Frutas Dos Monges — O Que É, Benefícios, E Onde Comprar O Adoçante Da Fruta Do Buda

Fruta dos monges, tão doce que até os monges duvidam.”

Cada vez mais pessoas buscam fugir do açúcar e adotar uma dieta baixa em carboidratos para perder peso e ganhar saúde.

Com isso, a busca por adoçantes e substitutos do açúcar saudáveis se torna cada vez mais complexa.

Afinal de contas, adoçantes artificiais podem prejudicar sua microbiota intestinal.

Enquanto alguns adoçantes naturais, como o xilitol, podem causar desconfortos gastrointestinais em várias pessoas — como aquelas sensíveis aos FODMAPs.

E outros adoçantes — como o stevia — deixam um retrogosto amargo na boca. Um gosto que, para muitos, é insuportável.

Neste cenário, o adoçante conhecido como fruta dos monges surge como alternativa perfeita para a dieta low-carb ou mesmo cetogênica, pois:

  • é um adoçante natural (que pode ser encontrado na natureza),
  • tem 0 carboidratos líquidos,
  • tem 0 calorias, e 
  • não deixa retrogosto algum.

Mas será que a fruta dos monges é tudo isso mesmo que estão dizendo por aí?

Neste artigo você vai descobrir todo o necessário para decidir se a fruta dos monges é uma boa adição (ou não) a sua alimentação.

Sendo que este é mais um artigo completo disponibilizado gratuitamente para você por Guilherme e Roney, os criadores do Senhor Tanquinho.

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Fruta Dos Monges — O Que É A Siraitia Grosvenorii

O adoçante fruta dos monges é extraído da planta de mesmo nome (fruta dos monges). 

Essa planta também é conhecida por vários outros nomes dentre os quais:

  • Luo Han Guo
  • Fruta do monge
  • Momordica grosvenori
  • Fruta do Buda
  • Monordica 
  • Siraitia grosvenorii
  • Grosvener Siraitia
  • Arkhat
  • Fruta da longevidade (longevity fruit) 
  • Lohan kyo
  • Lohanguo
  • La Han Kua (Vietnam)
  • Rakanka (Japão).

Reza a lenda que a fruta dos monges (ou fruta de buda) era cultivada por monges budistas, sendo esta a origem de seu nome.

Assim como diversas outras frutas, a fruta dos monges também tem açúcares como frutose e glicose.

No entanto, curiosamente, não são estes os compostos responsáveis pelo sabor adocicado que o adoçante da fruta dos monges têm.

Em vez disso, seu sabor doce é conferido principalmente por compostos chamados de mogrosides. [1]

O extrato destes compostos é entre 100 e 250 vezes mais doce do que o açúcar. 

Desta forma, é necessária uma quantidade muito pequena de adoçante de fruta-dos-monges para adoçar qualquer receita ou bebida.

Por isso, é comum encontrar o adoçante fruta-dos-monges misturado com outros agentes que lhe dão volume — assim como acontece com a stévia, por exemplo.

Resumindo: o adoçante fruta-dos-monges é extraído da fruta de mesmo nome. Ele é muito mais doce do que o açúcar, e não tem carboidratos.

Fruta Dos Monges — É Permitido Na Low-Carb Ou Cetogênica?

https://www.youtube.com/watch?v=m-4szzcHVRM

Vimos que o adoçante Luo Han Guo não possui carboidratos, e que ele é muito mais doce do que o açúcar.

Apenas para você ter uma noção, imagine que 1 kg de açúcar seria facilmente substituído por apenas alguns poucos gramas de fruta-dos-monges — algo entre 4g e 10g, ou uma a duas colheres de chá deste adoçante.

Por este motivo, pode ser difícil controlar o uso de fruta do Buda de maneira 100%  pura em receitas e preparações.

Mas você não precisa se preocupar — e nem comprar uma balança de alta precisão.

(Apesar de recomendarmos fortemente que você tenha uma balança simples de cozinha.)

Isso porque o extrato da Siraitia geralmente é misturado a outros agentes para ganhar volume — e, assim, poder ser mais facilmente manuseado e utilizado em receitas doces.

Portanto, no final das contas, o que vai realmente determinar se o adoçante à base de fruta dos monges que você comprou é pobre em carboidratos ou não é o agente de volume utilizado.

Por exemplo, se a fruta dos monges vier misturada à maltodextrina, você não terá um adoçante low carb.

Muito pelo contrário: pois a maltodextrina é composta 100% por carboidratos de alto índice glicêmico, e que são 100% absorvidos pelo seu corpo.

