Coma Chocolate Sem Deixar De Ser Fit: Os Melhores Chocolates Para Low-Carb E Cetogênica

Chocolate! Chocolate! Chocolate! Eu só quero chocolate.”

Tim Maia

Chocolate é uma delícia, né? Nós amamos esse doce sabor.

No entanto, a maior parte das dietas que você vai ver por aí vai simplesmente proibir chocolate.

E isso é algo muito, muito triste.

(Um minuto de silêncio pelo chocolate.)

No entanto, numa dieta de emagrecimento bem feita, você pode sim comer chocolate.

Mesmo se a sua dieta for low-carb — ou até mesmo cetogênica.

Especialmente quando falamos de chocolates de verdade: com uma boa porcentagem de cacau, e poucos ingredientes estranhos.

Porque o fato é que nem todos os chocolates são iguais.

Justamente por este motivo é importante aprender sobre eles.

Sendo que, ao ler este artigo até o final, você vai descobrir exatamente:

  • Quais os melhores chocolates para sua saúde e emagrecimento,
  • O que observar na hora de comprar chocolate,
  • A verdade sobre os chocolates diet, light, e zero,
  • Quais os benefícios para a saúde de consumir chocolate,
  • Quanto chocolate você pode consumir e ainda emagrecer,
  • Onde comprar chocolates bons para você, e ainda
  • 6 receitas low-carb e cetogênicas com chocolate para você se deliciar.

Ou seja: este é mais um artigo completo, para se somar às centenas que temos aqui no site.

Para ter acesso aos novos artigos — e ainda ganhar de presente nosso ebook com 15 receitas low-carb que custam menos de 10 reais — recomendo que se inscreva na nossa lista de emails 100% gratuita.

Este é nosso canal favorito de comunicação com você, e onde te enviaremos novidades, artigos, receitas e estratégias para você ter sucesso. Nunca enviamos SPAM.

Além do email, você também pode nos acompanhar na sua mídia favorita — pois estamos em canais como Youtube, Instagram, e Telegram.

Tudo para deixar você no controle do seu corpo.

Dito isso, vamos começar entendendo quais os melhores chocolates para quem deseja ter saúde e emagrecer.

Especialmente se estiver fazendo uma estratégia de baixos carboidratos.

Conteúdo do post:

Chocolate Na Low-Carb / Cetogênica: Quais São Os Melhores

Conforme dissemos, os chocolates não são banidos de estratégias como a dieta low-carb ou cetogênica.

Mas é importante entender que nem todos os chocolates são iguais.

Porque um chocolate 85% cacau é bem diferente de um chocolate ao leite.

Tanto no sabor, claro — quanto nos efeitos no seu corpo.

Porque você talvez já imagine que “chocolate ao leite” não é exatamente um alimento saudável.

Até porque, num chocolate desse tipo, você vai encontrar muito mais leite e açúcar do que o próprio cacau.

Uma barra de chocolate ao leite pode ser gostosa, e servir como uma exceção da dieta — mas este é basicamente seu único benefício.

Então, entenda que o principal fator para um chocolate ser saudável é quanto cacau ele tem.

Todo o resto que existe na barra (açúcar, leite, etc) é um aditivo que, na melhor das hipóteses é neutro para sua saúde.

(E, no caso do açúcar, é prejudicial para ela.)

Então, quanto mais cacau, melhor.

Sendo assim, é claro que o chocolate “meio amargo” já é melhor que o chocolate ao leite.

Mas, via de regra, preferimos no mínimo 70% de cacau — e, se você puder escolher um chocolate com mais cacau ainda, melhor.

Ao nosso ver, a partir de 85% cacau, as coisas começam a ficar ainda mais interessantes, pois:

  • a quantidade de açúcar na barra começa a ficar realmente pequena,
  • a quantidade de fibras e gorduras boas do cacau fica maior,
  • os flavonóides (compostos benéficos do cacau) ficam mais concentrados
  • o “potencial compulsivodiminui substancialmente, e
  • o sabor se torna simplesmente incrível.

Claro que este último ponto — sobre o sabor — é discutível.

Afinal, muitas pessoas odeiam o sabor realmente amargo do chocolate.

