Refrigerante: o Veneno na Lata!

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Você sabia que a bebida mais consumida no mundo depois da água é o refrigerante? Tanto é ,que muitas vezes basta o som da latinha sendo aberta para encher de saliva a boca dos mais “viciados”.

Apesar de cada brasileiro consumir em média 35 litros por ano, acho que quase todo mundo sabe que os refrigerantes não são benéficos ao nosso querido corpo humano, ou pelo menos têm uma leve impressão de que são verdadeiros vilões para nossa saúde.

O texto poderia acabar aqui com a seguinte dica: não beba refrigerantes e viva melhor!

Mas só pedir para as pessoas evitarem refrigerantes seria bater no óbvio: a partir de agora iremos mostrar o que acontece conosco quando ingerimos esse maléfico líquido e os motivos pelos quais ele é tão prejudicial.

Soda

Primeiramente, o consumo de refrigerante pode aumentar em até 80%, para o caso dos não-dietéticos, as chances de se desenvolver diabetes do tipo 2.

De acordo com estes estudos, o risco de desenvolver a doença chega a quase dobrar nas pessoas que consomem este tipo de bebida pelo menos uma vez por dia. Também, uma simples e “inofensiva” latinha chega a ter alarmantes 10 colheres de chá de açúcar, o que correspondente a praticamente 100% da quantidade diária recomendada!

Essa quantidade absurda de açúcar faz com que o corpo entenda que está sendo nutrido, produzindo e liberando insulina, elevando assim seu nível no sangue. Dessa forma, o açúcar é armazenado como gordura nos levando a dois outros problemas: a obesidade, que, como todos sabemos, aumenta os riscos de doenças como câncer, diabetes (novamente) e problemas cardíacos, e ao aumento do colesterol.

Um agravante aqui é que as calorias dos refrigerantes são “vazias”, ou seja, não apresentam valor nutricional relevante. Essa tão consumida bebida ainda pode levar ao aumento da pressão arterial devido às grandes concentrações tanto de sódio quanto de cafeína (no caso dos refrigerantes a base de cola ou guaraná).

A “bela” combinação entre obesidade, aumento de glicose e gordura no sangue  e da pressão arterial eleva o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como aterosclerose, acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio. Um estudo realizado em Harvard revelou que o consumo diário de refrigerantes aumenta em 20% o risco de infarto durante um período de 22 anos.

A cafeína ainda atua negativamente de 3 maneiras no organismo: no aumento da adrenalina (fazendo com que o fígado libere mais açúcar no sangue); de forma diurética (contribuindo na eliminação pela urina de água e sais minerais – ferro, fósforo, magnésio, zinco e cálcio); e atrapalhando o sono (a cafeína por si só é um estimulante e, aliada ao alto teor de açúcar dos refrigerantes, interfere no ciclo circadiano).

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Um outro ponto negativo seria o fato de que provavelmente muitos indivíduos vomitariam devido ao excesso de açúcar que atinge de uma vez o estômago.

Porém isso não acontece porque os refrigerantes apresentam ácido fosfórico, que reduz essa sensação de dulçor extremo mas é responsável não só por dificultar a absorção de ferro, fósforo, magnésio, zinco e cálcio, componentes essenciais para o bom funcionamento de vários órgãos, como também por atuar diretamente na eliminação desses minerais, como por exemplo o cálcio dos ossos, deixando-os mais fracos e aumentando o risco de osteoporose, principalmente em mulheres.

Por conter muita química (conservantes, acidulantes, antioxidantes, corantes, estabilizantes, umectantes, aromatizantes, entre outras substâncias não saudáveis se ingeridas em excesso) em sua composição, principalmente nas versões diet, o nosso corpo é obrigado a gastar ainda mais nutrientes para conseguir digerir e se livrar desse “veneno”.

Fora todas essas substâncias que os refrigerantes contêm por si só, ainda tem o problema das latinhas serem revestidas com polêmico bisfenol (BPA), antes utilizado até em mamadeiras e que agora vem sendo proibido em vários países, que é possivelmente responsável por algumas disfunções hormonais causadoras de problemas como obesidade, câncer e infertilidade.