Agora, se o agente de volume for o eritritol você terá um adoçante totalmente pobre em carboidratos e liberado tanto na low-carb quanto na cetogênica.

Isso acontece porque o eritritol é um poliol (açúcar de álcool), composto 100% por carboidratos, de gosto levemente doce e de baixíssimo índice glicêmico.

A melhor parte é que apenas 2% dos carboidratos do eritritol são de fato digeridos pelo nosso organismo — são os chamados carboidratos líquidos.

É por isso que pessoas que seguem algum tipo de dieta low-carb e pretendem usar fruta-dos-monges tendem a optar pela versão que leva o extrato de fruta do Buda misturado com o eritritol.

Resumindo: A fruta dos monges em si é praticamente “zero carboidrato”. No entanto, geralmente este adoçante costuma vir misturado a outras substâncias para facilitar seu manuseio e uso em receitas. Para uso em dieta low-carb ou cetogênica, prefira a versão à base de eritritol.

Fruta Dos Monges — Benefícios Do Luo Han Guo

Além de ser um adoçante baixo em carboidratos, a fruta dos monges ainda pode apresentar alguns possíveis benefícios para a saúde.

Abaixo, iremos apresentar alguns dos benefícios que fazem sentido serem atribuídos à siraitia.

Porém, vale ressaltar que mais estudos são necessários para confirmá-los definitivamente.

Benefício da fruta-dos-monges #1 — Efeito anti-inflamatório e antioxidante

O extrato de mogrosides (a substância responsável por conferir o sabor adocicado à fruta dos monges) é um agente anti-inflamatório e antioxidante. [2]

Isso leva alguns pesquisadores a imaginar que esses efeitos poderiam ter alguma significância clínica em pacientes humanos.

Apesar de a fruta dos monges ser usada tradicionalmente na China para fazer chás e em tratamentos alternativos há centenas de anos… 

Ainda não existem evidências que comprovem que a Siraitia poderia realmente ter algum papel relevante nesses casos. [3]

Benefício da fruta-dos-monges #2 — Efeitos positivos na glicemia sanguínea

Por não conter calorias ou carboidratos, o luo han guo não eleva os níveis de açúcar no sangue.

O que torna este adoçante uma opção interessante para pessoas diabéticas ou com resistência à insulina.

Inclusive, em estudos feitos com ratos diabéticos, o uso da fruta-dos-monges até mesmo mostrou melhoras nos marcadores sanguíneos avaliados. [4] [5]

No entanto, mais uma vez ressaltamos que mais pesquisas são necessárias para que possamos afirmar que a fruta dos monges tem os mesmo efeitos em humanos. [6]

E, novamente reforçamos que é importante avaliar a qual substância o extrato de fruta dos monges está misturado (prefira eritritol ou xilitol).

Afinal de contas, se ele for misturado a um agente rico em carboidratos, como amido de tapioca ou maltodextrina, esses efeitos de não-elevação da glicose sanguínea simplesmente não acontecerão.

Resumindo: O adoçante fruta-dos-monges até pode ter benefícios de saúde.

Mas, até o momento, não existem evidências científicas que justifiquem o uso da fruta-dos-monges em busca desses benefícios.

Fruta Dos Monges — É Seguro Consumir Luo Han Guo?

Em primeiro lugar, gostaríamos de lembrar que o uso do adoçante feito com fruta dos monges é algo relativamente recente.

Afinal de contas, foi apenas no ano de 2010 que a FDA (autoridade americana de alimentação e medicamentos) reconheceu a fruta dos monges como algo seguro para humanos.

Além disso, até o momento existem poucos estudos avaliando seus efeitos diretamente em humanos.

Porém, isso não necessariamente quer dizer que a fruta dos monges faça mal —  pois esta é uma substância natural, que já é usada pelo homem há centenas de anos.

De toda forma recomendamos cautela e bom senso na hora de consumi-la.

Sendo que não julgamos uma atitude inteligente tornar a base da sua alimentação saudável uma montanha de receitas doces com adoçantes — seja esse adoçante a siraitia ou não.

Resumindo: A fruta dos monges é considerada uma substância segura — o que não significa que você deve abusar de seu uso.

Fruta Dos Monges — Onde Comprar Com Qualidade

Conforme vimos, um dos principais diferenciais que vai dizer se o adoçante feito a partir do extrato de fruta dos monges é saudável ou não é o agente ao qual ele é misturado.

No caso de alimentação baixa em carboidrato, como uma dieta lchf, vamos preferir agentes base que também sejam baixos em carboidratos.

Neste sentido é difícil encontrar algum agente melhor do que o adoçante eritritol.

