As 5 Variações Mais Populares Da Dieta Cetogênica – Qual A Melhor Para Você?

A dieta cetogênica está cada vez mais popular.

E não é de se estranhar: afinal de contas, ela gera resultados fantásticos de perda de peso e ganho de saúde.

(Inclusive os muitos resultados dos nossos alunos do curso Guia Dieta Cetogênica.)

Porém — como costuma acontecer com tudo que se populariza — muitas pessoas estão falando besteira sobre ela.

Em grupos de Facebook, perfis de Instagram, e mesmo sites da internet.

Trazendo discussões sem fim sobre a cetogênica — criando regras arbitrárias que confundem os iniciantes.

E que são diferentes das regras defendidas por outros sites, canais ou perfis.

Mas, afinal de contas…

Qual a maneira certa de fazer a dieta cetogênica?”

É isso que você vai descobrir agora.

Porque hoje você vai aprender que não existe uma única forma de se fazer a dieta cetogênica.

Vai descobrir quais são as principais variações da dieta cetogênica.

E ainda vai descobrir qual delas pode ser a melhor para você.

Então vamos mergulhar direto neste assunto fascinante.

Relacionado: clique aqui para baixar nosso eBook-resumo com as 5 principais variações da dieta cetogênica.

Não Existe Uma Única Dieta Cetogênica

O fato é o seguinte.

Se você já presenciou debates e conversas em grupos de Facebook, Whatsapp, e afins, já deve ter visto diálogos e frases como as seguintes.

  • Não pode comer muita proteína na cetogênica.
  • Esta receita é low-carb, não cetogênica.
  • Na cetogênica temos de comer comida de verdade.
  • Na cetogênica pode-se comer tudo — desde que seja alto em gorduras.
  • Na cetogênica, você tem que colocar manteiga no seu café.

Dentre outras discussões que nunca terminam.

E elas não terminam simplesmente porque as pessoas estão falando sobre dietas distintas — e chamando todas elas de “a dieta cetogênica” .

É por isso que, hoje, você vai saber a verdade sobre as principais variações da dieta cetogênica.

Antes de mais nada, cabe esclarecer que este conteúdo foi postado originalmente na forma de vídeo no nosso canal do YouTube.

E deixamos o vídeo acima caso você prefira este formato de conteúdo.

Se preferir ler em vez de ver o vídeo, fique à vontade: pois neste artigo incluímos todas as informações que você precisa saber — e, quando terminar a leitura, saberá mais sobre dieta cetogênica do que 95% das pessoas.

Agora, se gosta de vídeos, recomendamos que se inscreva no nosso canal do YouTube, de modo a ser avisado quando postarmos novos conteúdos por lá.

Também avisamos as pessoas por meio do nosso canal no Telegram.

Feito o aviso, vamos começar falando da dieta cetogênica clássica.

Dieta Cetogênica #1 — Dieta Cetogênica Clássica

O primeiro tipo é a dieta cetogênica padrão, ou standard, ou clássica, ou tradicional.

Sim, são muitos nomes.

E todos eles são usados para se referir à dieta cetogênica conforme ela costuma ser caracterizada popularmente.

Ou mesmo em grande parte dos materiais introdutórios à dieta cetogênica.

Como, por exemplo, o infográfico abaixo sobre a dieta cetogênica (clique aqui para baixá-lo por completo em alta resolução).

Nessa imagem — que exemplifica a dieta cetogênica clássica — podemos ver a seguinte divisão de macronutrientes:

  • a ingestão de carboidratos não ultrapassando 5 a 10% do total de calorias;
  • a ingestão de proteínas ficando em torno de 20 a 30% do total das calorias consumidas diariamente;
  • e a ingestão de gorduras fornecendo de 65 a 75% das calorias.

Sendo assim, a dieta cetogênica clássica é uma dieta:

  • baixa em carboidratos,
  • moderada em proteínas, e
  • alta em gorduras.

Sendo que esta proporção de macronutrientes da dieta cetogênica clássica pode ser bastante válida para pessoas que estão numa fase de manutenção de peso.