E tudo bem: você não ganha “pontos extras” por comer chocolate 99% cacau em vez de 85%.

E ninguém vai te julgar por comer chocolate 70% cacau de vez em quando.

Mas é importante saber que o seu paladar é adaptável.

E uma prova disso são pessoas que conseguem — mesmo após anos tomando café adoçado — trocar para o café sem açúcar.

Então, existem grandes chances de que você comece achando até o chocolate 70% “amargo demais”…   

Porém que, daqui uns meses, consuma o 85% cacau (ou mesmo mais concentrado ainda) de maneira tranquila.

Falando em cacau, o próprio cacau em pó puro também é um alimento permitido na low-carb e cetogênica

Por ora, saiba o seguinte: chocolate não é proibido na estratégia de baixos carboidratos — desde que você saiba o que observar na hora de comprar.

É isso que vamos ver agora.

Chocolate Na Low-Carb / Cetogênica: Como Ler O Rótulo E O Que Observar Na Hora De Comprar

Existem duas coisas que você deve olhar quando for comprar chocolate.

E são as mesmas duas coisas que você deve observar na hora de comprar qualquer produto.

Elas são:

  • a lista de ingredientes, e
  • a tabela nutricional.

Como ler essas informações corretamente?

Vamos primeiro ver a lista de ingredientes.

Acontece que, de acordo com a legislação, os ingredientes devem ser listados “em ordem decrescente, da respectiva proporção”.

Ou seja: a ordem dos ingredientes vem do que está presente em maior quantidade até o que está presente em menor quantidade.

Sendo assim, o primeiro ingrediente da lista do chocolate deve ser cacau.

Palavras como cacao, grãos de cacau, massa de cacau, licor de cacau, e cacau em pó são todas ok.

Se “leite” ou “açúcar” (ou qualquer outra coisa) vier primeiro, saiba que este não é um chocolate adequado.

Além da lista de ingredientes, você também vai querer observar a tabela nutricional.

Isto é: a quantidade de energia, proteínas, gorduras, fibras…

E — mais importante para os nossos propósitos — a quantidade de carboidratos.

No caso, ela tende a se relacionar muito bem com a quantidade de cacau do chocolate.

Isto é: quanto mais cacau, provavelmente menos carboidratos.

Ou seja: se 85% da barra for de cacau, não sobra tanto espaço assim para adicionar “bruxarias” a ela.

No entanto, continua sendo válido observar a tabela nutricional.

Até para garantir que você fique dentro da sua quantidade de carboidratos estipulada por dia.

Neste momento, talvez você esteja pensando o seguinte.

Mas será que eu preciso ficar lendo o rótulo de tudo o que for comprar?”

E a verdade é que, se você quiser fazer boas escolhas, precisa sim.

Pois, conforme disse o graduando em nutrição Felipe Caggiano em nosso podcast:

Não tem jeito de você querer inserir alimentos no seu dia a dia sem olhar muito o rótulo. E algumas pessoas até falam “agora eu virei a louca dos rótulos”. Mas na verdade eu penso que louco é quem come os produtos sem olhar o que tem neles.”

Num primeiro momento, pode parecer intimidador ler os rótulos de absolutamente tudo o que você for comprar.

No entanto, duas coisas acontecem quando você passa a ler rótulos com frequência.

A primeira é que você fica realmente bom nisso: basta bater os olhos no rótulo de um produto para identificar coisas estranhas, que não deveriam estar ali.

(Se quiser ver um exemplo onde comparamos 4 produtos de apresentação similar, porém bem distintos, veja este artigo sobre frios, embutidos, e presuntos na low-carb.)

E a segunda é que você vai identificar marcas e produtos que atendem aos seus critérios — e aí vai comprá-los sempre, sem precisar ler o rótulo todas as vezes que for fazer compras saudáveis.

Resumindo: É muito importante aprender a ler o rótulo dos alimentos.

Por este motivo, desenvolvemos um treinamento completo de 2h com tudo o que você precisa saber para nunca mais ser enganado(a) no mercado. 

