Podcast #085 — Pressão Alta, Sódio, Alimentação E Hipertensão Com Dr. Ricardo Schneider

A pressão alta traz complicações, tanto a curto prazo, quanto a longo prazo.Então ela precisa ser muito rapidamente tratada. 

O problema é que, hoje em dia as pessoas tratam com remédio — sendo que muitas vezes a hipertensão não precisa disso: você consegue tratar a hipertensão só com uma alimentação correta.

E “alimentação correta” não é tirar sódio — é tirar açúcar! Este é um grande erro da cardiologia: botar a culpa no sódio.”

O cardiologista dr. Ricardo Schneider é o nosso convidado do podcast de hoje.

Sendo que este tema vai deixar muita gente tensa… aliás: “hiper-tensa”.

(Não consegui deixar de lado o trocadilho.)

Mas o fato é que a pressão alta ou hipertensão é um dos grandes males da atualidade.

Que está envolvida em diversos problemas de saúde — e que, em boa parte dos casos, pode ser resolvida apenas com a alimentação.

Mas não da maneira que normalmente se ensina por aí.

Por este motivo, escute este podcast atentamente até o final.

Porque, assim, você vai saber exatamente:

  • o que é pressão alta e hipertensão,
  • a partir de que ponto temos pressão alta leve, moderada, ou grave,
  • o que é hipertensão primária e secundária,
  • quais os dois motivos que levam à hipertensão arterial,
  • por que ganhar peso pode te deixar hipertenso,
  • como é a alimentação ideal para tratar a hipertensão,
  • de onde vieram as recomendações atuais de alimentação para hipertensos,
  • por que as dietas “tradicionais” para pressão alta humilham o paciente — sem resolver o seu problema,
  • a verdade sobre o sódio, o sal, e a hipertensão,
  • como ter vasos, veias, e artérias saudáveis,
  • as diretrizes atuais mais ajudam ou atrapalham? Uma verdade inconveniente,
  • efeitos colaterais dos remédios para pressão alta — eles podem aumentar seu risco para COVID e pneumonia,
  • como conversar com seu médico sobre hipertensão,
  • quais os hábitos saudáveis do dr. Ricardo Schneider que também podem te ajudar,
  • a mensagem final do dr. Ricardo Schneider para você,

e muito, muito mais.

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Abaixo você encontra nosso agradecimento aos apoiadores que possibilitam este projeto ser um sucesso.

E também a transcrição completa do episódio.

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Tem episódios novos todas as segundas e sextas-feiras.

Obrigado Aos Apoiadores Do Podcast

Bem-vindo a mais um podcast do Senhor Tanquinho. Somos Guilherme e Roney, e aqui a nossa missão é deixar você no controle do seu corpo. 

Antes de irmos ao episódio em si, queremos agradecer aos apoiadores que tornam este projeto possível.

Apoiador #1 — Loja Online Tudo Low-Carb

Este podcast é um oferecimento da loja online Tudo Low-Carb

E o que é a loja online Tudo Low-Carb? Bom, a tudo Low-Carb é uma loja que vende —  como o próprio nome já diz — somente produtos que se encaixam numa dieta low-carb e cetogênica

Lá você vai comprar de tudo, desde farinhas low-carb (farinha de amêndoa, farinha de amendoim, farinha de coco, farinha de linhaça), adoçantes (xilitol, eritritol, estévia), dentre muitos outros temperos e produtos naturais, feitos com comida de verdade. 

O mais legal é que a gente conhece a dona da loja, Eliana, a gente já até a entrevistou aqui no podcast, e a Eliana nos garantiu que ela tá sempre procurando na Internet para garantir que a Tudo Low-Carb tenha os melhores preços dos adoçantes xilitol, eritritol e da farinha de amêndoa, que segundo a gente, são os ingredientes mais importantes se você quer fazer receitas low-carb.

Então, se esse é seu caso, se você quer comprar xilitol, eritritol e farinha de amêndoas com o melhor preço da Internet, é só você acessar a Tudo Low-Carb — porque lá é garantido que você vai encontrar. 

E você pode aproveitar para comprar diversos outros produtos low-carb com qualidade. 

Apoiador #2 — Medidor de cetonas Uaiketo

Esse podcast também é um oferecimento do Uaiketo — e o que é o Uaiketo? 

O Uaiketo é um aparelhinho que serve para medir o seu nível de cetose através do hálito. 

A gente achou muito interessante esse aparelho porque você pode saber o seu nível de cetose sem ter que furar o seu dedo ou fazer um exame de sangue para isso. 

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Apoiador #3 — Nossos alunos do Guia Dieta Cetogênica

Este podcast só existe graças aos alunos do nosso programa VIP Guia Dieta Cetogênica

O Guia Dieta Cetogênica é um curso em vídeo com todas as informações, passo a passo, para você seguir uma dieta cetogênica de sucesso. 

E como bônus para você que escuta os nossos podcasts, a gente colocou dentro do programa, na área de membros especiais, todos os nossos livros e manuais digitais já publicados até hoje. 

Então, são centenas de receitas. Tem também o nosso livro de apoio, com 120 dúvidas sobre alimentação saudável respondidas, que foi elogiado inclusive pelo Dr. Souto, pelo Dr. Rodrigo Bomeny, pelo Danilo Balu e por vários e vários convidados que já passaram pelo nosso podcast.

E ainda tem tabelas, infográficos, textos explicativos, resumos em pdf, um grupo secreto no Facebook e muito, muito mais. 

Então, convido você a conhecer o nosso programa Guia Dieta Cetogênica.

Fazendo sua inscrição, você vai ter acesso ao programa completo — e a gente vai amar te receber lá dentro da área de membros. Vamos para o episódio.

Transcrição Completa Do Podcast Com Dr. Ricardo Schneider

Guilherme: Olá, Tanquinho. Olá, Tanquinha, sejam muito bem-vindos e bem-vindas a mais um episódio do nosso podcast. 

E hoje recebemos novamente o Ricardo Schneider. Tudo bem, Ricardo?

Dr. Ricardo Schneider: Tudo, como é que vocês estão aí?

Roney: Opa, Ricardo, é um prazer ter você com a gente de novo, por aqui tudo bem também. 

Para quem não se lembra, a gente já entrevistou o Dr. Ricardo Schneider, ele é cardiologista e a gente falou com ele no podcast nº 61

A gente abordou vários assuntos, mas falamos principalmente sobre colesterol — então se você gostar da entrevista que você está ouvindo agora com o Ricardo, ou quiser saber mais sobre colesterol, escuta aquele episódio depois.

Agora, presta atenção neste episódio de hoje porque vai ser muito bom. 

A gente chamou para falar sobre um outro assunto aqui no podcast, que é  pressão alta e hipertensão.

São assuntos delicados, porém muito importantes.

Em primeiro lugar, Ricardo, por favor você pode se apresentar novamente para o pessoal?

E depois, aproveitando, queremos entender se hipertensão e pressão alta são a mesma coisa.

Dr. Ricardo Schneider: Tá certo, bom, o meu nome é Ricardo Schneider, eu sou cirurgião cardíaco, responsável pelo transplante cardíaco do Hospital Angelina Caron,, aqui na região metropolitana de Curitiba — trabalho tanto na área da cirurgia cardíaca quanto na área de reeducação alimentar também. 

O Que É Pressão Alta E Hipertensão

E vamos direto responder a pergunta.