Pois, como argumentam Volek e Phinney em seu livro “The Art and Science of Low Carbohydrate Living”, pode ser importante aumentar a ingestão de gorduras de modo a suportar todas as atividades do indivíduo.

Porque restringir ao mesmo tempo carboidratos e gorduras (ainda mais sem aumentar a ingestão de proteínas) pode ser um grande erro dos iniciantes.

Sendo claro que você precisa de um déficit calórico para emagrecer.

Todavia, se você já perdeu o peso que desejava, talvez deseje aumentar sua ingestão energética.

Nesse caso, acrescentar essa energia na forma de gordura (em vez de carboidratos) pode ser uma opção útil.

O que vai trazer sua alimentação para um modelo cetogênico mais próximo da dieta cetogênica clássica.

Legenda: o aumento de calorias defendido por Volek e Phinney (da fase de perda de peso para a fase de manutenção) vem principalmente das gorduras.
Legenda: o aumento de calorias defendido por Volek e Phinney (da fase de perda de peso para a fase de manutenção) vem principalmente das gorduras.

Todavia, se você está tentando emagrecer, talvez modelar sua ingestão diária seguindo este padrão não seja necessariamente a melhor opção.

(E já vamos te falar uma opção que pode ser ainda mais interessante para emagrecer.)

Antes disso, é importante entender que a dieta cetogênica clássica:

  • pode ser uma ótima forma de seguir a cetogênica para boa parte das pessoas, mas
  • não necessariamente é a única (e nem a melhor) para emagrecer.

Resumindo: Quando falamos de dieta cetogênica, muitas pessoas acreditam que a dieta cetogênica clássica é a única que existe.

Nós acreditamos que ela seja sim uma ótima estratégia alimentar.

Porém não é a única. E você não precisa ficar obcecado com seguir as proporções de macronutrientes indicadas acima.

Dieta Cetogênica #2 — Dieta Cetogênica Terapêutica

Talvez você saiba disso, talvez não, mas a dieta cetogênica foi originalmente criada no começo do século XX para ajudar a tratar algumas condições clínicas — principalmente em crianças com episódios de epilepsia.

Conforme disse a endócrino Janaina Koenen em entrevista:

“Nos anos 1920 já se usava a dieta cetogênica para epilepsia. Especialmente nos casos de epilepsia refratária — para a qual nada funcionava — eles usavam a cetogênica com boa resposta.”

Dessa forma, a dieta cetogênica clínica ou terapêutica é tipicamente empregada como forma de tratamento para algumas condições bem específicas de saúde.

Sendo que essas condições abrangem desde problemas desde neurológicos, como casos de epilepsia…

Chegando até mesmo a ser empregada como tratamento adjuvante em alguns casos de câncer.

Devido a sua natureza (como o próprio nome diz) terapêutica, as pessoas que fazem essa variação de dieta cetogênica contam — obrigatoriamente — com o acompanhamento médico.

Via de regra, essa dieta conta até 80 a 90% de suas calorias provenientes das gorduras.

O que limita bastante o consumo de carboidratos — e até mesmo de proteínas.

Ou seja, ao mesmo tempo que essa abordagem pode ser poderosa para tratar algumas condições de saúde, por outro lado ela também pode acarretar efeitos colaterais indesejados — como a perda de massa muscular.

Isso porque nessa abordagem mais “radical” da dieta cetogênica, você estará comendo bem pouca proteína — e a proteína é algo importante para manutenção de massa magra.

(Além de comer bem pouco carboidrato — às vezes chegando a zero carboidrato.)

Então note que um adulto saudável — que não está tratando usando a cetogênica como tratamento de doenças — provavelmente não precisa (e nem deve) comer 85% a 90% das suas calorias de gorduras.

Resumindo: Uma dieta que é ideal para tratamento médico não necessariamente é ideal para um adulto saudável que deseja apenas emagrecer.

