
  • 2,5g de carboidratos líquidos

Preço médio do quilo:  R$150 a R$250.

Farinha Low-Carb #6: Farinha De Amêndoas

E quem diria que a famigerada farinha de amêndoas seria apenas a sexta colocada nessa lista, não é mesmo?

No entanto, ordenando a partir da quantidade de carboidratos, é esta a posição que cabe à farinha de amêndoas.

Então por que ela é tão indicada, cobiçada e cara?

Ao meu ver, ela é cara pelo fato de ser proveniente das amêndoas – uma oleaginosa que praticamente não é produzida no Brasil.

Afinal de contas, a maior parte das amêndoas consumidas por aqui é proveniente de importação.

Mas o motivo de ela ser tão cobiçada é o seguinte.

A farinha de amêndoas, ao mesmo tempo:

  • tem sabor neutro,
  • é versátil, e
  • substitui perfeitamente a farinha de trigo.

Aliás, vamos falar sobre a substituição agora.

Farinha de amêndoas: como e quanto usar

A farinha de amêndoas pode ser utilizada para substituir a farinha de trigo na proporção 1:1.

E, como falamos, ela é versátil. Isto é: fica boa em tudo!

Bolos, tortas salgadas, pães, pizza, e praticamente todas as massas que você tenha em mente e que levam farinha de trigo como base em suas receitas originais.

A notícia boa é que você pode fazer farinha de amêndoas a partir de amêndoas inteiras e cruas na sua casa – e eu ensino como fazer isso no Programa Low Carb Em 1 Minuto.

Informações nutricionais (porção de 15g):

  • 3g de proteínas
  • 8g de gordura
  • 3g de carboidratos líquidos

Preço médio do quilo:  R$50 a R$110.

Farinha Low-Carb #7: Farinha De Amendoim

A verdade é que muita gente olha o amendoim com maus olhos em um contexto de alimentação low-carb / cetogênica.

Por um lado, seus defensores gostam do fato de que o amendoim é:

  • baixo em carboidratos,
  • relativamente barato, e
  • bastante saboroso.

Por outro lado, algumas pessoas não gostam do fato de que ele é:

  • uma leguminosa (assim como o feijão),
  • um popular causador de alergias, e
  • muito denso em calorias.

Sendo que as leguminosas são banidas de uma dieta Paleo tradicional (embora aceitas em um estilo de vida Primal).

No entanto, as alergias tendem a ser um problema apenas para quem já as tem, e um consumo sensato de amendoins não parece causar malefícios.

Por isso, o amendoim costuma ser incluído na alimentação de grande parte das pessoas.

E eu pessoalmente considero que, para uma receita ocasional ou outra, ele tem seu lugar.

Mas que, assim como os queijos, as sobremesas e as frutas, não deve ser a base da sua dieta low-carb.

Sendo que a farinha de amendoim é mais grossa que as demais farinhas que citamos até aqui.

O processo para fazê-la envolve bater o amendoim em um processador de alimentos.

Mas cuidado com o processo: porque, quando o amendoim é batido por muito tempo no processador de alimentos, ele se transforma em pasta de amendoim.

Farinha de amendoim: como e quanto usar

A farinha de amendoim conta com boas utilizações.

Dentre elas, podemos citar:

Em doces, ela substitui as farinhas tradicionais na proporção 1:1.

Já no caso de pães, eu não recomendo que a farinha de amendoim seja utilizada sozinha – porque provavelmente o pão não ficará com o ponto certo.

Sendo mais interessante, para este caso, usar a farinha de amendoim para compor um possível mix de farinhas low-carb (conforme apresentarei a seguir).

Informações nutricionais (porção de 15g):

  • 3,6g de proteínas
  • 7,5g de gordura
  • 3,2g de carboidratos líquidos

Preço médio do quilo:  R$8 a R$25.

Farinha Low-Carb #8: Farinha De Maracujá

A farinha de maracujá traz como grande vantagem o fato de que ela tem um custo bastante acessível.

Ela é uma opção interessante por ter a textura próxima a farinha de trigo (mas sem a parte de seus malefícios) e por estar sendo cada vez mais comum em supermercados e lojas especializadas.

Por outro lado, ela é feita a partir da casca do maracujá desidratada, o que gera um fundo de sabor bem amargo.

Farinha de maracujá: como e quanto usar

Conforme disse, a farinha de maracujá apresenta um retrogosto amargo e marcante.