A pressão arterial é, por definição, a pressão dentro das artérias — então é a pressão que a gente tem normal dentro das artérias do nosso corpo. 

E hipertensão é justamente o quadro de você estar com essa pressão aumentada. 

Então, o caso de você falar pressão alta ou hipertensão arterial sistêmica seria a mesma coisa — você pode ter classificações ali diferentes quanto ao grau da hipertensão. 

Mas o fato de a pressão dentro dos vasos sanguíneos estar aumentada se chama pressão alta mesmo ou hipertensão. 

A Verdade Sobre As Medições De Pressão — Quanto É Uma Pressão Arterial Saudável?

Guilherme: Perfeito, Ricardo. E como que a gente define uma “pressão aumentada”? 

Quando a pessoa vai num hospital, num centro de saúde, onde quer que seja, é comum que uma das primeiras coisas seja “tirar a pressão”.

O que é um bom valor de pressão, o que é ruim? 

As pessoas ouvem muito falar no famigerado “12 por 8”… o que a pessoa tem que saber para ela saber se está bem, se está mal.

Tem alguma condição em que essas medidas são feitas que pode influenciar? O que que a pessoa tem que saber quando ela faz essa medição?

Dr. Ricardo Schneider: Então, a gente considera como uma pressão arterial normal, valores que vão até 140 por 90 milímetros de mercúrio, que seria até os “14 por 9”

O 12 por 8 acabou sendo estipulado como uma média, você vai ter pacientes mais leves, mulheres, pessoas muito magras, que acabam tendo pressões abaixo de 12 por 8.

E também pacientes maiores, com mais peso, que acabam tendo aí pressões um pouco mais altas, que a gente considera até o normal, 140 por 90, que seria os 14 por 9. 

Então, a gente tem por padrão isso aí. 

A partir desse limite você vai classificar a pressão como uma hipertensão arterial leve, moderada ou grave — ou grau um, grau dois e grau três —  de acordo com os níveis que elas alteram.

A gente acompanha tanto a pressão sistólica (que seria o 12 ou o 120) quanto a pressão diastólica (que seria o 80, ou 8). 

Então o normal é que fique até 14 por 9 (ou 140 por 90). 

A partir daí nós vamos classificar:

  • hipertensão leve, quando chega até 15 por 10;
  • hipertensão moderada, quando chega em 16 por 11; e
  • hipertensão grave, quando passa de 18 por 12. 

Então são classificações que a gente usa mais para definir quanto ao grau — se é leve, moderado, ou grave.

Mas também definimos quanto à etiologia — que é o que está provocando a pressão alta.

Nisso, nós temos duas classificações.

Pressão arterial idiopática — etiologia primária

Primeiro, a pressão arterial primária ou idiopática, que é o caso daquela pressão que você não tem uma causa que a está provocando. 

Muitas vezes ela é hereditária, ela vem com um fator familiar associado. 

Então isso significa que, por algum mecanismo genético, a pessoa tem uma alteração na excreção do sódio.

(E a gente vai falar bastante do sódio aqui, depois vocês vão entender bastante porque que muitas vezes é orientado que se retire o sódio da dieta — e eu vou explicar também, exatamente, por que muitas vezes isso é orientado errado.) 

Então, o sódio quando você tem um problema realmente genético, que impede a excreção dele, você acaba fazendo retenção hídrica, e a pressão arterial sobe. 

Esta é a tensão arterial primária ou idiopática — aquela em que não existe uma outra causa que a provoca. 

Os dois mecanismos que elevam a pressão arterial

Para entender melhor, existem dois mecanismos que sobem a pressão arterial, você tem um vaso sanguíneo, e você tem sangue dentro do vaso sanguíneo, e você tem uma camada muscular que envolve o vaso sanguíneo. 

Então, quando você tem uma alteração da volemia, que seria o volume de sangue dentro do vaso, quando esse volume aumenta — este é um dos mecanismos que acontece o aumento da pressão arterial. 

Outro mecanismo seria um problema no tônus da musculatura que envolve o vaso sanguíneo, que muitas vezes pode estar aumentado, provocando a vasoconstrição, que é o segundo mecanismo que aumenta a pressão arterial.

E também pode haver uma associação dos dois mecanismos: você tem um aumento do volume e um aumento do tônus vascular, provocando então a hipertensão. 

Pressão arterial — etiologias secundárias

Falando agora em causas que podem provocar, que a gente chama então como etiologias secundárias, as causas em que alguma coisa provoca o aumento da pressão. 

Quando a gente vai fazer uma investigação da pressão arterial, a gente sempre tem que pesquisar problemas renais.

É fácil de entender pelo mecanismo da retenção hídrica, quando você tem um problema renal — um paciente que não está urinando direito, que está fazendo uma retenção de líquidos, ele acaba tendo um aumento da pressão arterial.

Então a gente tem que pesquisar a função renal, filtração, a filtração glomerular, ver exatamente como é que está o rim. 

Outro problema é quando o fluxo para o rim fica alterado, por exemplo: estenose das artérias renais.

O nosso rim tem um papel fundamental na manutenção da pressão no nosso corpo.

Ele vai não só controlar o volume do líquido circulante, como também utilizar-se de mecanismos para que você não perca o fluxo renal, para que justamente você possa eliminar as toxinas que saem através da urina.

Então existe um mecanismo muito conhecido, muito famoso que é o mecanismo da renina-angiotensina-aldosterona, que são enzimas que vão ser liberadas pelo rim.

Então o rim libera a renina quando acontece alguma coisa que altera o fluxo de sangue para o rim e libera a renina. 

A renina entra na corrente sanguínea, se junta com o angiotensinogênio, forma o que a gente a gente chama de angiotensina-1, e vai até o pulmão onde sofre a ação de uma enzima, que é chamada enzima conversora da angiotensina, que é a famosa ECA, que daí transforma a angiotensina 1 em angiotensina 2, que tem um potente efeito vasoconstritor e de retenção hídrica. 

Então, o rim faz isso porque, se o fluxo renal tá diminuído, para que o rim não fique prejudicado, ele solta todo esse mecanismo para fazer uma vasoconstrição, e o volume de sangue voltar ao normal. 

Então pacientes que têm estenose da artéria renal têm esse fluxo reduzido e consequentemente ficam hipertensos.

Então uma das coisas que a gente sempre precisa investigar é ultrassonografia das artérias renais para saber se não é um dos casos de hipertensão secundária. 

Outros fatores secundários são fatores hormonais

Nós temos duas glândulas principais envolvidas nesse mecanismo, que é o caso da tireoide

Quando você produz hormônios a mais da tireoide, você vai fazer vasoconstrição e aumento da pressão arterial; e nós temos o hipotireoidismo, quando você produz hormônios a menos, provocando muitas vezes retenção hídrica. 

Então, os dois mecanismos de alteração na função da tireoide provocam o aumento da pressão arterial. 

Da mesma forma, nós temos as adrenais, que são as nossas glândulas suprarrenais, que ficam acima dos rins.

Essas glândulas produzem catecolaminas, muitas vezes as nossas chamadas adrenalinas endógenas, que têm um grande poder vasoconstritor, e também produz hormônios como o cortisol, como os glicocorticóides, que são retentores de água. 

Então, alterações da função das suprarrenais provocam também aumento da pressão arterial, tanto por retenção hídrica, quanto por aumento do tônus vascular. 