E você pode encontrar o adoçante fruta-dos-monges misturado com eritritol em várias lojas online — basta uma busca rápida.

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Fruta Dos Monges — Conclusão E Palavras Finais Sobre A Fruta Do Buda

O adoçante de luo han guo (fruta dos monges) parece ser uma excelente alternativa aos adoçantes já existentes.

Com zero calorias e carboidratos, e sem efeito sobre a glicemia sanguínea, a fruta dos monges surge como uma viável e poderosa alternativa ao açúcar.

Ao que tudo indica, substituir açúcar por adoçantes não calóricos e naturais como é o caso da fruta-dos-monges pode levar a uma modesta perda de peso. [7]

(E com certeza é menos prejudicial a sua saúde do que abusar do açúcar.)

No entanto, é importante reforçar que a perda de peso e o ganho de saúde duradouros vem apenas através de uma real mudança de hábitos.

Adotando uma alimentação menos processada e baseada em comida de verdade, você fará muito mais progresso do que só trocando o adoçante que usa, mas sem alterar nenhuma outra medida do seu estilo de vida.

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Da nossa parte, apenas recentemente começamos a usar o adoçante fruta-dos-monges — mas já estamos gostando bastante.

E você, já usou esse adoçante?  

Se quiser, deixe um comentário abaixo nos contando a sua experiência com a fruta do Buda — será um prazer continuar essa conversa com você.

Forte abraço,
— Guilherme e Roney, do Senhor Tanquinho.

Referências

Para tornar a leitura mais fluida, agrupamos nesta seção algumas das referências consultadas para a elaboração deste artigo.

Note que você pode ter acesso a um livro físico que reúne em linguagem simples (e com mais de 300 referências bibliográficas) tudo o que a ciência reúne de melhor sobre alimentação e saúde: conheça o livro Saúde Sem Mitos.

  1. Itkin, M., Davidovich-Rikanati, R., Cohen, S., Portnoy, V., Doron-Faigenboim, A., Oren, E., Freilich, S., Tzuri, G., Baranes, N., Shen, S., Petreikov, M., Sertchook, R., Ben-Dor, S., Gottlieb, H., Hernandez, A., Nelson, D. R., Paris, H. S., Tadmor, Y., Burger, Y., Lewinsohn, E., … Schaffer, A. (2016). The biosynthetic pathway of the nonsugar, high-intensity sweetener mogroside V from Siraitia grosvenorii. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, 113(47), E7619–E7628. https://doi.org/10.1073/pnas.1604828113 
  2. Di, R., Huang, M. T., & Ho, C. T. (2011). Anti-inflammatory activities of mogrosides from Momordica grosvenori in murine macrophages and a murine ear edema model. Journal of agricultural and food chemistry, 59(13), 7474–7481. https://doi.org/10.1021/jf201207m 
  3. Chen, W. J., Wang, J., Qi, X. Y., & Xie, B. J. (2007). The antioxidant activities of natural sweeteners, mogrosides, from fruits of Siraitia grosvenori. International journal of food sciences and nutrition, 58(7), 548–556. https://doi.org/10.1080/09637480701336360 
  4. Xiangyang, Q., Weijun, C., Liegang, L., Ping, Y., & Bijun, X. (2006). Effect of a Siraitia grosvenori extract containing mogrosides on the cellular immune system of type 1 diabetes mellitus mice. Molecular nutrition & food research, 50(8), 732–738. https://doi.org/10.1002/mnfr.200500252 
  5. Xu, Q., Chen, S. Y., Deng, L. D., Feng, L. P., Huang, L. Z., & Yu, R. R. (2013). Antioxidant effect of mogrosides against oxidative stress induced by palmitic acid in mouse insulinoma NIT-1 cells. Brazilian journal of medical and biological research = Revista brasileira de pesquisas medicas e biologicas, 46(11), 949–955. https://doi.org/10.1590/1414-431X20133163 
  6. Qi, X. Y., Chen, W. J., Zhang, L. Q., & Xie, B. J. (2008). Mogrosides extract from Siraitia grosvenori scavenges free radicals in vitro and lowers oxidative stress, serum glucose, and lipid levels in alloxan-induced diabetic mice. Nutrition research (New York, N.Y.), 28(4), 278–284. https://doi.org/10.1016/j.nutres.2008.02.008 
  7. Miller, P. E., & Perez, V. (2014). Low-calorie sweeteners and body weight and composition: a meta-analysis of randomized controlled trials and prospective cohort studies. The American journal of clinical nutrition, 100(3), 765–777. https://doi.org/10.3945/ajcn.113.082826 

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