Sendo que percentuais bem elevados (85% da ingestão diária ou mais) de gordura na dieta cetogênica geralmente só ocorrem nesses casos.

Como a dieta cetogênica terapêutica trata situações mais delicadas, as quantidades de nutrientes, os alimentos base, e os suplementos adequados serão todos estipulados pelo seu profissional de saúde.

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Dieta Cetogênica #3 — Dieta Cetogênica Cíclica

A variação “terapêutica” que mencionamos acima é seguida por pessoas que buscam tratar problemas de saúde.

Sendo que talvez um outro extremo do espectro seriam as pessoas que fazem a dieta cetogênica principalmente focadas em objetivos estéticos.

São as pessoas que já estão saudáveis, e querem melhorar ainda mais o seu corpo, sua aparência, ou mesmo a sua força ou desempenho em algum esporte.

Para esses casos, existe uma abordagem que se popularizou muito, especialmente no final do século passado, que é a dieta cetogênica cíclica.

A dieta cetogênica cíclica ficou muito popular nos anos 1990 por conta do conceito de dieta anabólica do Dr. Mario Di Pasquale, e funciona resumidamente da seguinte forma.

Você segue uma dieta cetogênica tradicional, bem baixa em carboidratos por um determinado período (que pode variar de 5 a 14 dias).

Após esse período, faz uma realimentação de carboidratos (mantendo baixa a ingestão de  gorduras) por um ou dois dias.

E depois volta à dieta cetogênica, repetindo esse “ciclo” novamente.

É essa característica que dá a ela o nome de dieta cetogênica cíclica.

Dessa forma, a ideia é que você aproveite o “efeito queimador de gordura” (promovido pela dieta cetogênica) e o “efeito anabólico da insulina” (promovido pelos carboidratos) de maneira inteligente.

Mas as regras originais do doutor Di Pasquale eram um tanto quanto rígidas.

Por isso, de maneira a torná-la mais prática, muitas pessoas acabam fazendo uma versão mais “personalizada” dessa dieta.

Que consiste em fazer uma grande restrição de carboidratos durante seis dias na semana.

E ter um dia com alto consumo de carboidratos no sétimo dia (que geralmente coincide com o sábado ou domingo), como se fosse uma espécie de “dia livre”.

Essa é uma abordagem que pode funcionar caso você seja uma pessoa que se sente bem com uma dieta cetogênica, mas que gosta de treinar na academia, e também aprecia comer um pouco mais de carboidratos de vez em quando.

Por outro lado, esse dia de refeed  de carboidratos não vai ser um dia tão livre assim — especialmente se você é um fisiculturista e pretende utilizar essa dieta para obter uma recomposição corporal.

(Diminuir gordura corporal e aumentar a massa magra.)

Nesse caso, idealmente você vai ter que escolher melhor os alimentos da sua realimentação de carboidratos.

Evitando açúcares, refrigerantes e doces, e focando especialmente em comida de verdade.

E, mesmo dentro da “categoria comida de verdade”, você vai preferir certas fontes de carboidratos em detrimento de outras.

Por exemplo, optando por fontes mais ricas em amido e menos ricas em frutose.

(Preferindo arroz e feijão em vez de aveia e mel, por exemplo.)

Além disso, provavelmente ainda vai ter quantidades específicas de carboidrato que poderá comer.

Ou seja: essa dieta não é um “passe livre” para suas exceções — e sim uma estratégia pensada e metódica para alternar períodos cetogênicos com realimentações de carboidratos.

Resumindo: A dieta cetogênica focada é uma variação que pode funcionar bem tanto para atletas quanto para pessoas normais do dia a dia que já estão saudáveis e visam a algum objetivo novo (como mais músculos ou performance).

Sendo que existe outra variação desse tipo de dieta cetogênica, que também é usada por por pessoas comuns que visam dar um “gás” no treino por meio do consumo eventual de carboidratos.

É a dieta cetogênica focada (do inglês “Targeted Ketogenic Diet“).