A gente também tem que investigar o seguinte.

É muito comum a presença de tumores em suprarrenais, em pacientes que começam com hipertensão sem uma origem determinada. 

Você vai lá, faz uma ultrassonografia das suprarrenais, mede a função, acaba achando um feocromocitoma, alguma coisa de alteração na função da adrenal. 

Essas são as causas que sempre vão precisar serem investigadas em pacientes que estão com diagnósticos pressupostos de pressão arterial elevada. 

Uma causa cada vez mais frequente de hipertensão: a obesidade

Agora, na nossa atualidade o que acontece — e que realmente tem dado a diferença e criado aí um mar de hipertensos — muitas vezes diagnosticados como hipertensos primários, e daí consequentemente tratados da maneira errada, é a obesidade

Nesse ciclo que a gente vive hoje de uma epidemia — o pessoal fala muito do COVID, mas nós estamos numa epidemia de obesidade.

Uma epidemia de sobrepeso e alimentação errada, você provoca uma série de alterações hormonais que causam a elevação da pressão arterial. 

Então, seguindo aí, por exemplo, sempre que a gente come em excesso — isso vocês já acompanham aí, o pessoal do Senhor Tanquinho já sabem as orientações, muitas vezes seguem também outros médicos, outros nutricionistas…

O excesso dos alimentos industrializados, principalmente aqueles ricos em carboidratos ruins, que são os açúcares, as gorduras hidrogenadas, esses de bolacha, biscoito, chocolate, toda essa porcariada que a gente vê para vender, você aumenta muito os teus níveis de insulina. 

E a insulina é um hormônio que faz muitas alterações, inclusive com o problema da alteração de reabsorção líquida, a nível renal, você vai fazer um aumento dessa absorção, e você vai fazer alterações do tônus vascular. 

Então, atua nas duas maneiras, provocando pressão arterial elevada. 

Além do que também, quando a pessoa se alimenta desse tipo de alimento exageradamente, você vai engordar, consequentemente, a gente não consegue armazenar energia na forma de ATP, a gente armazena o excesso de energia na forma de gordura.

E o próprio sobrepeso acaba também contribuindo para que o organismo tenha que fazer mais força e manter uma pressão arterial mais alta, para conseguir nutrir tanto os tecidos quanto os órgãos. 

E o problema maior que eu vejo, principalmente em consultórios de cardiologistas, é que chega lá uma pessoa com sobrepeso, uma alimentação errada, às vezes não é uma pessoa muito obesa, e ela começou a ter hipertensão.

E assim, pacientes já com 40, 50 anos, que nunca tiveram uma pressão alta, não têm nem histórico de pressão alta na família, chegam no cardiologista e estão hipertensos. 

O cardiologista vai lá, pede todos os exames secundários, não acha nada em adrenal, nada em tireoide, não acha nada em artéria renal nem no rim, e taca medicamento. 

“Ah, não, é hipertensão primária e acabou.”

A pessoa vai tomar um medicamento anti-hipertensivo para o resto da vida, e isso tá completamente errado.

Porque muitas vezes você só precisa olhar para a pessoa e ver que ela tá tendo uma alimentação errada. 

Só o fato de ela medir o peso dela, ou conversar, perguntar o que ela tá comendo, para você conseguir dar uma orientação, uma reeducação alimentar, você conseguir controlar ali a alimentação dela, e muitas vezes o medicamento nem vai ser preciso.

Ou então vai ser preciso por um momento inicial, para ter um controle, evitar as complicações, a pressão alta, mas não vai ser aquele seguimento que as pessoas tomam para o resto da vida achando que não tem cura a sua hipertensão, certo? 

Pressão Arterial: Qualquer Aumento É Ruim?

Roney: Perfeito, Ricardo, perfeito. Uma coisa que a gente gostaria de perguntar é a seguinte.

Qualquer tipo de alteração na pressão, assim, acima dos números normais, já é um sinal ruim, um sinal de que você tem que ir atrás de alguma coisa?

Ou, assim como o colesterol, só o número da pressão, isoladamente, não quer dizer tanta coisa a respeito do paciente?

Dr. Ricardo Schneider: Exatamente, é uma pergunta boa.

Porque assim, a pressão alta vai trazer complicações, tanto a curto prazo, quanto a longo prazo.

Então ela precisa ser muito rapidamente tratada. 

Mas é o que eu tava explicando anteriormente, hoje em dia as pessoas tratam com remédio — e muitas vezes a hipertensão não precisa disso, você consegue só com uma alimentação correta tratar isso.

E não é tirando sódio — é tirando açúcar! Este é um grande erro da cardiologia, botar a culpa no sódio

O sódio você vai tirar naqueles pacientes hipertensos primários, que têm um problema na excreção do sódio. 

Esses pacientes que vão ter outras causas, muitas vezes são pacientes jovens, pacientes até com peso baixo, e começam já com histórico familiar e tem essa hipertensão, esses vão se beneficiar um pouco restringindo o sódio, mas a maior parte não.

Mais de 90% dos pacientes hipertensos não se beneficiam tirando o sódio.”

O sódio participa de todas as reações de potencial de ação e contração muscular, tanto cardíaca quanto de musculatura periférica, você usa o sódio para tudo. 

Como é que você vai lá e faz uma dieta hipossódica, o paciente começa a ter perda de força muscular, a pessoa fica com dor de cabeça, tem um monte de sintomas, fica até com sinais de desidratação.

Porque você tá tratando a causa errada, você não tem que tirar o sódio, você tem que tirar o açúcar que tá aumentando a insulina, que tá prejudicando a absorção, tá aumentando o tônus vascular, então é um erro bastante grave. 

Agora, precisa ser tratada sim, a hipertensão, se você deixar correr, não tiver um tratamento, não tiver às vezes, no início até, precisar do uso de um medicamento, você pode ter consequências graves. 

É só entender que um vaso sanguíneo está presente no corpo inteiro, então se você aumenta a pressão ele pode romper. 

E onde ele romper vai trazer problemas: se é lá no coração vai dar um infarto; se é na cabeça vai provocar um AVC, um derrame cerebral; se é num membro, pode fazer uma obstrução arterial, uma perda de algum membro; no intestino, pode fazer uma isquemia do intestino, então é bastante sério você não cuidar da pressão arterial.

Como É A Alimentação Ideal Para Tratar Da Hipertensão

Guilherme: Excelente. Então eu entendi que cuidar da pressão arterial não necessariamente envolve medicamentos, e muito menos começar um medicamento e, obrigatoriamente ficar com ele o resto da vida, e também não necessariamente envolve fugir do sódio. 

Na verdade, o sódio é muito importante para o nosso corpo, sendo um mineral importante para diversos processos. 

E a gente falou um pouquinho, de passagem, na questão da insulina, mas o que é uma alimentação adequada para quem tá com a hipertensão? 

Tem a ver com a dieta low-carb ou será que seria melhor fugir da gordura, estilo dieta DASH, que se popularizou tanto? 

Como é a alteração alimentar para cuidar da hipertensão?

Dr. Ricardo Schneider: Olha, para a hipertensão eu tenho certeza, e isso eu vejo na minha prática clínica, dos pacientes que eu acompanho e que até eu oriento, que uma alimentação com baixos carboidratos é o caminho. 