Este treinamento (somado a diversos materiais de apoio) é um dos bônus exclusivos que você ganha ao se inscrever no nosso Treinamento De Refeições E Cardápios Para Emagrecer

(Além disso, no Treinamento de Refeições, você aprende como inserir chocolate — e outras delícias — na sua alimentação e continuar emagrecendo semana após semana.)

Falando em rótulos, existem três componentes populares do chocolate que causam muitas dúvidas aos praticantes de dietas low-carb e entusiastas da comida de verdade.

Vamos ver quais são eles.

Cuidados com o chocolate: alguns ingredientes que merecem atenção

Existem três ingredientes do chocolate que causam dúvidas para boa parte das pessoas.

O primeiro ingrediente causador de dúvidas é o leite.

O fato é que muitos chocolates (e mesmo aqueles com maior teor de cacau) podem levar leite em sua composição.

Este é um problema para pessoas que têm intolerância à lactose, por exemplo.

Pois — dependendo de quão severa for sua intolerância — você pode ter reações ao comer chocolates.

Além disso, pessoas vegetarianas estritas ou veganas também não gostam da adição de leite (um produto de origem animal) ao chocolate.

Se bem que talvez eu nem precisasse dizer isso: porque esse tipo de pessoa provavelmente já está lendo os rótulos de tudo o que coloca em sua lista de compras vegetariana.

E é bom saber que, via de regra, o leite vai estar mais presente em chocolates mais adocicados.

O segundo ingrediente que gera dúvidas é a lecitina de soja.

Apesar de não acharmos a soja um alimento particularmente bom, é importante notar que a lecitina de soja não é algo tão ruim quanto outras apresentações desse alimento — como o péssimo óleo de soja, por exemplo. 

Além disso, a lecitina de soja está presente em quantidades bem pequenas no chocolate.

Então (excetuando-se o caso de alérgicos à soja) você provavelmente teria de consumir centenas de gramas de chocolate para ter algum efeito negativo da lecitina de soja — caso ela tivesse algum efeito negativo em indivíduos saudáveis.

Sendo que comer múltiplas centenas de gramas de chocolate não é ideal para a sua saúde por outros motivos — conforme falaremos a seguir.

Agora, e no caso das pessoas alérgicas à soja?

O fato é que a lecitina de soja talvez sirva como gatilho para alguns alérgicos.

Enquanto, para outros, não.

Porque são as proteínas da soja que são as responsáveis pelas alergias (assim como no caso do amendoim).

Sendo que alguns estudos tentaram avaliar se a lecitina de soja apresenta essas proteínas em quantidades significativas.

Um dos estudos observou que a concentração de proteínas alergênicas varia muito entre as amostras de lecitina avaliadas: algumas amostras apresentavam 14x mais proteínas alergênicas do que outras. [1]

Dessa forma, é natural que alguns estudos e observações encontrem amostras com maior potencial alergênico. [2]

Enquanto outros observaram amostras que não causaram reações alérgicas. [3]

Sendo assim, se você é alérgico à soja, talvez seja melhor evitar as lecitinas.

Se não é, eu não me preocuparia demais com esse ingrediente. Não é meu ingrediente favorito do chocolate (este seria o cacau), mas também não me esforço em demasia para evitar.

Por fim, o terceiro nutriente que causa muitas dúvidas no chocolate é o glúten.

O glúten é uma espécie de proteína presente em cereais com o trigo e o centeio, e causa reações em muitas pessoas (tanto celíacas quanto não-celíacas.)

O fato é que o chocolate não deveria conter glúten.

No entanto, várias marcas de chocolate ao leite apresentam sim essa substância [A].

Sendo que a presença do glúten é bastante comum em chocolates com baixo teor de cacau.

Mas isso não é exclusividade das marcas mais populares: veja na imagem, por exemplo, o chocolate ao leite da famosa marca Lindt (imagem B).

No entanto, você pode encontrar chocolates bem adocicados, inclusive da própria Lindt que não contêm glúten (exemplo C).

Sendo assim, fica claro que não existe uma regra para a questão do glúten e do chocolate. 

E quando falamos de chocolates com maior teor de cacau, a presença do glúten também tende a variar bastante.

