Podcast #091 — Como Aumentar A Imunidade, Blindar Sua Saúde E Vencer O COVID, Com Dr. Vitor Azzini E Dr. João Vitor

A gente tem que deixar bem claro que o low-carb, o jejum, a cetogênica não são um estilo alimentar que vai abaixar a sua imunidade — muito pelo contrário, vai melhorar para caramba a sua imunidade.”

O assunto de hoje é imunidade.

Uma pauta que é relevante sempre — e, em 2020, o ano do COVID-19, isso ficou ainda mais evidente.

Sendo que nós trouxemos dois convidados mais do que especiais para participar deste bate-papo: os médicos Dr. Vitor Azzini e Dr. João Vitor Nassaralla.

Este episódio tem o dobro de convidados do que a maioria dos nossos — e, talvez por isso, ficou com o dobro de conteúdos de valor para ajudar você a melhorar a sua imunidade naturalmente.

Então, escute o episódio até o final (ou leia a transcrição disponível abaixo).

Porque, em apenas uma hora, você vai saber tudo sobre imunidade, inclusive:

  • o que realmente é a imunidade,
  • quais os alimentos que prejudicam sua imunidade natural,
  • shots de imunidade — funcionam mesmo?
  • quais os nutrientes fundamentais para uma imunidade saudável e funcional,
  • a verdade sobre a tão falada vitamina C,
  • sabia que os multivitamínicos podem atrapalhar sua saúde? Entenda o porquê,
  • low-carb e jejum, podem prejudicar a imunidade?,
  • os exóticos procedimentos para aumentar a imunidade de um recém-nascido,
  • jejum e seu papel na melhora da imunidade,
  • bactérias: inimigos ou velhos amigos? Duas teorias da imunidade,
  • “imunidade demais” — e por que ela pode ser um problema,
  • comer carboidratos pode ajudar a imunidade?,
  • o que fazer para vencer o COVID,
  • este suplemento comum de “marombas” ajuda a aumentar sua imunidade,
  • a mensagem final dos médicos para você,

e muito, muito mais.

Se você se preocupa com sua saúde, saiba que este é um investimento de apenas uma hora do seu tempo — mas, ao final desta hora, você vai saber mais sobre imunidade do que 95% das pessoas.

iTunes | Google Podcasts | Stitcher | Spotify | YouTube

Ambos os convidados estão presentes em várias mídias sociais.

Siga eles lá — e diga um “oi’, falando que veio por causa do podcast.

O Dr João Vitor é mais presente no Instagram e Youtube:

E o Dr. Vitor Azzini no Instagram e no Podcast:

A gente também está presente em várias mídias sociais.

Somo mais ativos nessas aqui:

Abaixo você encontra nosso agradecimento aos apoiadores que possibilitam este projeto ser um sucesso.

E também a transcrição completa do episódio.

Para ser avisado de novos episódios, lembre-se de nos seguir no email e no canal do Telegram.

Tem episódios novos todas as segundas e sextas-feiras.

Obrigado Aos Apoiadores Do Podcast

Bem-vindo a mais um podcast do Senhor Tanquinho. 

Somos Guilherme e Roney, e aqui a nossa missão é deixar você no controle do seu corpo. 

Antes de irmos ao episódio em si, queremos agradecer aos apoiadores que tornam este projeto possível.

Apoiador #1 — Loja Online Tudo Low-Carb

Este podcast é um oferecimento da loja online Tudo Low-Carb

A Tudo Low-Carb é uma loja que vende somente produtos que se encaixam numa dieta low-carb e cetogênica

Lá você vai comprar de tudo, desde farinhas low-carb até adoçantes como xilitol, eritritol, e estévia.

Além de temperos e produtos naturais, feitos com comida de verdade. 

Nós conhecemos pessoalmente a Eliana, fundadora da loja.

E ela nos garantiu que monitora constantemente os valores para que a Tudo Low-Carb tenha os melhores preços dos adoçantes xilitol, eritritol e da farinha de amêndoas.

Então, se esse é seu caso, se você quer comprar ingredientes para receitas low-carb, recomendamos acessar a Tudo Low-Carb — porque lá é garantido que você vai encontrar. 

Apoiador #2 — Medidor de cetonas Uaiketo

Esse podcast também é um oferecimento do Uaiketo — e o que é o Uaiketo? 

O Uaiketo é um aparelhinho que serve para medir o seu nível de cetose através do hálito. 

A gente achou muito interessante esse aparelho porque você pode saber o seu nível de cetose sem ter que furar o seu dedo ou fazer um exame de sangue para isso. 

É um aparelho realmente revolucionário no mercado — e o mais legal é que o Uaiketo é uma tecnologia 100% brasileira. 

O Iago, criador deste aparelho, entrou em contato com a gente, e a gente achou super legal divulgar essa iniciativa —  é por isso que hoje o Uaiketo é um dos patrocinadores aqui do podcast. 

A gente recomenda que você conheça esse aparelho, se a sua intenção é saber o seu nível de corpos cetônicos. É só acessar uaiketo.com.br.

Apoiador #3 — Nossos alunos do Guia Dieta Cetogênica

Este podcast só existe graças aos alunos do nosso programa VIP Guia Dieta Cetogênica

O Guia Dieta Cetogênica é um curso em vídeo com todas as informações, passo a passo, para você seguir uma dieta cetogênica de sucesso. 

E como bônus para você que escuta os nossos podcasts, a gente colocou dentro do programa, na área de membros especiais, todos os nossos livros e manuais digitais já publicados até hoje. 

Então, são centenas de receitas. Tem também o nosso livro de apoio, com 120 dúvidas sobre alimentação saudável respondidas, com prefácio do Dr. José Neto, um livro super elogiado por profissionais como Dr Souto, Dr. Rodrigo Bomeny, Danilo Balu e vários outros convidados que já passaram pelo nosso podcast.

E ainda tem tabelas, infográficos, textos explicativos, resumos em pdf, um grupo secreto no Facebook e muito, muito mais. 

Então, convido você a conhecer o nosso programa Guia Dieta Cetogênica.

Transcrição Podcast Imunidade: Dr. João Vitor E Dr. Vitor Azzini

Guilherme: Olá, Tanquinho. Olá, Tanquinha. 

Sejam bem vindos e bem vindas a mais um episódio de podcast. 

Neste aqui, a gente traz dois convidados mais que especiais, o Dr. Vitor Azzini e o Dr. João Vitor Nassaralla

Os dois já vieram aqui no podcast, e foram episódios super elogiados. 

E, em ambos os episódios a gente tocou de passagem no tema na imunidade

Mas, como a gente recebeu muitas dúvidas sobre isso desde então, ainda mais com o tema desse ano de 2020 sendo pandemia, Covid, isolamento e tudo mais, a mente das pessoas parece que tá ainda mais ligada nessa temática — então a gente veio fazer esse episódio especial só sobre isso. 

Então, João Vitor, Vitor, como é que vocês estão? Tudo certo, imunidade em dia?

Dr João Vitor: Tudo ótimo, tudo tranquilo.

Dr. Vitor Azzini: Tudo ótimo também, estamos aqui. Muito bom esse formato, tô curioso para saber como é que vai ficar aí.

Roney: Perfeito, gente, muito obrigada pela presença de vocês. 

Acho que para, facilitar o episódio daqui para frente, a gente pode chamar o João Vitor de João e o Vitor Azzini de Azzini — assim não tem confusão já que os dois chamam Vitor, né. 

E para a gente começar, colocar todo mundo na mesma página, vocês poderiam definir o que é imunidade e quando a gente fala essa palavra, ao que a gente se refere na verdade? 

O Que É Imunidade

Dr. Vitor Azzini: Imunidade é um conjunto de processos que o nosso corpo tem, são sistemas que servem para defender o nosso corpo contra agentes agressores externos. 

Então, sejam eles fungos, vírus, bactérias, qualquer agente que faça mal ao nosso corpo humano, a imunidade é nada mais do que uma série de sistemas que compõem as nossas defesas. Então, é basicamente isso, né João. 

Dr João Vitor: Perfeito. E, eu acho que vale a reflexão — eu acho que o coronavírus propiciou bastante essa reflexão — que imunidade é uma coisa que a gente constrói.

Não é uma coisa que a gente vai ganhar da noite para o dia.

Então não adianta você ter tido uma vida cheia de disfunções metabólicas, de desequilíbrios fisiológicos e agora que tem uma ameaça você quer ficar com uma super imunidade, não é bem assim que funciona. 

A gente pode até falar de uma coisa ou outra aí que dá um boost, uma ajuda na imunidade, mas eu acho um debate interessante.

O coronavírus assustou todo mundo e eu acho que tá na hora de todo mundo começar a pensar como que a gente pode ter uma vida mais saudável para, consequentemente, a imunidade ficar boa também. 

Dr. Vitor Azzini: Exatamente. E só complementando aqui, são alguns sistemas, por exemplo, a parte do sistema respiratório, que tem o muco, que tem todo o brônquio, os alvéolos, que tem o sistema da pele, que é o maior órgão do corpo humano.

Tem o sistema digestivo, que é onde existe a maior concentração de células do sistema imune, que é no trato digestivo, no intestino, por isso que é tão importante a nossa alimentação.

Tem o nosso sistema linfático, que é uma série de vasos que ao invés de carrear, de levar sangue, hemoglobinas, eles levam células do nosso sistema de defesa, células de nosso sistema linfático que são estimuladas, esses vasos não são bombeados através do coração, são bombeados através do movimento, da musculatura.

Então, ficar parado, estar sedentário, você não favorece a livre circulação desse sistema linfático, que leva as nossas do sistema imune para diversos órgãos. 

Então a gente tem que favorecer esses sistemas, e não é do dia para a noite que você consegue isso, né. Favorecer esses sistemas para que a gente possa adquirir imunidade no longo prazo. 

Dr João Vitor: Perfeito.