É a alimentação low-carb

A DASH — que é a famosa dieta para cuidar da hipertensão — frisa muito as substâncias integrais, então ela vai pegar lá o pão integral, ela vai pegar o arroz integral, vai pegar o macarrão integral, e na verdade ela não tá tirando carboidrato nenhum. 

Ela tá mantendo os níveis altos de glicemia. Porque a diferenciação do trigo, se ele é integral ou se ele é normal, tanto faz, é a mesma coisa. 

Você vai dar uma diferença de 2 ou 3 pontinhos ali na tabela.

Às vezes baixar ali para um índice médio, mas que continua sendo um índice glicêmico alto, e isso vai influenciar na liberação de insulina, vai liberar insulina por longo tempo, porque a pessoa nunca come só um pão, ela come dois ou três durante o dia inteiro. 

Isso aí vai fazer com que ela esteja com glicemia alta o tempo todo, insulina alta o tempo todo.

 Vai começar a ter as complicações da obesidade, com o tempo até resistência insulínica, e toda essa ação da insulina — eu tô falando só do fato da alteração da pressão arterial, mas a gente sabe que ela altera a excreção do ácido úrico, que ela vai provocar atividade inflamatória, vai contribuir para os processos de osteoesclerose. 

Então a insulina alta é um veneno para o nosso corpo, a gente não consegue ter um controle adequado de pressão arterial e de muitas outras doenças comendo carboidrato de alto índice glicêmico ou alta carga glicêmica. 

Então, a DASH ela foi algo assim: quando você pega uma coisa muito ruim, então pessoas que comem completamente errado a vida inteira, e você pega e faz uma coisa menos ruim, que é colocar o integral, começar a fazer a pessoa tentar comer um pouco melhor, ela melhora. 

Então você vai lá, você apresenta um dado assim, “olha, a pessoa comia McDonald's todo dia, agora ela come pão integral, olha como melhorou”. 

Claro que melhorou, ela tá fazendo menos liberação de insulina do que o cara que tava comendo doce e porcaria o tempo todo, mas ela não está fazendo o controle total adequado, ela vai continuar hipertensa, e vai ficar muitas vezes dependente de medicamentos, porque daí o que que acontece, as pessoas associam a DASH e associam o remédio, aí você já nem sabe se não é pelo próprio remédio que você está dando, que tá resolvendo, e se esses níveis de pressão arterial estão realmente bem controlados, se você só baixou um pouco mais o nível glicêmico. 

Então, eu sou a favor, e realmente me embaso muito na gente fazer uma alimentação com baixos carboidratos para conseguir o controle de pressão arterial sem precisar de uso de medicamento para o resto da vida. 

De Onde Vieram As Recomendações Atuais Para Tratar Hipertensão

Roney: Certo, Ricardo, então você percebe que uma dieta com baixo carboidrato, e até por conta dessa diminuição de liberação de insulina, pode levar a uma melhora no quadro de pressão alta.

Então de onde veio esse mito de que teoricamente seria melhor focar a alimentação de pessoas com esse problema nos cereais integrais, e ter uma diminuição na gordura, e ter uma diminuição de sódio? Foram estudos mal feitos, da onde que vem isso?

Dr. Ricardo Schneider: Então, é aquela situação, tem muito estudo observacional, que não consegue associar a causa e efeito.

E a grande parte dos estudos é que a pessoa que se quer colocar, é uma pessoa que realmente era desregrada, a pessoa comia muito errado e ela passa a ter uma alimentação um pouco mais regrada com a introdução dos integrais. 

Até porque integral é ruim, tem gosto ruim, e a pessoa acaba comendo menos. 

Então, por exemplo, a pessoa comia dez pães por dia, ela vai comer uma fatia porque o integral é ruim, então isso dá uma falsa impressão de que aquela alimentação que foi colocada tá fazendo um efeito de melhora. 

E na verdade não é isso: você está baixando o índice glicêmico, você tá tirando aquele excesso de porcaria que ela comia para comer menos porcaria, só que você não está resolvendo o problema. 

Você pode ter um controle até um pouco melhor da sua pressão arterial, mas dificilmente você vai conseguir manter essa pessoa que tá nesse tipo de alimentação sem medicamento. 

É muito difícil porque você vai estar com o problema da insulina a solto do mesmo jeito, você só vai estar com ela um pouco melhor controlada. 

Agora, o que que nós temos que fazer, além de controlar a insulina no sangue, é fazer controle de atividade inflamatória, porque você comendo certo, você diminui a atividade inflamatória, você vai diminuir a produção de uma série de outras substâncias que também têm poderes vasoconstritores, que também provocam piora da pressão arterial, e com consequentemente diminuindo a inflamação você consegue melhorar o quadro geral.

Então, pacientes obesos que têm excesso de gordura, já são pacientes inflamados, além do sobrepeso, além da insulina alta, é um paciente que tá inflamado. 

Inflamação libera uma série de outras lá citocinas inflamatórias que também têm poder vasoconstritor. 

Então tem que ter muito cuidado quando você orienta uma alimentação baseado só em não retirar o excesso de carboidratos, você acaba reduzindo e deixando, na verdade, uma leve melhora e uma falsa impressão de que você está fazendo o tratamento certo. 

E foi isso que realmente aconteceu quando a DASH chegou, porque ela foi introduzida em pacientes que já estavam com a alimentação completamente errada, daí se você dá uma leve controlada, você tem uma falsa impressão de melhora. 

Isso acontece com vários tipos de pesquisa, e ainda colocam o observacional, que você vai lá e relaciona água com café, e depois você vai ver que, na verdade, uma coisa não tinha nada a ver com a outra. 

Dietas Ruins Sem Adesão Humilham O Paciente (E Não Resolvem Seu Problema)

Guilherme: Perfeito, Ricardo. 

Então, para quem já está no “muito ruim”, no pior possível — que é uma dieta ocidental padrão cheia de refinados — qualquer coisa que seja “apenas ruim”, por exemplo,  a DASH, já uma melhora relativa. 

E, nesse aspecto, a gente também tem a questão de que deve ser bastante não palatável uma dieta como a DASH em termos de adesão ao longo prazo

A gente também não consegue observar que as pessoas aderiram a esse estilo alimentar e mantiveram sem sacrifícios, a gente não tem esse tipo de dado. 

Dr. Ricardo Schneider: Exatamente. 

E o que eu vejo, assim, é que daí o médico pega e joga isso na cara do paciente. 

Ele fala assim “tá vendo, você não consegue controlar a pressão porque você não consegue comer certo, você não tá comendo o integral todo dia; ontem você comeu um pão, aí, tá vendo o seu problema, você tá comendo a coisa fora do que o que eu te orientei”. 

E não é isso: às vezes tem um paciente que realmente tá se regrando, tá policiando, tá evitando de comer, tá comendo pouco, mas tá comendo o carboidrato, e ele não resolve o problema, e a pessoa daí fica achando que a culpa é dela. 

Muitas vezes daí desiste mesmo: “ah, não funciona mesmo, então vou comer de qualquer jeito e vou tomar remédio” — e daí fica tomando remédio para o resto da vida. 

E esquece também que a gente tem que ter, além de uma alimentação certa, regrada, com baixo carboidrato, controlar bem a sua insulina, você tem que fazer atividade física, porque atividade física ela é um potente vasodilatador. 

