Os 6 Erros Mais Comuns Na Dieta Low-Carb: Conheça-os E Descubra Como Evitá-los Para Ter Sucesso No Emagrecimento

Hoje nós vamos falar dos erros mais comuns em uma dieta low-carb.

O fato é que as dietas com baixo consumo de carboidratos estão cada vez mais populares, e sendo usadas por muitas pessoas para emagrecer e recuperar sua saúde.

No entanto, é comum que muita gente cometa erros ao iniciar uma dieta low-carb.

Afinal de contas, as pessoas tendem a aprender com suas experiências.

E superar os desafios conforme eles aparecem.

O que significa que a maioria das pessoas só aprende errando.

Porém você não precisa cair em um erro atrás do outro para triunfar na sua dieta.

Pois nós acreditamos que, com o conhecimento certo, você é capaz de ter sucesso com a low-carb e atingir o corpo dos seus sonhos.

Por isso, leia este este texto até o final para descobrir:

  • quais os seis maiores erros das dietas low-carb,
  • como evitar os erros e ter sucesso com low-carb, e
  • como corrigir seu rumo e emagrecer com o estilo de vida low-carb.

Se você se interessa por emagrecer com low-carb, mas se sente perdido para dar o start neste estilo de vida, considere conhecer o Guia Cardápio Low-Carb.

Porque ele é o programa que elaboramos para te ajudar a montar suas refeições de maneira inteligente e certeira – sem ter de ficar adivinhando o que comer a cada refeição.

Clique aqui para saber mais sobre o programa.

E continue lendo para entender qual o primeiro grande erro de uma dieta low-carb mal formulada.

Erro #1 – Comer Muitos Carboidratos

Não existe uma definição fechada e absoluta do que é exatamente uma dieta low-carb.

Porém, uma descrição comum é a de uma ingestão de menos de 100 a 150 gramas de carboidratos por dia.

(Falamos das diversas variações e vertentes da low-carb neste outro texto.)

Consideramos essa definição razoável e útil, especialmente quando comparada com o padrão da dieta ocidental – que é por volta dos 200 a 300 gramas de carboidratos por dia.

Sendo que muitas pessoas, quando desejam emagrecer, optam por ingerir um pouco menos de 100 gramas de carboidratos ao dia.

E muitas vezes conseguem resultados excelentes com quantidades por volta de 50 gramas de carboidratos líquidos ao dia, por exemplo.

(Ou até menos do que isso, no que caracterizaria uma dieta cetogênica.)

E, a bem da verdade, se você ingerir carboidratos apenas de alimentos low-carb como hortaliças (alface, rúcula, agrião, almeirão), vegetais de baixo amido (berinjela, abobrinha, abóbora, cenoura) e frutas baixas em carboidratos

Então você provavelmente não precisa nem ficar contando quantos carboidratos você come por dia.

Porque dificilmente você vai extrapolar e ingerir uma quantidade muito grande de carboidratos.

Ou seja: não precisa ficar pesando sua salada.

Relacionado: conheça nosso cardápio para 147 dias de low-carb à prova de erros

Cuidado com os carboidratos escondidos

Ao mesmo tempo, é importante colocar a mão na consciência para perceber o seguinte: esta é uma dieta de baixos carboidratos.

Por isso, se você se alimentava com uma dieta ocidental padrão (aquela de comer grãos integrais a cada 3 horas), você realmente tem de fazer um esforço consciente para migrar para a low-carb.

Porque ela tende a ser bem diferente dessa alimentação tradicional – com uma lista de alimentos bem distinta também.

E pode ser difícil ter certeza de que você está fazendo tudo certo se você não acompanhar de perto sua ingestão de carboidratos e nutrientes.

Por isso, caso migrar para a low-carb não esteja fazendo você repensar suas escolhas e mudar seus hábitos, então das duas uma:

  1. ou você já fazia uma dieta low-carb e não sabia,
  2. ou você não está fazendo uma dieta low-carb.

Por isso, pode ser interessante medir sua ingestão de carboidratos nos primeiros dias de dieta.

(Você pode fazer isso com aplicativos para celular, ou com tabelas com a quantidade de carboidratos dos alimentos.)