Por exemplo, o chocolate Lindt 85% cacau contém glúten (imagem D).

Já os chocolates Lindt 90% cacau e Lindt 99% cacau não contém essa substância (respectivamente imagens E e F).

Sendo assim, é importante olhar caso a caso para saber se o chocolate em questão leva glúten ou não.

Resumindo: Leite, soja, e glúten são fontes de sensibilidades alimentares comuns — e eles podem estar presentes em alguns tipos de chocolate.

Os chocolates bem concentrados em cacau (95% cacau ou mais) têm mais chances de serem livres de leite, de lecitina de soja, e também de glúten.

Mas o mais seguro é ler o rótulo para avaliar caso a caso.

Chocolate Na Low-Carb / Cetogênica: Chocolate Diet E Zero Açúcar São Permitidos?

Existem tantas denominações que encontramos nos rótulos dos alimentos que pode ser confuso saber qual é melhor.

Estamos falando de nomes como:

Dentre outros.

Com os chocolates não é diferente: ao caminhar na seção de chocolates do supermercado, você vai encontrar diversas qualidades sendo exaltadas em produtos distintos.

O que significa cada uma dessas palavras?

Nós escrevemos um artigo completo sobre o significado desses termos, então não vamos nos alongar demais aqui.

No entanto, de maneira resumida:

  • Alimentos light são aqueles que são reduzidos em pelo menos 25% de algum nutriente.
  • Alimentos diet são aqueles ausentes de algum componente (como gordura ou açúcar, por exemplo).
  • Alimentos “zero açúcar” têm menos de 0,5g de açúcar a cada 100g ou 100 ml de produto,

Parece bom, certo? Parece saudável.

No entanto, vejamos um chocolate diet como exemplo.

Ele alega ser diet porque tem zero açúcares adicionados.

(Em vez do açúcar, ele usa adoçante sucralose para conferir o sabor doce.)

Em letras grandes, a embalagem destaca que este produto contém colágeno, que é fonte de fibras, e que não contém glúten.

No entanto, em letras miúdas, ela menciona que

  • contém açúcares próprios dos ingredientes (não é realmente zero carboidrato), e que
  • este não é um alimento baixo ou reduzido em valor energético.

Ou seja: este alimento não necessariamente é adequado para uma dieta de baixo carboidrato.

E nem mesmo para uma dieta que busca trazer déficit calórico.

Na verdade, seu marketing indica que seria uma boa opção para diabéticos.

Todavia, as pesquisas mais recentes — bem como diversos especialistas — discordam veementemente das diretrizes atuais para tratar diabéticos.

Desta forma, esse chocolate é sim considerado, nos termos da lei, um alimento diet.

No entanto, ele continua tendo uma quantidade significativa de carboidratos.

E não é nem mesmo baixo em calorias.

Lendo a lista de ingredientes, você vai obter o seguinte.

Manteiga de cacau, leite em pó integral, massa de cacau, polidextrose, soro de leite desmineralizado, colágeno, edulcorante natural maltitol e artificial sucralose, emulsificantes: lecitina de soja e poliglicerol polirricinoleato e aroma artificial. Não Contém Glúten.”

Ou seja, um de seus ingredientes mais presentes é a manteiga de cacau. Até aí tudo bem.

Mas, dentre seus ingredientes temos leite integral, maltitol (um adoçante, porém que tem efeitos similares ao açúcar em nosso sangue), além de soro de leite, outros adoçantes, e mais alguns compostos que certamente não fazem parte do seu dia a dia.

Sendo assim, perceba como apenas ter palavras como “diet” e “zero açúcar” no rótulo não faz com que ele seja automaticamente bom para sua alimentação.

Veja que este chocolate contém, inclusive, cerca de 43 g de carboidratos a cada 100g.

E ele se diz “fonte de fibras” — por apresentar 8g de fibras a cada 100g.

Compare isso com um chocolate como o Jubileu 99% cacau da marca Unique Flavours, que tem 8g de carboidratos a cada 100g.

E que não faz alegações de saúde como “fonte de fibras” — mesmo tendo o dobro de fibras do que o Linea Sucralose. 