Então, só o fato da pessoa estar com a sua atividade física em dia, fazendo de rotina, que seja uma leve caminhada, que seja uma atividade um pouco mais esforçada, de preferência até resistiva, se a pessoa tem isso, ela já tem o seu controle de pressão arterial natural, que é a liberação de nossas endorfinas, liberação dos seus vasodilatadores que vai controlar. 

Então, é toda uma associação, junto com a alimentação. 

Só que quando a pessoa começa a ter sobrepeso, a pessoa já está cansada, então ela já fica sedentária pelo próprio peso que ela tem que erguer. 

Aí você pega lá um cara que tem 20 quilos a mais do que o normal, imagina você andando com uma anilha de 20 quilos nas costas, você não consegue fazer nada o dia inteiro, você está com dor nas costas, fica com dor na perna, e daí a pessoa se limita a fazer atividade física e daí isso piora, agrava ainda mais o quadro, porque ela já tá comendo errado, já tá com a glicemia alta, já tá com o peso elevado e não faz atividade física… pronto, é a receita da hipertensão arterial. 

Quem Tem Pressão Alta Pode Fazer Jejum?

Guilherme: Com certeza, a “tempestade perfeita” — todos os fatores se alinhando para não dar certo. 

E acho que é interessante o que você mencionou, da questão da atividade física também ser importante, porque a gente recebe muito nas interações com os leitores, no Instagram, ou recebe por e-mail também, muitas pessoas em duas situações principais: umas que não querem se mover de jeito nenhum, e querem corrigir tudo com a alimentação, e outras que querem poder largar e comer qualquer coisa, desde que elas treinem bastante. 

E, geralmente, a gente não pode olhar as coisas só num dos extremos do espectro.

Porque não adianta você comer um monte de lixo e depois tentar compensar correndo igual um maluco para tudo que é lugar, igual a gente já viu algumas pessoas perguntando. 

Assim como também não adianta o caso oposto…

Porque muitas vezes a pessoa não gosta de treinar, e fala “o que que eu como para ganhar massa muscular? Eu não gosto de academia”.

E fica complicado também a pessoa tentar ter resultados só com a alimentação, sem exercício. 

Então, a gente sempre tenta enfatizar a importância desse conjunto de estilo de vida, de alterações de estilo de vida, porque o nosso corpo não é só alimentação, ou só exercício. 

E assim também tem o sono e tem diversas outras práticas que são importantes. 

E nesse aspecto, a gente queria até perguntar sobre uma outra prática que não diz respeito exatamente ao que a pessoa está comendo, mas ao quando, né.

Até porque a gente mencionou os níveis de insulina e a hipertensão, e tem o jejum intermitente que ajuda a baixar os níveis de insulina. 

Ele também pode ser um aliado para quem tá mudando o estilo alimentar, ou ele tem alguma contra indicação para quem tem hipertensão?

Dr. Ricardo Schneider: Não, o jejum intermitente é um excelente aliado — só que ele tem que ser colocado na hora certa. 

Uma pessoa que já tá acostumada a comer de três em três horas, que tem os seus níveis de glicemia sempre altos, e daí de repente fazer um jejum intermitente vai passar mal, vai fazer hipoglicemia, não vai se sentir bem e nunca mais vai fazer. 

E daí vai perder, justamente, os benefícios que esse tipo de terapia mesmo, que esse tipo de conduta traz. 

Porque o jejum é o melhor coadjuvante aí para a gente conseguir controlar as toxinas do nosso corpo. 

É fácil de entender, quando a gente come, tudo o que a gente come vai sofrer oxidação para poder ser digerido, e essa oxidação ela sempre gera o que a gente fala das espécies reativas, os radicais livres aí que são, peróxido de hidrogênio, superóxido, hidroxila, uma série aí de espécies reativas, e essas espécies reativas são atividade inflamatória. 

Quanto mais você tem, pior é. 

Então, se você está em jejum, você já tá evitando produzir espécies reativas

Só pelo fato de estar em jejum você já tem o efeito de como se estivesse tomando um anti inflamatório.”

Você está tentando controlar o sua atividade inflamatória. 

Então, esses padrões de jejum intermitente funcionam muito e ajudam muito, porque você controla os níveis de glicemia, controla os níveis de atividade inflamatória e, consequentemente, se a pessoa estiver tendo uma alimentação regrada, vai conseguir manter manutenção de peso e ajuda até na perda de peso.

Mas, que nem eu falei no começo, tem de ser colocado na hora certa. 

Primeiro a pessoa tem que estar comendo certo, fazer a sua reeducação, entender quais são os alimentos que vão deixar ela com mais saciedade, os alimentos que realmente são potenciais, ajudam lá, principalmente os ricos em proteínas, os ricos em gorduras, que vão conseguir manter uma alimentação controlada, uma insulina controlada, uma saciedade por muito mais tempo, e a partir daí, quando a pessoa faz isso, mesmo sem atividade física, ela já vai perder peso, e a atividade física vai ser o fato que ela vai estar até se sentindo bem por estar perdendo peso e conseguir fazer. 

Porque muitas vezes a pessoa não consegue fazer no começo atividade física por causa do excesso de peso, e à medida que ela começa a se sentir bem, perdendo peso, ela começa a fazer atividade física, e isso vira parte da vida dela. 

E daí sim, depois de um período de adaptação aí de 2 ou 3 meses, que a pessoa já está conseguindo se livrar aí das garras da alimentação errada, comendo a cada três horas e tendo fome o dia inteiro, aí a pessoa começa a perceber que ela pode ficar sem comer, e daí isso vai trazer benefícios, inclusive para treinos depois. 

Porque muita gente tem uma ideia errada que você tem que comer para treinar, e na verdade se você comer para treinar, fazer um exercício físico, você só vai treinar de estômago cheio, não vai mudar nada porque a tua absorção vai acontecer muito tempo depois, e não significa que aquilo que foi absorvido vai ter utilizado na tua atividade física que está fazendo naquele momento. 

Então, a pessoa tem que manter uma nutrição adequada o dia inteiro, uma nutrição que eu digo com alimentos certos, não comer o dia inteiro. 

Ela tem que comer alguma coisa que esteja disponível o tempo todo, principalmente proteínas, que a gente sabe que vai ajudar na parte muscular, até para atletas e ajuda a construir massa muscular

Então, claro, o jejum intermitente eu acho que é uma boa alternativa e, colocado na hora certa, ajuda muito no controle da pressão arterial. 

Roney: Com certeza, Ricardo. 

Conforme a gente sempre gosta de dizer, quando aborda o tema jejum, é mais importante o que você come do que o quando você come

Não adianta você fazer jejum de 24 horas todos os dias e quando for comer, fazer uma refeição que é um monte de hambúrguer com batata frita e coca cola, né. 

Isso não vai adiantar nem para a saúde, nem para emagrecimento, nem para nada. 

E, Ricardo, você falou que a gente ia abordar bastante o tema sal e sódio, o tema sódio aqui durante o podcast, e essa é uma outra questão para a gente abordar. 

De onde foi que surgiu esse medo pelo sódio, mas em específico agora, e quais tipos de pessoas realmente tem que se preocupar com ele? 

Quais não precisam se preocupar com ele? 

E qual seria uma quantidade adequada ou razoável para se consumir de sódio, por dia? Existe esse número?

A Verdade Sobre O Sódio, O Sal, E A Hipertensão

Dr. Ricardo Schneider: Então, aí a gente vai entrar aí nas velhas diretrizes, e nos padrões, assim, da nossa vida de hoje. 