Até porque, se o seu plano é entrar em cetose para perder peso, então se torna ainda mais importante controlar sua ingestão de carboidratos e saber o que tira você da cetose.

De modo a garantir que você esteja de fato fazendo uma dieta baixa em carboidratos – e vivendo este estilo alimentar na prática.

Resumindo: uma dieta baixa em carboidratos envolve, como o próprio nome diz, reduzir a ingestão de carboidratos.

Continuar comendo muitos carboidratos pode dificultar seu emagrecimento, especialmente se você tiver problemas com resistência à insulina.

Erro #2 – Comer Muito Pouco Carboidrato

Eu sei que essa dica pode parecer estranha, e talvez até mesmo contraditória com a nossa dica anterior.

No entanto, um erro comum de iniciantes é fugir de toda e qualquer fonte de carboidratos na dieta – e isso não é o ideal.

Especialmente se você acabar fugindo de legumes e verduras de bem baixo amido, como saladas diversas e legumes refogados .

Pois esses são alimentos ricos em micronutrientes e em fibras – e ao mesmo tempo apresentam muito pouco carboidrato.

Inclusive, nós vamos deixar um vídeo aqui embaixo para você.

No qual falamos sobre a importância de ingerir esse tipo de vegetal – inclusive num contexto de dieta cetogênica.

(Que é justamente aquela dieta com a menor ingestão de carboidratos.)

Relacionado: conheça nosso cardápio para 147 dias de low-carb e evite errar

Alimentos fontes de carboidratos: um erro comum

Quanto mais recebermos essa pergunta, mais refaremos esse post! . "Mas @senhortanquinho, cenoura e beterraba não são carboidratos???" . Vamos ver os fatos: tanto 100g de cenoura crua quanto 100g de beterraba crua contém certa de 7g de carboidratos líquidos… Só 7 gramas! . Não é motivo para você excluir completamente da sua vida um alimento tão nutritivo quanto estes! . (A efeito de comparação, 100g de pão francês contém 52g de carboidratos líquidos.) . Claro que existem diversas pessoas e situações que podem justificar a exclusão de determinados alimentos #comidadeverdade da dieta… . Mas 99% das pessoas que eu vejo cortando cenoura, cebola e beterraba da dieta se dariam muito bem simplesmente com uma dieta tipo #paleo e #LCHF normal! . "Carbofobia" não é saudável e não tem razão de ser… ainda mais quando se trata de comidas ricas em nutrientes, não processadas e low-carb . Marque aquela pessoa que precisa ler isso hoje! . #senhortanquinho #paleobrasil #primal #lowcarb #lchf #semgluten #semlactose #cetogenica #keto #atkins #dieta #emagrecer #vidalowcarb #paleobr #saude #fit #fitness #estilodevida #lowcarbdieta #menoscarboidratos #baixocarbo #dietalchf #lchbrasil #dietalowcarb

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Este ponto é importante, até porque as pessoas iniciantes muitas vezes acreditam que “brócolis, batata, feijão e pão são todos carboidratos”.

E, de fato, esses alimentos todos contêm carboidratos.

No entanto, veja a quantidade de carboidratos digeríveis a cada 100g desses alimentos:

  • brócolis cozido: 3g
  • feijão cozido: 17g
  • batata cozida: 20g
  • pão francês: 56g

Ou seja: de 3g para 56g tem muita diferença.

Porém, grande parte das pessoas que inicia a dieta não sabe o que está fazendo.

Elas não estudaram nosso site e nem viram os vídeos do nosso canal.

E por isso acredita que “tudo isso é carboidrato e tem que ser retirado da alimentação.”

Sendo que, obviamente, algumas fontes de carboidratos devem ser reduzidas.

Especialmente aquelas muito concentradas em carboidratos, como:

  • farinhas,
  • açúcares,
  • grãos como o arroz,
  • o trigo,
  • a aveia,
  • a cevada,
  • o centeio,

Dentre outros alimentos que não facilitam a adesão a uma dieta low-carb.