Quais Alimentos Prejudicam A Sua Imunidade

Guilherme: Excelente. A gente já está tocando aqui em alguns pontos que podem melhorar essa imunidade de longo prazo. 

E o que as pessoas mais perguntaram para a gente, inclusive a gente abriu uma caixinha de perguntas lá no Instagram @senhortanquinho, lá nos stories — quem segue a gente pôde interagir — e a pergunta que mais se repetiu foi sobre alimentos que ajudam a imunidade

Se existe isso — e se sim, quais seriam? 

E a gente quer, inclusive, depois pode falar de alguns que prejudicam, se tem algum que seja prejudicial, deletério para a nossa imunidade. 

Dr João Vitor: Olha, eu acho que a gente tem que dar muito mais foco nos que prejudicam, porque o nosso corpo é uma máquina tão perfeita, tão maravilhosa que muitas vezes se a gente não atrapalhar, a gente já está fazendo um bem muito grande.

Porque ele dá conta de se manter pelos vários mecanismos fisiológicos, as várias barreiras que o Vitor citou. 

Então, uma coisa que eu acho que não é muito legal para a nossa imunidade, são alimentos que vão agredir a nossa barreira intestinal.

O intestino é como se fosse a pele da parte de dentro de nosso corpo, a mucosa intestinal e é ali que tá a nossa primeira barreira, a nossa primeira defesa, porque é o intestino que vai decidir, que vai absorver, que vai permitir algumas substâncias serem absorvidas da alimentação, alguns alimentos serem absorvidos e outros não. 

E dependendo daquilo que a gente está comendo, a gente está agredindo bastante essa parede intestinal, esses enterócitos, essa mucosa por causa de algumas substâncias presentes ou nos alimentos ou nos vegetais, ou algumas substâncias que são inflamatórias. 

A mais famosa de todas é o glúten, porque são substâncias que além de poder causar um desequilíbrio na flora microbiana, que é importantíssima para manter a saúde da parede intestinal, elas causam aquilo que a gente chama de intestino permeável.

Basicamente, é como se essa parede, essa defesa que são os nossos enterócitos, ficassem mais complacentes, mais permeáveis à absorção de algumas toxinas, de algumas substâncias que não são tão interessantes para o nosso corpo. 

Então, eu acho que num primeiro momento a gente tem que focar em ter uma alimentação que vai favorecer bastante a nossa saúde intestinal. 

Então, evitar glúten a todo custo, evitar carboidratos refinados, que são causa de disbiose, que vão causar um desequilíbrio na microbiota, nas bactérias do intestino, se consumidos com frequência, no longo prazo. 

E depois a gente já começa a entrar em algumas substâncias, em algumas características mais individuais. 

O próprio glúten, todo mundo tem um certo grau de sensibilidade, alguns têm mais, outros têm menos, mas a gente tem também os antinutrientes de algumas plantas, tomate, pimentão, pimenta. 

Algumas pessoas são muito sensíveis a essas substâncias, principalmente se come com casca, com semente.

Só que isso já é uma coisa individual, uma coisa que todo mundo tem que ver como que seu corpo está reagindo a esse tipo de alimento.

Dr. Vitor Azzini: Perfeito, e eu gostaria de complementar também a questão dos óleos vegetais.

Eu tava até vendo outro dia, João, que você quando consome açúcar, farinha, vai aumentar a sua insulina, vai inflamar o seu corpo, mas isso dura horas. 

O consumo de um óleo vegetal hidrogenado, por exemplo, o óleo canola, que as pessoas falam óleo de canola, que é feito de uma erva, a colza, que é uma erva daninha do Canadá, que tem o ácido erúcico e por ser uma erva daninha, nenhum animal a come. 

Eles conseguiram lá no Canadá diminuir esse índice de acidez dessa planta, dessa erva daninha de 4% para 1%, e aí virou o Canadian Low Acid Oil, que é o canola. 

Óleo de milho, óleo de soja, que é muito comum e muito forte aqui no Brasil por causa das plantações de soja. 

Esses óleos vegetais, outro dia eu fui até no restaurante natureba aqui de Floripa e sempre pergunto, e a dona tava do meu lado, e eu perguntei, vocês cozinham com que aqui? 

Não era a dona, era a cozinheira, e ela falou, “não, a gente não usa nenhum óleo desses ruins”. “Ah é, legal, e vocês usam o que?” 

Imaginei que ela ia responder, óleo de abacate, sei lá, azeite ou banha de porco. “Não, a gente usa óleo de algodão.” Aí eu, ah, que ótimo, ótima opção.

Mas, assim, óleo de algodão também é um óleo vegetal, que para transformar um óleo de algodão naquele estado líquido tem que passar por diversos processos de hidrogenação, você insatura as cadeias de ligação do carbono e são muito sensíveis à temperatura. 

Então, no nosso corpo, eles fazem parte da membrana celular. 

Se você consome um óleo hidrogenado desse, você vai incorporar esses óleos na sua membrana celular da sua célula, então ao invés de ficar um dia, horas no seu corpo, ele dura meses. 

E, se for para as células do seu cérebro, vai incorporar às suas células cerebrais, ou a bainha de mielina, então isso te inflama ao longo prazo também, então é uma péssima opção. 

Eu lembro até hoje de uma frase, inclusive do Dr. Steven Gundry, que hoje eu não concordo com muitas coisas que ele fala, mas ele tem uma coisa importante, que é “o que importa mais é o que você come e não te faz mal, do que aquilo que você come e faz bem”. 

Então, eu pouco importância dou se o paciente chega no meu consultório e fala, “Dr. eu como fígado, fígado bovino orgânico que come grama”,

Mas eu dou muito mais importância se ele falar pra mim que no final de semana ele come sempre pizza, pizza que é farinha, farinha de trigo. 

Então, o que mais importa — e muitas vezes o que tá impedindo aquela pessoa que tem uma doença autoimune, ou uma pessoa que tem infecção de repetição atingir o estado livre de infecções, de amigdalite, gripe e resfriado — é muitas vezes aquele alimento que ela come e que ela adora. 

Às vezes um leite comum de vaca, que pode estar inflamando por causa da caseína ou da lactose, às vezes é farinha, às vezes uma dieta rica em lectinas. 

“Ah, mas eu como bolo sem glúten”. Mas glúten é uma dentre tantas lectinas. 

Tem as nightshades (solanáceas) que você falou também, que é o do pimentão, da abóbora, da berinjela, do tomate. 

Inclusive os povos antigos da Itália, da Sardenha, eles tiram a semente do tomate, tira a casca do tomate, que é onde se concentra a maior quantidade de lectina. 

Então, muitas vezes você tem algum problema de infecção, um problema intestinal, uma baixa imunidade e você não sabe porquê, e pode ser isso. 

A gente não sabe, cada um tem uma reação como você falou, cada um tem uma sensibilidade, às vezes eu tenho só uma diarreia, às vezes aquela outra pessoa tem uma doença autoimune, tem uma artrite reumatoide ou um lúpus, isso é da pessoa ter uma graduação nesse nível. 

Mas aquele alimento que a gente come e nos faz mal é muito mais importante do que aquele que a gente come e nos faz bem.”

O Que Acrescentar Para Melhorar Sua Imunidade — Shots De Imunidade Funcionam Mesmo?

Guilherme: Perfeito, perfeito, esta é uma ótima colocação, e é o conceito que a gente traz muitas vezes da via negativa — remover aquilo que tá no nosso caminho — em vez de tentar só a via positiva, de acrescentar cada vez mais coisas. 

E eu tendo a concordar também com você, Azzini, nessa questão dos óleos vegetais refinados, porque o açúcar, por bem ou por mal, ele tá presente em alguma quantidade na natureza, nas frutas e no mel, e por mais que a gente o consuma numa quantidade absurda hoje em dia, como sociedade, a gente tá mais ou menos equipado para lidar com isso. 

Agora, óleos vegetais refinados realmente são uma oferta que não é natural, na nossa evolução a gente não teve tantos óleos oxidados quanto se consome em qualquer coisa atualmente em produtos industrializados e no processo de culinária. 

Então, vocês dois concordaram também com esse conceito de tirar as coisas que podem ser perigosas, desde as night shades até as lectinas, e o glúten… 

E, na via positiva, que é o que o pessoal mais pergunta, perguntam sobre os shots de imunidade, qual é a verdade sobre isso? 

Dr. Vitor Azzini: Eu tenho as minhas objeções em relação a esses shots porque, claro, eles são importantes, muitas vezes têm muitos antioxidantes, mas as pessoas gostam de substituir, e elas usam isso como desculpa para muitas vezes substituir uma má alimentação que ela faz ao longo do dia, e usar esses shots de manhã, usar um shot de curcumina. 

Apesar de a curcumina ser fantástica, usar um shot desse com, sei lá, piperina ou aquele extrato de amêndoa, que as pessoas chamam de leite de amêndoa, que não é leite, é um extrato que tem uma quantidade enorme de oxalato, elas consideram isso uma coisa boa e, assim, como qualquer substância que tem os seus prós e os seus contras, inclusive a cúrcuma, que também tem oxalato, mas tem esses antioxidantes que são como se fossem agentes horméticos, ou seja, fazem pequenos danos que no final das contas fazem bem, eu uso com os meus pacientes.

Mas assim, usa por um tempo mas depois para, não fica usando sempre antioxidantes porque você pode tornar isso comum no seu corpo, você pode exagerar esse consumo e isso no longo prazo não é legal. 

Eu acho assim, muitas vezes aquele maior poder das nossas enzimas antioxidantes, nossas enzimas que favorecem a nossa antioxidação e de imunidade, que muitas vezes são semelhantes, elas são estimuladas por um hábito de vida correto, que é jejum

Você quando faz jejum você estimula diversas enzimas antioxidantes que você não estimula de forma nenhuma usando outras coisas, por exemplo, a glutationa peroxidase, a superóxido dismutase, você estimula através de jejum, através da atividade física, o próprio banho gelado. 