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Dieta Cetogênica #4 — Dieta Cetogênica Focada

A dieta cetogênica focada é parecida com a dieta cetogênica cíclica.

No entanto, na cetogênica focada os “ciclos” de carboidratos são mais curtos ainda.

Vamos explicar como ela funciona.

Nesse modelo, você segue uma dieta cetogênica (como a cetogênica padrão) praticamente o tempo todo.

No entanto, você consome um pouquinho de carbos antes e/ou depois da sua sessão de treinamento (como pré ou pós treino).

Sendo mais interessante esse consumo se você tiver um tipo de treinamento mais intenso — que pode ser treinamento com pesos, ou powerlifting, ou CrossFit, ou sessões de HIIT, por exemplo.

E por que isso pode ser interessante?

Porque esse consumo de carboidratos pode ajudar na sua recuperação muscular (e preenchimento dos estoques de glicogênio) de maneira mais rápida.

Note que o glicogênio é uma forma de carboidrato que estocamos nos músculos.

E que pode ser usado como energia — especialmente para atividades mais explosivas ou anaeróbicas.

Além disso, o corpo é completamente capaz de repor os estoques de glicogênio mesmo sem nenhuma ingestão de carboidratos — por meio do processo conhecido como gliconeogênese. Ele só demora um pouquinho mais.

Porém, se você treina com uma frequência relativamente alta, ou gostaria de experimentar essa modalidade, então pode ser interessante testar a dieta cetogênica focada.

De maneira resumida, você faria o seguinte:

  1. seguiria a cetogênica durante a maior parte do tempo, mas
  2. acrescentaria de 20 a 50g de carboidratos ao redor do treino (antes e/ou depois).

Sendo assim, você percebe que essa é uma dieta cetogênica absolutamente comum nos dias sem treino.

E ainda é uma dieta low-carb (baixa em carboidratos) nos dias com treino.

Porque, mesmo com os carboidratos adicionais, você provavelmente estaria consumindo algo entre 50 a 100g de carboidratos totais nesse dia.

(O que é bem menos que numa dieta ocidental padrão, por exemplo.)

Resumindo: A dieta cetogênica focada é como a dieta cetogênica comum — porém com um “foco” maior de carboidratos ao redor da sua sessão de treinos.

Nós já experimentamos com essa abordagem e gostamos bastante.

Sendo que ocasionalmente ingerimos um pouco de carboidratos no pós treino.

Mas, após muitos experimentos, optamos por adotar uma versão da dieta cetogênica com uma modificação crucial em relação à dieta cetogênica clássica.

E essa modificação é um consumo um pouco maior de proteínas.

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Dieta Cetogênica #5 — Dieta Cetogênica (Mais) Alta Em Proteínas

Essa variação da dieta cetogênica não tem nada de complexo.

Porque ela é como se fosse a clássica — porém sem medo da proteína.

Pois o fato é que muitas pessoas reduzem a ingestão de proteína na dieta cetogênica.

Pensando em “evitar a gliconeogênese”.

Nós mencionamos esse termo acima, lembra?

Gliconeogênese é o processo a partir do qual o nosso corpo usa alguns substratos (como aminoácidos e glicerol) para gerar a glicose.

E, se você tem realmente uma necessidade de ficar em cetose nutricional por motivos terapêuticos, pode ser importante reduzir a ingestão de proteínas mesmo.

Porque nesse cenário, geralmente se deseja limitar a gliconeogênese.

No entanto, se você treina na academia, e quer preservar massa muscular.

E se você simplesmente não liga tanto assim para estar em cetose — e, em vez disso, sua prioridade é ingerir poucos carboidratos e se sentir bem com uma dieta cetogênica.

Então talvez você possa aumentar a sua ingestão de proteína sem prejuízo.

Porque, especialmente numa dieta de emagrecimento, a proteína (aliada ao treinamento com pesos), vão te ajudar a preservar a massa muscular durante o processo de emagrecimento.

Sendo assim, você pode ter uma porcentagem maior dos nutrientes vindas da proteína do que numa dieta cetogênica clássica.