No entanto, não existe motivo para se retirar fontes boas de carboidratos – justamente aquelas com bem poucos carboidratos, e bastantes fibras e micronutrientes, como:

  • brócolis,
  • espinafre,
  • couve,
  • couve-flor,
  • abobrinha,
  • berinjela,
  • vagem,
  • repolho,
  • abacate,
  • pepino,
  • tomate,
  • cebola,
  • cenoura, e
  • abóbora.

Resumindo: por mais que a ideia da dieta seja reduzir carboidratos, ela não é uma dieta “zero carboidrato”.

Os carboidratos vindos de alimentos saudáveis (como vegetais pobres em amido) são bem-vindos neste estilo alimentar e fazem parte da lista de compras low-carb.

Erro #3 – Comer Pouca Gordura

A dieta padrão ocidental – aquela que a maior parte das pessoas do ocidente segue atualmente – é baseada principalmente no consumo de carboidratos.

Ou seja, a maior parte de sua energia nesse dieta tem como fonte os carboidratos.

Até porque essa dieta é muitas vezes fundamentada num medo irracional da gordura alimentar.

Porque são anos e anos ouvindo de conhecidos, da mídia e até mesmo de alguns profissionais menos atualizados que a gordura faria mal a diversos aspectos da sua saúde.

Por isso, é muito comum que as pessoas – principalmente quem está dando seus primeiros passos neste mundo de alimentação low-carb, jejum intermitente e comida de verdade – tenha algum tipo de medo relacionado às gorduras.

Inclusive nós já destruímos 7 mitos relacionado às gorduras neste post aqui.

Porém é necessário perder esse medo da gordura natural dos alimentos (carnes, ovos, vegetais, oleaginosas) para se conseguir obter o máximo de resultados e benefícios que uma dieta low-carb pode proporcionar.

Até porque na dieta low-carb a principal fonte de energia deve ser a gordura, e não os carboidratos – o que torna ainda mais importante perder esse medo.

Então, é necessário fornecer gorduras suficientes para que seu organismo se acostume com essa nova fonte principal de energia.

E também para que você tenha saciedade em suas refeições.

Isto é: para que você saia saciado(a) das refeições principais.

Caso contrário, se a sua ingestão de gorduras ficar muito abaixo do ideal, você pode começar a sentir sintomas indesejados comuns a essa fase de transição para low-carb, tais como:

  • baixa energia,
  • cansaço,
  • dor de cabeça, e
  • fome o tempo todo.

Ou seja: sintomas nada agradáveis, não é mesmo?

Coma gordura para se sentir bem

A verdade é que ninguém aguenta ficar com fome o tempo todo, se sentindo para baixo e sem energia por dias a fio.

E esse estado triste, realmente, vai se tornando cada vez mais insustentável.

Até que eventualmente você pode acabar tendo recaída, atacando vários pratos ricos em carboidratos e nada bons para seus resultados.

Porque ninguém aguenta se sentir mal desse jeito o tempo todo.

E, para piorar, essa “enfiada de pé na jaca” pode até mesmo gerar um sentimento de culpa, ou, em um caso mais extremo, levar ao abandono por completo da dieta.

Ou seja: não comer gorduras suficientes, e evitar as gorduras de boas fontes, certamente vai dificultar e muito a vida de quem quer ter bons resultados com a dieta low-carb.

Mas para que você possa comer gorduras boas, é importante que saiba justamente quais são essas “gorduras boas”.

Relacionado: conheça nosso cardápio para 147 dias de low-carb à prova de erros

Nem todas as gorduras são iguais: 4 principais tipos de gorduras

Nesse ponto é importante dizer que as gorduras não são todas iguais, isto é, de maneira resumidíssima, a gente tem quatro tipos principais de gorduras:

Gorduras Saturadas

Esse tipo gordura é justamente aquela gordura que gera muita polêmica e que ainda causa erro em muita gente (erroneamente).

Mas quem acompanha o Senhor Tanquinho e está por dentro do que a verdadeira ciência diz, já sabe que ela não é uma gordura ruim para nós.

Na verdade, elas podem inclusive ajudar a proteger o coração, por ajudar a elevar o colesterol bom, o HDL.

Essas gorduras são sólidas à temperatura ambiente, e estão presentes, por exemplo, no óleo de coco, nos queijos e na manteiga, e na carne dos animais.