Então, antes de conversar sobre imunidade, quando as pessoas me perguntam isso, eu quero saber primeiro o que que elas fazem do que é o simples, do que é o básico, e aí sim a gente pode conversar sobre esses shots de imunidade. 

Agora, óbvio, tem muitas coisas legais, por exemplo, a curcumina como eu falei, o própolis, que tem mais de 300 substâncias presentes no própolis, que é um extrato da abelha, que abelha usa para diversas coisas, para a antissepsia da colmeia, para se defender de fungos na colmeia, porque a colmeia é muito úmida. 

O própolis é fantástico também, tem 300 substâncias bioquímicas, só que exageradamente eu não sei se é simplesmente usar o própolis, ainda mais o própolis verde, você tem que ter cautela, tem que saber a origem. 

Enfim, talvez eu tenha a ignorância de não saber exatamente se simplesmente usar isso vai te causar um bem.

A minha concepção atual é de que fazer o que precisa ser feito, você ganhar massa muscular, fazer atividade física, se expor ao banho gelado, fazer exercício físico, dormir bem é uma das coisas mais importantes que você pode fazer. 

Só de você dormir 7 horas numa noite você já produz 50% mais de células natural killers, que são células de defesa do corpo humano. 

Então, essa é minha opinião, eu não sei se o João discorda de mim, mas assim, tô aberto.

Dr João Vitor: Eu acho que é isso mesmo, eu acho que qualquer coisa que a gente possa suplementar, ela vai ter ali um efeito de 10% no máximo para melhorar a nossa imunidade.

Então a gente tem o nosso sistema imune ele tem dois tipos principais de imunidade, que é a imunidade inata e a imunidade adquirida, e a imunidade inata, num primeiro momento, ela é mais importante porque é ela que vai fazer o combate de patógenos, de substâncias, de corpos estranhos que o corpo não reconhece. 

Então, é aquela defesa mais burra, que já chega destruindo, já chega atacando tudo que ela acha que não é natural no nosso corpo, e existem algumas substâncias, existem alguns elementos que podem melhorar a eficácia dessas células, muitas delas as natural killers, elas atuam com um mecanismo que se chama ionóforo, eu acho, se eu não me engano em Português é isso mesmo, que é tentando fazer um furo naquela bactéria ou vírus, naquele corpo estranho e jogando alguns minerais lá dentro, principalmente o zinco que é o que vai causar uma apoptose celular, se for uma célula, ou causar um dano estrutural se for o vírus. 

Nutrientes Importantes Para Sua Imunidade

Então, o zinco, ele surgiu nesse momento aí de pandemia como um grande suplemento que faria mágica, mas eu acho que tem algumas coisas que a gente pode falar que são até mais importantes que o zinco para a própria humanidade.

Por exemplo, a vitamina D, que é essa substância, esse hormônio tão negligenciado, tão subvalorizado e que para a imunidade é fantástico, e muitas vezes só precisa tomar sol para ter, você não precisa comprar nenhum shot caro, nenhuma fórmula cara para ter a vitamina D, se você tiver consumindo colesterol, que é uma coisa que as pessoas não fazem, e tomando sol adequadamente, o seu corpo ele já vai ter esse estímulo muito grande à produção de vitamina D. 

Dr. Vitor Azzini: Fantástico, e complementando então, sobre a vitamina D.

O raio ultravioleta B ele bate na pele, transforma esse colesterol da nossa pele em colecalciferol, e colecalciferol vai para o fígado e depois para o rim e se transforma em vitamina D ativa. 

O zinco também, importantíssimo para a imunidade. 

E outra coisa importante também é o selênio (que também é importante para ter aumentar a testosterona). 

Tinha até um artigo que eu tava lendo, de 2013 eu acho, que ele fala de alguns minerais que são importantes para a nossa imunidade, que foram comprovados. 

O selênio, ele fala de vitamina D que é um hormônio, ele fala do zinco.

O selênio é muito importante para a nossa imunidade principalmente em termos de glândula adrenal e células dos rins, porque ele controla a questão do cortisol, para quem tem um exagero na função das células da glândula adrenal, da medula adrenal contra o cortisol, o zinco é fundamental e o selênio, principalmente, e a vitamina B5, que é o ácido pantotênico, também é muito importante para a nossa imunidade, porque uma vez você controlando o cortisol… 

O cortisol é aquele hormônio que é liberado quando a gente está muito estressado, quando a gente está na frente de uma situação de perigo, só que à medida que a gente fica exagerando nessa vida, a gente acaba dessensibilizando o nosso hipotálamo, e isso é ruim porque você dessensibiliza e isso faz com que você sobrecarregue a demanda por vitamina B5, que é o ácido pantotênico, selênio e zinco, são fundamentais para a nossa glândula adrenal que produz o cortisol. Então, esses suplementos você pode encontrar na natureza, por exemplo, o zinco você encontra em alimentos de origem animal, queijo, gema de ovo, carne bovina e, principalmente, em frutos do mar. 

A vitamina D no sol, a vitamina B12 também é fundamental, você encontra na carne vermelha e, o mais importante que eu ia falar, que é o magnésio, o magnésio você encontra tanto em proteínas de origem animal quanto nas folhas verdes

O magnésio é o mineral central da clorofila, a clorofila da planta que faz a transformação da energia luminosa em energia para a planta. 

E para a estrutura da clorofila precisa-se de magnésio, diferentemente da hemoglobina no ser humano, que para a hemoglobina precisa de ferro. 

Na planta precisa de magnésio. Então, tudo que tem verde escuro tem muito magnésio, então você pode encontrar aí esses minerais. 

Obviamente, muitas vezes a gente não consegue absorver muito magnésio das plantas, então muitas vezes é bom você usar um suplemento de magnésio. 

Então magnésio, complementando, zinco, selênio, vitamina B5, a vitamina D, eu acho que são os mais importantes aqui em termos de imunidade para fazer o suporte tanto do cortisol quanto das nossas células do sistema imune. 

A Verdade Sobre A Vitamina C E Multivitamínicos

Roney: Perfeito, e acho que essa também entra naquela questão da via positiva, da via de suplementar com outras coisas, no caso, a gente começou falando dos shots de imunidade e depois vocês já complementaram com alguns suplementos, vitamina e minerais. 

Mas, ainda nessa questão dos suplementos, uma que é muito falada na questão da imunidade é a vitamina C, então eu queria o take de vocês na vitamina C, e também nos multivitamínicos, afinal, um pensamento comum com relação aos multivitamínicos é falar “já que eles tem de tudo, eu não preciso me preocupar com nada, é só tomar ele que já estaria tudo seguro”. Então, João, se quiser começar. 

Dr João Vitor: Vamos lá, a vitamina C é um tema polêmico né, desde da década de 1960 tem esse grande debate, se você deve usar superdoses de vitamina C ou não, tudo começou com o Linus Pauling, que foi Prêmio Nobel de química e que usava doses gigantescas, 3 gramas por dia de vitamina C, porque a vitamina C tem um papel antioxidante.

Mas o que a gente sabe hoje e que pra mim faz mais sentido é o seguinte: o nosso corpo ele tende a excretar muita vitamina C pelos rins quando a gente está consumindo bastante carboidrato. 

É por um mecanismo de recaptação renal, basicamente a glicose compete com a vitamina C e na hora da recaptação — eu não vou explicar essa fisiologia renal — , mas o rim basicamente funciona assim: ele vai e filtra tudo que está no sangue e depois ele recapta aquilo que é do interesse. 

Se não fosse assim, a gente ia perder sais, a gente ia perder micronutrientes, muita coisa. 

Na hora dessa recaptação, o rim vai tentar recaptar a glicose, tanto que a gente não urina glicose, se tem glicose na urina é porque tem algum problema, e ele não vai recaptar a vitamina C, porque elas competem pelo mesmo receptor. 

Então, se você tem uma dieta muito rica em carboidratos, se você está ficando com a glicemia constantemente elevada, se você tem algum tipo de resistência insulínica, você vai estar excretando muita vitamina C por causa dessa competição que acontece a nível renal. 

E por excretar a vitamina C, você vai estar com menos vitamina C no seu corpo, e muita gente acha que precisa suplementar por causa disso. 

Mas, se você não tem resistência à insulina, se você não tem um consumo elevado, excessivo de carboidratos, você vai estar recaptando essa vitamina C, você não vai estar excretando na sua urina vitamina C.

Então o meu entendimento hoje, eu acho que a gente precisa de mais estudos nessa área, é que a vitamina C ela tem um papel antioxidante legal, ela tem um papel interessante em viroses, em resfriados, mas os estudos mostram que não adianta você tomar a vitamina C depois que você já pegou o resfriado, você teria que estar tomando constantemente antes para ter um efeito discreto, não é um efeito muito importante. 

Então, eu acho que a vitamina C não é recomendada suplementar, eu acho que aquilo que a gente obtém da dieta já é mais que o suficiente. 

E Os Polivitamínicos, Ajudam Ou Atrapalham? A Resposta Vai Surpreender Você

Dr. Vitor Azzini: Concordo com você, João, eu acho que essa fisiologia realmente nunca me entrou na cabeça, assim, por que que os caras que fazem carnívora há anos não desenvolvem escorbuto, não tem a gengiva sangrante, não sangra o nariz.

Se, em teoria, não consome nada de limão, de laranja, então, assim, eu nunca soube essa teoria, é interessante. 

É bacana saber sobre isso. E em relação aos polivitamínicos, é uma coisa interessante porque polivitamínicos, a própria indústria de suplementos eles colocam —  é uma coisa que é sabida —  coloca muitos ingredientes ali naquele comprimido, naquela cápsula.

Isso é feito de forma a deixar a lista de ingredientes ali o mais extenso possível, para ficar atrativo, em termos de marketing, para o cliente olhar e falar “nossa, esse aqui tem tudo que eu preciso”. 