O brasileiro em si, a vida ocidental em si, ela exagera na quantidade de sódio. 

Na verdade, ela exagera na quantidade de açúcar, ela exagera na quantidade de gordura, ela exagera em tudo. 

E o sódio é um dos componentes que, também, muitas vezes vem aumentando demais. 

Um exemplo é que a gente come uma média, o brasileiro come 12 gramas de sal por dia. 

Então isso não vai realmente trazer algum benefício, porque tudo que você tá consumindo em excesso, ou acumula, ou é eliminado, ou traz algum problema. Então, o açúcar a gente sabe que acumula —  já são duas coisas, porque ele acumula e traz problemas.

E o sal não vai acumular, mas muitas vezes ele vai estar muito aumentado na corrente sanguínea, provocando o aumento da retenção hídrica, e isso vai fazer inchaço, a pessoa se sente mais inchada, e muitas vezes com o aumento da pressão arterial. 

Mas o sal, controlado, de uma maneira normal, numa dieta normossódica, a gente considera aí em torno de 5 gramas por dia de sal, que seria o normal, você temperar a tua comida, não ficar exagerando no saleiro, mas comer normal. 

Isso aí não traz interferência nenhuma para o paciente que tem pressão alta secundária, que são os casos desses pacientes hoje em dia obesos, os que têm problemas renais, nesses problemas a gente não precisa controlar o sal desses pacientes. 

O que a gente tem que controlar o sal são os pacientes que têm hipertensão primária, porque esses sim têm um problema na excreção, já é um problema genético no rim, então a pessoal não consegue excretar. 

Então a pessoa comer demais, ela vai reter mais e daí vai reter mais água e vai ficar hipertensa, que é o caso da hipertensão primária. 

Esses pacientes normalmente são jovens, pacientes que normalmente já têm um histórico familiar, não têm muitas vezes sobrepeso, são pacientes até que tem atividade física normal, fazem tudo, e os que chegam lá no teu consultório, o paciente está com 200 por 120 de pressão. 

Mas isso já começa muito cedo, muito jovem, porque é justamente um problema genético, então esses a gente vai limitar o sal, mas é porque é um problema dele mesmo. 

Mas, na maior parte, eu diria aí um 90% por cento dos pacientes, a gente não precisa se controlar, ter esse controle do sal. 

A gente tem que ter o controle da alimentação saudável, que é uma quantidade normal de sal e uma quantidade muito baixa de açúcar, porque o açúcar, os carboidratos hoje em dia, a gente sabe que tá um exagero, é só ver o tamanho do pessoal hoje em dia, que eu nunca vi uma obesidade tão espalhada como tá hoje. 

Como Ter Vasos, Veias, E Artérias Saudáveis

Guilherme: Com certeza, os números que obesidade estão cada vez maiores, e é até engraçado pensar que as diretrizes atuais seriam algum tipo de solução para isso.

Uma vez que foi a partir delas que esse problema de obesidade, hipertensão, síndrome metabólica, todas essas questões, e várias comorbidades foram aumentando cada vez mais, inclusive diabetes e vários outros problemas vasculares ligados a isso, e não vasculares também. 

E você mencionou um pouco, também, a questão do tônus dos próprios vasos que transportam o sangue no nosso corpo. 

Você poderia falar um pouquinho mais nessa questão? O que que pode influenciar a fragilidade ou a robustez desse tipo de tecido?

Dr. Ricardo Schneider: Os nossos vasos sanguíneos são compostos de uma parte interna, que é o endotélio, que reveste internamente o vaso sanguíneo; tem a camada muscular lisa, que é justamente a que consegue fazer aumento do tônus da vasoconstrição, ou redução do tônus, a vasodilatação; e nós temos uma camada externa, que é para proteção, que é a adventícia. 

O que acontece: a musculatura lisa sofre ação de muitas catecolaminas, as nossas adrenalinas, as noradrenalinas, e também a ação hormonal, hormônios tireoidianos, hormônios como eu já tinha citado, do sistema renina-angiotensina-aldosterona, que vai liberar angiotensina 2. 

Então, pequenas variações que provocadas por alteração de volemia, por uma alimentação errada, um excesso de volume, um estresse, a pessoa vive a vida estressada — tem pessoas que sofrem para trabalhar, tem pessoas que trabalham, sofrem o estresse normal do trabalho, mas tem pessoas que vão trabalhar sofrendo já, que não vê a hora de acabar, já tá querendo ir embora, e a pessoa sofre aquele estresse o dia inteiro. 

Esse estresse vai liberando hormônios, inclusive o próprio cortisol, hormônio de estresse que vão aumentando o tônus vascular, e isso provoca hipertensão arterial. 

Até o medo, que a gente chama o famoso síndrome do jaleco branco, que o paciente chega para o médico examinar, a gente vai medir a pressão e ele tá hipertenso. 

O cara nunca teve pressão alta, mas na frente do médico ele tem pressão alta, que é justamente por ansiedade, por medo, então vários fatores aí interferem; o que a gente tinha citado do sono, do nosso ciclo circadiano, o sono errado também, a pessoa fica irritada, começa a ter taquicardia, começa a ter efeitos colaterais que levam à vasoconstrição, levam a problemas de tônus vascular. 

Então, tudo é uma associação, a pessoa tem que ter na cabeça que se ela comer certo, ela vai conseguir controlar o seus hormônios, vai conseguir controlar o seu estresse. 

Muitas vezes o estresse é provocado pela própria alimentação, porque quando a pessoa comete exageros de glicose, ela vai fazer hipoglicemia a cada duas ou três horas, daí ela tem aquele efeito rebote, com taquicardia, sudorese, dor, falta de ar, a pessoa parece que tá infartando porque tá com fome, por causa da insulina baixa e o organismo tá tentando se defender para não fazer hipoglicemia. 

A insulina está alta, e o organismo tentando se defender da hipoglicemia. 

Então você tem que controlar o seu estresse, você tem que fazer alimentação certa, que vai ajudar a controlar o estresse; fazer atividade física, que vai ajudar a melhorar esse tônus vascular.

O tônus vascular é como se você fizesse uma musculação, se você mexe o teu braço, você percebe que as veias dilatam. 

Isso aí é uma vasodilatação porque você está aumentado o fluxo sanguíneo nos teus vasos, no teu músculo que está sendo exercitado. 

Então, depois que você para de fazer o esforço, o seu vaso dilata para que o sangue consiga percorrer todo aquele músculo que foi excitado. 

Então, tudo isso contribui a você ter um controle melhor do seu tônus vascular, então é importante, porque são dois mecanismos, retenção hídrica e tônus vascular. 

Se você tiver um controle através da alimentação aí principalmente, você consegue evitar de ter uma pressão alta. 

Roney: Certo, perfeito, Ricardo. 

Esse é realmente um assunto que eu acho que a gente tá tratando bem, tá ficando bem completo. 

E você acha que até aqui ficou faltando algum ponto importante a ser abordado a respeito de pressão alta?

As Diretrizes Atuais Mais Ajudam Ou Atrapalham?

Dr. Ricardo Schneider: Olha, o foco principal que eu acho, a gente sempre tem que levar ao conhecimento, justamente como você citou.

Porque as diretrizes muitas vezes elas são mais confusionais do que para ajudar. 