(O Jubileu tem 16g de fibras alimentares a cada 100g de chocolate.)

Isso me faz lembrar da seguinte “regra da comida”.

View this post on Instagram

Recentemente li o livro "Food Rules" do @michael.pollan . E adorei a ideia de desenvolver heurísticas (regras práticas) simples para comer sem stress – mas com muito prazer e saúde . Eu não concordo com todas as 64 regras que ele desenvolve no livro . Mas algumas são boas demais para deixar passar . E é por isso que vamos colocar algumas das nossas favoritas aqui no Instagram e Facebook nos próximos dias . Acompanhe todas com a #senhortanquinhoFR . — Esta regra parece contra-intuitiva, mas pense . Para um produto poder prometer algum benefício para a saúde na embalagem – bom, ele primeiro tem de TER uma embalagem! . Então de cara isso já aumenta as chances de ser um alimento industrializado – e diminui as chances de ser comida de verdade . Um outro agravante é que apenas as grandes empresas tendem a conseguir autorização legal para escrever coisas como "bom para seu coração" (numa embalagem cheia de gorduras hidrogenadas pró-inflamatórias… mas isso é outro assunto) – os pequenos produtores ou não fazem isso (ou fazem de maneira ilegal) . [Não sei o quanto disso se aplica ao Brasil] . Então geralmente esses serão produtos mais industrializados e refinados do que algo que pode ser feito por um artesão – pense na diferença entre biscoito recheado e um queijo curado . Em suma: a comida mais saudável que você vai encontrar (bichos e plantas, na feira e no açougue) não tem nenhuma etiqueta prometendo benefícios para a saúde . Porque quem vende simplesmente não tem o orçamento (ou a embalagem) para isso . Mas não pense que o silêncio dos brócolis significa que eles não façam bem para você . #senhortanquinho #comidadeverdade #paleobrasil #primal #lowcarb #lchf #semgluten #semlactose #cetogenica #keto #atkins

A post shared by Guilherme e Roney (@senhortanquinho) on

Resumindo: Palavras como “diet” e “zero açúcares adicionados” não significam que um determinado chocolate seja bom para você — nem que ele seja bom para sua dieta baixa em carboidratos.

É muito importante você ir além da “parte da frente” do rótulo — e aprender a ler o que o alimento realmente é.

Saiba que você pode ter acesso a um super treinamento com tudo o que você precisa saber para nunca mais ser enganado(a) no mercado

Este treinamento (mais seus materiais de apoio) é um dos bônus exclusivos que você ganha ao se inscrever no nosso Treinamento De Refeições E Cardápios Para Emagrecer

No treinamento, você também vai aprender mais sobre as bases da alimentação saudável baixa em carboidratos.

E vai inclusive entender a resposta sobre a questão que abordamos a seguir aqui no artigo.

Sobre quanto chocolate você pode comer na alimentação low-carb e cetogênica.

Chocolate Na Low-Carb E Cetogênica: Quanto Posso Comer?

Chocolate é delicioso. 

E você acabou de aprender como escolher os melhores.

Mas isso não significa que o chocolate seja um alimento “liberado” na estratégia cetogênica.

Até porque é bastante fácil comer chocolate “em excesso”.

Para efeitos de comparação, imagine que você coma uma barra de 100g de chocolate 70% cacau.

Você vai ingerir os seguintes nutrientes.

Os nutrientes do chocolate 70% cacau

100g de chocolate 70% cacau apresentam (em média):

  • Energia: 564kcal
  • Proteínas: 9,6g
  • Gorduras: 40g
  • Carboidratos totais: 34g
  • Fibras: 12,4g
  • Carboidratos Líquidos: 21,6g

Ou seja: é bastante energia.

E ainda tem uma quantidade não desprezível de carboidratos (importante ficar atento caso seu objetivo seja entrar ou permanecer em cetose).

Sendo que os chocolates mais doces têm ainda mais açúcar.

E os mais amargos? Isto é, os que têm ainda mais cacau?

Os nutrientes do chocolate 99% cacau

No extremo com mais cacau do espectro, temos, para um chocolate 99% cacau.