Por isso, realmente não recomendo que você faça qualquer receita apenas com farinha de maracujá.

No entanto, ela pode ser utilizada para misturar a outras farinhas e dar mais volume ao seu mix pessoal de farinhas low-carb.

Porque, neste caso, ela levará uma textura boa à massa – e ainda vai ajudar a baratear a receita.

Informações nutricionais (porção de 15g):

  • 1g de proteínas
  • 0g de gordura
  • 3,6g de carboidratos líquidos

Preço médio do quilo:  R$15 a R$30

Farinha Low-Carb #9: Farinha De Castanha de Caju

A farinha de castanha de caju é outra opção de farinha low-carb bem comum e não tão cara.

Sendo que a sua maior desvantagem é o fato de ser composta por quase 30% de carboidratos líquidos.

Sendo assim, se você estiver em uma fase mais restrita da dieta, ou mesmo buscando entrar e se manter em cetose, pode não ser a opção mais indicada.

Por outro lado, se esse não for o seu caso, a farinha de castanha de caju é um substituto (ou uma adição) interessante à farinha de amêndoas.

Até porque ela é relativamente fácil de encontrar – e também costuma ser mais barata.

Farinha de castanha de caju: como e quanto usar

A farinha de castanha de caju substitui muito bem a farinha de trigo na proporção 1:1.

E, uma vez que ela tem um sabor muitíssimo neutro, se encaixa bem tanto em receitas salgadas como em receitas doces.

Informações nutricionais (porção de 15g):

  • 2,7g de proteínas
  • 6,6g de gordura
  • 4,9g de carboidratos líquidos

Preço médio do quilo: R$35 a R$70.

Farinha Low-Carb #10: Farinha De Berinjela

E chegamos à nossa décima opção de farinha low-carb.

Embora a farinha de berinjela seja a mais alta em carboidratos líquidos da nossa lista, ela também é a mais rica fibras.

(São cerca de 6g de carboidratos líquidos e 5g de fibras por porção de 15g de farinha).

Neste momento, você pode estar se perguntando.

Tudo isso de carboidratos? Mas a berinjela não é low-carb?”

Sim, ela é low-carb sim.

Entretanto, quando retiramos toda a água da berinjela de modo a produzir a farinha, os carboidratos ficam mais concentrados.

Sendo assim, a quantidade de carboidratos por porção aumenta.

Por outro lado, a farinha de berinjela é uma das opções menos calóricas desta lista, com cerca de 42 kcal por porção.

(E, conforme já aprendemos, mesmo em uma dieta low-carb as calorias não devem ser totalmente ignoradas).

Farinha de berinjela: como e quanto usar

Em termos culinários, a farinha de berinjela é praticamente “prima” da farinha de maracujá: ela é fina, acessível e tem um retrogosto marcante.

Felizmente, ela é um pouco menos amarga.

A farinha de berinjela substitui a farinha de trigo na proporção 1:1 e é uma boa opção para massas de pizza low-carb, por exemplo.

(Eu ensinei a fazer uma pizza com massa de farinha de berinjela aqui.)

Informações nutricionais (porção de 15g):

  • 2,5g de proteínas
  • 0g de gordura
  • 6g de carboidratos líquidos

Preço médio do quilo:  R$18 a R$30.


Como você pode ver, temos muitas opções de farinhas para utilizar em uma dieta baixa em carboidratos.

Sendo que, aqui, eu trouxe apenas 10 selecionadas.

E, dependendo da quantidade de carboidratos líquidos que você está consumindo ao dia, às vezes vai ser possível inserir até mesmo outras opções.

Tudo vai depender do seu plano alimentar.

Farinha Que Se Parecem Low-Carb Ou Saudáveis (Mas Não São)

Nesta seção, vamos falar das farinhas que muita gente pensa que são low-carb – mas que na verdade não são.

E não vou nem entrar no mérito da farinha de trigo integral nem da farinha de arroz.

Porque acredito que, se você está lendo este texto, já sabe que elas não são alinhadas a uma dieta low-carb ou cetogênica.

(Em todo caso, se não sabia, ficou sabendo agora 😉.)

Farinha Que Não É Low-carb #1: Farinha De Aveia (Integral Ou Não)

A aveia é um grão rico em carboidratos de alto índice glicêmico.

