Podcast #104 — Problemas Dentais, Saúde Bucal E Alimentação, Com A Dra. Rosana Rebellato

As pessoas acham que flúor é bom, mas é porque elas não sabem que existem estudos comprovando que o flúor está ligado à redução de QI nas crianças, à calcificação da glândula pineal, e à piora na saúde da tireoide. 

Eu já não uso mais pasta dental com flúor na minha casa há um bom tempo.”

A Dra. Rosana Rebellato é dentista, e sempre soube da importância de cuidados com a saúde.

No entanto, foi apenas depois de descobrir que sua alimentação estava toda errada que ela conseguiu ver os elos claros entre alimentação e saúde — inclusive a saúde bucal.

Neste podcast, vamos falar sobre os assuntos mais importantes para você ter boca, dentes, e gengiva saudáveis por toda a vida.

Incluindo tópicos quentes, como alimentação correta, uso de chicletes, e a tara moderna por flúor.

Vale muito a pena escute este podcast com atenção para saber tudo sobre:

  • por que ter gordura no fígado tornou a Rosana uma dentista melhor,
  • os problemas bucais mais comuns e como evitá-los,
  • a relação entre alimentação e saúde periodontal,
  • por que as populações primitivas tinham boa forma e dentes perfeitos?,
  • o que é realmente necessário para a higiene bucal,
  • a polêmica dos enxaguantes bucais,
  • alternativas naturais para a higiene bucal,
  • a verdade sobre o flúor,
  • chiclete faz mal? a verdade sobre a goma de mascar,
  • a “escala do bem” das gomas de mascar,
  • os hábitos saudáveis da dra. Rosana Rebellato,
  • saúde local x saúde sistêmica (e a importância de cada uma),
  • os produtos que a dra Rosana pessoalmente usa — escova, pasta, etc,
  • a mensagem final da dra. Rosana para você,

e muito, muito mais.

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Transcrição Completa Do Podcast Com A Dra. Rosana Rebellato

https://youtu.be/-hfZ2lBRCtY

Guilherme – Olá, Tanquinho, olá Tanquinha sejam muito bem-vindos e muito bem-vindas a mais um episódio do nosso podcast. Hoje trazemos conosco a Doutora Rosana Rebellato para falar sobre saúde dental e muito, muito mais. Tudo bem, Rosana? 

Dra. Rosana Rebellato – Eu estou bem e vocês como estão? 

Roney – Por aqui também Rosana. Primeiramente é um prazer tê-la aqui conosco nessa entrevista, muito obrigado pela presença. Vamos começar te apresentando para a nossa audiência. Conte um pouquinho sobre você e o seu interesse pela odontologia. 

Como A Gordura No Fígado Tornou A Rosana Uma Dentista Melhor

Dra. Rosana Rebellato – Eu já sigo vocês há algum tempo. 

Tive a curiosidade de saber um pouco mais sobre a história de vocês e me identifiquei muito com a história de vocês, porque essa minha busca pela saúde começou com um problema meu de saúde que eu também não conseguia resolver.

Eu busquei ajuda de todas as maneiras e eu não conseguia resolver. 

Eu resolvi estudar para poder me tratar. 

Esse foi o meu objetivo principal quando eu comecei a me dedicar um pouco mais por essa parte da odontologia que hoje a gente chama de odontologia integrativa que é a associação dos problemas bucais com a saúde sistêmica do paciente. 

Até então algum tempo atrás ainda não se falava muito sobre a influência dos nutrientes da alimentação na saúde bucal. 

Eu comecei a estudar isso mais para tratar um problema meu de saúde.

É um pouco longa a minha história, mas eu vou tentar resumir um pouquinho para vocês. 

Logo após os meus 30 anos, lá pelos os meus 32 anos eu descobri uma esteatose hepática, que já estava num grau avançado.

Eu considerava que comia bem — daquele jeito que a gente aprende a comer.

Nunca fui de comer muito mal, no meu entendimento. A gente sempre acha que come bem. 

Quando eu descobri essa esteatose e falei: não, agora eu tenho que dar um jeito na minha vida. 

Então eu sempre tomei muita medicação por conta de uma enxaqueca incurável que eu tinha e ninguém conseguiu curar essa enxaqueca, nenhum profissional conseguiu curar essa minha enxaqueca. 