E, na nossa opinião, esta é uma das melhores maneiras de se seguir uma dieta cetogênica para emagrecer.

Mas como fica isso em termos de macronutrientes?

Nutrientes da dieta cetogênica para emagrecer — mais alta em proteínas

Vamos ver agora uma composição comum de uma dieta cetogênica mais alta em proteínas.

Gorduras: Em vez dos 65% a 75% das calorias vindas das gorduras, você pode ter uns 50 a 60% vindos da gordura.

Proteínas: Em vez dos 20 a 25% das calorias vindas das proteínas, pode ser interessante ter de 35% a 40% das calorias vindas das proteínas. (Algumas pessoas optam por até mais, e já vamos explicar o porquê.)

Carboidratos: O restante das calorias (continua sendo uma dieta bem baixa em carboidratos — very low-carb).

A primeira impressão que muitas pessoas têm ao notar essa proporção de nutrientes é de que esta alimentação teria um “excesso de proteínas”.

Todavia, apesar de a quantidade de proteínas ser mais elevada, ela não chega a ser “excessiva”.

Em primeiro lugar, porque não existe um ponto a partir do qual se considere um “excesso” de proteínas — essa expressão simplesmente não tem definição fisiológica.

(Veja aqui nosso artigo sobre quantidades mínimas e máximas de proteínas na alimentação.)

Em segundo lugar, temos de lembrar que essa dieta mais alta em proteínas está sendo proposta justamente para uma dieta de perda de peso.

E por que isso é relevante?

Porque definimos acima a dieta cetogênica mais alta em proteínas em porcentagem das calorias — mas você estará num déficit calórico.

O que isso significa é que não necessariamente você estará comendo quantidades significativamente maiores de proteínas (quando medidas em gramas).

Em vez disso, como você está comendo menos calorias no total, se mantiver a quantidade (em gramas) de proteínas, elas automaticamente ocuparão uma maior porcentagem das suas calorias.

E, se você decidir voltar para a manutenção (por exemplo, aumentando a ingestão calórica), é natural que uma maior parte deste aumento calórico venha na forma de gorduras.

(O que aproximaria sua alimentação da dieta cetogênica clássica, que falamos lá em cima.)

Em terceiro lugar, a adoção das proteínas também confere um efeito sacietógeno maior — isto é, caloria por caloria, elas conferem mais saciedade à sua alimentação.

O que te ajuda a emagrecer ainda mais — sem ter que passar fome.

Por fim, a proteína é um macronutriente que tem um efeito térmico elevado.

O que isso significa é que ela gasta mais calorias para ser digerida do que os outros nutrientes.

Assim, você queima mais calorias para digerir proteínas do que os outros nutrientes.

(Em outras palavras, ela tem menos calorias efetivamente metabolizáveis.)

Então, ao trocar alguns gramas de carboidrato ou gordura por proteína, você acaba queimando mais energia — sem ter que fazer nada.

Esse é um dos nossos 3 segredos para aumentar o gasto metabólico — clique aqui para descobrir quais são os outros dois.

Dessa forma, esta é a nossa opção favorita — e o fato de gostar de alimentos ricos em proteína (como carnes, queijos e ovos) faz com que a adoção deste estilo alimentar seja algo fácil e prazeroso.

Resumindo: A dieta cetogênica é uma dieta poderosa para emagrecer.

E uma dieta cetogênica mais alta em proteínas é mais poderosa ainda para atingir a perda de peso com uma boa manutenção de massa muscular.

Isso porque ela te ajuda a, ao mesmo tempo:

  • preservar a massa muscular,
  • aumentar o metabolismo, e
  • evitar a fome.

Incrível, não é mesmo? Parece mágica. Mas é dieta cetogênica.

Relacionado: clique aqui para baixar nosso eBook-resumo com as 5 principais variações da dieta cetogênica.