E isso a gente sabe, infelizmente, que no mundo inteiro, não é só no Brasil, isso tem muita influência de indústria, muita influência de indústria alimentar, de indústria farmacêutica, de medicamentos que estão aí entrando no mercado, que o pessoal quer vender, tem muita gente ganhando dinheiro em cima de doença. 

Infelizmente a pessoa usa isso como artifício para conseguir tentar melhorar o seu bolso, e não a saúde das pessoas. 

Então, essas diretrizes elas são muito falseadas, muitos estudos observacionais, são coisas que parece que é mas não sei se é, mas é melhor que seja, e daí fica por isso mesmo. 

Então, a gente tem que parar de se basear muito em diretriz, procurar mais informação. 

Hoje é fácil o acesso, a gente entra na Internet, você coloca ali alimentação low-carb, alimentação saudável, o que seja, e você já encontra milhares de alternativas, e você consegue filtrar o que realmente importa ou não.

E não precisar se basear então em diretrizes para conseguir cuidar disso, porque o principal hoje — isso é importante a gente deixar destacado — para a pressão arterial não é o sal, é o açúcar.

É um branquinho igual, mas que no efeito é completamente diferente um do outro. 

Então, as pessoas têm que levar isso em consideração. 

Uma alimentação saudável, com baixos carboidratos consegue manter a pessoa muitas vezes o resto da vida sem uso de medicamentos. 

É uma alternativa: ou come errado e toma remédio, ou come certo e evita tomar remédio.

Efeitos Colaterais Dos Remédios Para Pressão Alta

Roney: Sim, com certeza, Ricardo. E, no caso, esses remédios que, como você falou, a pessoa pode optar por comer errado e tomar remédio, mas além dos efeitos colaterais da alimentação, que vão acabar uma hora ou outra se refletindo para além da pressão, quais seriam os possíveis efeitos colaterais desses remédios para pressão? 

Dr. Ricardo Schneider: Então, umas classes mais conhecidas é justamente os inibidores daquela enzima de conversão da angiotensina, os inibidores da ECA, é o famoso Enalapril, Captopril que tem em posto de saúde e tudo que é lugar. 

Esse mecanismo deles, justamente, inibe a produção da angiotensina 2, que é o que vai fazer a vasoconstrição, então não transforma angiotensina 1 em 2. 

Só que o que o organismo faz?

Como tá faltando a enzima que não tá chegando, e ele precisa muitas vezes — porque a angiotensina 2 ela é produzida não é só pro mal…

Ela é produzida, muitas vezes, para manter um fluxo renal adequado, conseguir um tônus vascular na hora que a pessoa está fazendo uma atividade física, conseguir na hora de um estresses, a pessoa sair correndo, a pessoa precisa também ter uma vasoconstrição. 

Então, a angiotensina não é de todo mal, ela tá lá junto com uma associação, ela só tem que ser controlada.

E quando você bloqueia a ação dela, você aumenta a quantidade de receptores nas células. 

As células começam a precisar daquela angiotensina, então ela tenta aumentar a quantidade de receptores. 

Aí o que que acontece, por exemplo, quando ela pega uma infecção viral como o COVID? O COVID ele tem a ação direta no pulmão.

Porque a angiotensina 2, a maior parte dos receptores está concentrada nas células pulmonares. 

Quando a pessoa pega uma infecção por COVID, o COVID ele entra na célula pelo receptor de angiotensina 2.

Então o paciente que tá tomando aí um Enalapril, um Captopril, é muito mais fácil dele ter uma complicação de uma pneumonia viral. 

Até foi relatado, o pessoal estava pensando em suspender os medicamentos, mas aí não pode suspender porque a pessoa é hipertensa, aquela série de problemas que a pessoa criou, muitas vezes, por uma alimentação errada, e que tá usando um medicamento que comprometeu a imunidade dela

Então, esse é um exemplo atual por causa do que apareceu do COVID, mas nós temos muitos outros exemplos aí dos medicamentos provocando alteração de nível renal.

Porque os inibidores da ECA também alteram função renal; a pessoa pode desenvolver uma insuficiência renal crônica. 

Quando a gente usa beta bloqueadores, o fato de ficar utilizando medicamentos que controlam a frequência cardíaca, a pessoa às vezes pode ter bradicardias, essas bradicardias podem fazer diminuição de fluxo de sangue para uma série de órgãos, além do rim você pode comprometer cérebro, pode comprometer pâncreas, pode comprometer fígado…

Então os medicamentos muitas vezes eles são metabolizados ou no sistema hepático ou renal, então você faz sobrecarga hepática, faz sobrecarga renal. 

Então, medicamento é para tratar doença: não é para tratar todo mundo

É para quando você tem uma doença determinada que não existe uma causa secundária.

Uma situação em que seria algo genético, uma coisa que você não tem controle — ou que pelo menos por enquanto a gente ainda não tem controle. 

Então, remédio é aquela situação: se você vai ler bula de remédio, você nãotoma nenhum.

Porque a quantidade de malefícios, inclusive trombose e tudo mais, que ele traz, às vezes é complicado mesmo, então tem que ter esse cuidado. 

A gente tem que tentar evitar, o médico tem que orientar da maneira correta para que a pessoa evite de usar o medicamento, e não ache que o uso do medicamento é uma coisa que sempre beneficia, principalmente no caso da pressão arterial.

Como Conversar Com Seu Médico Sobre Hipertensão

Guilherme: Excelente, Ricardo. 

Então, acho que quem ouviu a gente até aqui, provavelmente já entendeu que alterações de estilo de vida podem ser muito mais interessantes do que os remédios, né. 

E já entendeu também que um grande perigo, um grande possível culpado é a ingestão, justamente, do açúcar — e não necessariamente do sal. 

Mas e se a pessoa entendeu isso e ela já faz uso do medicamento, ela já tem esses problemas de hipertensão e quer fazer essa alteração, não sabe muito bem como conversar com o médico dela para fazer essa transição, nessa mudança de estratégia…  

Como ela pode começar a abordar isso com o profissional de saúde que tá tratando do caso dela?

Dr. Ricardo Schneider: Então, primeiro tem que ter a certeza de que realmente ela tá tendo hábitos alimentares normais, então ela tem que fazer check up laboratorial, ver como que estão os hormônios, ver como que estão os níveis de insulina basal, ver como que está a triglicérides, ver toda aquela carrada de colesteróis e apolipoproteínas

A gente tem que saber que a pessoa está comendo certo, a partir daí ela vai levar isso para o médico dela, fazendo atividade física, que isso é um grande moderador da pressão arterial. 

Então a pessoa comendo certo e fazendo atividade física, ela pode chegar para o médico dela e ela mesmo vai sentir, porque a pressão dela vai cair. 

São aqueles pacientes que começam com doses, às vezes, muito altas, associam dois, três remédios e de repente a pessoa começa a ficar hipotensa, ela já sabe que tem alguma coisa errada. 

E ela para por conta, de tomar o remédio, ou ela tira um, ela tava tomando de oito em oito horas, ela vai tomar só duas vezes ao dia, então ela mesmo consegue fazer esse controle.

Mas ela tem que levar isso ao médico, porque parar sem orientação também pode ser perigoso, por causa do efeito rebote. 