Eu comecei a cuidar da minha alimentação e comecei a mudar os meus hábitos por conta desse problema de saúde que eu descobri que era uma gordura no fígado. 

Eu comecei a fazer acompanhamento com nutricionista, consegui emagrecer na época porque eu estava acima do peso. 

Comecei a fazer exercícios. 

Consegui perder 11 kg basicamente trocando a minha alimentação.  

Passou algum tempo eu encontrei esses quilos de novo e comecei a ter alguns problemas que eu não tinha: um cansaço muito grande, comecei a ter refluxo, comecei a ter outros problemas que eu até então não tinha, além do meu peso que eu não conseguia mais perder. 

Eu não sei dizer a quantidade de profissional que eu passei para tentar resolver esse problema. 

Infelizmente, eu não consegui resolver da maneira que eu achava que era o ideal. 

Porque nenhum profissional que eu tinha passado até então me perguntou sobre o que eu comia — nenhum. Eu só tomava remédio, remédio, remédio.”

Eu estava com 34 anos mais ou menos na época e já estava fazendo uso de uma mistura com cinco ou seis medicamentos contínuos. Eu não conseguia viver mais sem os medicamentos. 

Um dia que eu passei muito mal por causa dessa medicação que eu tomava, eu resolvi o seguinte.

Nesse dia eu falei: eu não posso ser dependente de medicação. Se eu com 34 anos estou dependente de 5 medicações…  quando eu tiver 50 anos vou estar onde? 

Eu comecei essa busca por saúde, que eu não conseguia encontrar nos profissionais que eu consultei. 

Então eu comecei a estudar, comecei a fazer um curso, fui fazer um curso de fisiologia hormonal e descobri que o meu problema era basicamente hormonal.

E que minha alimentação não era então saudável como eu acreditava que era. 

Então eu comecei a mudar os meus hábitos, eu cortei o leite, eu cortei o pão, eu cortei o glúten, eu cortei o açúcar…

E a minha enxaqueca curou 90%, sozinha. 

Eu comecei a tirar as minhas medicações até que eu fiquei livre de todas elas, comecei a repor alguns hormônios, nutrientes, suplementar algumas coisas que estavam faltando no meu organismo. 

Foi aí que consegui encontrar a saúde. 

Não só a perda de peso como consequência, mas eu encontrei saúde. 

Eu estava procurando quando me livrei da medicação, quando eu mudei a minha alimentação e quando comecei a repor e devolver para o meu organismo aquilo que estava faltando. 

Como eu falei para vocês, eu entrei nessa busca para tentar tratar um problema meu pessoal. 

Eu jamais imaginava que eu fosse usar isso em benefício dos meus pacientes. 

Na verdade, não foi minha busca inicial. Foi mais para me tratar mesmo. 

Depois de um tempo eu comecei a usar em benefício dos meus pacientes. 

Então isso hoje que a gente chama de odontologia integrativa. 

Quando a gente consegue associar tudo que acontece no corpo da gente como um todo, com a boca e com a saúde bucal. 

Então só resumindo que, assim como vocês, eu acabei caindo nessa área por conta de um problema pessoal que eu também não conseguia ninguém que resolvesse. 

Os Problemas Bucais Mais Comuns E Como Evitá-los

Guilherme – Excelente, Rosana! Vamos falar um pouquinho então agora que você mencionou seus pacientes também. 

Quais são os problemas bucais mais comuns que você encontra na sua prática clínica e que tipos de coisas podem ser feitas para evitá-los?  

Começando do ponto de vista geral e depois vamos para as coisas mais específicas. 

Dra. Rosana Rebellato – Até um ano atrás, a gente tinha um problema. A gente encontrava no consultório um problema. 

Hoje, depois da pandemia, com certeza os problemas mudaram. 

O estado sistêmico do paciente, a saúde sistêmica, a saúde geral como todo, como estresse gerado por essa situação tem refletido muito na saúde bucal dos pacientes. 

Hoje a gente vê muito mais coisas que às vezes a gente ficava algum tempo sem encontrar com tanta frequência.

Hoje são muito frequentes no consultório 

  • a inflamação gengival, 
  • a doença periodontal (que é a perda de osso, suporte para o dente), 
  • a cárie em si, 
  • o bruxismo (o número de bruxismo que aumentou do ano passado de março pra cá). 