Só que eles têm um termo em inglês e em português seria como se fosse colocar pó de um monte de coisa, é tipo salpicar, sei lá, é uma coisa tipo do sal, botar pitadas de vários ingredientes para que dessa forma você consiga ter uma lista enorme de ingredientes. 

Só que muitas vezes você vê os principais polivitamínicos vendidos, primeiro, você não vê a forma quelada, que é uma forma de mais boa biodisponibilidade no seu corpo. 

O seu corpo ele consegue absorver muito bem minerais ou vitaminas da forma quelada, porque o quelada é como se fosse um aminoácido que engancha na célula do enterócito e entra mais fácil no seu corpo. 

Se não tiver quelada, se tiver ligado a um mineral, um outro mineral, por exemplo, o óxido, por exemplo, o óxido de magnésio é um mineral que tem uma baixa absorção. 

Agora o magnésio glicina tem uma melhor absorção, não é por causa do magnésio em si, é por causa da molécula que ele está associado, e muitas vezes eles botam a fórmula mais barata, que é o não quelado e botam doses subótimas, então doses que não são suficientes para nada. 

Você vê, por exemplo, muitos ZMA da vida (zinco, magnésio e vitamina B6, que é piridoxina), eles colocam o zinco, 2 miligramas, 3 miligramas, só que o zinco a gente sabe que o ideal é pelo menos 10 miligramas por dia, o RDA, então a dose geralmente não é suficiente e a forma que ele é usado também não é eficiente. 

Talvez isso torna, na maior parte dos polivitamínicos, um suplemento ineficiente no longo prazo. 

Dr João Vitor: É, e eu acho que essa questão do polivitamínico explora bastante isso, de tentar resolver tudo ali de uma vez, mas eu não recomendo para ninguém.

Porque, além de você jogar dinheiro fora, porque se você não tá absorvendo a maioria daqueles minerais, aqueles micronutrientes você está jogando dinheiro fora, eles não são absorvidos, não são biodisponíveis, não são utilizados pelo seu corpo…

Além disso, muitas vezes você não precisa de tudo que está ali e muitas vezes tem coisa ali que pode te fazer mal. 

Como assim uma vitamina pode me fazer mal? 

A maioria dos multivitamínicos vai ter o complexo B todo, e dentro do complexo B a gente tem a vitamina B9, que é o ácido fólico, só que as pessoas que têm mutação do gene MTHFR, que é da metilenotetrahidrofolato redutase, elas têm uma dificuldade na metilação, uma deficiência na metilação.

E, se ela suplementar ácido fólico, isso vai piorar, vai aumentar os níveis de homocisteína, que é basicamente ter mais radical livre no seu corpo e envelhecer mais rápido. 

Então, o ideal, nesse caso, para as pessoas que têm essa mutação que é relativamente comum — 20% da população vai ter algum tipo, vai ter algum alelo dessa mutação — se você tiver consumindo muito ácido fólico, isso vai ter fazer mal. 

Então, você teria que estar consumindo a vitamina B9 na forma metilfolato, que é a que eu uso porque eu tenho essa mutação. 

Então, se eu começasse a usar um multivitamínico desses de A a Z que tem a vitamina B9 na forma de ácido fólico, eu ia estar dando uma substância em excesso para o meu corpo, uma substância que meu corpo não ia conseguir metabolizar.

E isso estaria aumentando a minha homocisteína, o que indicaria uma dificuldade na metilação. 

Então, muitas vezes o multivitamínico, não é que ele “não faz nem mal nem bem”, mas sim que ele pode até te fazer mal em algumas situações, pode até causar alguns desequilíbrios metabólicos. 

Então, o que que eu falo para todos os meus pacientes, se for fazer algum investimento, que seja alguma coisa pontual, mas de muita qualidade. 

Então, e for usar um magnésio, faz o investimento num magnésio bom, num magnésio que seja quelado, que tenha vários tipos de quelação ali dentro, porque daí vai ter um efeito em cada parte do corpo.

Se for usar uma vitamina B9, que seja o metilfolato, e não o ácido fólico, mas isso já é muito individual e a gente tem que fazer uma análise para ver qual tipo de micronutriente a gente vai passar. 

Mas acaba sendo um ajuste muito mais fino, em vez de essa abordagem de “toma tudo e o que precisar o seu corpo vai pegar e o que não precisar o seu corpo joga fora” — não é assim que funciona. 

Low-Carb E Jejum Podem Prejudicar A Imunidade?

Guilherme: Eu acredito que ficou bem abrangente a resposta.

E é claro que a gente tem que considerar esses contextos individuais, mas uma coisa que todo mundo que escutou a gente aqui pode tirar, é que não é necessariamente inofensivo ou inócuo sair suplementando um monte de vitamina.

Até porque, como o Azzini falou, elas muitas vezes não estão com uma dose que tem eficácia clínica e outras vezes elas têm, como o Roney e eu gostamos de falar, “têm muito do que você não precisa e pouco do que você realmente deveria estar tomando”, do que você talvez esteja deficiente. 

Então, não adianta tentar buscar uma fórmula completa com todas as letras do alfabeto, como os slogans populares falam, que tenha tudo para todo mundo.

O buraco é mais embaixo, é necessário investigar um pouquinho mais a fundo. 

E, agora, falando de outras medidas que muitas pessoas que nos escutam gostam de adotar…

Algumas pessoas começaram a ficar com medo dessas exatas práticas nesse período de pandemia.

Elas temem que uma dieta, por exemplo, uma low-carb ou a prática do jejum poderiam prejudicar a imunidade. 

Isso tem algum fundamento? Como que funciona na prática? 

Dr João Vitor: Pois é, eu tenho uma experiência pessoal muito legal para contar sobre esse aspecto, que é o seguinte. 

Geralmente, no exame de sangue a gente mede a imunidade pela contagem de leucócitos — é o global de leucócitos, é claro que não é só isso a imunidade, mas geralmente a pessoa fala, “a sua imunidade está alta ou está baixa”.

Se o leucócito estiver muito alto isso vai ser indicativo de alguma infecção; se estiver muito baixo pode ser uma imunodeficiência, por exemplo, a AIDS, ela abaixa o leucócito, mas várias outras viroses, HTLV, enfim, tem uma série de viroses que vão abaixar os leucócitos. 

O que que aconteceu comigo? 

Eu tenho os meus exames de sangue de muitos anos atrás, de dez anos atrás e eu vinha notando que os meus leucócitos ficavam sempre ali entre 5.000 e 6.000, que está dentro do valor de referência. 

O valor de referência é entre 4.000 e 10.000, aproximadamente, dependendo do laboratório, 4.000 e 10.000, 4.000 e 11.000.

E eu vivia doente, eu tomava antibiótico duas vezes por ano; todo ano eu pegava gripe uma, senão duas vezes ao ano, resfriado, e com leucócito alto. 

De uns três anos para cá eu comecei a fazer, eu comecei a mudar de vida, ter uma vida mais saudável, fazer uma dieta mais low-carb e praticar, principalmente, o jejum. O que aconteceu? 

Depois que eu comecei a fazer isso, o meu global de leucócitos caiu e ficou inclusive abaixo do valor de referência, então a referência mínima é 4.000, o meu global de leucócitos fica em 3.000, fica em 2.700, e a princípio eu assustei, eu falei “mas por que aconteceu isso?” 

Os meus leucócitos estão caindo.

E repeti o exame várias vezes e sempre ficava naquela faixa ali de 3.000, quando a referência é a partir de 4.000, mas é claro que eu fiz uma série de exames de sorologia para ver se eu estava com alguma doença, alguma infecção e tudo deu negativo, e qual que foi a conclusão que eu cheguei? 

A partir do momento que eu comecei a praticar o jejum, eu estimulei muito mais a autofagia, que o Vitor falou no começo do podcast, que é basicamente uma reciclagem celular. O que que a autofagia faz? 

A autofagia destrói algumas células do seu corpo para obter energia no estado que você está quando você está em privação calórica, quando você está no jejum.

Porém, ele não destrói qualquer célula, ele vai naquelas células que estão mais antigas, mais senescentes, mais ineficazes, então o jejum ele propicia que o nosso corpo faça essa reciclagem. 

Ele vai naquelas células ali que não estão muito legais e já destrói ela para produzir substâncias, produzir hormônios, para entrar no metabolismo com todos aqueles aminoácidos e energia. 

Então, a partir do momento que eu comecei a fazer mais jejum, os meus leucócitos que antes, com 6.000 não conseguiam me deixar saudável, eu tinha que tomar antibióticos algumas vezes por ano, hoje com 3.000 eles estão muito mais eficientes. 

Ou seja, dos meus 6.000 leucócitos, vamos falar que 3.000 estavam ali só ocupando espaço, que eram células que já não estavam mais eficazes, estavam senescentes e que a partir do momento que eu comecei a fazer essa limpeza, essa autofagia, elas foram por água abaixo e agora eu fico só com aquilo que eu preciso para a saúde e para o necessário. 

Desde que os meus leucócitos baixaram para 3.000, eu nunca mais tomei antibióticos, não tive resfriados, não tô com medo de pegar coronavírus. 

É claro que eu quero evitar ao máximo, mas se eu pegar eu sei que o meu corpo tem plenas condições de combater, por causa de um dos benefícios do jejum, que é a autofagia. 

Não vou falar mais sobre isso, mas a autofagia no longo prazo ela vai ter benefícios também, porque ela vai estar matando células que estão ineficazes, que são células que algum dia poderiam virar um tumor, por exemplo. 

Mas, para imunidade, o jejum é uma coisa que não tem comparação, inclusive é de culturas antigas, de civilizações antigas da humanidade tratar doenças com o jejum

A gente tem isso na medicina indiana, a gente tem alguns relatos do Egito, da China de que se a pessoa tinha alguma doença, alguma moléstia, ela tratava com o jejum e água. 

