Bebidas Na Low-Carb E Cetogênica: O Guia Completo Do Que Pode E Não Pode

As dietas low-carb e cetogênica são maravilhosas.

Elas te ajudam a perder peso

Trazem vários benefícios para a saúde — ajudando a tratar todo tipo de condição (de diabetes e enxaquecas)…

E são responsáveis por incríveis transformações.

Você já sabe de tudo isso.

E talvez já saiba o que comer nessas dietas.

(Caso não saiba, aqui está uma conveniente lista de alimentos permitidos, moderados e proibidos.)

Então, hoje vamos focar não nas comidas low-carb.

Mas sim nas bebidas.

Porque temos recebido cada vez mais perguntas sobre isso — desde pessoas que desejam um refresco para dias quentes…

Até quem gostaria de acompanhar o jantar com uma taça de vinho sem culpa.

Por isso, leia o artigo de hoje até o final.

Porque, em poucos minutos, você vai ter a resposta a toda e qualquer dúvida que tenha sobre dieta low-carb e as seguintes bebidas:

  • sucos e refrescos de frutas,
  • cafés normais e “turbinados”,
  • chás de todos os tipos,
  • água — com gás, sem gás, e saborizada,
  • refrigerantes (incluindo refrigerantes zero),
  • cervejas diversas (incluindo cervejas puro malte),
  • vinhos e espumantes,
  • destilados (como gin, vodka, tequila, e mais),
  • caipirinhas, drinks, e coquetéis diversos.

Ou seja: preparamos este artigo super completo para você.

E fizemos questão de incluir algumas receitas de bebidas low-carb para você preparar em casa, se quiser.

Por tudo isso, gostaríamos de ter seu feedback ao final do artigo — é só deixar um comentário.

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Vamos para o conteúdo!

Bebidas E Dieta Low-Carb — Bebidas Não-Alcoólicas

5 dicas de bebidas para a dieta low-carb e cetogênica
5 dicas de bebidas para a dieta low-carb e cetogênica

Vamos começar o artigo com as bebidas que os “menores de 18 anos” podem consumir: as bebidas não alcoólicas.

E já vamos adiantar: a base da sua hidratação deve consistir em água.

Afinal de contas, foi assim que evoluímos: bebendo água.

E eu pessoalmente ainda acho estranho contarmos com inúmeras fileiras nos supermercados dedicadas às mais diversas bebidas (a maioria delas adoçadas).

Vamos endereçar agora algumas das principais bebidas que são foco de curiosidade.

E vamos ver quais delas se encaixam na dieta low-carb ou cetogênica — e quais não entram e por quê.

Bebidas na low-carb #1 — Água (a base de tudo)

ingerir pouca agua: erros na dieta vegetariana e vegana

Conforme falamos, a água é a base da sua hidratação na dieta low-carb e na dieta cetogênica.

(E, francamente, também deveria ser em qualquer outro tipo de estratégia alimentar.)

Sendo que a água natural (sem gás) é a mais comumente consumida.

Seja em temperatura ambiente, seja fria, seja “mineral”… É importante consumir água o suficiente.

Mas, se você gostar da sensação de carbonatação (nome chique para dizer “bolhinhas na boca”), pode consumir a água com gás também.

Pois, ao contrário do que muita gente pensa, não há nenhum efeito colateral ou negativo de consumir água com gás.

E ela pode ajudar muita gente a se livrar dos refrigerantes, especialmente numa primeira transição.

Pois tomar água com gás, gelo e umas gotinhas de limão pode ajudar a quebrar a monotonia da água pura e simples.

Aliás, adicionar sabores à água (como rodelas de limão, ou folhas de menta, ou o que você desejar) pode ser uma boa ideia — é a chamada água saborizada.

(Mais abaixo compartilhamos uma das nossas combinações favoritas para fazer água saborizada — continue lendo.)

E já adianto: que tomar água com umas gotinhas de limão não te tira da cetose, e nem quebra o seu jejum.

Quanta água devo beber por dia?

beber mais agua no verao faz bem para a saude

Se você é como a maioria das pessoas, talvez tenha respondido “2 litros de água por dia”.

Esta é uma resposta padrão — e, de fato, não é um ponto de partida ruim.

No entanto, não parece um número um pouco arbitrário?

Quer dizer: será uma mulher, pouco ativa, de 1,60m de altura, que pese 60kg…

… deveria beber o mesmo tanto de água do que um homem, halterofilista, de 1,80m e 90kg?

Essa recomendação de 2 litros por dia não leva nenhum desses fatores (peso, altura, sexo, nível de atividade física) em conta.

E nem leva em conta a umidade e temperatura do ambiente — ou se você está na praia, ou o quanto você se exercita.

Pensando desta maneira, fica óbvio que essa fórmula é bem limitada.

Algumas pessoas sugerem 35ml por kg de peso corporal (a médica especialista em saúde do intestino Ana Martha Moreira, por exemplo, mencionou essa fórmula quando a entrevistamos).

O que já é uma evolução, por considerar o peso da pessoa.

Mas ainda ignora os alguns fatores que mencionamos (temperatura, umidade, dentre outros).

Felizmente, existe algo que consegue levar tudo isso em consideração.

Que está com você o tempo todo.

E que não exige contas complicadas nem nada assim.

É a sua sensação de sede.

Para ajudar a regular seu corpo a sentir sede, você deve sempre ter a possibilidade de beber água.

Por exemplo, deixando uma garrafa cheia d’água perto de você durante o tempo todo.

E, com isso, sua sede deve automaticamente (e naturalmente) cuidar da sua ingestão de líquidos.

Sendo que alguns casos merecem uma atenção especial.

O primeiro são populações idosas, nas quais a sensação de sede pode estar menos funcional do que deveria (especialmente no tempo quente, ou na presença de exercícios físicos).

E o segundo é durante a fase de adaptação à dieta low-carb ou cetogênica.

Isso porque, nessa fase, é comum perdermos mais fluido e eletrólitos.

E isso pode nos causar mal estar — na chamada gripe low-carb ou gripe keto.

A solução é simples: ela envolve beber mais água, conscientemente.

E, possivelmente, adicionar sal (sal normal, de cozinha) a esta água.