A quantidade de pacientes que a gente recebe hoje no consultório se queixando de bruxismo é muito, muito grande. 

Então assim, nesse último ano a gente começou a ter uma mudança nos problemas que os pacientes apresentam, os pacientes chegam no consultório buscando. 

A Relação Entre Alimentação E Saúde Periodontal

Roney – Perfeito. A gente percebe vários problemas diferentes. 

Teria algum deles mais relacionados a alimentação ou não tem nada a ver com alimentação? Quais seriam as medidas e soluções para esses problemas? 

Dra. Rosana Rebellato – A alimentação está diretamente relacionada com a saúde periodontal, com a saúde bucal do paciente. 

Porque hoje se fala muito no intestino, bactérias boas e bactérias ruins

Da mesma maneira que isso acontece no nosso intestino, isso acontece na nossa boca também.

Então um paciente que tenha deficiência nutricional, ele tem muito mais problemas e prevalências de problemas bucais do que um paciente que não tem. 

Na verdade, não tem como ter saúde bucal sem ter uma nutrição e um suporte adequado nutricional

Então é muito visível hoje na boca dos pacientes essa deficiência. 

Inclusive hoje se fala que o dentista é uma peça fundamental no diagnóstico inicial dessas carências nutricionais. 

Porque essas carências podem ser vistas muito cedo na boca dos pacientes. 

Por exemplo, em relação à cárie. 

A relação do açúcar é tão falada — a relação do açúcar com a cárie dental.

Assim como a doença periodontal — que é aquela infecção na gengiva que faz que o paciente perca osso. 

Então isso é totalmente dependente da resposta imune do paciente. 

A maneira que o paciente vai responder a essa inflamação, a essa infecção, é totalmente independente do sistema imune do paciente. 

Então o paciente que tem deficiência nutricional vai ter mais dificuldade.

Assim como, para os outros problemas, para as outras doenças que tanto se fala hoje — principalmente do Coronavírus — em se fortalecer o sistema imune, isso está diretamente relacionado também na cavidade bucal do paciente. 

O paciente que tem deficiência nutricional vai apresentar problemas locais, que é a questão da cárie. Mas a deficiência nutricional influencia também a parte sistêmica do paciente, na maneira em que aquele paciente vai responder aos problemas diretamente relacionado com o sistema imune do paciente.

Por Que As Populações Primitivas Estavam Em Forma E Tinham Dentes Perfeitos?

Guilherme – Então tem bastante relação com alimentação, né? 

Eu acredito que muitas pessoas já sabem que tem uma relação da cárie com açúcar, mas a gente pode ir até um pouco mais fundo e falar um pouquinho sobre outros carboidratos refinados — ou mesmo identificar que tipo de outros alimentos modernos fazem mal para saúde bucal. 

É porque a gente tem até estudos… Por exemplo, foi noticiado pelo Weston Price que as populações primitivas tinham uma boa saúde no geral e boa saúde bucal também. 

O que mudou de lá pra cá? Como essas mudanças implicam a saúde bucal? 

Dra. Rosana Rebellato – Na verdade, houve sim uma adaptação nesse microbiota oral, assim como na intestinal, que é esse conjunto de bactérias que a gente tem na boca (assim como a gente tem no intestino).

Isso se alterou ao longo do tempo com a evolução da alimentação. 

Houve uma adaptação nesse microbiota como acontece no intestino. E o açúcar é o grande vilão

O açúcar serve de alimento para essas bactérias. 

Acontece uma fermentação e essa fermentação gera um ácido. Esse ácido é o responsável por “destruir” os dentes. 

Então o que acontece na verdade com açúcar em si, localmente, é isso.

Acontece essa fermentação e esse ácido que é produzido serve para bactérias. 

Quando isso acontece, o meio bucal se torna ácido, e é com essa acidez que começam os problemas. 

Essa acidez é responsável pela destruição e pela má formação dos dentes. 

Assim como os fatores nutricionais — principalmente durante a formação dos dentes, é extremamente importante a questão dos nutrientes e das vitaminas na formação dos dentes.

Mas a questão do açúcar também tem um efeito local muito grande. 

Eu achei um artigo que falava a respeito disso.