E hoje não. 

Hoje se a pessoa está doente a gente mete comida nela, não é? 

Toma aqui um chocolate quente, toma aqui um mimo, né, e enfim, é uma coisa para a gente pensar. 

Dr. Vitor Azzini: Eu tenho uma filha de uma paciente que ela estava fazendo intercâmbio no Canadá.

E lá eles têm um sistema público de saúde, que segundo eles — eu sempre duvido que o sistema público de saúde é eficiente — mas segundo eles é bem eficiente. 

E lá ela teve uma gripe, uma amigdalite bem forte, ela tem 17 ou 18 anos e foi ao hospital, parece que ela foi atendida por um clínica, um senhor super sério, e ela falou, olha, estou com amigdalite e tal, acostumada com a emergência do Brasil, né, benzetacil, um monte de coisa na veia, vai pra casa… 

Ele examinou, olhou, realmente, não, bacana, então agora você vai para casa, você vai dormir e vai beber bastante água com um pouquinho de sal — eu acho que sal eu estou acrescentando na história, não faz parte da história. 

Mas o que ela falou é água e dormir, e se você olhar por um ponto, ele estava certo, as melhores coisas que se podem fazer para a imunidade é deixar o corpo combater. 

E o jejum é uma coisa interessante que é uma atividade hormética, você coloca o seu corpo num desafio, o desafio de ficar sem comer, e obviamente se você tá preocupado com a sua imunidade, se eu correr uma maratona hoje — eu quase não corro —, se eu correr uma maratona eu vou ficar doente amanhã, a minha imunidade vai cair e são grandes as chances de eu ficar doente. 

Se eu não estou acostumado a fazer jejum e fazer um jejum de 72 horas, eu posso ficar doente. 

A minha imunidade pode sim cair, mas não é porque o jejum ele derruba a imunidade, é porque o jejum estimula a atividade hormética. 

A atividade hormética são atividades do ambiente ou internas, as do ambiente são benefícios do exercício físico.

Por exemplo, você vai à academia e você não está preparado, você se incomoda porque dói muito malhar, isso é uma atividade hormética. 

No dia seguinte o seu corpo está se fortificando, está ganhando massa muscular para que no próximo dia você fique mais forte. 

Você está criando uma capa hormética; você não está acostumado a tomar banho gelado, você toma banho gelado, você está criando uma capa hormética, não é de uma hora pra outra que você vai mergulhar numa cachoeira congelante: você vai ficar doente.

O jejum é a mesma coisa, se você está acostumado a fazer jejum, continue fazendo. 

O ideal é, se você está preocupado com a sua imunidade, vai estimulando de uma forma que você não fique doente exagerado, mas também você não cresça. 

Alguma coisa, que nem a academia, você vai fazer alguma coisa que te incomode, mas também não exagere. 

A mesma coisa o banho gelado, e atividades horméticas no longo prazo, elas tornam o nosso corpo mais saudável, assim como o preparo da nossa microbiota intestinal. 

Uma das coisas que melhor otimiza a nossa microbiota intestinal é você nascer de um parto vaginal e nascer e ser amamentado pela sua mãe, pelo menos de forma exclusiva até os seis meses de idade ter o aleitamento materno.

Porque parto vaginal o bebê ele deglute toda aquelas bactérias que estão presentes na vagina da mãe, e só isso já é suficiente para colonizar bactérias boas para o bebê.

E aleitamento materno é a mesma coisa, as bactérias que vivem ali no leite materno vão passar para o bebê, e não só as bactérias, eu acredito que o leite materno seja estéril, mas todas as imunoglobulinas, os anticorpos que estão ali, as proteínas que estão no leite vão otimizar a imunidade da criança. 

Cotonete Na Vagina E Lambida De Cachorro — E O Que Isso Tem A Ver Com Imunidade

Mas o suporte, eu lembro até hoje de uma história, eu tava num congresso em 2017 lá em Miami, um congresso do Institute For Functional Medicine, e o Dr. Yehuda Shoenfeld, ele é um israelita, uma das maiores autoridades do mundo em imunidade. 

Ele escreveu 16 livros e tem 14 alunos dele que são chefes de cadeira de imunidade no mundo. Então ao longo do mundo ele tem 14 alunos dele que são chefes do setor de imunidade. 

Ele mostrou numa palestra como — ele é médico e o filho da filha ia nascer, o seu netinho — e durante a sala de parto ele poderia entrar na sala de parto porque ele era médico.

E a filha pegou um cotonete gigante e falou assim “pai, se o meu filho, por algum motivo não nascer de forma vaginal, eu quero que você passe o cotonete na minha vagina e passe na boca dele”.

Porque ela sabia, como ele sabia, que é muito importante essa microbiota intestinal para o bebê. 

Logicamente o filho não nasceu de parto vaginal — família médica sempre dá um problema — e ele emocionado no parto que o neto nasceu na cesaria, esqueceu completamente que tinha que passar o cotonete na vagina. 

Ficou tirando foto, chorou e esqueceu, ele falou, caramba, esqueci. 

No dia seguinte o que ele fez, ele pegou a cachorrinha dele, e ele botou o vídeo da cachorrinha dele com o bebê recém nascido na casa dele, lambendo a boca do bebê, do netinho.

E foi lambendo assim vários dias, inclusive a terapia do bebê para melhorar a microbiota dele é ficar sendo lambido pela cachorrinha, e é isso que ele fez. 

Uma das maiores autoridades do mundo em imunidade botando a cachorrinha para lamber a boca do seu netinho para estimular a microbiota intestinal. 

Jejum E Seu Papel Na Melhora Da Imunidade

Dr João Vitor: Cara, muito interessante.

Porque a única vez na faculdade que eu ouvi falar em microbiota, nesse ponto de vista, as faculdades não ensinam a microbiota desse ponto de vista, além de diarreia e gastroenterite

Mas eu lembro que uma vez eu tive um artigo na faculdade que a gente precisou estudar, que era justamente sobre como que o intestino de um ratinho se desenvolvia quando ele era estéril e quando ele era colonizado por bactérias assim que nascesse.

E a diferença era incrível, como que o intestino ficava muito mais desenvolvido, o tecido linfóide associado à mucosa, o malte, estava mais desenvolvido, a imunidade ficava melhor, as células apresentadoras de antígenos estavam mais ativas no ratinho que foi colonizado, que teve uma microbiota. 

Então, isso é importantíssimo para a imunidade, e é uma coisa que infelizmente no Brasil é muito comum. 

O parto de cesaria no Brasil é 50% ou mais, é altíssima essa taxa, quando deveria estar em, sei lá, 10% ou 15% no máximo.

E essa questão do batismo da criança, com microbiota, é algo que tem que acontecer ou de forma natural ou de forma artificial depois, caso a criança nasça de parto cesaria. 

Mas isso fala a favor de algumas doenças, algumas condições que não eram tão prevalentes no passado e que hoje são, por exemplo, autismo. 

Como que o fato de você não ter uma microbiota legal pode afetar ali a questão da malte, da mucosa, do tecido linfóide associado à mucosa. 

São mecanismos muito complexos, que ainda não estão elucidados, mas que tem a ver com a imunidade. 

Mas quando você falou do Canadá, Victor, eu achei que você ia citar o Dr. Jason Fang, que ele é lá de Toronto, ele estuda bastante autofagia, jejuns longos, e ele tem alguns estudos, alguns pacientes em que ele viu a remissão de doenças autoimune através do jejum mais longo, justamente porque…  

Porque, o que que são doenças autoimunes, né? 

É quando nosso sistema imune fica tão hiperreativo que ele começa a atacar algumas células do nosso próprio corpo. 

Então, se for nas articulações, se for nos tendões, vai dar uma artrite; se for na pele vai dar uma psoríase, se for na tireoide vai dar um hashimoto e as várias doenças autoimunes que a gente conhece, né. 

E o jejum, nesse caso, o jejum mais longo, ele conseguiu dar uma resetada no sistema autoimune.

Então o sistema autoimune esqueceu que ele tinha que atacar, por exemplo, a própria tireoide, ou o próprio pâncreas, que é no caso do diabetes insulino-independente, mas assim, são estudos ainda que estão pouco elucidados também. 

Um colega meu reumatologista esses dias fez uma piada comigo porque ele acha meio absurdo essa ideia de tratar condições reumáticas ou autoimunes com jejum.

Mas é uma coisa que está aí, que a gente tem que estudar mais, que a gente tem que descobrir mais. 

Bactérias São Inimigos Ou Velhos Amigos? (As Duas Teorias Da Imunidade)

Dr. Vitor Azzini: É, exatamente. 

Só para finalizar aí, eu não sei se vocês querem falar, mas tem duas teorias da imunidade: a teoria higienista, que é o pai cria a criança numa redoma de vidro, não pode lamber o cachorro, não pode pisar no chão, passa álcool em tudo, e essa é uma teoria que veio em 1969, eu até levantei aqui o nome dele, o Dr. David Strachan. 

Ele fez a primeira publicação em 1989, no British Medical Journal, e nessa publicação ele mostrou que a higiene é muito importante para a nossa imunidade, você expor o seu organismo, da criança principalmente, às sujeiras, não era uma coisa boa, porque ia sobrecarregar a imunidade da pessoa, e aí a criança vai mexer na terra, não pode.

Em 2003 teve uma nova publicação do Dr. Graham Rook, que é a teoria do Old Friends Hypothesis, que é a teoria dos velhos amigos

O que que é essa teoria? A microbiota, as bactérias, os fungos que já vivem com a gente são velhos amigos, a gente não consegue viver longe deles. 

Pelo contrário, se a gente usar mecanismos para evitar essas microbiotas, esses micróbios, vai fazer mal para a gente, porque a gente, como um velho amigo, precisa dele para viver. 