Sendo que esta simples mudança pode resolver boa parte do mal estar de quem está começando a entrar em cetose.

E é por isso que é uma das nossas top 5 dicas da dieta cetogênica.

(E não: você não precisa ter medo do sal.)

Resumindo: Beba água à vontade. Se você tem o costume de beber menos água do que gostaria (ou do que sabe que deveria), mantenha uma garrafa consigo em todos os momentos.

Uma outra alternativa consiste em utilizar aplicativos para celular que “te lembram de beber água”.

A água com gás também é liberada. E adicionar gotas de limão espremido e/ou sal à água pode ser útil quando você estiver começando uma dieta low-carb.

Mas note o seguinte: que “adicionar gotas de limão à água” é bem diferente de “tomar suco de frutas”.

Bebidas na low-carb #2 — Suco de frutas (não é saudável)

Conforme você já deve saber, a dieta low-carb se baseia em restringir a ingestão de carboidratos e açúcares.

E é por isso que algumas frutas entram na low-carb com mais facilidade do que outras: porque algumas delas têm menos açúcar do que outras.

No entanto, por mais que uma fruta talvez tenha pouco açúcar por porção…

Fica muito mais difícil controlar essa ingestão no caso dos sucos de frutas.

Porque usar várias unidades de frutas para fazer sucos é algo que tende a nos fazer aumentar muito a ingestão de carboidratos, sem nem mesmo perceber.

Para ilustrar a questão: você pode fazer um almoço low-carb com uma bela sopa, salada e filé na manteiga.

(São muitas proteínas e gorduras boas, e bem poucos carboidratos.)

E, na sequência, chupar meia laranja (são cerca de 6g de carboidratos líquidos).

Esta é uma refeição low-carb totalmente aceitável e que pode te ajudar a emagrecer com saúde.

Relacionado: Veja exemplos de refeições low-carb para 147 dias (cardápio completo + livros + receitas + tabelas: tudo o que você precisa).

Todavia, ninguém faz um suco de laranja com apenas meia laranja.

(Assim como não faz um suco de abacaxi usando apenas uma fatia.)

Muito pelo contrário: apenas um copo de suco de laranja pode conter cerca de 4 a 6 laranjas.

Ou seja, em poucos goles você estará ingerindo a quantidade de carboidratos equivalente a muitas laranjas (4 a 6, neste exemplo).

O que resultaria em mais de 50 gramas de açúcar ingeridos de uma só vez.

E ainda há um grande agravante.

Quando fazemos um suco, acabamos destruindo (ao bater) ou eliminando (ao coar) as fibras e o bagaço das frutas.

Sendo que o bagaço e as fibras são elementos de grande valor.

Pois eles ajudam a:

  • dar saciedade – porque retardam o processo digestivo e dão volume ao alimento ingerido; e
  • regular a glicemia do sangue – justamente por diminuir a velocidade de digestão, acabam diminuindo também a taxa com a qual o açúcar chega ao nosso sangue.

Inclusive, sobre essa questão das fibras, o famoso médico canadense Dr. Jason Fung faz uma observação interessante.

“Se considerarmos que a ingestão excessiva de açúcar seja um veneno para o corpo humano, então as fibras são o antídoto para esse veneno.

Por isso, na natureza, os alimentos que são ricos em açúcar (como as frutas) também são ricos em fibras.

Sendo assim, eles já trazem naturalmente uma quantidade equilibrada de veneno e de antídoto.”

(Clique aqui para ver o texto original do Doutor Fung, em inglês.)

Sendo que, no caso dos sucos, o que fazemos é excluir todo o “antídoto” (fibras e bagaço) enquanto mantemos todo o “veneno” (açúcar).

Sendo claro que isso é apenas uma metáfora — de forma alguma estamos querendo dizer que frutas são um “veneno para a saúde”.

Em vez disso, o que queremos é deixar claro que comer a fruta em sua “versão inteira” é muito superior a tomar um suco feito com a mesma fruta.

Mas e se o suco for feito “sem a fruta”?

Isto é: e os sucos em pó?

Pode tomar suco em pó?

Resposta rápida: é melhor evitar.

Nós sempre reforçamos a importância de observar os ingredientes e a tabela nutricional dos alimentos que for ingerir.

E ao olhar esses elementos no caso dos sucos em pó, temos uma certeza e uma dúvida.

A certeza: fica claro que não são ideais para a nossa saúde.

Porque são elaborados com diversas substâncias como adoçantes artificiais, corantes e aromatizantes.

E ainda podem conter uma grande quantidade de açúcar.

Então, a conclusão que chegamos é que é melhor evitá-los — e, caso seja impossível resistir, opte pelos que não contêm açúcar.

E, agora, a dúvida: será que podemos realmente chamar esses sucos em pós de “alimentos”?

Agora, tendo dito tudo “o quê não pode” em termos de sucos, vamos passar às exceções.

Ou seja: dois tipos de “refrescos” de fruta que podem figurar em um estilo de vida saudável.

Exceções: suco de limão e suco de maracujá

Por fim, podemos dizer que os sucos de limão e de maracujá são permitidos na dieta low-carb.

Isso por conta de dois fatores principais:

  • essas frutas apresentam pouquíssimos carboidrato, e
  • precisamos de pouca quantidade delas para fazer um suco:
    • 1 copo de suco de limão leva cerca de ½ a 1 limão espremido;
    • 1 copo de suco de maracujá contém menos do que 1 polpa de maracujá.

Portanto, é totalmente possível encaixar essas bebidas no sua dia a dia.

Neste caso, a palavra “suco” se refere a simplesmente misturar a fruta com água e tomar — no caso, muita gente opta por chamar de “refresco”.

Sendo que o ideal é não adoçar nenhuma dessas bebidas (nem mesmo com adoçantes como eritritol ou xilitol).

Afinal de contas, é importante se acostumar com o sabor real dos alimentos.

Você ainda pode usar as frutas de outras maneiras criativas — como no caso da água saborizada que citamos acima.

Resumindo: Se gosta de frutas, opte por comê-las. Evite sucos de frutas. Evite sucos em pó.

Misturar o suco de um limão ou uma polpa de maracujá na água (para fazer um “refresco”) é algo tolerado, sem problemas.