Ele comparou alguns tipos de dieta, eles compararam inclusive a dieta paleolítica.

Nesse estudo eles falaram que as pessoas que viviam com esses hábitos de nutrição, eles inclusive passaram durante esse estudo por um período que não realizaram a higiene oral. 

Eles observaram que o sangramento da gengiva diminui. 

E isso só com a mudança de dieta. 

Na verdade, eles perceberam que houve uma diminuição dessa inflamação na gengiva, mesmo em pacientes que não realizaram a higiene oral

Não estou orientando ninguém a fazer isso, mas lógico que a parte local (higiene, fio dental e a escova) são extremamente importantes. 

Mas isso é só para provar a questão de como a dieta influencia na saúde bucal. 

Então o problema maior hoje eu acredito que seja por todos os estudos o açúcar em si, com certeza. 

Na saúde periodontal é aquilo que eu falei, assim como ele influencia o sistema imune dos pacientes para responder qualquer outro tipo de condição ele influencia na resposta da saúde periodontal. 

Sem contar que a ingestão elevada do açúcar diminui a absorção de nutrientes. 

Nutrientes que são extremamente importantes para a saúde bucal dos pacientes. 

O Que É Realmente Necessário Para A Higiene Bucal

Guilherme – Acho interessante nesse sentido que você mencionou, até das pessoas que mudaram alimentação para uma alimentação paleolítica, sem processados. Aí elas conseguiram melhoras. 

Mas, talvez o que tenha chocado muitas das pessoas que estão nos ouvindo é sobre essa questão que elas não fizeram a higiene. 

Muitas pessoas se perguntam “quanta higiene eu deveria fazer? O que é o básico necessário?”

Qual é a verdade, por exemplo, sobre pasta de dentes, enxaguante bucal, fio dental… porque parece que todos os dias as indústrias surgem com novas coisas. 

Quanto disso é necessário e quanto é supérfluo — o que eu preciso realmente fazer? 

Dra. Rosana Rebellato – Assim como em tantas outras áreas, sempre há um apelo muito grande para o consumo. 

Então o que é insubstituível, o que é considerado hoje insubstituível? E não só hoje, mas já há muito tempo: escova e fio dental

Eu falo para os meus pacientes: se você passar fio dental ao menos uma vez por dia, já está muito bom. 

Então fica: escovação três vezes ao dia, logo após as refeições, e o uso do fio dental pelo menos uma vez por dia. Isso já ajuda muito.”

O ideal é passar logo depois de todas as refeições? Sim. 

Mas a gente sabe hoje como é a vida das pessoas.

O tempo está cada vez menor, a correria do dia a dia… 

Se conseguir passar pelo ao menos uma vez ao dia, está bom.

Porque o fio dental é extremamente importante para limpar: a escova não limpa onde o fio dental limpa que é dentro da gengiva. 

Então aqueles restos de alimentos que ficam dentro da gengiva não têm como sair sem ser com o fio dental. 

Os pacientes perguntam: não tem nada que eu posso fazer para não usar o fio dental? Não tem. Tem que usar o fio dental. Não existe um substituto. 

A questão das pastas varia muito: antigamente, a pasta foi desenvolvida com uma finalidade mais cosmética. 

Mas depois começou a se acrescentar alguns agentes terapêuticos nas pastas. 

Então a pasta vai muito da preferência e da indicação também. 

Por exemplo, pacientes que têm um pouco mais de sensibilidade, pacientes que já têm um desgaste nos dentes. 

Então o ideal sempre é consultar o dentista e o dentista vai poder indicar o que é melhor para cada caso. 

Mas não existe nada que substitua a escova e o fio dental. 

A Polêmica Dos Enxaguantes Bucais

Hoje se fala muito na questão (por causa do Coronavírus, inclusive) dos enxaguantes bucais. 

Se questiona muito o uso prolongado deles, por causa daquilo que eu falei das bactérias.

Porque, assim como eles vão agir nas bactérias ruins, eles vão agir nas bactérias boas. 

Então se questiona muito a questão do uso do enxaguante bucal a longo prazo. 

Sem contar que alguns deles têm álcool e alguns outros componentes.

Então na verdade o ideal é sempre consultar o dentista e usar somente com indicação muito específica, para não ter nenhum problema depois devido a esse desequilíbrio — porque a gente precisa dessas bactérias boas na cavidade bucal. 