A principal acusação contra as gorduras saturadas seria o fato de que elas tendem a aumentar o colesterol.

No entanto, conforme o nutri João Gabriel explica aqui, essa história não é tão simples assim.

Porque os efeitos variam de pessoa para pessoa – e, além do mais, uma elevação temporária do colesterol não é algo necessariamente ruim.

Gorduras Monoinsaturadas

Mas, se por um lado as gorduras saturadas geram muita controvérsia, as gorduras monoinsaturadas, por outro lado, não geram quase nenhuma polêmica,

Isso porque “todo mundo” já sabe que esse tipo de gordura faz bem para a saúde humana há bastante tempo.

As gorduras monoinsaturadas estão presentes em alimentos como o abacate, o azeite de oliva, e as oleaginosas (por exemplo, as macadâmias).

Relacionado: conheça a maionese caseira “200% saudável”, feita com abacate e azeite

Gorduras Poli-insaturadas

Com relação a essas gorduras, precisamos tomar tomar alguns cuidados.

As gorduras poli-insaturadas do tipo Ômega-3, presentes nos peixes gordurosos e também em algumas sementes (como a linhaça), são muito saudáveis.

Tanto que maioria das pessoas já sabe que esse tipo de ácido graxo é benéfico.

Relacionado: aprenda a fazer um pão low-carb com farinha de linhaça

Por outro lado, as gorduras poli-insaturadas do tipo Ômega-6 também ocorrem na natureza.

Porém, em excesso, são ácidos graxos pró-inflamatórios, e que não trazem nada de bom para sua saúde.

Esse tipo de gordura está presente em óleo vegetais (óleo de canola, milho, girassol) e margarinas.

Tanto é que esses alimentos não são bons para serem consumidos numa dieta low-carb – e, na verdade, não deveriam ser consumidos em nenhum tipo de dieta.

Especialmente, é importante tomar cuidado com a proporção entre ácidos graxos ômega-3 e ômega-6.

Pois uma proporção saudável tende a ser entre 1:1 a 1:2.

No entanto, uma alimentação rica em óleos refinados pode levar esses números para a casa do 1:10… ou até mais.

No entanto, fugir dos produtos alimentares que mencionamos acima (óleos de canola, milho, algodão, cártamo, girassol e margarinas) e comer comida de verdade já é um excelente ponto de partida.

Gorduras Trans

As gorduras trans, assim como as monoinsaturadas, também não tendem a gerar polêmica.

Porém, neste caso é pelo motivo oposto: pois todo mundo sabe que elas fazem muito mal para saúde e devem ser evitadas por qualquer pessoa.

Resumindo: Como você vai estar diminuindo o consumo de carboidratos na alimentação, é importante fornecer outra fonte de energia para seu corpo.

Neste caso, essa fonte energética vem na forma das gorduras, que devem ser ingeridas em quantidade suficiente.

A ideia é focar na ingestão de gorduras boas (saturada, monoinsaturada, e poli-insaturadas com boa proporção de ômega-6 para ômega-3) provenientes diretamente de alimentos de verdade (ovos, carnes, peixes, abacate, coco, oleaginosas, etc.).

E dissemos “quantidade adequada” no parágrafo anterior justamente porque é possível errar a ingestão de gorduras para pouco… e também para muito.

Erro #4 – Comer Muita Gordura

Este erro consiste no oposto do anterior.

Neste caso, a pessoa começa a dieta low-carb, e procura se informar sobre esse estilo de vida.

Nas suas buscas, ela descobre que a gordura natural dos alimentos não faz mal, e pode até fazer bem. Aí ela cai no erro de pensar:

Quanto mais, melhor.”

Sendo que no mundo real não é bem assim.

Porque a gordura (mesmo a gordura boa) também tem calorias (que não são irrelevantes mesmo na low-carb).

E – assim como tudo em excesso – se você adicionar gordura inconsequentemente na sua alimentação, o resultado final provavelmente não vai ser bom.

Vamos dar um exemplo de como o uso da gordura pode ser bom ou ruim em dois contextos distintos.

Para isso, vamos usar o bulletproof coffee (que é o café turbo com manteiga, óleo de coco), que já ensinamos a fazer em outro texto.