Sendo que falar em frutas e refresco nos leva a uma opção bastante popular de refrescância, e geralmente vista como “saudável” — a água de coco.

Mas será que ela é saudável mesmo?

Bebidas na low-carb #3 —  Água de coco (será que pode?)

Para começar a resposta desta questão, vamos analisar a quantidade de carboidratos da água de coco.

(Você pode ver a quantidade de carboidratos dos principais alimentos, bebidas, frutas, e mais, nesta tabela aqui.)

Dessa forma, percebemos que 100 ml de água de coco (in natura) contêm algo entre 3g e 5g de carboidratos líquidos.

Todavia, vale lembrar que um coco contém (em média) cerca de 200 a 400 ml de água dentro de si.

Ou seja: algo em torno de 6 e 20 gramas de carboidratos líquidos por coco.

Portanto, mais uma vez, voltamos à questão das quantidades…

Conforme acabamos de falar no caso do suco de frutas, aí é que está o grande “X da questão”.

Pois tomar 100 ml de água de coco é “ok” — enquanto que tomar 1 litro dessa mesma água não é “ok”.

Sendo assim, consumir um copo de 100 ml dessa água seria algo totalmente aceitável do ponto de vista da dieta low-carb (e até mesmo na cetogênica).

Afinal, essa ingestão representaria algo em torno dos 6g a 10g de carboidratos digeríveis.

Por outro lado, pode ser difícil controlar a porção da água de coco.

Isso porque geralmente as pessoas compram um coco e tomam sua água inteira sozinhas (a porção da água de coco costuma ser representada por 1 coco verde).

Sendo assim, dificilmente sabemos se estamos consumindo 100, 200 ou 500 ml de uma só vez – ainda mais para quem adora esse alimento.

Soma-se a isso o fato de que as pessoas por vezes a consomem como lanche — o que é ainda pior, porque elas estarão com o estômago vazio.

(Existem melhores opções para lanches na low-carb.)

Portanto, como regra geral para quem quer emagrecer, parece ser melhor evitar ou no mínimo moderar o consumo de água de coco.

Por fim, é claro que estamos falando da água de coco “in natura” — sendo que, obviamente, você deve evitar as águas de caixinha que vêm adoçadas.

(Esteja sempre atento aos ingredientes e às informações nutricionais daquilo que você ingere.)

Resumindo: Água de coco é algo natural e relativamente saudável (é comida de verdade).

No entanto, se você quer perder peso limitando sua ingestão de carboidratos, talvez seja bom moderar a ingestão da água de coco.

Agora, o que não é natural — e nem de longe é “comida de verdade” — são os itens da próxima seção.

Bebidas na low-carb #4 — Refrigerantes diversos (fuja deles)

Acreditamos que qualquer pessoa que tenha um mínimo de interesse em saúde e alimentação já sabe que refrigerantes não são uma boa opção de bebida.

Eles são cheios de açúcares, conservantes, e ingredientes que, no geral, nenhuma pessoa sensata diria ser ideal em uma dieta para emagrecer — ou mesmo para ser saudável.

Então, refrigerantes “tradicionais” estão de fora.

Mas e os refrigerantes light, diet, ou zero?

Essa pergunta surge bastante.

Porque as pessoas leem atentamente os rótulos… e veem que esses refrigerantes têm zero (ou praticamente zero) carboidratos.

E aí, podem?

A verdade é que, de uma perspectiva puramente de controle dos macronutrientes (como a dieta flexível), esses refrigerantes são low-carb.

E podem de fato ser úteis numa fase de adaptação a este estilo de vida.

Isto é: se você costumava tomar 3 latas de refrigerante por dia, pode ser um grande progresso simplesmente trocá-las por 3 latas de refrigerante light / diet / zero.

(Porque, apenas com esta medida, você deixaria de ingerir mais de 400 kcal, na forma de mais de 100g de açúcar.)

Certamente é uma evolução.

No entanto, vamos ver os ingredientes de alguns refrigerantes populares.

  • Coca-Cola sabor original: Água, açúcar, dióxido de carbono, corante: caramelo E-150d, acidificante: ácido fosfórico e aromas naturais (incluindo cafeína).
  • Coca-Cola sem açúcar: Água, dióxido de carbono, corante: caramelo E-150d, edulcorantes: ciclamato de sódio, acessulfame K e aspartame, acidificante: ácido fosfórico, aromas naturais (incluindo cafeína) e regulador de acidez: citrato de sódio. Contém uma fonte de fenilalanina.
  • Coca-Cola Light: água, dióxido de carbono, corante: caramelo E-150d, edulcorantes: ciclamato de sódio, acessulfame K e aspartame, acidificantes: ácido fosfórico e ácido cítrico e aromas naturais (incluindo cafeína). Contém uma fonte de fenilalanina.

Apenas pela lista de ingredientes, dá para ver que o conceito de “comida de verdade” passou longe.

Sendo que podemos nos lembrar da seguinte “regra da comida” descrita por Michael Pollan:

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Recentemente li o livro "Food Rules" do @michael.pollan . E adorei a ideia de desenvolver heurísticas (regras práticas) simples para comer sem stress – mas com muito prazer e saúde . Eu não concordo com todas as 64 regras que ele desenvolve no livro . Mas algumas são boas demais para deixar passar . E é por isso que vamos colocar algumas das nossas favoritas aqui no Instagram e Facebook nos próximos dias . Acompanhe todas com a #senhortanquinhoFR . — Esta é a número 3. – Diglicerídeos etoxilados? – Celulose? – Propionato de cálcio? – Sulfato de amônia? . Se você não cozinharia com esses ingredientes (e eu acho que você não costuma fazer isso), por que comeria porcarias industrializadas que levam eles? . O kit de química dos cientistas alimentares contém ingredientes que são feitos para aumentar a durabilidade dos produtos, fazendo com que comida velha e sem graça pareça mais fresca do que realmente é, e fazer com que você coma mais. . Ainda não temos estudos suficientes para dizer que “com certeza esses aditivos fazem (ou não fazem) mal” . Mas a humanidade não os consome há muito tempo – e parece bem sensato evitar o consumo excessivo deles . É um simples princípio de precaução – e uma questão de dar aos seus genes a nutrição que eles esperam. Comida . #senhortanquinho #comidadeverdade #paleobrasil #primal #lowcarb #lchf #semgluten #semlactose #cetogenica #keto #atkins (E não uma combinação química feita numa fábrica) .