Então, na microbiota dos olhos, eu fiz oftalmologia, eu sou formado em oftalmologia, tem uma microbiota na nossa conjuntiva, e é importante para os nossos olhos.

A microbiota vaginal é muito importante; a microbiota da pele, do cabelo, enfim, todas elas são importantes, a do intestino, são importantes para a nossa boa imunidade. 

É por isso que justamente quando a gente usa algum antibiótico, é como se você jogasse uma granada no sistema imune, você explode ali, você tira toda aquela harmonia entre as bactérias que estão no seu intestino, usa um antibiótico de amplo espectro, pior ainda. 

Lógico, que se você tiver indicação tem que usar mesmo…

Só que, na maior parte das vezes, 90% das vezes, é um uso exagerado. 

Isso faz com que a pessoa depois de usar tenha uma infecção.

E uma das coisas mais baratas para você engordar o frango — eu conheço alguns zootecnistas — para botar na ração do frango é antibiótico, engorda frango. 

Quem é a mãe que já não viu a sua criança usando antibiótico e engordando?

A criança, engorda, porque você desregula toda a microbiota da criança, e muitas vezes ela tem uma infecção depois, ela não tem na hora mas tem depois, porque fica muito mais frágil o seu sistema imune. 

Porque as bactérias são os nosso velhos amigos. 

“Imunidade Demais” É Um Problema?

Guilherme: Perfeito, essa visão dos velhos amigos está ganhando cada vez mais popularidade e tem justamente a ver também com esse ponto que vocês mencionaram da história do parto normal, a questão de ter animais domésticos.

As crianças criadas em fazendas, a gente observa que tem menos ocorrências também de doenças autoimunes, reações alérgicas…

E a gente queria até tocar nisso um pouquinho, se uma imunidade alta demais, sensível demais, reagindo a qualquer coisa que talvez não precisasse…

O pólen, por exemplo, no caso da rinite, que é um caso que eu acompanho mais de perto, porque eu tenho rinite alérgica.

E na época de primavera minha vida fica um inferno, eu fico até mais sensível a coisas que normalmente eu não reajo muito (igual, caseína, por exemplo: eu consumo lácteos ocasionalmente, sem nenhum problema. Nessa época, parece que tenho muito mais acne, muito mais problemas de pele, mesmo inchaço nas mãos, evito histaminas, via de regra). 

Mas, um sistema imune muito sensível, assim, pode ser ruim também? 

Existe um equilíbrio que a gente busca na nossa imunidade? 

O que eu quero reforçar com isso, é justamente esse aspecto higienista que a gente acabou reforçando durante a pandemia — e todo mundo passa álcool em gel na mão a cada cinco minutos; a gente tomou medidas como, eu vou ficar em casa para não me expor ao vírus…

Só que você acaba se privando de vitamina D, por exemplo, de se movimentar, andar na rua, enfim. 

Eu queria que vocês comentassem um pouquinho nessa linha também. 

Dr. Vitor Azzini: Com certeza.

Assim, o nosso corpo cria uma resistência no longo prazo, então quanto menos você se expõe, se você não tiver acostumado a se expor a agentes que vão estressar nosso corpo, qualquer mínima exposição vai tornar você muito sensível, essa sensibilidade torna você incapaz de sair, por exemplo, na primavera. 

O seu corpo já não tem adaptação boa, então você fica com rinite, e isso é uma adaptação, você não está acostumado a comer glúten. 

Eu como glúten, eu como amendoim e tenho diarreia. 

Eu me tornei sensível ao glúten, o meu corpo não está mais acostumado. 

Isso, por um lado, é bom: porque você não está se expondo a uma coisa ruim.

Agora, em termos de imunidade, você precisa forçar o seu corpo aos poucos para que o seu corpo tenha cada vez mais imunidade, é um estímulo hormético. 

Então, se você se expor a microrganismos, por exemplo, na terra ou no campo, na fazenda, com certeza aqueles microrganismos não são seus amiguinhos, eles vão estimular a defesa do corpo da criança. 

Vão estimular ali, às vezes, uma tonsila aqui, dar uma leve amigdalite, ela dorme um pouquinho diferente, mas isso não torna muitas vezes ela doente, e se torna ela doente, a doença a gente espera que seja mínima, não um estímulo grosseiro.

E quanto mais ela se expõe, mais forte ela fica, porque ela vai construindo aquela imunidade, tanto a inata, como o João Vitor falou, como a adquirida. 

A adquirida através de anticorpos, como a adquirida através de células, células que TCD4, células natural killers que vão se tornar mais eficientes, e não em maior número. 

É justamente isso que você falou, João, que eu até achei muito interessante, eu tava olhando sobre isso, atualmente, que não é a quantidade de leucócitos… eu não sei se você observou esse padrão no seu consultório, não é o número de leucócitos que determina a imunidade da pessoa, pelo contrário, existe uma correlação meio que inversa, quanto melhor a pessoa está, quanto mais ela se cuida, menos leucócitos totais. 

E existe até um trabalho falando sobre essa relação com as células natural killers, porque muitas células natural killers não é bom, quantidade absoluta delas não é bom.

Inclusive substâncias que otimizam a nossa imunidade, não necessariamente aumentam a quantidade delas, pelo contrário, até muitas vezes reduzem. 

Parece que é isso que acontece, parece que dá uma filtrada na quantidade. 

Usar, por exemplo, a melatonina, usar a equinácea que está em voga agora por causa da hidroxicloroquina, que seria um substituto. 

O Dr. Vladmir Zelenco lá em Nova York, ele falou que muitas pessoas que estão com dificuldade de encontrar hidroxicloroquina para o caso do coronavírus, podem lançar mão da equinácea, 500 mg, três vezes por dia. 

Eu até coloquei lá no meu canal do Telegram, porque muitas vezes a equinácea ajuda a otimizar o funcionamento das células natural killers, que são as células do nosso sistema imune adquirido, as células imunes. 

Então, não é a quantidade e sim a correta modulação. 

E ter uma direta correlação das células natural killers muito altas com síndrome metabólica, gordura visceral, inflamação crônica, doenças autoimunes, tudo isso tem uma correlação muito direta. 

Ou seja, a gente não quer a quantidade de células, a gente quer a otimização delas, então, eu acho que é isso. 

Ah, em relação ao pólen, eu acho que é isso, você otimizar as suas células do seu sistema imune, vai tornar o seu corpo menos sensível a um estímulo alergênico. 

Dr João Vitor: Perfeito, e quanto mais ele estiver instigado, ativo, mais atividade mastocitária a gente vai ter, mais histamina, que são as reações alérgicas comuns que, na grande maioria das vezes, são apenas uma sensibilidade, mas que podem até virar uma anafilaxia, dependendo da magnitude da reação da histamina que vai ser liberada.

Mas eu acho que isso tudo vem desde a infância, então é importantíssimo se você tem filho e filha, não use esses sabonetes assépticos, Protex, nem sabonete normal você pode usar demais, tem que deixar a criança ter contato com o mundo mesmo, eventualmente ela vai ter uma diarreia, eventualmente ela vai ter um verme, eventualmente ela vai ter uma amigdalite, mas é assim que o nosso corpo ele vai ficar mais forte, é tomando pancada mesmo. 

Se a gente querer viver numa bolha, é aquilo, não vai pegar nenhuma doença e com vinte e tantos anos vai ter uma amigdalite grave, enfim. 

Dr. Vitor Azzini: Não é para a criança ir para o esgoto e ficar brincando no esgoto, aí ela vai ter uma doença séria e o sistema imune dela não vai dar conta. 

Claro, espero que as pessoas que estão ouvindo aqui não vivam ao lado do esgoto e vai pedir pra essa criança viver no esgoto, mas um mínimo de exposição à terra suja, a um animal, ao gato é interessante. 

Agora, como qualquer coisa hormética, demais não é bom.

Dr João Vitor: Perfeito.

Comer Carboidratos Pode Ajudar A Imunidade?

Roney: Perfeito, gente, muito bom. 

E só voltando um pouco na questão da alimentação, porque a maioria das pessoas que escutam o nosso podcast, que acompanham o nosso trabalho está muito ligada na questão de dieta low-carb, cetogênica e jejum até porque são os assuntos que a gente mais fala no blog, no Youtube, enfim. 

E, uma coisa que a gente reparou até entre os nossos alunos, nossos leitores, é que muita gente quando começou essa pandemia toda, essa questão de imunidade sendo falada em todo canto, falou se não seria prejudicial para o dia a dia, para imunidade dela essa ausência de carboidratos na dieta, essa baixa ingestão de carboidratos

Teve, inclusive, gente que falou que ia parar a low-carb, fazer uma pausa na low-carb por um tempo e voltar a comer arroz, feijão e macarrão, porque foi recomendação médica voltar a comer grandes quantidades de carboidratos com relação à imunidade. 

E a gente ficou até meio chateado: na verdade, vai adicionar “lixo” na sua alimentação, um monte de açúcar para melhorar a imunidade, por quê? 

Qual seria o princípio? 

Mas, também, a gente não quis bater de frente com recomendação médica, cada um sabe o que é melhor seguir. 

E a gente queria um take de vocês com relação à isso.

Dr João Vitor: Isso é muito triste porque foi uma recomendação que veio da organização mundial da saúde, eu acho que em plena pandemia eles precisavam dar alguma orientação nutricional para a população, então a gente brinca que eles mandaram o estagiário criar uma recomendação lá e ele simplesmente copiou e colou a pirâmide alimentar. 

Então, a orientação que a OMS deu, com relação à alimentação para imunidade foi aquela mais chula, mais básica, mais… 

Depois eu te mando essa orientação, mas é patética, assim, você vai ler as diretrizes e fala para consumir muitos grãos integrais e aveia e carboidratos e suco de laranja, óleos vegetais, evite carne, evite banha, enfim. 