Um Dia De Dieta Cetogênica Do Senhor Tanquinho

Se você gostaria de entender na prática como isso funciona…

E ver como seria um exemplo dessa dieta mais alta em proteínas — que depois passa para a manutenção numa dieta mais próxima da dieta cetogênica clássica…

Então pode sorrir e ficar tranquilo(a): porque é exatamente isso que vamos te mostrar agora.

Inclusive, vamos escolher um de nós como personagem para ilustrar esse caso: o Guilherme, um dos fundadores aqui do site, que é um (belo) homem, adulto, de pouco menos de 170cm de altura e cerca de 70kg.

Ele comeria, para emagrecer com uma dieta cetogênica, cerca de 1700kcal por dia.

Isso porque ele não tem uma vida particularmente ativa: caminha aqui e ali, faz as atividades do dia a dia, e treina umas 3 a 4 vezes por semana.

Mas não é um maratonista, nem atleta de natação, nem CrossFit, nem nada assim: ele passa a maior parte do tempo sentado — lendo, pesquisando e escrevendo para trazer artigos incríveis como este para você.

Então, se ele quisesse comer essas 1700 kcal por dia, talvez ingerisse:

  • uns 150-180g de proteína (dá um pouco mais de 2g/kg de peso),
  • uns 100-110g de gordura (de preferência de boas fontes), e
  • uma quantidade mínima de carboidratos (na forma de saladas e vegetais de baixo carbo).

Então, você nota que, numa dieta de 1700 kcal, mesmo o limite inferior da proteína (150g) já equivale a mais de 35% da ingestão calórica total.

Com os 180g chegando a mais de 42% da ingestão diária.

Porém, se o Guilherme estivesse numa fase mais ativa da vida, e quisesse ingerir 500kcal a mais por dia, não necessariamente ele ingeriria muito mais proteínas.

Claro, ele poderia mudar totalmente sua alimentação, e as bases dela…

Mas por que fazer isso se ele já gosta tanto da dieta atual? Se ela é baseada num cardápio gostoso e fácil de seguir?

Então, talvez, uma alternativa seria ingerir mais boas gorduras (talvez uma receitinha aqui ou ali).

E isso modificaria essa proporção de macronutrientes.

Por exemplo, podemos assumir que ele comeria cerca de 500kcal a mais, vindos de boas gorduras.

Isso dá cerca de duas porções da canjica low-carb (que é deliciosa), e mais uma fatia de 50g de queijo de ovelha (que ele ama).

E que, antes, ele estivesse comendo 150g de proteína, 110g de gorduras, e 25g de carboidratos.

  • proteínas: 150g + 6g (da canjica) + 9g (do queijo) = 165g
  • gorduras: 110g + 34g (da canjica) + 13 (do queijo) = 157g
  • carboidratos: 25g + 10g (da canjica) + 1g (do queijo) = 36g

Repare que a nova proporção de nutrientes fica da seguinte forma.

  • proteínas: 29%
  • gorduras: 63%
  • carboidratos: 6%

Dessa forma, a proporção já começa a se aproximar mais de uma dieta cetogênica clássica (a primeira variação que mostramos no texto).

E isso com apenas 500kcal a mais, vindas de uma deliciosa sobremesa low-carb e de uma bela iguaria regional.

Resumindo: Uma dieta cetogênica de perda de peso pode ser relativamente mais alta em proteínas.

Mas se você, por um motivo ou outro, quiser aumentar sua ingestão calórica — sem comer proteínas demais (como falamos, elas conferem muita saciedade) — então provavelmente vai aumentar a ingestão de gorduras.

E esse aumento vai aproximar sua alimentação da dieta cetogênica clássica, que mencionamos no início do texto.

Que Complexo! Deve Ter Um Jeito Mais Fácil…

thumbnail guia dieta cetogênica oficial

Se você chegou até aqui, existem grandes chances de você estar pensando o seguinte.

Nossa! Que monte de número, conta, proporção, “gramas por quilo”, macronutriente… Deve existir uma forma mais fácil.”

E você pode ficar tranquilo: porque, se pensou isso, você está certo.