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(Compartilhamos mais regras da comida, dicas, receitas e posts em nosso Instagram @senhortanquinho — siga a gente lá.)

E não: eu não teria nenhum desses ingredientes na cozinha ou despensa de casa.

Por isso, acreditamos ser mais prudente encarar os refrigerantes (mesmo os zero / light / diet / etc) como exceções.

E não como parte do seu estilo de vida saudável.

E não se engane: esta categoria inclui também a água tônica.

(Ingredientes da Água Tônica Antarctica:  Água Gaseificada, Açúcar, Quinino, Aromatizante, Acidulantes Ácido Cítrico e Ácido Tartático, e Conservadores Benzoato de Sódio e Sorbato de Potássio.)

E os os “refrigerantes aromatizados” como Aquarius, H2OH, e muito mais.

(Ingredientes da Aquarius: água, açúcar, acidificantes: ácido cítrico e ácido málico, intensificadores de sabor: cloreto de sódio, fosfato de potássio e fosfato de cálcio, regulador de acidez: citrato de sódio, antioxidante: ácido ascórbico, estabilizadores: E‐414 e E-445, edulcorantes: sucralose e acessulfame K, aromas naturais de limão e outros aromas naturais.)

Note que, em ambos estes refrigerantes, o açúcar é o segundo ingrediente mais presente (atrás apenas da água).

Por isso, se você estiver em dúvida sobre alguma bebida que seja:

  • doce como um refrigerante,
  • gaseificada como um refrigerante,
  • com sabor de refrigerante,
  • feita por uma empresa que faz refrigerante…

Saiba: ela é um refrigerante também.

(Mesmo que comercialmente ela possa ser chamada por outro nome.)

Resumindo: Refrigerantes tradicionais não entram na low-carb. O mesmo vale para água tônica, aquarius, H2OH, e outras.

Os refrigerantes light/diet/zero usam adoçantes no lugar do açúcar. Eles certamente fazem menos mal em termos metabólicos do que uma carga agressiva de açúcares (especialmente para quem já tem algum grau de resistência à insulina).

Porém podem fazer mal por outros motivos — por exemplo, a Dra. Ana Martha Moreira comentou quão mal eles podem fazer para a saúde do seu intestino

Bebidas na low-carb #5 — Café, chás, chimarrão e tererê (à vontade)

Café. Nós adoramos café.

E não gostaríamos de ter de sobreviver em algum tipo de dieta que proibisse sua ingestão.

Felizmente, o café é uma bebida totalmente adequada às dietas low-carb — e que, inclusive, pode apresentar alguns benefícios à saúde.

É verdade que o grão de café apresenta certa quantidade de calorias e macronutrientes (carboidratos, gorduras e proteínas).

Mas nós não conhecemos ninguém que goste de comer pó de café.

O que acontece é que, durante a preparação do café, passamos a água por seu pó, e em seguida a filtramos.

Após a filtragem, essa água fica apenas com o sabor, aroma e a cor do café (e seus superpoderes 😉), mas não carrega consigo seus macronutrientes.

Portanto, pode ficar tranquilo: o café virtualmente não tem calorias e nem carboidratos.

E o mesmo é válido para todos os tipos de bebidas preparadas a partir da infusão de ervas com água: após filtrada, a água vai carregar apenas a cor, os sabores e os aromas dessa erva.

Dessa forma, chás, chimarrão, tererê e café são bebidas totalmente liberadas nas dietas com restrição de carboidratos (e em qualquer outra).

(E, antes que nos perguntem: elas não quebram o jejum intermitente.)

Inclusive, o consumo destas bebidas pode ser uma boa maneira de aumentarmos nossa ingestão diária de água.

Mas, atenção: sempre olhe os ingredientes dos alimentos que você está ingerindo.

Isso porque muitas ervas de chimarrão e pós de café já vêm adoçados de fábrica.

Sendo que o açúcar adicionado irá se dissolver na água e irá figurar na bebida final — mesmo após sua filtragem.

Por isso, muito cuidado!

Café “turbinado” ou à prova de balas: é uma boa ideia?

Muitas pessoas entusiastas de dietas baixas em carboidratos têm adotado uma nova espécie de bebida em seu café da manhã: o café à prova de balas, ou café turbinado, ou café turbo.

Os nomes são muitos, e as receitas também: mas todas têm em comum o fato de que consistem em café com gorduras adicionadas (geralmente óleo de coco, creme de leite, manteiga, ou MCTs).

No entanto, acreditamos ser sensato evitar adicionar gorduras ao café (ou chá) na maior parte do tempo.

Pois as gorduras da sua alimentação são mais bem-vindas quando acompanhadas do alimento todo: como na forma de um abacate, ou uma sobrecoxa de frango, ou um belo bife de picanha.

Explicamos os contextos em que este café turbinado pode ser útil, e mesmo nossa receita favorita dele no artigo completo: café turbinado ou à prova de balas: quando usar.

Resumindo: Chás, cafés, tererês, chimarrão — todas estas bebidas são livres de carboidratos, e liberadas na dieta low-carb.

Desde que você tome o seu café (ou chá, ou outros) sem açúcar.

E opte por, na maior parte do tempo, tomá-lo sem gorduras adicionadas.

Bebidas na low-carb #6 — Leite (nem de bichos, nem de plantas)

Nós sabemos que muitas pessoas tomam leite todos os dias.

E, por isso, elas gostariam de saber se esse hábito faz mal, e se ele cabe em um estilo de vida low-carb.

Mas, para começo de conversa, o leite dificilmente tem espaço na low-carb.

Isso porque um copo de 200ml leite apresenta cerca de 10g de carboidratos digeríveis.

O que leva algumas pessoas a pensar que “ele até pode ser consumido com moderação”.

No entanto, devido a seu alto efeito na insulina, e ao fato de poder ser substituído facilmente por opções com menos carboidratos (como creme de leite ou mesmo leite de coco), na nossa opinião realmente não faz sentido mantê-lo como alimento diário.

