Vitaminas E Minerais – Você Deveria Suplementar?

Começar uma dieta low-carb ou cetogênica pode deixar muitas pessoas assustadas.

Esse susto acontece por conta da enorme variedade de alimentos permitidos que elas descobrem que podem comer.

(O que mostra que o menu low-carb vai muito além dos ovos com bacon.)

Ou com o fato de que não sentem mais tanta fome. (Um dos sinais de que estão queimando gordura.)

Ou ainda com os elogios que recebem de amigos, conhecidos, colegas e familiares. (“Como você emagreceu!”)

Porém, elas costumam receber não apenas elogios.

Mas também “conselhos”, opiniões infundadas, e críticas.

O que gera medo.

Sendo que um dos medos mais comuns é o de que sua nova forma de se alimentar possa gerar alguma deficiência nutricional.

Será que isso é verdade?

E ainda: quais suplementos, vitaminas e minerais são mais interessantes de suplementar nesses casos?

É sobre isso que vamos falar hoje.

Vitaminas e Minerais: Será que você está com deficiências?

A pergunta específica que motivou o vídeo acima (e este artigo), veio da nossa aluna Maria do Carmo.

A Maria do Carmo é aluna do nosso Desafio de 3 Semanas: um programa que te ajuda — por meio da nossa mentoria direta e contínua — a emagrecer, melhorar a saúde, e construir hábitos saudáveis.

Para assim você conseguir manter os resultados obtidos e consolidá-los de maneira definitiva.

Clique neste link para saber mais sobre o desafio.

No caso, a Maria do Carmo, perguntou especificamente sobre:

Mas nós resolvemos aprofundar um pouco essa conversa — e falar também sobre outros nutrientes importantes, como:

  • potássio,
  • magnésio,
  • vitamina E, e
  • ômega-3.

Dessa forma, hoje nós vamos falar sobre vitaminas e minerais — onde obtê-los, e quais suplementos podem ser úteis.

Nós recomendamos fortemente que você assista ao vídeo completo para entender as nuances envolvidas na suplementação de vitaminas e minerais.

Especialmente em contextos de dietas low-carb e cetogênicas.

No entanto, vamos deixar algumas anotações importantes aqui em forma de texto — para que você possa entender a nossa filosofia sobre o assunto.

Vitaminas E Minerais — Um Erro Comum

Muitas pessoas tendem a pensar que suplementos multivitamínicos são uma boa opção para praticamente qualquer dieta.

Sendo que o raciocínio principal tende a ser algo como o seguinte.

São apenas algumas vitaminas e minerais… mal não vai fazer.”

Mas este raciocínio está errado.

Inclusive porque os suplementos multivitamínicos tendem a ter muito do que você não precisa, e pouco do que você precisa.

Por exemplo, em dietas ocidentais, são bastante comuns as deficiências de vitamina D e de magnésio.

Sendo que estes dois nutrientes estão presentes em baixa dosagem na maior parte dos multivitamínicos.

Por outro lado, os multivitamínicos tendem a ser ricos em Vitamina C.

Mas a deficiência desta vitamina é algo incrivelmente raro (mesmo em dietas cetogênicas ou até mesmo carnívora).

Dessa forma, eles podem acabar por deixar sua alimentação ainda mais desequilibrada em termos de nutrientes.

E aqui temos de lembrar de um estudo no qual foi oferecida vitamina E (conhecida por ser um antioxidante) na forma de suplemento para os participantes.

O que aconteceu?

A suplementação com vitamina E não ajudou a prevenir câncer e nem a diminuir os casos de problemas cardíacos em pacientes com doenças vasculares ou com diabetes mellitus.

Na verdade, o resultado foi pior do que isso: a vitamina E aumentou o fator de risco de doença cardíaca.

Sendo que elencamos este estudo apenas para notar que o excesso de determinados nutrientes pode sim ser prejudicial.

Desta forma, nós julgamos prudente evitar o consumo de multivitamínicos — e, na verdade, de qualquer suplemento —  sem saber o porquê de o estarmos ingerindo.

Então é mais inteligente você fazer exames para saber o que está faltando, e cuidar desses pontos com atenção.

Em vez de achar que multivitamínicos e suplementos sejam uma espécie de “garantia” contra uma dieta pobre e mal formulada.

(Se quiser ajuda para montar seu menu low-carb de maneira inteligente, conheça nosso Desafio De 3 Semanas.)

No entanto, caso seus exames de fato identifiquem uma deficiência, uma opção inteligente pode ser buscar os nutrientes nos alimentos.

(Na chamada comida de verdade.)

Antes de correr atrás de pós, fórmulas, pílulas e suplementos.

Sendo que existem recursos úteis para encontrar alimentos ricos em determinados nutrientes — como esta ferramenta (em inglês).

Na imagem abaixo, por exemplo, procuramos por “alimentos ricos em magnésio e pobres em amidos e carboidratos”.

Você pode reparar que os resultados são diversos tipos de peixes (bacalhau, salmão, cavala, peixe branco, e outros) — todos ótimas fontes de gorduras boas, ácidos graxos ômega-3, proteínas completas e, sim, magnésio.

Por isso, pode valer a pena pesquisar nos alimentos pelos nutrientes que você procura.