Então o ideal é sempre consultar o dentista e usar baseado mesmo numa indicação específica. 

Alternativas Naturais Para A Higiene Bucal

Roney – Certo, Rosana. 

Por um lado, tem cada vez mais substâncias novas e enxaguantes bucais e pastas de dentes. 

Por outro lado, tem pessoas que tentam voltar nessa perspectiva mais primal, mais evolutiva — e muitas vezes em busca de soluções mais naturais. 

A gente já viu até gente que diz que escova os dentes com óleos de coco. Você poderia falar um pouquinho dessas alternativas mais “naturebas” para a pasta de dentes?

Dra. Rosana Rebellato – Eu acho muito válido tudo isso. 

A gente vê muito na internet receitas caseiras, as pessoas utilizando óleo essenciais. Eu acho isso válido. 

Mas, igual eu falei para você, é difícil a gente indicar alguma coisa específica sem a gente avaliar, sem saber qual é a real necessidade. 

Eu sou a favor de tudo que seja mais natural possível. 

Mas eu acho que a gente tem que saber onde buscar esse tipo de informação. 

Inclusive eu vi até recentemente um estudo sobre o bochecho com óleo de coco nessa questão das bactérias mesmo, para fazer essa substituição do enxaguante bucal. Então eu acho isso válido. 

Mas a gente tem que saber muito bem, tem muita informação na internet —  assim como tem muita coisa boa, tem muita coisa que tem que ser avaliada. 

A gente tem que saber aonde exatamente buscar esse tipo de informação. 

A Verdade Sobre O Flúor

Guilherme – Perfeito, Rosana. Faz muito sentido, sabendo da questão da microbiota que existe no intestino e existe na boca, a gente não usar uma bomba atômica como enxaguante bucal cheio de álcool o tempo todo. 

Parece intuitivamente algo irresponsável, ou no mínimo que pode causar consequência que a gente não sabe a princípio. 

Nesse sentido, uma substância que causa muita polêmica é a questão do flúor. 

A gente sabe que muitas pessoas juram que o flúor é tudo de bom para o dente, outras pessoas já tem um pouco mais de receio. 

Qual é a sua opinião e quais são as opiniões divergentes e o seu take nisso tudo? 

Dra. Rosana Rebellato – Olha, é como você mesmo falou. 

Existe uma linha que é muito a favor do flúor e existe outra que é não tão fã do flúor assim.

Na verdade, se descobriu há um tempo atrás (já não é uma coisa nova) que o flúor ele é considerado como neurotoxina. 

Ele tem influências neurológicas, principalmente em crianças. 

Então o que se viu na verdade foram vários estudos comparando uma população que ingeriu água fluoretada, por exemplo, na prevalência de cárie e comparando com uma população que não ingeriu. 

Na verdade, não teve nenhuma melhora significativa que justificasse o uso de flúor.

Hoje no Brasil, não sei se todo mundo sabe, mas a água que a gente bebe ela tem flúor. 

Então hoje são pouquíssimos os países que ainda mantêm a fluoretação da água. 

Na Europa, 98% dos países já aboliram a fluoretação da água, porque já se tem estudos comprovando redução de QI nas crianças, calcificação de glândulas pineal, a influência do flúor na tireoide já é comprovada. 

Porque o flúor ele entre “compete” com o iodo, que é extremamente importante para tireoide. 

Então já existem inúmeros artigos que comprovam esse outro lado do flúor. 

Este é um assunto polêmico. Eu particularmente já não uso mais. 

A água eu não consegui excluir. Existem hoje filtros que fazem essa remoção de metais de flúor da água. 

Eu ainda não consegui encontrar um que fosse ideal para fazer isso. 

Mas eu já não uso mais na minha casa: já não faço uso de pasta fluoretada tem bom tempo.”

Eu penso que existem outras maneiras que a gente consegue fazer esse controle da cárie e colocando na balança até que ponto vale a pena você ingerir essa quantidade de flúor e ter uma redução de QI que já foi comprovado.  

Então eu acho que é um assunto que deveria ser discutido mais no Brasil. 

Eu acho que essa questão da fluoretação da água deveria ser discutida mais — até que ponto isso é justificável. 