Além disso, muitas pessoas têm algum grau de intolerância ou alergia à lactose, ou mesmo às proteínas do leite (especialmente a caseína).

O que faz com que o consumo de leite faça ainda menos sentido.

É claro: se você faz questão de consumir uma colher de leite no seu café uma vez ao dia, não é isso que vai jogar seus resultados por água abaixo.

Até porque não foi por essa singela colher de leite que você ganhou peso.

E provavelmente não é ela que está te impedindo de emagrecer e ter uma saúde melhor.

(Tudo isso considerando que você lide bem com o leite, não tenha problemas com a lactose, e nem com proteínas do leite.)

Por outro lado, nós acreditamos que mudar seu estilo alimentar envolve realmente mudar sua relação com os alimentos.

Se você também compartilha dessa visão, o mais adequado é evitar o consumo de leite.

E isso inclui evitar:

  • leite desnatado
  • leite semidesnatado
  • leite integral
  • leite em pó
  • e mesmo leite sem lactose.

Apesar dos diferentes tipos, todos esses leites apresentam praticamente a mesma quantidade de carboidratos por porção.

Então, tome cuidado com eles — escrevemos em detalhes sobre o leite na low-carb aqui.

E falamos inclusive sobre o leite sem lactose.

Mas nem o leite sem lactose é low-carb?

O leite sem lactose também não é low-carb.

Na verdade, o leite sem lactose tem a mesma quantidade de carboidratos por porção que o leite normal — sendo inclusive a partir deste.

O que acontece é que, durante o processo de produção do leite sem lactose, são adicionadas ao leite enzimas do tipo lactase.

Essas enzimas são responsáveis por “quebrar” a lactose do leite em galactose e glicose, que são os açúcares componentes da lactose.

Então, o leite sem lactose nada mais é do que um leite normal no qual a lactose já foi “pré-digerida” em outros dois açúcares.

E é importante observar que esses açúcares (galactose e glicose) também são carboidratos.

Ou seja: o leite sem lactose tem praticamente a mesma quantidade de carboidratos que o leite “normal”.

Então, se consideramos que o leite não é um alimento baixo em carboidratos, o leite sem lactose também não é low-carb.

Por isso, esse produto é voltado para aquelas pessoas que querem consumir leite, mesmo tendo intolerância à lactose.

E, para quem tem problemas com a proteína do leite, “pré-digerir” a lactose não apresenta nenhum tipo de vantagem.

Leite de outros animais (búfala, cabra, e ovelha) são bebidas permitidas na dieta low-carb?

De maneira resumida, estes leites todos não podem ser considerados low-carb.

Com relação aos carboidratos, todos esses leites (incluindo o bovino), apresentam praticamente a mesma quantidade de açúcar.

Sendo que os teores de gorduras e proteínas variam entre eles.

Além disso, cada um deles possui um tipo específico de proteínas.

Por esse motivo, eles podem ser mais bem tolerados por algumas pessoas que não lidam bem com a caseína bovina.

Em todo o caso, o melhor a se fazer é se consultar com seu médico e testar essas diversas opções, analisando como seu corpo responde a elas.

Na dúvida, atenha-se àquela regra simples: leia os rótulos para conhecer a quantidade de carboidratos dos alimentos.

E faltou falarmos apenas dos leites que não vêm de animais – os chamados leites vegetais.

Leites vegetais são bebidas permitidas na dieta low-carb?

Para não nos alongarmos muito no assunto “leite”, de maneira resumida, podemos dizer que algumas das diversas fontes vegetais de leite incluem:

  • amêndoas
  • amendoim
  • arroz
  • aveia
  • castanha de caju
  • castanhas
  • coco
  • gergelim
  • girassol com inhame
  • linhaça
  • macadâmia
  • nozes
  • quinoa
  • semente de abóbora
  • soja

A nosso ver, o leite de coco obviamente é low-carb, e pode ser consumido tranquilamente — inclusive como ingrediente em diversas receitas low-carb.

Já os outros tipos de leite apresentam uma quantidade não desprezível de carboidratos.

Alguns tendo mais e outros tendo menos carboidratos com relação ao leite bovino.

(O que você esperava de um leite feito, por exemplo, a partir do arroz?)

Portanto, se for consumir algum tipo de leite de origem vegetal em sua dieta low-carb, vale sempre pesquisar para saber sua quantidade de carboidratos — e, assim, decidir se ele se enquadra ou não.

Resumindo: O leite não é low-carb. Nem o leite sem lactose. E nem o leite de outros animais. Já os leites vegetais devem ser pesquisados caso a caso.

E, como diria a lenda do fisiculturismo Arnold Schwarzenegger.

Leite é bebida de crianças. Quando você cresce, tem de tomar cerveja.”

Então vamos falar das bebidas alcoólicas no contexto de uma dieta low-carb.

Vamos falar de cerveja sim.

E também de vinho, destilados, drinks… E todo o tipo de “água que passarinho não bebe”.

Bebidas E Dieta Low-Carb — Bebidas Alcoólicas

Sabemos que falar sobre bebidas alcoólicas no contexto da alimentação saudável pode ser algo polêmico.

Até porque o álcool não é um nutriente essencial em nossa alimentação (assim como os carboidratos) — e é completamente possível ser feliz, saudável, se divertir e manter a boa forma sem o consumo de álcool.

No entanto, ao longo de mais de 5 anos de trabalho, e incontáveis emails recebidos, fomos percebendo que perguntas a respeito do consumo de bebidas alcoólicas não paravam de surgir.

Sendo assim, vamos responder esta questão com a seguinte mentalidade:

  • nossos leitores são adultos saudáveis,
  • eles desejam consumir álcool de maneira responsável e inteligente,
  • dentro de um contexto que faça o menor mal possível para a saúde e atrapalhe menos possível seu emagrecimento.

Tendo em vista tudo isso, vamos aos fatos: o álcool contém calorias.

E, após essas calorias serem ingeridas, seu corpo precisa metabolizá-las (isto é, “queimá-las”).

Sendo que o álcool em si não se transforma em gordura — porém, por ele ser tóxico para o seu organismo, sendo que ele precisa ser metabolizado antes de qualquer outro nutriente — isto é, antes de carboidratos, proteínas ou gorduras.