Tem medicamentos que na hora que você tira, daí ele faz uma hipertensão rebote, então você tem que, às vezes, mesmo que a pessoa já não esteja mais precisando, já esteja com a pressão controlada, com a alimentação certa, ela tem que ir tirando isso gradativo, e pra isso ela tem que levar ao médico dela, dizer os sintomas que ela tá tendo, mostrar os exames, mostrar que a pressão dela tá mais controlada.

Ela faz aquele controlezinho em casa: mede a pressão de manhã, de tarde e de noite, leva para o médico e fala: olha, a minha pressão está sempre abaixo de doze por oito, ou tá sempre doze por oito, será que eu não posso reduzir o medicamento? 

Eu tenho me alimentado melhor, eu já emagreci, eu tô com a atividade física diária que eu faço. 

Então, os médicos vão entender: não são todos que são completamente arbitrários.

Eu mesmo antigamente tratava muito hipertensão arterial com medicamentos… até que eu comecei a perceber isso.

A gente começa a estudar e começa a ver essa parte de reeducação alimentar, que a maior parte dos pacientes você tira o remédio à medida que ele emagrece, faz atividade física, então é muito mais fácil do que a gente imagina. 

Só que a pessoa realmente tem que aderir a esse estilo de vida, não dá para ficar fazendo aqueles exageros de final de semana, achar que “no final de semana pode”…

Porque daí explode a pressão no final de semana e a pessoa faz um derrame cerebral — porque não tá mais tomando remédio e não tem mais controle da pressão arterial, né. 

Roney: Com certeza, Ricardo, com certeza. É super importante arrumar a alimentação e ter sempre esse contato com médico para não mexer na medicação sem o aval dele, que também aí você pode ter outros tipos de problema. 

Ricardo, a gente tá chegando na parte final aqui do nosso podcast, com certeza foi uma entrevista muito rica, tá sendo, e a gente gostaria de saber se você tem alguma mensagem final para deixar para o pessoal que tá aqui, se você quiser complementar algum dos assuntos que a gente tratou. 

Se você quiser deixar uma mensagem sobre qualquer outro tema relacionado aqui, por favor, agora o espaço continua sendo seu.

A Mensagem Final Do Dr. Ricardo Para Você

Dr. Ricardo Schneider: Então, eu acho que tem que deixar bastante essa mensagem — tanto que já citei por duas vezes — de que as pessoas tem que procurar fazer o controle da sua alimentação.

Alimentação é a porta de entrada da maior parte — eu diria, praticamente de todas —  as doenças que a gente tem.”

Uma delas é a pressão arterial, então façam o controle, procure médicos capacitados, procure pessoas atualizadas. 

Vocês têm hoje em dia a Internet, você bota no teu celular, você consegue achar, se interesse pelo assunto, se você tem um problema relacionado a sua pressão, ou a qualquer outra doença, procure assuntos relacionados àquilo ali, tire as suas dúvidas e depois leve ao médico as dúvidas que você tem. 

Os médicos hoje em dia muitos já estão se atualizando, já mudou muito, antigamente era muito pior.

Hoje a gente consegue achar pessoas atualizadas em qualquer área da medicina.

Ainda mais com essa facilidade do teleatendimento: você já não precisa, muitas vezes, nem da consulta presencial, você pode buscar uma orientação via telemedicina — via uma conversa, não precisa ser exatamente uma consulta. 

Então, você consegue ter essas orientações, e claro, levar em consideração isso, que é não se preocupe tanto com o sal, como isso é preconizado. 

O sal é um elemento muito fundamental, o sódio ele tem que estar presente, você tem que controlar sim o excesso, não vai comer quilos de sal e botar sal grosso embaixo da língua. 

Mas as pessoas têm que ter o controle sim dos seus açúcares, os açúcares são o mal do século XX. 

As pessoas estão ficando doentes, a gente tá tratando doenças que antigamente nós tínhamos uma ou duas pessoas, hoje nós temos milhares de pessoas, é impressionante. 

É ácido úrico, é colesterol errado, tudo é hipertensão, é diabetes… 

São doenças que já existem há 50 milhões de anos aí e nunca teve tanto como tem hoje — e por que será? 

Por que será? 

É só ver o que as pessoas estão comendo.

Então cuidem bem da sua alimentação que consequentemente isso vai ser uma maneira de você evitar as doenças.

Roney: Com certeza, Ricardo, perfeito. 

Então, acho que agora a gente gostaria de saber se você tem outros hábitos saudáveis além da alimentação, que já deu para perceber que você cuida dela, e também depois, já pode deixar as suas mídias sociais para quem quiser te seguir, te acompanhar e saber mais sobre você.

Os Hábitos Saudáveis Do Dr. Ricardo Schneider 

Dr. Ricardo Schneider: Então, eu faço musculação, eu gosto de fazer o treino mesmo, resistivo. 

Eu faço todos os dias, às vezes num domingo ou outro eu pulo, mas eu já criei uma rotina, já faz praticamente quase três anos que eu faço todos os dias.

E isso pra mim foi um grande upgrade, não só na questão pessoal, de você se olhar no espelho e se sentir bem, mas na questão realmente de saúde, porque eu tinha exames bem alterados também. 

Antigamente eu não tinha uma alimentação saudável, ou eu até achava que tinha uma alimentação saudável, mas nunca tinha me especializado dessa forma, e hoje em dia eu sei que o que eu comia, de saudável, não tinha nada. 

Então, eu mudei a minha vida com alimentação e com atividades resistiva. 

Só para dar um detalhezinho, assim, a atividade resistiva, se você for comparar com aeróbico, de você ficar correndo em esteira, você consegue diminuir em mais de 30% o risco de doenças cardiovasculares fazendo musculação, em 10 minutos por dia, que seria, mais ou menos,uns 30 minutos de esteira, então para você ver a diferença que uma musculação pode fazer numa pessoa. 

Que as vezes a pessoa fala, “ah, mas eu não quero fazer hipertrofia”.

Mas não é isso, é você fazer um resistivo, é você pegar um pesinho leve ali, alguma coisa que só faça realmente o teu organismo sentir um alongamento, um fortalecimento, um agachamento, para você melhorar a tua qualidade de vida, porque o que mata depois uma pessoa mais idosa é justamente a limitação, muitas vezes, por perda de força muscular. 

Então, acho muito importante fazer. 

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E também Twitter drrschneider — é só acompanhar aí através das mídias mesmo, depois no finalzinho aí o pessoal do Senhor Tanquinho coloca aí a mídia certinha para poder acessar. 

Guilherme: Com certeza, a gente vai deixar tudo elencado aqui na descrição todos os links que você mencionou no seu perfil, e também no site tem a transcrição completa do episódio, para quem gosta de ler. 

E também quem quiser tirar alguma dúvida específica sobre algum termo que às vezes seja meio técnico, e também, obviamente, os links novamente lá. 

Então, Ricardo, eu queria agradecer a você pela sua participação, novamente um episódio super rico que a gente foi fundo ali nas questões, e mostrou até algumas verdades um tanto quanto inconvenientes, mas que precisam ser mostradas. 

Então, muito obrigado por ter participado aqui com a gente aqui de novo.

Dr. Ricardo Schneider: Ah, eu que agradeço a vocês.

Roney: Então, muito obrigado novamente, e queria aproveitar para agradecer também os Tanquinhos e Tanquinhas que nos escutaram até aqui. 

Muito obrigado por sua audiência. 

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A gente se fala no próximo episódio. 

Um forte abraço do Senhor Tanquinho.

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