Sendo que a gente tem na literatura muitos estudos que já comprovam que não existe uma eficácia tão alta em se fazer fluoretação da água sendo que a ação do flúor é basicamente tópica. 

Então o flúor sistêmico não tem efeito positivo tão benéfico assim na questão de prevenção de cárie. Eu acho que isso deveria ser discutido no Brasil. 

Infelizmente ainda somos um dos poucos países que ainda mantém essa prática de fluoretar as águas. 

Chiclete Faz Mal? A Verdade Sobre A Goma De Mascar

Roney – Legal, Rosana. Muito bom saber esse outro lado da fluoretação. Porque às vezes pode aparecer: “nossa, que legal, tem flúor grátis para todo mundo”, mas não são só flores. Pode ter esse outro lado que você falou e que é legal ser apresentado. 

Até para as pessoas pesquisarem e perguntarem aos seus profissionais e irem atrás e saber mais e decidirem o que elas querem igual você já tomou a decisão, você e sua família de não ter mais as pastas fluoretadas em casa. Com a água é um pouco mais difícil mesmo. 

Agora, falando um pouquinho sobre chiclete é uma dúvida muito comum que a gente recebe. 

A gente recebe principalmente pela questão de jejum e low-carb e cetogênica, mas eu acho que tem tudo a ver a goma de mascar com o nosso assunto aqui sobre dentre, sobre saúde bucal. 

A gente quer ouvir a sua opinião sobre a goma de mascar, se ela faz mal ou não faz, se substitui a escovação que foi algo que a gente já ouviu e se tem alternativas melhores ou piores entre elas? 

Dra. Rosana Rebellato – A goma de mascar na verdade, se a gente for avaliar na verdade odontologicamente falando no estímulo da salivação. 

Então o que acontece? Quando a gente tem uma redução da salivação a gente fica suscetível aos problemas bucais. 

A saliva é um protetor para os dentes em si, para cavidade oral, é a saliva que faz esse efeito tampão — ela reverte essa acidez do açúcar que a gente comentou. 

Então o efeito da goma de mascar é um aumento na salivação. 

Aumentando a salivação, a gente consegue proteger mais os dentes e a cavidade oral. Inclusive eu até peguei um estudo que fala do xilitol

Porque o xilitol… O Xilitol e a stevia  eu consegui encontrar artigo que fala a respeito da influência, se eles são tão ruins assim como o açúcar em si. Mas na verdade, eles não são. 

Eles foram considerados até bactericidas. Eles matam as bactérias.

Tentando resumir de uma forma simples: as bactérias gastam uma grande quantidade de energia para tentar absolver esses adoçantes (xilitol e stevia). Elas não conseguem. Então elas acabam intoxicadas por eles. 

Esta é uma alternativa que seria nas gomas de mascar, seria procurar alguma que tivesse xilitol. 

Então o efeito maior da goma de mascar na cavidade oral é isso. 

É muito comum. O efeito maior da goma de mascar na cavidade oral é esse — pelo estímulo da salivação. 

A “Escala Do Bem” Das Gomas De Mascar

Guilherme – Acho que nesse sentido a gente tem uma escala mais ou menos óbvia: 

  • as gomas de mascar com açúcar, que são bem ruins. 
  • aquelas mais facilmente encontradas são sem açúcar, mas com adoçantes artificiais, seriam intermediárias.
  • aquelas que são com xilitol, seriam mais protetivas, e superiores às  outras. 

Seria isso? 

Dra. Rosana Rebellato – Exatamente. Se for para usar, se for para mascar que seja com Xilitol, pelo menos ajuda a proteger. 

Os Hábitos Saudáveis Da Dra. Rosana Rebellato

Guilherme – Perfeito, Rosana. Uma pergunta que a gente sempre gosta de fazer para os nossos convidados é a respeito de hábitos saudáveis. 

Você pode falar dos seus de saúde bucal e outros hábitos de saúde que você considera essenciais? 

Dra. Rosana Rebellato – Hoje, com essa situação que a gente está vivendo, eu vejo por mim: está cada dia mais difícil a gente desenvolver hábitos saudáveis em geral. 

Eu, por exemplo, desde que começou a pandemia, tenho tido muita dificuldade de conseguir manter uma rotina de exercício.