Isso faz com que:

  1. o corpo pare de queimar esses outros nutrientes para poder lidar com o álcool, e
  2. esses outros nutrientes ganhem mais chance de serem armazenados na forma de gordura corporal.

Por isso, é sábio concluir que quantidades elevadas de álcool na dieta consistem em “calorias vazias”, as quais certamente podem dificultar a perda de peso.

No entanto, nem todas as bebidas alcoólicas são iguais no contexto de uma dieta low-carb.

E, na verdade, consumir bebidas de maneira ocasional e responsável provavelmente não vai impedir seus resultados de aparecerem.

No entanto, caso você pare de emagrecer, é inteligente retirá-las por um tempo para ver como seu corpo reage.

De toda forma, em uma dieta low-carb, você vai optar pelas bebidas com menos carboidratos adicionais.

E é neste contexto que vamos estudar as principais opções de bebidas que geram dúvidas.

Começando pela pergunta mais comum: pode cerveja na low-carb?

Bebidas na low-carb #7 — Cerveja (o pão líquido)

Definitivamente a cerveja não é uma bebida que se encaixa na dieta low-carb.

Infelizmente, a cerveja é uma bebida rica em carboidratos.

(A sabedoria popular costuma chamá-la de pão líquido — e o pão não entra na dieta low-carb.)

Sendo que existem diversos tipos de cerveja — e cada um deles tem uma quantidade diferente de carboidratos.

Por exemplo, as mais encorpadas e mais alcoólicas (imperial stout, tripel, etc) tendem a ter mais carboidratos do que aquelas mais leves e com menos álcool (american lager, witbier, etc).

Mas, todas elas apresentam uma quantidade de carboidratos muito grande para que se encaixem em uma dieta low-carb.

A título de curiosidade, as cervejas mais convencionais (Skol, Brahma, etc., etc.) apresentam cerca de 5 a 7 gramas de carboidratos a cada 100 ml.

Mas nós sabemos que absolutamente ninguém que gosta de cerveja se contenta com apenas 100 ml dessa bebida.

(Eu pelo menos nunca vejo alguém tomar ⅓ de latinha.)

Sendo, para a maioria das pessoas, mais fácil não tomar nada a tomar tão pouco — o que, mais uma vez, torna inviável seu consumo em uma base diária.

Até existem algumas pessoas (desinformadas) que acreditam que as cervejas puro malte sejam low-carb…

Mas isso é simplesmente fantasia e pensamento mágico (ou mesmo autoengano).

Porque a cerveja “puro malte” é, obviamente, rica em malte.

E malte nada mais é do que um cereal germinado (geralmente cevada ou trigo), rico em carboidratos.

Por fim, sabemos que realmente existem algumas cervejarias que estão fazendo cervejas com menos carboidratos e até mesmo cervejas sem glúten.

Particularmente nós nunca experimentamos essas cervejas para sabermos se são boas.

Sendo que algumas delas parecem ser simplesmente versões light (imagino que mais “aguadas”) das cervejas tradicionais.

A verdade é que, sendo low-carb ou não, sendo sem glúten ou não, o melhor a se fazer é relegar as cervejas para os dias ou refeições livres.

Porque mesmo as light são feitas com carboidratos cheios de glúten (que pode ser ruim para algumas pessoas) — e você provavelmente deveria deixar sua cota de carbos para legumes, verduras, e hortaliças no geral.

Afinal, se queremos adotar a dieta low-carb como estilo de vida, então é claro que deve haver espaço para eventuais “prazeres proibidos”.

Até porque não achamos certo ver alguém desistindo de adotar um estilo de vida tão saudável simplesmente porque imaginam que “não vão poder tomar cerveja nunca mais”.

Embora possam tomar outras bebidas — sobre as quais vamos falar a partir de agora.

Resumindo: A cerveja não é uma bebida low-carb. Evite (na maior parte do tempo).

Bebidas na low-carb #8 — Vinhos (e derivados de uvas)

imagem mostrando a quantidade de carboidratos de cada tipo de vinho (seco, meio seco, suave, licorosos e espumantes)
Quantidade de carboidratos de cada tipo de vinho (seco, meio seco, suave, licorosos e espumantes)

Ah, o vinho.

Não sei se começamos a gostar dos vinhos por conta da dieta low-carb (porque eles entram mais facilmente nesta estratégia)…

Ou se começamos a gostar da dieta low-carb por conta dos vinhos. 😂

Mas certamente os vinhos são nossa bebida favorita — depois da água e do café, é claro.

Felizmente, como talvez já tenha dado para perceber, os vinhos (pelo menos uma parte deles) são bem pobres em carboidratos.

Afinal de contas, quais vinhos podem na low-carb e quais não podem?

No Brasil, existe uma classificação dos vinhos em:

  • secos,
  • meio secos (demi-sec), e
  • suaves (ou doces).

Sendo que, os vinhos secos apresentam no máximo 4 gramas de carboidratos a cada litro — ou seja: são realmente pobres em carboidratos.

Já os vinhos meio secos possuem algo entre 4 e 25 gramas de carboidratos por litro — ou seja, alguns vinhos desta categoria são mais “low-carb” do que outros.

E por fim temos os vinhos suaves que possuem 25 gramas ou mais de carboidratos por litro — e, portanto, não entram de maneira alguma em uma dieta low-carb bem feita.

Espumantes: asti, champagne, moscatel, etc.

Quando falamos em vinhos, estamos nos referindo a todos os derivados das uvas, como espumante, asti, frisante, champagne, moscatel, etc.

Porém, aqui temos uma leve diferença em termos de classificação.

Isso porque, dentre os espumantes, podemos encontrar as seguintes classificações (com as respectivas quantidades de carboidratos entre parênteses):

  • nature (3g/l);
  • extra-brut (3 a 8g/l);
  • brut (8 a 15g/l);
  • seco (15 a 20 g/l);
  • meio seco (20 a 60g/l);
  • doce (acima de 60g/l).

Portanto, fica claro que os espumantes do tipo “nature” e “extra-brut” são mais facilmente encaixados dentro de uma alimentação baixa em carboidratos.

Os “bruts” e os “secos” também têm relativamente poucos carboidratos, podendo ser consumidos, — desde que com um pouco mais de moderação.