E, apenas por isso, já não se encaixaria em uma dieta que visa a redução desse macronutriente e a regulação da glicemia.

Mas não para por aí.

Pois a farinha de aveia é resultado do refinamento da aveia – um processo no qual as fibras são retiradas, o que aumenta a velocidade de absorção do carboidrato presente.

Para piorar, a aveia é um grão sem glúten, mas que costuma ser vítima de contaminação cruzada com ele – e, por isso, aveia de procedência incerta deve ser evitada por quem sofre de doença celíaca.

Tendo em vista estes fatos, definitivamente não faz sentido consumir farinha de aveia quando se busca perda de peso, ou se faz a dieta low-carb / cetogênica com objetivo de controlar a insulina, combater o diabetes tipo 2, ou eliminar gordura no fígado.

Farinha Que Não É Low-carb #2: Farinha De Banana Verde

Muitas pessoas acreditam que a farinha de banana verde seja low-carb.

Isso se deve ao fato de que a banana verde é fonte de amido resistente – um tipo de carboidrato que o corpo não absorve.

Mas por que a farinha de banana verde não é low-carb?

Simplesmente pelo fato de ela ser feita a partir da desidratação da banana verde (via aquecimento em forno).

Sendo que, ao ser aquecido, o amido resistente é transformado em amido comum – um carboidrato de fácil absorção pelo nosso corpo.

Sendo assim, a banana verde deixa de ser low-carb a partir do momento que é aquecida para ser desidratada para virar farinha.

Farinha Que Não É Low-carb #3: Farelo De Aveia

O farelo de aveia se encontra em uma zona nebulosa dentro da dieta low-carb.

Por um lado, ele é proveniente da aveia – que, conforme falamos acima, é um grão rico em carboidratos.

Por outro lado, o farelo é a parte com menos carboidratos da aveia, e ao mesmo tempo a mais rica em fibras.

Falando em números, 15g de farelo de aveia possuem cerca de 7g de carboidratos líquidos – algo que o deixaria próximo à farinha de berinjela, por exemplo.

Entretanto, alguns defendem seu consumo mencionando o seu índice glicêmico, estimado em 55.

Essa defesa é baseada no argumento de que esse número significa “baixo índice glicêmico”.

Este ponto é aberto para debate mas, ao meu ver, para quem faz uma dieta low-carb – e controla bem a ingestão e a origem dos carboidratos – não vale a pena consumir farelo de aveia.

Afinal, com tantas outras opções boas e saudáveis existentes na dieta low-carb, eu pessoalmente não uso e não recomendo.

Farinha Que Não É Low-carb #4: Farinha De Grão De Bico

Foi difícil decidir em qualquer categoria encaixar a farinha de grão de bico.

Se por um lado ela não é tão rica assim em carboidratos, por outro trata-se de uma farinha de leguminosa e, como já discutimos anteriormente, nem todo mundo aceita bem esse tipo de alimento.

Então, meu critério para colocá-la aqui foi principalmente o seguinte.

A farinha de grão de bico apresenta praticamente a mesma quantidade de carboidratos do farelo de aveia – que certamente é uma farinha não alinhada com o estilo de vida “low-carb / comida de verdade”.

Então achei que seria injusto ficarem em categorias diferentes (uma sendo permitida e a outra não).

Com relação a seus macronutrientes, a farinha de grão de bico apresenta cerca de 3,3 gramas de proteínas, 1g de gordura, e 7 gramas de carboidratos a cada 15 gramas de farinha.

Mas que fique claro que a farinha de grão de bico em alguns caso pode ser sim utilizada em sua dieta low-carb, e eu mesmo a utilizo eventualmente.

Sendo que a farinha de grão de bico é muito usada principalmente como uma substituta mais low-carb da farinha de tapioca – que é justamente a nossa próxima farinha a ser apresentada.

Farinha Que Não É Low-carb #5: Farinha De Tapioca

Para finalizar essa categoria, temos a famosa tapioca, que tanta gente julga ser saudável, mas que na verdade é riquíssima em carboidratos.

Claro que comer tapioca geralmente é uma opção superior a comer pão francês (especialmente se considerarmos o fato de que a tapioca não tem trigo e nem glúten).

Por outro, isso não faz dela um dos alimentos permitidos na dieta low-carb.

Pois ela não é um alimento necessariamente saudável para seu organismo apenas por não ter nem glúten nem lactose.