Pois é bem possível que, apenas com comida de verdade, você consiga ter uma alimentação completamente saudável.

E sem ter de ficar correndo atrás de cada nutriente, e analisando os alimentos apenas por esse ponto de vista (o chamado nutricionismo).

Então, em vez de pensar em nutrientes e suplementos, pense em comida.

Resumindo: Os multivitamínicos não são “inofensivos” — e, se você segue uma dieta low-carb bem formulada, não deve precisar deles.

Sempre que possível, busque nutrientes na comida, e não em pílulas.

Como Obter Vitaminas A, C, D Na Dieta Low-Carb

Vamos falar especificamente destas 3 vitaminas porque foi sobre elas que a Maria do Carmo perguntou.

(Para ter todas as suas dúvidas respondidas por nós, basta participar do Desafio De 3 Semanas.)

Então vamos lá.

Alimentos low-carb boas fontes de vitamina A: o grande destaque é o fígado (de diversos animais — como frango, porco, e boi), por exemplo.

Sendo que o fígado é ainda uma ótima fonte de vitamina B12, ferro, zinco, cobre e selênio.

(É o mais próximo de um multivitamínico que você vai chegar na natureza. 😉)

Alimentos low-carb boas fontes de vitamina C: ela está presente em frutas cítricas (e algumas são bem baixas em carboidratos, como limão e acerola).

Mas não está presente apenas nelas — estando presente mesmo em vegetais pobres em carboidratos como o brócolis e o pimentão.

E mesmo em pequenas quantidades na carne e nas vísceras (olha o fígado de novo aí.)

O fato é que a deficiência de vitamina C não é um problema em praticamente nenhuma dieta.

E os casos de escorbuto ficaram para trás — lá na época das grandes navegações.

Se você come comida de verdade, pouco processada, simplesmente não precisa se preocupar com isso — nem mesmo numa dieta cetogênica.

Alimentos low-carb boas fontes de vitamina D: você talvez já tenha ouvido falar que a vitamina D é “a vitamina do Sol”.

Sendo que ela tem esse apelido porque nosso corpo sintetiza vitamina D quando exposto ao sol de maneira inteligente.

Isso envolve uma exposição frequente, mas com duração controlada.

Por exemplo, você se expor ao sol 20 minutos por dia, durante 15 dias.

É bem diferente de se expor ao sol por 300 minutos, uma vez a cada 15 dias.

No total, você terá ficado 300 minutos exposto(a) — mas os efeitos são muito distintos.

Explicamos isso em detalhes no vídeo abaixo.

Estamos enfatizando a exposição ao Sol porque ela — somada a uma alimentação low-carb bem feita — é a melhor maneira de obter vitamina D.

Mas muitas pessoas na nossa sociedade acabam não tendo essa exposição — e é por isso que a deficiência de vitamina D é tão frequente.

Nesse caso, saiba que alguns alimentos low-carb que contêm vitamina D são os peixes, os ovos, e mesmo os queijos.

Mas saiba que muitas vezes a ingestão apenas desses alimentos (sem a exposição solar) acaba não sendo suficiente para equilibrar os níveis de vitamina D.

E a suplementação acaba sendo uma medida comum — conforme explica a nutri Fernanda Macuco.

Resumindo: Numa dieta low-carb — especialmente se for rica em carnes, peixes, ovos e vísceras — você tende a ter todos os nutrientes necessários.

Sendo que outros fatores de estilo de vida (além da alimentação) também são importantes para sua saúde.

Dentre eles, incluem-se o sono, a exposição ao sol, e a prática de exercícios físicos.

Como Posso Aprender Mais?

Conforme mencionamos, este conteúdo foi extraído de uma LIVE (transmissão ao vivo) que fizemos com nosso grupo de mentoria.

Nesse grupo, trocamos ideias quinzenalmente em lives privadas, conversamos sobre tópicos de interesse (nossos e dos membros) e propomos desafios para elevar a vida dos nossos participantes.

Além de responder a todas as perguntas que eles tiverem.

Para aprender mais sobre nutrição, alimentação, emagrecimento — e várias práticas ligadas à saúde e longevidade — você pode se inscrever para participar do nosso programa de desafio + mentoria clicando aqui.

Por fim, queremos deixar um agradecimento especial a todas as pessoas que participam do Desafio de 3 Semanas e obtêm resultados incríveis.

O sucesso de vocês nos motiva a continuar trabalhando, pesquisando e nos doando cada vez mais.

Clique aqui para participar do Desafio e emagreça com nossa ajuda – além de perguntar tudo o que quiser.

Referências

  1. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4143492/
  2. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2623040/pdf/15643802.pdf
  3. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21310306
  4. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15769967

2
Deixe um comentário

avatar
1 Tópicos da discussão
1 Respostas ao tópicos
1 Seguidores
 
Comentário mais recentes
Comentário mais quentes
2 Comentário dos autores
Guilherme e RoneyAYRED ANTARA Comentário recente dos autores
  Receba atualizações dos comentários  
mais novos mais antigos mais votados
Notifique-me de
AYRED ANTARA
Visitante
AYRED ANTARA

Rapazes, muito obrigada por continuarem escrevendo, sério, valoro muito isso porque os leo no serviço quando não há tanto trabalho e não posso ver vídeos. Verei o video quando eu puder mas valoro muito seus textos