É claro que esse café é bem gorduroso – e bem gostoso também.

Mas como ele poderia ser bom ou ruim para quem segue a low-carb?

Quando o café à prova de balas é uma boa opção

Esse café pode ser uma boa se ele estiver servindo como uma substituição a alguma “porcaria” que você comeria.

Por exemplo, imagine alguém que antigamente comia pão com margarina e leite com achocolatado no café da manhã.

Trocar essa “bomba de açúcar” por um cafezinho com manteiga (óleo de coco, leite de coco, ou creme de leite) pode ser uma substituição inteligente por 3 bons motivos.

Primeiro porque ela vai estar deixando de comer carboidratos da pior qualidade possível logo ao quebrar seu jejum.

Segundo porque a gordura adicionada ao café pode ajudá-la a se manter saciada por mais tempo – o que é um dos grandes trunfos da dieta low-carb.

E, por fim, como estamos falando da primeira refeição do dia, ingerindo apenas café com uma gordura saudável, você não vai quebrar totalmente seu jejum, pois  ainda vai se manter em um jejum de insulina.

Ou seja, estará de quebra colhendo alguns dos benefícios da prática de jejum intermitente.

Por outro lado, essa também pode não ser uma boa ideia se modificarmos um pouco o cenário.

Quando o café à prova de balas é prejudicial a sua dieta

Nesse caso, vamos imaginar que uma pessoa migrou para a dieta low-carb agora e substituiu seu café da manhã tradicional (pão com margarina, bolachas, frutas, leite, etc.) por um café da manhã à base de ovos, bacon e queijo.

Até aí tudo bem…

Só que ao invés de tomar um delicioso café puro, ela soma a essa farta refeição um café com uma boa quantidade de gordura.

É aí que está o problema.

Ovos com queijo e bacon já seriam uma refeição bem calórica – porém ao mesmo tempo muito saciante, rica em proteínas completas, e totalmente alinhada à ideia de uma dieta low-carb.

No entanto, ao adicionar a esta refeição o café à prova de balas, você estaria somando ainda mais calorias na forma de gordura adicionada.

Com diferença de que, neste caso você não precisaria nem da energia e nem da saciedade dessa gordura extra.

Pois já estaria consumindo uma bela refeição (ovos com bacon e queijo).

Ou seja: é seguro dizer que simplesmente não há necessidade de adicionar esse monte de gordura sem que você tenha uma fome real.

E que seria muito melhor focar apenas na gordura natural dos alimentos – aquela que já está presente nos ovos, no bacon e no queijo – e deixar de lado essa gordura pura.

Essa gordura que não é natural do alimento, não precisava estar ali no seu café – e, nesse sentido, é como se você tivesse suplementando gordura.

E isso pode não ser benéfico porque, novamente e infelizmente, as calorias continuam importando – mesmo num contexto de dieta low-carb.

Sendo um ponto que pode fazer a diferença no seu emagrecimento, principalmente no longo prazo.

“Excesso” de gordura na dieta atrapalha?

Mito #3 – Comer Gordura Eleva Os Triglicerídeos

É comum acontecer de uma pessoa ter, logo de cara, bons resultados com dieta low-carb, e, de repente, ela simplesmente para de emagrecer.

Ou pior: até mesmo ganhar de volta um pouquinho de peso.

Aí você pergunta se essa pessoa está comendo apenas os alimentos da lista de permitidos e a resposta é:

Claro, estou fazendo tudo certinho, contando bem os carboidratos”.

Então você insiste:

“Mas como está a sua alimentação? Você tem anotado tudo que come?”

É costuma ser apenas anotando que a pessoa percebe que está consumindo muita gordura extra.

Por exemplo, comendo uma lata de creme de leite depois do almoço, colocando 5 colheres de sopa de leite coco a cafezinho, e por aí vai…

No fim do dia, isso acaba perfazendo muitas calorias extras.

E você não precisa dessas calorias.

Principalmente se estiver estagnado sua perda de peso, tendo atingido um platô de emagrecimento.

Sendo assim, pode ficar tranquilo(a).

Porque a gordura natural dos alimentos já é mais do que suficiente para te dar energia para o seu dia e para te manter vivo. E muito bem!