É um pouco triste, mas, falando especificamente do carboidrato, a gente tem alguns, muitos, já é uma coisa estabelecida, mas muitos estudos mostrando que o carboidrato refinado, principalmente, ele vai ter um efeito imunossupressor quando ele consumido tanto agudamente, quanto em quantidades crônicas. 

Então, eu acho que isso é uma coisa que a gente tem que deixar bem claro, que o low-carb, o jejum, a cetogênica não é um estilo alimentar que vai abaixar a sua imunidade — muito pelo contrário, vai melhorar para caramba a sua imunidade. 

Dr. Vitor Azzini: Tem muitos estudos que mostram uma forte correlação com esse baixo consumo de carboidrato, eu vejo no consultório. A pessoa come mal a vida toda, tem gripe, resfriado, amigdalite, não é incomum eu ver, assim, “Dr., desde que eu fui na sua consulta…”, e eu não estou fazendo propaganda não, mas assim, “nos últimos oito meses eu nunca mais tive nada, nem rinite, nem nada”. 

Porque isso sobrecarrega o seu sistema imune.

Imagina um sistema imune que está sempre sobrecarregado com alimentos que estão inflamando de forma lenta, qualquer coisa é um gatilho, porque ele fica meio que desregulado, o sistema imune ele fica desregulado, então no longo prazo não é uma coisa boa. 

Alimentação pobre em refinados, alimentação pobre em farinhas, de qualquer natureza, seja ela farinha de trigo, de linhaça, de amêndoas, qualquer farinha, por si só. 

Tem até um artigo que ele fala que se você tirar a estrutura da célula, qualquer que seja a célula de grão, ou qualquer outra coisa, abrir ela, processar ela, passar numa moedora e abrir essa célula, você está expondo todas aquelas substâncias que se você consumir aquele alimento completo, inteiro, você não iria se expor diretamente logo já no duodeno, que é uma instituição muito grande. 

E se for carboidrato, por exemplo, se você comer farinha de arroz, você está abrindo essa célula e você vai expor ali para o duodeno e pode fazer uma hiperproliferação bacteriana intestinal já no duodeno, então no longo prazo tem impactos com qualquer um desses processados.

E a OMS, em 2004, revelou que 66% da população mundial come quatro alimentos, ou seja, dois terços da população mundial come apenas esses principais quatro alimentos. 

Se você não come eles, você já se diferenciou de dois terços da população mundial, que é o arroz, o trigo, o milho e a soja. 

Então, é uma variedade muito baixa, e ali são basicamente grãos, carboidrato, e eu tenho certeza que esses alimentos aí não são consumidos inteiros, eles são consumidos em farinha. 

Então, tanta a farinha quanto o açúcar, se você não os consumir, você já se diferenciou de grande parte da população.

Isso já te coloca num rol privilegiado da população mundial, são pessoas que não vão ter resistência insulínica, que tem a insulina baixa, que tem a quantidade de leucócitos menor, que tem a inflamação menor, fibromialgia em índices sanguíneos de inflamação muito mais baixos, então isso é muito interessante ao longo prazo. 

O Que Fazer Para Vencer O COVID

Roney: Perfeito, Vitors. 

E agora, com relação a dicas práticas que as pessoas poderiam adotar, mais com relação ao covid, com a imunidade no geral, o que vocês acham que seriam boas atitudes para o dia a dia das pessoas? 

Bons alimentos ou a ausência de alguns alimentos, assim, para fechar toda essa questão com boas atitudes para imunidade e atitudes ruins para a imunidade. 

Dr. Vitor Azzini: Eu anotei umas coisas interessantes aqui, aleatórias, coisas aleatórias.

Inclusive, eu estava nos Estados Unidos ano passado e eu vi toda farmácia CVS vendendo uma homeopatia, mas meio que uma homeopatia oscillococcinum, você já viu essa, João?

Guilherme: Oscillococcinum, tá na moda, eu já ouvi falar disso. 

Dr. Vitor Azzini: Cara, e vende em todo lugar. 

Aí eu fui ver, tem um monte de artigo que mostra que — isso é uma homeopatia, eu também não sabia — que mostra que ele não impede que você tenha uma gripe, um resfriado, mas ele diminui o tempo de gripe.

Então não me pergunte exatamente o mecanismo, eu não sei de homeopatia, mas essa homeopatia diminui e reduz o tempo de infecção, seja ela uma gripe ou um resfriado, isso em relação ao oscillococcinum. 

Dr. Vitor Azzini: Mais dicas aleatórias também. 

Sono, não dá pra gente falar em imunidade sem falar em sono, a gente falou muito pouco aqui.

Antioxidantes também, a cúrcuma, o João gosta muito e eu também gosto, preferencialmente o extrato de cúrcuma, e você pode otimizar o benefício da cúrcuma usando uma piperina. 

O povo indiano usa muito, o sudeste asiático usa muito; você estimular o sistema linfático fazendo uma massagem ou uma atividade física; musculação, você forçar a contração muscular, você favorece a circulação linfática, que é onde ocorre o transporte das células do sistema imune, então isso é uma coisa interessante. 

Dr João Vitor: É muito legal também a gente modular o stress, a gente sabe que o stress ele, por si só, é um imunossupressor. 

Quem, por exemplo, tem herpes, sabe disso: ficou um pouco mais estressado, um pouco mais cansado, o herpes já se manifesta. 

O herpes é um vírus, é uma família de vírus que 90% da população humana tem, mas quase ninguém manifesta. 

Mas algumas pessoas, se o stress aumenta, a imunidade cai e dá oportunidade para esse vírus se manifestar.

Então, para o stress a gente tem, para modular o stress, a gente tem o exercício físico; a gente tem a respiração, a meditação, alguns fitoterápicos, a ashwagandha, que é um adaptógeno que ela vai ter um efeito modulador ali na glândula adrenal, que é onde o cortisol é produzido.

Então, se a gente conseguir melhorar, modular esse stress, nossa imunidade já sobe, assim, de uma forma incrível.

Dr. Vitor Azzini: Encerrando aqui umas outras coisas que eu estava olhando aqui, low dose naltrexone, naltrexone de baixas doses, obviamente ninguém aqui vai ouvir e vai sair usando, converse com o seu médico sobre isso. 

Procure na Internet, tem diversos artigos sobre isso, o uso de naltrexona, que é um remédio originalmente usado para viciados em heroína, cocaína e álcool. 

A esposa colocava na comida do seu esposo, do meu marido alcoólatra, porque você tira, você bloqueia o receptor mu opióide. 

Então a pessoa para de sentir prazer naquela droga, seja ela o álcool ou a heroína.

Só que, em baixas doses, você bloqueia de maneira temporária, muito rápida. 

E no longo prazo, se você usar determinados horários uma baixa dose de forma consistente, você estimula a resposta, como se fosse uma resposta àquela ocupação leve. 

Então, assim, como se você estimulasse o seus próprios opióides, as suas endorfinas naturais durante o dia e, as endorfinas sendo estimuladas, melhoram a nossa imunidade. 

Então, está sendo estudado para doenças autoimunes, espondilite anquilosante, lúpus, diversas doenças autoimunes. Naltrexona em baixas doses. 

Caldo de osso também é fantástico, caldo de ossos ele tem diversos minerais como o zinco, o magnésio. 

Magnésio é um mineral que está presente basicamente nos ossos, então se você cozinhar, seja na panela de pressão, seja na panela comum, durante várias horas aqueles restos de ossos do animal ruminante, você vai absorver, você vai tornar uma gelatina rica em colágeno e minerais, que vão otimizar a sua imunidade também, por causa do zinco, por causa do magnésio, por causa do selênio.

Dr João Vitor: Perfeito. E, a gente tem o banho gelado também, que ele ativa as proteínas do choque térmico, as heat-shock proteins, que para a imunidade é ótimo, principalmente para acometimentos respiratórios. 

Tem muitos estudos mostrando que a pessoa que faz sauna, que na sauna tem o choque térmico, ela tá muito menos propícia a desenvolver um quadro asmático, ou então a desenvolver uma pneumonia, alguma infecção do trato respiratório inferior, simplesmente porque fez sauna algumas vezes na semana, porque essas proteínas do choque térmico elas são imunomoduladoras também. 

Agora, o banho gelado e o choque térmico, é uma atividade estressora, uma atividade hormética. 

Então, se você está com um resfriado ou alguma coisa, ativamente, você não deve começar a tomar o banho gelado. Agora, se você está bem e está tranquilo, pode introduzir o banho gelado na rotina, ou então a exposição ao frio ou ao choque térmico que é excelente para a imunidade. 

Dr. Vitor Azzini: Tem também uma coisa que eu já falei que é a equinácea, eu estava até vendo um artigo de revisão deles, a equinácea também estimula as heat-shock proteins, interessante, né. 

E é uma erva que é usada atualmente, estão falando por causa do coronavírus e a imunidade, eu comecei a estudar um pouquinho mais sobre isso. 

Tem até um artigo da Universidade de Connecticut, que ele mostrou que, é uma metanálise, que ele mostrou que usar a equinácia durante uma gripe ou um resfriado, você reduz o tempo de gripe e resfriado para um dia e meio. 

Então, assim, impressionante, e eles tentaram estudar o mecanismo pelo qual isso acontece. 

Parece que são diversos mecanismos. 

O principal deles é estimular as heat-shock proteins, você estimula na sauna ou no banho gelado também. 

Então, bem interessante a equinácia, o Dr. Vladimir Zelenko fala para usar na dose de 500 mg, três vezes ao dia, se você quer dar um up na imunidade, durante cinco ou seis dias. 

Dr João Vitor: Muito bom.

Este Suplemento Comum Ajuda A Imunidade

Roney: E, acho que para finalizar, a gente gostaria de citar alguns outros suplementos que a gente ouviu o pessoal falando sobre a imunidade, relacionado à imunidade, que o caso da caseína e do Whey Protein. 

Vocês acham que tem algum fundamento? 