  • Energia: 566kcal
  • Proteínas: 13,2g
  • Gorduras: 48g
  • Carboidratos totais: 28g
  • Fibras: 20g
  • Carboidratos Líquidos: 8g

Ou seja: ele tem significativamente menos carboidratos, e mais fibras.

No entanto, seu valor energético é praticamente idêntico ao da outra variedade.

É verdade que é mais fácil exagerar no chocolate quando falamos das variedades mais doces: é muito mais fácil comer 100g de chocolate 70% cacau do que de chocolate 99% cacau.

No entanto, note que, em ambos os casos, 100g de chocolate vão trazer cerca de 560 kcal.

Para efeitos de comparação, essa é a quantidade de calorias presentes em cerca de 8 ovos.

Só que é muito mais difícil (menos palatável, e mais saciante) comer 8 ovos cozidos do que uma barra de chocolate.

Sendo assim, saiba que o chocolate não é algo “proibido” ou “ruim”.

Mas sim um alimento cuja ingestão é muito fácil de exagerar.

Soma-se a isso o fato de ele conter muitos carboidratos, gorduras e calorias, e a tragédia está feita: sua velocidade de perda de peso diminui ou cessa completamente.

É o mesmo caso dos queijos e das oleaginosas: são alimentos permitidos na low-carb, e são saudáveis.

Porém, eles jamais devem substituir a base da alimentação.

Para emagrecer sem contar calorias, é importante que a base da sua alimentação seja composta por alimentos a que tivemos acesso ao longo da nossa evolução.

Isso inclui carnes, ovos, peixes, legumes e verduras, saladas, e frutas de baixo açúcar.

E pode incluir indulgências ocasionais como chocolates, sim. Mas jamais substituindo a base da dieta.

Resumindo: Uma barra de chocolate tem calorias suficientes para substituir uma refeição. (Importante: não substitua suas refeições por chocolate.) 

Não obtenha uma parte significativa das suas calorias vindas do chocolate. 

Assim como queijos e castanhas, ele é um complemento saudável da sua alimentação — e não a base dela.

O chocolate que vi tem açúcar, posso comer mesmo assim?

Excetuando-se algumas marcas de chocolate 99% cacau, praticamente todos os chocolates vão levar um pouco de açúcar.

Sendo que o problema não é você comer 10g ou 20g de chocolate que leve uma quantidade pequena de açúcar.

O problema do chocolate existe quando você consome uma grande quantidade de um chocolate que contém uma grande quantidade de açúcar.

Veja o próprio caso dos chocolates cuja informação nutricional mostramos acima.

Comer 25g de chocolate 70% cacau vai trazer cerca de 5,4g de carboidratos digeríveis (parte dos quais é açúcar), e 3g de fibras.

Sendo que 5g de açúcar é o que vem num daqueles sachês que se usa para adoçar o café

Não é um absurdo de se consumir de vez em quando — e nem vai destruir seu progresso na low-carb ou cetogênica.

(Embora possa fazer diferença caso você faça uma dieta cetogênica terapêutica, por exemplo.)

Já em termos do chocolate 99% cacau, fica ainda mais claro que — apesar de conter açúcar — é uma quantidade realmente pequena.

(Afinal, 99% do chocolate é feito de cacau — sobra muito pouco espaço para colocar açúcar.)

Veja que 25g de chocolate 99% cacau trazem 2g de carboidratos líquidos, e 5g de fibras alimentares.

Sendo assim, mesmo se você quiser permanecer em cetose, um chocolate desse tipo não deve atrapalhar muito.

(Embora a única maneira de ter realmente certeza neste caso seja medindo.)

Resumindo: Apesar de quase todos os chocolates serem adoçados com açúcar, a quantidade usada nos chocolates ricos em cacau é bem pequena. 

Se você optar por chocolates 85% cacau ou mais, pode ficar tranquilo(a) quanto ao açúcar presente neles.

Mas, afinal, quanto chocolate eu posso comer por dia?

Até agora, acho que já ficou claro o seguinte.

O consumo diário de chocolate não pode ser ilimitado.

No entanto, é impossível definir uma “quantidade diária ideal de consumo de chocolate na dieta low-carb” para todas as pessoas.