Resumindo: Aqui nós usamos o café com adição de gorduras como um alimento exemplo, mas o mesmo se aplica a qualquer outra forma de “suplementação” de gordura.

Por exemplo, é perfeitamente razoável comer um quindim low-carb após o almoço…

Mas não é razoável comer 12 cookies low-carb – por mais deliciosos e pobres em carboidratos que eles sejam.

Desse modo, neste ponto nos referimos à ingestão exagerada de gorduras – e com isso quisemos dizer “ir além da gordura naturalmente presente nos alimentos”.

Portanto, a ideia é focar sem medo na gordura natural de alimentos como picanha, gema do ovo, e muitos outros – mas sem a necessidade de adicionar gordura em tudo o que vê pela frente.

Relacionado: conheça nosso cardápio para 147 dias de low-carb à prova de erros

Erro #5 – Não Repor Sais Minerais

Uma das consequências mais imediatas de entrar em uma dieta low-carb é uma diminuição natural dos níveis de insulina.

A insulina é um hormônio super importante no corpo e tem várias funções, por exemplo:

  • ajudar as células de gordura – os adipócitos – a armazenar gordura dentro de si,
  • ajudar as células musculares a receberem também substratos, para crescerem e ficarem fortes depois do seu treino na academia, e
  • avisar os rins que não é para eles excretarem muito sódio – fazendo-os segurar um pouco o sódio nos rins.

Então, quando você começa a low-carb e seu nível de insulina diminui, é natural que o seu corpo comece a liberar mais água e mais sódio através da sua urina.

Esse fenômeno é chamado de natriurese do jejum – e também se verifica em dietas baixas em carboidratos.

E é por causa disso que muitas pessoas, assim que começam a low-carb, relatam uma grande perda de peso e um alívio do inchaço e da retenção de líquidos logo na primeira semana.

Porque parte dessa perda de peso inicial é devida à perda de líquidos – e não só de gordura.

Entretanto, nesse processo, você acaba eliminando não só a água, mas também os sais minerais – especialmente o sódio.

Curiosamente, nosso corpo ”sabe” disso: tanto é que culturas caçadoras, que vivem em dietas mais baixas em carboidratos, desenvolveram maneiras de ingerir mais sódio de modo a compensar esse fenômeno.

No entanto, em nosso mundo moderno, a maioria das pessoas repõem apenas água.

Isto é: elas ficam com sede e, por isso, bebem água.

Mas o que pode acabar acontecendo é elas não reporem o sódio na quantidade suficiente.

(Ainda mais porque muita gente tem medo de consumir sal – um mito que o nutri João Gabriel desbancou em uma entrevista exclusiva.)

Só que o sódio é um nutriente muito importante.

“Você está gripado?” “Não, só de dieta”

Pois, se você não consumir sódio suficiente, você pode ter alguns sintomas bem chatos, como:

Você pode até se sentir como se estivesse com uma gripe.

Tanto que muita gente chama esse período adaptativo de gripe low-carb, gripe cetogênica ou gripe Atkins.

Mas como evitar sofrer com tudo isso?

Uma maneira simples de atenuar ou mesmo eliminar esses sintomas chatos da transição para uma dieta low-carb é simplesmente adicionar mais sal a sua comida.

Não é necessário deixá-la intragável: é só colocar um pouquinho a mais. Provavelmente vai deixá-la até mais gostosa.

Outra opção é consumir caldo de ossos – um alimento que traz consigo uma boa dose de sódio e de sabor.

E que ainda funciona muito bem como base para várias sopas low-carb.

De toda forma, apenas essa ingestão superior de sódio já tende a resolver a maior parte dos problemas da gripe low-carb.

Porém, existem outros sais minerais que pode ser interessante repor.

E nós fizemos um texto completo falando quais são os minerais que você deve repor, e como passar por essa fase de transição sem sofrer tanto.

Clique aqui para descobrir.

Resumindo: Durante a transição para a low-carb, você acaba eliminando o excesso de água e de sais minerais.

A maioria das pessoas repõe só água, e acaba ingerindo poucos sais minerais.

Um jeito simples de remediar isso é colocar um pouquinho de sal a mais na comida, ou tomar caldo de ossos.