Alimentação a gente tenta manter, e eu acredito que é a base de tudo.

A base da saúde é alimentação. Não tem como ter saúde sem uma alimentação adequada.”

Eu vejo também hoje em dia que existe muita má informação e um conceito muito distorcido a respeito de alimentação saudável. 

As pessoas consideram que elas têm uma alimentação saudável, mas na verdade não é tão saudável assim. 

Eu vejo isso no próprio consultório mesmo. 

Quando a gente questiona, a pessoa fala, por exemplo “mas eu não como fritura”. 

Então existe uma controvérsia muito grande nisso. 

Eu acho que o trabalho que vocês desenvolvem é essencial. 

Porque eu consegui, como eu relatei no início, encontrar minha saúde buscando informação. 

Essa foi a chave, na verdade, para minha mudança de vida. 

Eu consegui encontrar saúde mudando meus hábitos principalmente alimentares. 

Quando eu mudei a minha alimentação eu já alcancei e andei 80% do caminho. 

E eu acho que em termos de saúde tudo é válido: Hoje se fala muito na meditação, na parte espiritual. Tudo isso é extremamente importante. 

Eu acredito que sim. 

Mas eu tenho certeza comigo que a chave de tudo ainda é a alimentação. 

Quando a gente consegue alterar, mudar os nossos hábitos alimentares as outras coisas vêm como consequência. 

Hoje em dia realmente está muito difícil da gente manter uma rotina, a nossa rotina foi alterada, foi roubada.

Então é muito difícil mesmo. Mas não é impossível. 

É sempre possível a gente começar, sempre é possível a gente dar o primeiro passo. 

Eu acho que o primeiro passo na verdade é a busca de informação. 

Isso é extremamente importante a gente saber onde busca informação para gente ter qualidade de vida melhor. 

Saúde Local x Saúde Sistêmica

Roney – Perfeito, Rosana! Com certeza essa também é uma das funções desse Podcast que é levar e difundir informação para uma maior quantidade de pessoas. 

Nessa linha você acha que ficou faltando a gente falar sobre algum ponto importante e bem relevante a respeito de saúde bucal e prevenção de doenças? 

Dra. Rosana Rebellato – Acho que não. Acho que basicamente é isso. Na verdade, o que a gente falou bastante a respeito de açúcar e alimentação. 

Mas eu queria deixar assim igual eu falei nada substitui, isso não quer dizer porque a gente vai ter uma alimentação saudável que não precisa mais escovar os dentes. 

Na verdade, é um conjunto, precisa ter tanto a parte local quanto a parte sistêmica  Eu acho que uma coisa não substitui a outra. 

A minha dica na verdade é para que todo mundo que está ouvindo comece a gostar de buscar informação, comece a questionar… 

Eu sempre falo para os meus pacientes e tenho alguns que são um pouco mais resistentes a essa questão. 

Ainda existe uma resistência muito grande dentro da minha área mesmo em relação a essa parte de você relacionar a parte sistêmica com a parte local. 

Então eu sempre falo para o paciente: questione tudo que você vai ouvir.

Questione e procure um profissional que seja integrativo.

Ele vai ter esse olhar. Ainda existe muita informação distorcida. 

E a alimentação está diretamente associada à saúde bucal. 

Então questione, procure um profissional que seja integrativo. 

Hoje a gente faz esse trabalho. 

Eu faço no meu consultório esse trabalho de você ver o que está faltando, quais são as carências nutricionais que o paciente tem. 

Não existe saúde bucal sem isso. Uma coisa precisa está associada a outra. Tanto a parte sistêmica como a parte local. 

Então não tem como a gente só apostar em uma das duas: o paciente precisa de nutrientes, e ele precisa fazer higiene bucal. 

Assim como não dá para ele fazer a higiene bucal e não fazer o que ele precisa.

Porque está mais que comprovado a influência das vitaminas e dos minerais na saúde sistêmica na saúde bucal. Então precisa ter esse complemento. 

Hoje em dia não dá para o tratamento local exclusivamente, ele já é coisa do passado. 

Precisa ter essa associação desse tratamento sistêmico com a parte local. 