Já os outros tipos de espumantes realmente têm de ser evitados — ou, no mínimo, relegados aos dias livres.

Vinho do Porto

Agora, uma breve menção ao vinho do Porto (que, a título de curiosidade, costuma ser feito em Vila Nova de Gaia, e não na cidade do Porto em si).

O vinho do Porto é muito mais um licor do que um vinho propriamente dito.

Mas, como muitas pessoas não conhecem a fundo esta bebida, é importante deixar claro: o vinho do Porto tende a ter mais açúcar do que os vinhos secos de mesa — mesmo que o teor de açúcar seja distinto entre as diversas variedades (Branco, Rosé, Ruby, Tawny, LBV).

Na dúvida, eu não consideraria o vinho do Porto uma bebida low-carb.

(E nem outras formas de “vinhos fortificados”, como Madeira, Sherry, Marsala ou Vermute.)

Resumindo: Vinhos secos entram na dieta low-carb. Espumantes tipo brut também. Para outros tipos de vinhos e espumantes, exerça a moderação. E parece ser melhor evitar vinhos suaves, licorosos, ou mesmo vinho do Porto.

Bebidas na low-carb #9 — Destilados (a “água doce” que é low-carb)

Os destilados, em sua grande maioria, são bebidas que podem ser consideradas “low-carb”.

Isso porque eles são basicamente compostos por água e álcool etílico.

Sendo que seu sabor varia de acordo com a “fonte” do seu álcool, o tempo e o local de envelhecimento (região geográfica e material do barril).

Dessa forma, a maior atenção que nós precisamos ter com relação às bebidas destiladas é com relação a sua quantidade de álcool.

Geralmente os destilados apresentam no mínimo de 37% de álcool — e é aí que “mora o problema”.

Isso por dois motivos principais.

Primeiro porque cada grama de álcool apresenta aproximadamente 7kcal (que não trazem consigo nenhum nutriente e não proporciona nenhuma saciedade).

Em segundo lugar porque as calorias importam, mesmo em uma dieta low-carb.

Mas, como dissemos anteriormente, vamos assumir que você é um adulto responsável e com bom senso.

E que, por isso, não vai abusar das bebidas alcoólicas — pelo menos na maior parte do tempo.

Alguns exemplos de bebidas alcoólicas destiladas low-carb são as seguintes:

  • cachaça
  • conhaque
  • gin
  • rum
  • tequila
  • vodka
  • whisky (ou whiskey)
  • dentre outros.

Nossa, mas eu não vou tomar shots desse monte de cana.”

E nem precisa — pois sabemos que muitas pessoas usam essas bebidas low-carb para preparar drinks.

E por isso vamos falar sobre os drinks mais abaixo.

Mas antes vamos tocar, de forma rápida, em outra categoria de bebida: os licores.

Licores

Esta seção não é longa — pois os licores, por definição, são bebidas que levam bastante açúcar em sua composição.

Portanto, eles não vão entrar na maior parte do tempo de uma dieta low-carb / cetogênica.

Claro que, mais uma vez, você vai poder uma dose ou outra de seu licor favorito em uma ocasião especial (o tal do dia livre, novamente).

(A título de curiosidade, nós adoramos o licor português à base de Ginja (a famosa Ginjinha), o licor espanhol à base de banana (Licor 43), e o licor irlandês de café (Bailey’s).)

E ainda há uma outra alternativa: fazer nossa receita low-carb de licor Bailey’s — que você confere no vídeo acima.

Mas, se você gosta de licores por serem bebidas “menos fortes” e mais fáceis de beber, então talvez você seja o tipo de pessoa que gosta de um bom drink…

Bons drinks

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Se você misturar:

  • um álcool low-carb (como um destilado, por exemplo),
  • com uma bebida low-carb (como um limão espremido), e
  • muito gelo,

Vai ter um drink low-carb.

(Que pode ser adoçado com um adoçante low-carb também.)

O ponto é que, se as bebidas não são a base da sua alimentação, os drinks o são menos ainda.

Porém, queremos te ajudar a explorar as melhores opções destas bebidas na sua jornada low-carb.

Por isso, separamos algumas receitas de bebidas low-carb mais adiante ainda neste artigo para você.

E você pode baixar grátis nosso eBook de drinks low-carb clicando aqui.

Resumindo: Destilados (vodka, whisky, gin, tequila, bourbon, cachaça, conhaque, rum, bagaço, entre outros) entram na dieta low-carb — eles têm praticamente zero carbo.

Misture com outra opções low-carb para ter drinks low-carb.

E, falando em misturas, vamos ver algumas receitas de bebidas low-carb (tanto alcoólicas quanto não-alcoólicas) que você pode fazer em casa.

5 Receitas De Bebidas Low-Carb (Não Alcoólicas)

Bom, acredito que já falamos bastante sobre as bebidas permitidas na dieta low-carb e aquelas que devem ser evitadas.

Então, é hora de partirmos para outra parte que gostamos quase tanto quanto de escrever textos para você — que é fazer receitas low-carb.

Por isso separamos aqui 5 das nossas melhores bebidas low-carb não alcoólicas.

Esperamos que você goste tanto quanto nós, e vamos a elas!

Receita De Bebida Low-Carb #1 — Água Saborizada

Ingredientes (1 copo):

  • 200 ml de água (com ou sem gás)
  • ½ limão
  • Gengibre a gosto
  • Canela em pó
  • 4 cubos de gelo

Preparo:

  • Cortar o limão em rodelas e colocar em um copo;
  • Cortar o gengibre em pequenos pedaços e colocar no copo com o limão;
  • Adicionar água ao copo até aproximadamente a sua metade;
  • Levar o copo à geladeira por cerca de 2 horas (pular este passo se estiver usando água com gás);
  • Retirar da geladeira e adicionar as pedras de gelo;
  • Completar o copo com água;
  • Servir.

Receita De Bebida Low-Carb #2 — Café À Prova De Balas

Ingredientes (2 porções):

  • 200 ml (1 xíc.) de café
  • 1 colher de sopa de óleo de coco ou óleo MCT
  • 1 colher de sopa de manteiga ou manteiga de coco
  • 1 colher de creme de leite ou leite de coco

Preparo:

  • Misturar todos os ingredientes com auxílio de mixer;
  • Tomar, e se sentir totalmente energizado pelo restante do dia.