Erro #6 – Não Ter Paciência

Se você é como a maioria das pessoas, você provavelmente queimou glicose como combustível principal durante quase toda a sua vida.

Então, você está há 20, 30, 40 anos (ou talvez mais do que isso) utilizando os carboidratos como fonte preferencial de energia.

Sendo que agora você quer mudar o seu combustível principal para a gordura – ensinando seu corpo a queimar gordura para produzir energia.

E aqui vai a boa notícia: seu corpo é completamente capaz de fazer isso!

E você vai conseguir se adaptar, viver com saúde e se sentindo bem e disposto todos os dias da sua vida.

A única coisa é que seu corpo vai precisar de um tempinho para essa adaptação acontecer.

Quanto tempo tenho de esperar?

Esse tempo é variável, mas costuma levar pelo menos duas semanas.

Nós falamos acima sobre a gripe low-carb – aqueles sintomas que ocorrem durante os primeiros dias.

E em cerca de dois a seis dias você já não deve mais ter esses sintomas.

Entretanto, para que seu corpo esteja realmente adaptado a queimar gordura como fonte primária de energia, leva um pouquinho mais de tempo.

E algo entre duas a seis semanas é uma expectativa adequada.

Por isso, é importante que você tenha paciência e que não saia da dieta logo nas primeiras semanas.

Vale a pena esperar um pouco mais de tempo para fazer um dia do lixo, dando chance para o seu corpo se adaptar.

Afinal de contas, você fez dieta à base de açúcar a sua vida toda.

Por que agora não pode esperar um ou dois meses para o seu corpo se adaptar a esse novo estilo de vida que vai te deixar muito mais saudável e feliz?

Pode ter certeza que você vai se sentir muito melhor depois que acabar esse período de adaptação.

E, muito possivelmente, vai se sentir até melhor do que você se sentia antes de começar a dieta.

Pelo menos essa é a nossa experiência pessoal e a de milhares e milhares de pessoas que lêem nosso site, nos seguem no Instagram e Facebook, e acompanham nosso canal no YouTube.

Resumindo: você não ganhou todo o seu peso num dia. Por isso, não tenha pressa para perdê-lo.

Low-carb não é milagre – e sim uma estratégia cientificamente comprovada. Mas mesmo as melhores estratégias precisam de tempo para poder fazer efeito.

Os resultados vão vir, o seu corpo vai se adaptar e vai ficar tudo bem depois desse pequeno período.

Conclusão E Palavras Finais

Neste texto, o objetivo foi mostrar 6 desafios ou “erros” comuns de quem inicia a low-carb.

E, claro, como corrigir esses erros, para acelerar sua jornada para o sucesso.

Porque sabemos que, com a informação certa e as ações certas, os resultados vêm de maneira certeira.

Essa foi a nossa experiência pessoal – e, felizmente, a de milhares de pessoas que já pudemos ajudar desde que criamos o Senhor Tanquinho.

Nós não vamos parar agora.

Pois a nossa intenção é estar aqui, do seu lado, para o que você precisar.

Relacionado: clique aqui e conheça o plano alimentar para 147 dias de low-carb que vai te impedir de cometer esses erros comuns

Senhor Tanquinho No Youtube

Este texto foi baseado em um vídeo que fizemos para nosso canal do Youtube (e que você pode conferir acima).

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Nos falamos em breve – na área de comentários do site, do canal, ou na sua caixa de entrada de emails.

Afinal, o mais importante é lembrar sempre a importância da saúde e da alimentação para a nossa qualidade de vida.

Um forte abraço,
– Guilherme e Roney, do Senhor Tanquinho.

Referências

  1. https://academic.oup.com/ajcn/article/86/2/276/4633078
  2. https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/obr.12405
  3. https://www.aafp.org/afp/2006/0601/p1942.html
  4. The Art And Science Of Low-Carbohydrate Living (Jeff Volek & Stephen Phinney)
  5. http://www.cfn.org.br/wp-content/uploads/2017/03/taco_4_edicao_ampliada_e_revisada.pdf
  6. http://nutritiondata.self.com/facts/legumes-and-legume-products/4430/2