Dr João Vitor: Olha, caseína eu não ouvi falar, eu não saberia dizer. Se alguém me perguntasse, eu ia falar que a caseína para muitas pessoas ela tem um certo grau de inflamação, então não seria tão legal para a imunidade. 

Agora, o Whey Protein já é diferente, porque o Whey Protein ele, além de ser um super nutriente, além de ter um aminograma excelente com biodisponibilidade alta, ou seja, vai estar dando substrato para o seu corpo produzir inúmeras substâncias, anticorpos, hormônios, enzimas…

O Whey Protein ele também tem uma ativação do sistema redutor natural do ser humano. 

A gente fala muito de antioxidantes externos que você tem que tomar, mas que o nosso corpo tem antioxidantes naturais, que o Vitor citou mais cedo, a superóxido dismutase, a glutationa e o Whey Protein atuaria, daria um estímulo nessas vias metabólicas, de oxidantes naturais. Então, aí sim, o Whey é bem interessante.

Dr. Vitor Azzini: Concordo, inclusive a caseína no longo prazo ela prejudica a incorporação da zonulina, que são proteínas que juntam uns enterócitos, os colonócitos para formar tight junctions, então no longo prazo caseína ela não é boa para manter uma correta permeabilidade intestinal. 

Se você consumir demais, e foi usada muitas vezes, muito no meio do fisiculturismo é usada como se fosse uma proteína de slow release, mas na verdade é como se fosse um resto da produção do Whey Protein. 

Você quando produz o Whey Protein, você usa o soro do leite, e sobra a caseína, que é altamente inflamatória. No longo prazo, eu não sabia nada em relação a isso em termos de imunidade. Em termos do Whey Protein, sim, eu gosto muito, e o Whey Protein tem os aminoácidos essenciais, tem a leucina, a isoleucina, que são importantíssimos para o nosso sistema imune, então, muito bom. 

Eu complementaria até, inclusive, derivados de leite, o colostro, não é usado de forma livre no Brasil. Não sei se, Guilherme, aí em Portugal você encontra facilmente.

Guilherme: Não, não. 

Eu já procurei uma época justamente porque tinha lido a respeito do colostro, que seria justamente uma parte muito mais nutritiva do leite, um subproduto, mas aqui não. 

Eu encontrei online, daí tinha que importar, e eu desisti. 

Dr. Vitor Azzini: É uma parte específica do leite da vaca, claro, os melhores colostros do mundo são produzidos lá nos Estados Unidos, que eu estudei, né, com vaca que come pasto, e com todos os cuidados, não são usados antibióticos, um monte de coisa, e aí o colostro ele ajuda a recolar essas zonulinas ali, a reestruturar uma pessoa que tem uma permeabilidade intestinal, uma inflamação intestinal crônica, por causa do consumo exagerado de farinhas, alimentos inflamatórios. 

E ele otimiza essa recolagem, como também a glutamina. A glutamina é um aminoácido que é importante porque ele nutre as células do colonosco, que são as células as células do colo, então é fundamental. 

Colo, você tem que pensar em glutamina, manteiga, que tem o ácido butírico, que é um triglicerídeo de cadeia média e colostro, é isso que eu penso na minha cabeça.

Guilherme: Perfeito, faz muito mais sentido mesmo do que a caseína, isoladamente, porém eu acho que o pessoal muitas vezes vai por um pensamento de aproximação, tipo, o Whey é bom, e o leite é bom, mas a gente não vai querer ingerir gorduras… e acaba com essas, às vezes, pensamento por aproximação, chegando em coisas como “ah, o Whey digere muito rápido, então vamos na caseína”, e vai perdendo a visão da floresta pelas árvores. 

Acho que isso acontece muitas vezes na hora de pensar em vitaminas, suplementos e muito mais. 

Dr. Vitor Azzini: É, eu usava a caseína quando eu tinha essa ideia de que eu não poderia ficar em jejum muito tempo, senão eu ia fazer metabolização muscular, aí eu usava a caseína a noite para, justamente, não catabolizar o meu músculo, porque, como se em jejum houvesse a catabolização. 

Hoje eu aprendi que não é jejum que vai fazer a catabolização muscular, é o fato de eu fazer musculação ou usar o meu músculo ou não, então eu não tenho mais esse medo de ficar sem ingerir calorias, sem entrar proteínas o tempo todo no meu corpo. Eu não tenho mais esse problema. 

A Mensagem Final Dos Médicos Vitor Azzini E João Vitor Para Você

Roney: Pessoal, a gente está chegando ao final aqui da nossa entrevista, então a gente queria pedir para vocês para deixar alguma mensagem final ou complementar algum assunto que ficou faltando, falar de alguma coisa que vocês gostariam de ter falado, mas que a gente acabou não abordando. 

Então, essa é a hora que vocês estão livres de falar o que quiserem. 

E podem falar também as mídias sociais de vocês para o pessoal seguir. 

Dr João Vitor: Muito bem, eu acho que a mensagem que tem que ficar é essa.

A melhor coisa que você pode fazer para a sua imunidade é ter um estilo de vida saudável.”

É claro que, eventualmente, tem uma coisa ou outra ali que você pode usar para dar um boost, mas não é isso que vai fazer a diferença.

Então, é dormir bem, é comer bem, é fazer exercício, é expor o seu corpo a algum tipo de stress controlado com o banho gelado. 

Isso sim vai fazer a sua imunidade ser boa, no longo prazo, isso vai te proteger de doenças autoimunes e daí pode no futuro surgir outros coronavírus, outras doenças até mais graves, mais agressivas que se você está com a sua imunidade em dia, se você está com a sua saúde em dia, você vai estar mais pronto para receber essa doença sem entrar em pânico, sem ter que sair gastando dinheiro em suplementos e essas coisas que a gente sabe que não funciona muito bem em cima da hora, na situação de aperto. 

Então, eu acho que a mensagem é essa, e quem quiser me acompanhar tem o meu Instagram, que é o @dr.joao.vitor e agora eu tô no YouTube também, fazendo companhia para vocês, que é o meu canal lá, o Dr. João Vitor também. 

Dr. Vitor Azzini: A mensagem final é, bom, se eu esqueci alguma coisa… eu falaria também de alimentos fermentados, eu gosto muito. 

Tem o kombucha, tem o missô, que é o fermentado da soja. 

O kombucha você pode ganhar de alguém, aquela bolacha de kombucha e você fermenta ali um suco, você deixa a fermentação. Isso é interessante também. 

De alguma forma usar um alimento fermentado, o chucrute, o kefir, o iogurte natural, são importantes para a nossa imunidade a longo prazo. 

A musculação é muito importante, uma coisa que eu estou usando atualmente, eu até tenho feito recentemente e tem feito uma grande diferença no meu stress, pelo menos ao terminar a semana, é a massagem

Alguém fazer a massagem, assim, porque ao longo da semana, a gente fica em casa, muito tempo sentado trabalhando, tem dores que eu não sabia que eu tinha e tenho, e a massagista experiente sabe identificar ali onde que tem nódulos. 

Uma coisa bem interessante, eu acho que quem tá ouvindo aqui quer controlar o stress, controlar o cortisol como o João Vitor falou, a massagem é uma excelente alternativa, e a hormese. 

Sempre pensar em estimular, deixar o seu corpo fora da zona de conforto, mas não muito. 

Não é para ir pro esgoto, mas brincar na terra. 

Se você não está acostumado a brincar na terra, brinca no tapete de casa, depois você vai pra terra, vai aos poucos, isso é hormese, tanto em relação ao banho gelado, tanto em relação ao jejum, quanto em relação à atividade física, quanto em relação aos germes. 

E, minhas redes sociais também, podcast, vitorazzinicast, YouTube Vitor Azzini; Instagram e estou até no TikTok agora, João, graças a você, e Telegram, é isso.

Roney: Perfeito, gente, então tá certo. Vamos deixar todos esses links com as mídias de vocês na descrição do podcast, na transcrição completa no site.

E a gente queria agradecer muito a presença de vocês, muito obrigado mesmo pelo tempo, pela entrevista, pelo conteúdo incrível que ficou nesse podcast, com certeza quem escutar vai tirar muito valor dele. 

Dr João Vitor: Valeu, muito bom, valeu pelo convite. 

Dr. Vitor Azzini: Obrigado, Guilherme. Obrigado, Roney, um abraço, boa semana. E, outra coisa, eu peço desculpa aí pela semana passada, eu quero até tornar público aqui, a gente combinou na semana passada e eu esqueci, eu não marquei no meu calendário, esqueci completamente. 

Então eu peço desculpas aos três aqui, espero que vocês não tenham ficado muito bravos comigo. O João não tem problema não, pode ficar bravo.

Dr João Vitor: Tranquilo.

Guilherme: Tranquilo, estou feliz que deu certo essa semana aqui. Muito obrigado, foi incrível, a gente gostou muito desse formato e também das respostas, do conteúdo em si, com certeza vamos fazer mais num futuro. Então obrigado novamente.

Dr. Vitor Azzini: Boa ideia, boa ideia, revolucionando aí o podcast. 

Dr João Vitor: Contem conosco.

Roney: Então, muito obrigado, João. Muito obrigado, Azzini, e muito obrigado a você também que escutou a gente até aqui, muito obrigado pro sua audiência. 

E se você gosta dos nossos podcasts, então já sabe, é só se inscrever, a gente está por todos os players de podcasts do mercado.

iTunes | Google Podcasts | Stitcher | Spotify | YouTube

Então, a gente se fala num próximo episódio. Um forte abraço.

Receba atualizações dos comentários
Notifique-me de
guest
2 Comentários
mais votados
mais novos mais antigos
Inline Feedbacks
View all comments
CLAUDIA CAMARGO FERNANDES
CLAUDIA CAMARGO FERNANDES
28 de outubro de 2020 16:51

Podcast fantástico!!! Recheado de informações!! Adorei!!