Porque a solução é muito mais fácil do que tudo o que falamos até agora.

Sendo que estamos mencionando os detalhes e tipos de dieta para você entender como analisamos a posteriori a dieta cetogênica.

O que isso significa?

Isso significa que você não tem que pensar em nenhuma dessas contas quando for montar a sua dieta cetogênica.

Porque, tirando alguns casos específicos (como por exemplo a cetogênica terapêutica — que o seu médico vai te orientar como fazer), você pode simplesmente comer os alimentos saudáveis que fazem parte da cetogênica, sem ter que se preocupar com nada.

E a natureza vai ajustar as proporções para você.

Pois, se você comer ovos inteiros, carnes sem fugir da gordura, frango com pele, iogurtes integrais, peixes gordos (como sardinha, atum, cavala, salmão)…

E ainda comer vegetais pobres em amido (como brócolis, couve de Bruxelas, couve-flor, abobrinha, e mesmo cenoura), e muitos outros…

Você consegue naturalmente atingir uma dieta cetogênica muito saudável sem ter que contar nada.

E é justamente essa abordagem mais intuitiva que ensinamos você a viver no nosso programa Guia Dieta Cetogênica.

Pois, nele, explicamos em detalhes (e tiramos todas as suas dúvidas sobre) como montar uma dieta cetogênica saudável sem ter que fazer contas.

Porque nossa crença fundamental é que você não precisa ser formado em nutrição e nem ter um PhD em matemática ou engenharia para ter direito a comer de forma saudável e gostosa — e emagrecer e se sentir bem durante todo o processo.

Clique aqui para conhecer o programa.

Resumindo: Você não precisa ser um PhD em nutrição para seguir uma dieta cetogênica de sucesso.

Pois, se entender os princípios deste estilo alimentar, consegue emagrecer mesmo sem fazer conta nenhuma.

E é essa abordagem que acreditamos ser a mais sensata para a maioria das pessoas.

(Afinal de contas, você vai pesar e anotar tudo o que coloca na boca pelo resto da sua vida?)

E é por isso que a ensinamos como seguir da maneira correta no nosso programa Guia Dieta Cetogênica.

Variações Da Dieta Cetogênica — Palavras Finais

Conforme vimos hoje, existem muitas formas de fazer uma dieta cetogênica.

Sendo que você aprendeu sobre 5 populares variações — que são adequadas para casos distintos.

E viu as diferentes proporções e distribuições de nutrientes que diferem umas das outras.

Sendo que o que fizemos no artigo foi olhar para a maneira que as pessoas comem, e então encaixar nalguma das categorias (as variações que te mostramos).

Porque você não precisa ficar fazendo contas loucamente para ter sucesso com a sua dieta.

Em vez disso, é totalmente possível comer de maneira saudável, e emagrecer com a dieta cetogênica mantendo a massa muscular e se sentindo ótimo durante o processo todo — sem jamais fazer contas.

Se você gostaria de conhecer mais sobre dieta cetogênica e ter acesso ao conhecimento passo a passo da dieta cetogênica (em que nós te pegamos pela mão e te acompanhamos durante todo o caminho), sugiro que clique neste link para conhecer o programa Guia Dieta Cetogênica.

Você será levado a uma página com tudo o que precisa saber sobre o programa, incluindo:

  • o que está incluso,
  • quais são os módulos,
  • como ter acesso ao cardápio-exemplo com combinações de alimentos,
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  • as planilha e listas bônus,
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  • o grupo secreto no Facebook para a gente interagir,

e muito muito mais — acho que você vai gostar.

Clique aqui e saiba mais sobre o Programa.

E, de toda forma — estando você pronto para investir no Guia Dieta Cetogênica ou não — queremos te agradecer por ter nos acompanhado nesta jornada.

Foi um texto bastante denso, mas com certeza com muitas informações preciosas.

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Nos falamos em breve!

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Guilherme e RoneyAline Cristina Comentário recente dos autores
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Aline Cristina
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Gostei muito do seu artigo, Parabens !