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A bebida agrava os quadros de flatulência e gastrite, principalmente devido ao gás que contém e seu caráter ácido. Ainda no estômago, ela é responsável por inchá-lo e causar refluxo gástrico, que está diretamente associado ao câncer de esôfago.

Já no início de sua digestão, o refrigerante começa a ser prejudicial: é responsável por uma maior incidência de cáries nos seus consumidores – dependendo da sensibilidade e predisposição de cada indivíduo – e erosão dental, processo caracterizado pela perda do tecido duro da superfície dos dentes, devido às grandes quantidades de açúcar e ácido que possui.

Para a lista de malefícios, vale lembrar que consumindo refrigerante – bebida “vazia” e sem nutrientes – as pessoas muitas vezes consumem em menor quantidade ou deixam de consumir outros tipos mais saudáveis e essenciais de líquidos como sucos naturais, água de coco, leite e até mesmo ÁGUA!

“Mas Senhor Tanquinho, eu não consigo consumir menos que um copo de refrigerante por dia, o que devo fazer?”

Acredito que se você gosta de refrigerantes e realmente preza pela sua saúde, essa pergunta deve estar martelando em sua cabeça há algum tempo. Pois bem, como sempre gosto de fazer, vou aconselhar meus leitores e tentar ajudá-los a ter uma vida mais saudável.

Como disse no post sobre a Dieta Slow Carb, se você, querido leitor, realmente é “viciado” em refris, comece substituindo os convencionais por suas versões ‘lights’ ou ‘diets’ em um primeiro momento, mas só temporariamente.

Em seguida comece a reduzir seu consumo gradativamente até conseguir consumi-lo apenas uma vez por semana no seu dia do lixo (ou não, se você fizer um dia do lixo paleo).

refrigerantes (3)Porém tome cuidado com os refrigerantes ‘lights’, ‘diets’, ‘zeros’ ou qualquer outro nome que leve: eles possuem substâncias que imitam o açúcar, fazendo com que o organismo compreenda que a glicose está sendo absorvida.

Todavia, como isso não está realmente acontecendo, o corpo faz com que o consumo de açúcar seja compensado em seguida, o que pode causar uma ingestão exagerada de açúcar, uma vez que a necessidade precisa ser suprida rapidamente.

Desta forma, se consumi-los nessas versões, tome cuidado para não consumir coisas com muito açúcar depois de sua ingestão.

E, se felizmente deixar de sentir necessidade por ele, faça como o Senhor Tanquinho: liberte-se e tenha uma vida mais saudável tirando de vez esse líquido maléfico e viciante de sua vida!

Abaixo trago um infográfico sobre como atua, de forma resumida, o refrigerante em nosso organismo com o passar do tempo. E, caso você ainda possua dúvidas sobre algum dos pontos abordados neste texto, sinta-se à vontade para utilizar os comentários.

O que acontece com no seu corpo após beber refrigerante...
O que acontece com no seu corpo após beber refrigerante…

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  • Bom dia William!

    Dependendo, o adoçante do refrigerante pode de tirar da cetose. Seria melhor consumi-lo durante uma refeição, por exemplo, para evitar que ele eleve muito o índice glicêmico

    Mas até se libertar, realmente o zero é uma opção muito melhor que o tradicional, e impacta bem menos na dieta

    Espero ter ajudado

    Abraços

    • William

      Obrigado mais uma vez pela ajuda. O melhor para não sair dá dieta até se libertar seria consumir durante uma refeição.

  • Valter

    Não consigo entender como um produto tão nocivo seja comercializado normalmente no mundo inteiro.

    • Exatamente!

      O pior é ver o refrigerante sendo encarado como algo normal pelas pessoas e mídia; e quando surge adulterações em ALGUMAS marcas de carne, ela (a carne, um alimento consumido desde os princípios da história humana) ser tão demonizada.

      Claro que eu não estou dizendo que é saudável adicionar ácidos para disfarçar podridão – mas 100% dos ingredientes presentes nos refrigerantes fazem tão ruim quanto (ou pior) para a saúde e as pessoas/mídia não dão a mínima importância

      Triste!

  • Valter

    Não há qualquer restrição. Ao contrário: propagandas incentivam o seu uso.