Os Produtos Que A Dra Rosana Pessoalmente Usa — Escova, Pasta, Etc

Guilherme – Perfeito, Rosana! Eu vou fazer uma pergunta aqui — porque eu sei se eu não perguntar, depois vão perguntar para a gente, e eu vou ter que perguntar para você. 

Quais são os produtos, pastas e etc que você usa no seu dia a dia?

Se tem alguma escova ou pasta específicas que você usa — o pessoal gosta de saber desses detalhes. 

Dra. Rosana Rebellato – Hoje eu uso no dia a dia, eu gosto muito daquela escova “curaprox”, aquela que tem 5.400 cerdas

Na verdade, são escovas que são tecnológicas, que diminuem o atrito, e o cabo foi feito e pensado para você não fazer força na hora que você escova — as cerdas são mais macias. 

Então já existe muita evolução nisso. 

Então o que eu uso hoje de produto e gosto muito da escova curaprox

Eu uso igual eu falei um gel dental sem flúor. Então a marca do produto que eu uso é a “Dental Clean”

Eu posso até passar para você se alguém perguntar. 

Mas eu acredito assim que o ideal mesmo seria como eu falei: quem quiser, quem ficar com essa pulga atrás da orelha, ir pesquisar a respeito do flúor, e talvez abolir o flúor do seu dia a dia. 

Eu acredito que qualquer creme dental que não tenha flúor. 

As vezes dependendo da cidade não é tão fácil de localizar. 

Mas hoje com a internet é tudo mais fácil

Então o que uso hoje de produto para fazer a higiene: 

  • a escova curaprox, 
  • uma pasta dental sem flúor da marca Dental Clean, 
  • e o fio dental. 

Isso é o que uso hoje. 

A Mensagem Final Da Dra. Rosana Para Você

Roney – Agora a gente está chegando na parte final do nosso Podcast, a gente queria que você deixasse sua mensagem final, se você tiver, e também suas mídias sociais, sites, enfim, onde o pessoal pode acompanhar o seu trabalho. 

Dra. Rosana Rebellato – O que eu quero deixar para todo mundo ouvindo é uma palavra de incentivo e dizer o seguinte.

Nós somos os únicos responsáveis por encontrar aquilo que a gente busca, a saúde que a gente busca — e tentar resolver um problema de saúde só depende da gente.”

Eu vejo por mim, quando eu comecei essa minha busca para encontrar saúde, eu tentava encontrar e tentava responsabilizar as pessoas. E eu não conseguia os resultados que queria. 

Só consegui encontrar saúde mesmo quando eu decidi ter saúde, quando eu decidi procurar, quando eu decidir me informar. 

Hoje com a internet a informação não pertence mais a ninguém. 

Então a informação está aí, disponível para todo mundo. 

O próprio site de vocês eu já entrei várias vezes, ele é recheado de informação extremamente importante, extremamente relevante que faz a diferença na vida das pessoas e isto está comprovado com os testemunhos que vocês têm. 

Então eu acho que todo mundo é capaz, basta a gente querer. 

E nunca é tarde. Nunca é tarde para a gente buscar, para a gente encontrar aquilo que a gente está buscando. 

Então eu quero agradecer vocês pela oportunidade. 

Quero dizer que fiquei muito honrada com o convite.

Eu estou à disposição sempre que vocês precisarem, e se alguém tiver alguma dúvida e precisar de algum esclarecimento. 

Eu tenho o meu Instagram que é o @dra.rosanarebellato.

Tem o site da minha clínica também, que é “integralodontoesaude.com.br” então quem quiser pode me seguir, pode me mandar pergunta eu sempre respondo todo mundo. 

Sou eu mesma que faço e gerencio a minha rede social. 

Então quem tiver dúvida e quiser conversar um pouco mais a respeito disso eu respondo lá no Instagram. 

Roney – Rosana, muito obrigado pela sua presença no nosso Podcast. Realmente ficou uma entrevista incrível. 

Dra. Rosana Rebellato – Eu que agradeço vocês mais uma vez pela oportunidade, pelo convite, estou à disposição de vocês sempre que vocês precisarem — podem contar comigo. 

Roney – Está certo, e muito obrigado. 

Também quero agradecer a quem acompanhou a gente até aqui: muito obrigado pela sua audiência.

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Tem episódios novos todas às segundas e sextas-feiras. 

A gente se fala num próximo episódio. Um forte abraço.

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