Receita De Bebida Low-Carb #3 — Cappuccino Low-Carb

Ingredientes (1 caneca):

  • 100ml de café espresso
  • 30g (2 colheres de sopa) de creme de leite
  • 5g (1 colher de sopa) de cacau em pó
  • 5g (1 colher de chá) de eritritol (opcional)
  • Canela em pó a gosto

Preparo:

  • Misturar todos os ingredientes em uma caneca com o auxílio de um mixer;
  • Salpicar com canela em pó;
  • Servir.

Receita De Bebida Low-Carb #4 — Smoothie AmendoCream

Ingredientes (2 drinks):

  • 200 ml de leite de coco 
  • 3 colheres de sopa de pasta de amendoim
  • 2 colheres de sopa de cacau em pó sem açúcar
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de sopa de xilitol
  • canela gosto

Preparo:

  • Misturar todos os ingredientes com o auxílio de um mixer ou coqueteleira;
  • Servir.

Receita De Bebida Low-Carb #5 — Smoothie Maravilha

Ingredientes (2 drinks):

  • 200 ml (1 xíc.) de leite de coco
  • Suco de 1 limão
  • 1 xícara de gelo
  • 50 ml (3 cs) de creme de leite
  • 30g (2 cs) de eritritol
  • Essência de baunilha e canela em pó a gosto (opcional)

Preparo:

  • Misturar todos os ingredientes com o auxílio de um mixer ou coqueteleira;
  • Servir.

Agora que já fornecemos 5 ideias de receitas de bebidas low-carb sem álcool, vamos também de ensinar 3 receitas low-carb de drink.

Afinal, se low-carb é um estilo de vida, tem que ter espaço para alguns “bons drinks” também, não é mesmo?

É claro que você não precisa tomá-los se não quiser — inclusive (especialmente do ponto de vista do controle calórico e de adesão) parece ser até melhor não tomar bebidas alcoólicas.

Mas sabemos que nossos leitores são pessoas adultas responsáveis, e por isso vamos ensinar agora 3 das nossas receitas favoritas de drinks.

#3 Receitas De Bebidas Alcoólicas Low-Carb

Para te inspirar, vamos passar 3 de nossas receitas de drinks low-carb favoritas.

Lembrando que para mais receitas desse tipo, é só baixar nosso ebook grátis de receitas de drinks low-carb.

Receita De Drink Low-Carb #1 — O Drink Low-Carb #1

Esse foi o primeiro vídeo que gravamos utilizando uma bebida alcoólica, e por isso resolvemos chamar este drink de “drink low-carb #1”.

(Uma outra explicação para o nome é que adoramos esse drink, é por isso ele seria o #1 de nossos corações.)

Ingredientes (1 drink):

  • 50 ml (1 dose) de vodka (ou gin)
  • 75 ml (1,5 dose) de água tônica diet
  • suco de ½ limão
  • Adoçante a gosto (opcional)
  • 3 pedras de gelo

Preparo:

  • Misturar todos os ingredientes em um copo ou uma coqueteleira;
  • Servir.

Observação: Sim, a água tônica diet é um “refrigerante” conforme dissemos acima, e seu consumo regular não é ideal para a saúde.

No entanto, se você estiver tomando este drink em quantidade e frequência suficiente para ter de se preocupar com 1 dose de tônica diet… lamento informar, mas você tem problemas maiores para lidar.

Receita De Drink Low-Carb #2 — Café Irlandês Low-Carb

Ingredientes (2 drinks):

  • 200 ml (1 xic.) de café
  • 50 ml (1 dose) de whisky
  • 50 ml (¼ xic.) de creme de leite
  • Adoçante a gosto (opcional)
  • 30 ml (2 colheres de sopa) de licor de café (opcional)

Preparo:

  • Misturar todos os ingredientes com o auxílio de um mixer ou coqueteleira;
  • Servir.

Para mais receitas low-carb, clique aqui.

Receita De Drink Low-Carb #3 — Mojito Low-Carb À Brasileira

Ingredientes (2 drinks):

  • 2 a 4 pedras de gelo
  • 100 ml (2 doses) de rum
  • suco de 1 limão inteiro
  • 100 ml (½ xic.) de água de coco
  • 15g (1 colher de sopa) de xilitol 
  • 6 a 10 folhas de hortelã

Preparo:

  • Misturar todos os ingredientes com o auxílio de uma coqueteleira;
  • Servir em um copo com mais gelo e mais hortelã para enfeitar.

Gostou das receitas?

Para mais receitas baixas em carboidratos que levam bebidas alcoólicas, é só baixar nosso ebook grátis de drinks low-carb.

Bebidas Low-Carb: Conclusão E Palavras Finais

Neste extenso artigo, respondemos todas as suas dúvidas sobre bebidas low-carb.

Falamos sobre as bebidas (alcoólicas e não-alcoólicas) que entram na low-carb sem medo.

E também sobre as bebidas que é melhor evitar.

Nos esforçamos muito para prover este recurso completo a você — e por isso te pedimos para deixar um comentário aqui ao final do texto.

Nele, você pode nos contar o que mais gostou do artigo…

Ou o que aprendeu de novo, e que te surpreendeu…

Ou mesmo perguntar sobre algo que não abordamos.

Enfim: acabamos de passar nossa visão sobre as bebidas na low-carb — e adoraríamos conhecer a sua.

Muito obrigado por estar com a gente nesta leitura!

Te convidamos para seguir o blog se ainda não faz.

As principais formas de nos acompanhar são:

(Escolha as suas favoritas!)

Independentemente disso, obrigado por estar conosco nesta leitura. Sinto que já nos conhecemos — e adoraríamos aproveitar este contexto de bebidas para brindar a um estilo de vida saudável e prazeroso com você.

Saúde!

Um forte abraço, e um brinde,
— dos seus amigos Guilherme e Roney, do Senhor Tanquinho.

5 bebidas low carb a serem evitadas na dieta low-carb e cetogênica
E para finalizar: 5 bebidas low carb a serem evitadas na dieta low-carb e cetogênica