Sendo que 15g dela apresentam quantidades mínimas de gorduras e proteínas, e 8,1 gramas de carboidratos que são rapidamente transformados em açúcar no seu organismo.

E é com essa queridinha do mundo fitness, mas que não é low-carb e nem saudável, que encerramos essa seção.

Agora vamos falar sobre como fazer misturas entre os mais diversos tipos de farinhas low-carb.

Mix de Farinhas Low-Carb: Misturando Várias Farinhas Low-Carb Em Uma Só

Para finalizar, vou te mostrar como fazer um mix de farinhas low-carb que funciona muito bem tanto para receitas salgadas quanto para receitas doces.

Ter um bom mix de farinhas low-carb em casa é um ótimo meio de você ter sempre uma opção de farinha coringa.

De modo a te ajudar a manter a dieta – sem com isso pesar tanto no seu bolso.

Por isso, gostaria de apresentar dois mixes que eu gostei muito de usar: um que eu já uso há mais tempo, e outro que eu elaborei especialmente para este post.

Mix De Farinhas Low-Carb #1: Amêndoas, Coco E Linhaça

Essa foi a primeira mistura de farinhas que eu criei e inclusive já ensinei a fazê-la lá no meu canal do youtube.

Este mix de farinhas low-carb é elaborado com

  • 2 xícaras de farinha de linhaça dourada,
  • 1 xícara de farinha de amêndoas, e
  • 1 xícara de  farinha de coco.

É claro que tais medidas podem ser aumentadas ou diminuídas, desde que você mantenha a proporção entre elas.

Esse mix é muito interessante pois a linhaça diminui o custo total e dá volume, enquanto a farinha de coco deixa a farinha final mais fina, e a farinha de amêndoas ajuda a manter um sabor gostoso e neutro.

Mix De Farinhas Low-Carb #2: Amendoim, Berinjela, Caju E Maracujá

Essa receita de mix de farinhas low-carb eu criei exclusivamente para esse texto.

Ele consiste basicamente na mistura de quatro das farinhas que apresentei acima:

  • 1 xícara de farinha de amendoim,
  • 2 xícaras de farinha de castanha de caju,
  • 1 xícara de farinha de maracujá, e
  • 1 xícara de farinha de berinjela.

Mais uma vez, essas medidas podem ser aumentadas ou diminuídas proporcionalmente.

E o mais legal deste mix de farinhas low-carb é o seguinte.

A castanha de caju atribui um sabor muito neutro à mistura, já a farinha de amendoim barateia o mix, e, por fim, as farinhas de berinjela e de maracujá deixam a receita menos espessa e mais fácil de trabalhar.

Farinhas Low-Carb – Conclusão E Palavras Finais

Hoje falamos bastante sobre farinhas – e chega ao final este meu post como convidado aqui no Blog do Senhor Tanquinho.

Na verdade, eu tenho o canal no YouTube já há algum tempo, e recentemente alcancei a expressiva marca de mais de 90 mil seguidores – o que é motivo de muito orgulho para mim.

Mas esta é a primeira vez que faço uma postagem em um blog.

Por isso gostaria de agradecer muito tanto a você, que chegou até aqui, quanto aos meus amigos Guilherme e Roney, que me convidaram para falar deste assunto que gosto tanto.

Sendo assim, espero que você tenha gostado das informações, dicas e receitas apresentadas neste texto que escrevi com muito carinho para você.

E a gente não precisa se despedir aqui!

Isso porque podemos continuar esta conversa nos comentários abaixo – e eu quero muito saber o que você achou deste texto. 🙂

E você também pode entrar em contato comigo por e-mail ou em alguma de minhas mídias sociais:

E, é claro, não deixem de conhecer meu programa completo.

Porque certamente ele vai mudar o seu modo de fazer low-carb – assim como já mudou, para melhor, o dia a dia de centenas de pessoas:

Conheça o Programa Low Carb Em 1 Minuto, Com Pedro Camargo do Batata Assando

Onde Encontrar Farinhas Low-Carb Com O Melhor Preço

Todas as farinhas low-carb citadas neste texto podem ser encontradas na Loja Virtual Tudo Low-Carb.

Nós confiamos inteiramente na Tudo Low-Carb: lá você certamente encontrará os melhores produtos com os melhores preços.

Inclusive entramos em contato com a sua dona, a Eliana, e conseguimos um cupom de desconto para nossos leitores.

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