Até porque os valores variam muito dependendo de quem você é.

Por exemplo, um homem de 1,80 m de altura e que pesa 130kg vai poder consumir mais chocolate (e continuar emagrecendo) do que uma mulher de 1,50 m de altura com 60kg.

Porém, para a maior parte dos iniciantes, um nível de consumo de cerca de 10g a 20g de chocolate por dia é “seguro”.

(Aqui usamos a palavra “seguro” no sentido de perda de peso, apenas.)

Mas é claro que o ideal é ajustar esses níveis de acordo com seus resultados.

Isto é: você pode consumi-los se estiver tendo bons resultados nas suas fotos e medidas corporais, ou optar por reduzir um pouco essa ingestão caso pare de perder peso.

Além disso, quanto você consome de chocolate por dia não é a única variável do seu emagrecimento.

Pois se você é bastante fisicamente ativo(a), e toma cuidado com a sua alimentação no restante do dia, provavelmente pode consumir mais do que esses 20g sem problemas.

Mas saiba que você não precisa comer quilos e mais quilos de chocolate para ter benefícios de saúde.

Até porque, quando falamos de chocolates com alto teor de cacau (85% cacau ou mais), você vai precisar de uma quantidade menor de chocolate para ficar satisfeito(a).

Já em termos de benefícios de saúde (que vamos explorar na próxima seção), saiba que estudos testaram todo tipo de quantidade — de 7g por dia até 100g por dia. [4]

E mesmo as quantidades pequenas encontraram alguns benefícios.

Então, isso não é desculpa para comer 1kg de chocolate por dia.

Porque não tem flavonoide que compense uma dieta que leve ao ganho de peso acelerado.

Resumindo: Chocolate é gostoso, e pode até mesmo ter alguns benefícios de saúde (que veremos a seguir) — mas ainda assim é um doce, e deve ser tratado como tal. 

É uma indulgência ocasional, e não a base da sua alimentação.

Para aprender como montar as bases da alimentação corretamente, confira nosso Treinamento De Refeições E Cardápios Para Emagrecer

Você vai ter acesso a tudo o que precisa saber para emagrecer com saúde — inclusive como começar, como continuar, e o que fazer no caso de um platô de perda de peso. Com isso, você consegue garantir que continua tendo resultados e emagrecendo por meses a fio.

Chocolate Na Low-Carb / Cetogênica: Benefícios Para A Saúde

Não bastasse ser delicioso, o chocolate ainda apresenta benefícios para a saúde.

Por um lado, vários dos estudos são observacionais, incapazes de estabelecer causa e efeito diretamente.

Por outro lado, assim como estudos que mostram algum benefício no consumo de álcool ou de café, estes estudos dificilmente sofrem do viés do paciente saudável.

Isto é: chocolate, café, e álcool não são considerados “alimentos saudáveis” — aqueles que são provavelmente mais consumidos por pessoas preocupadas com a saúde.

Este é um caso diferente do que acontece com os estudos com grãos integrais, aveia, ou mesmo frutas

Como estes são considerados “alimentos saudáveis”, eles tendem a ser mais consumidos por pessoas que adotam outros comportamentos saudáveis. 

E chances são que, muitas vezes, estes outros comportamentos  têm maior influência nos desfechos de saúde do que o consumo dos alimentos do estudo em si.

Sendo que os benefícios do chocolate são maiores justamente quando falamos dos chocolates com maior teor de cacau.

Ou seja: certamente não é o açúcar do chocolate que lhe confere seus super benefícios.

Agora, vamos ver alguns dos principais benefícios de saúde do chocolate.

Chocolate contém gorduras saudáveis

A manteiga de cacau contém basicamente gorduras monoinsaturadas (gorduras saudáveis como as encontradas no abacate e no azeite de oliva), e saturadas do tipo ácido esteárico. Este tipo de gordura saturada se transforma em ácido oleico e não eleva o LDL. [5]

Apesar de que a elevação de LDL é um marcador bastante impreciso de risco cardiovascular, este é mais um sinal positivo para o consumo de chocolate.

Chocolate contém flavonóides

Os flavonóides são um tipo de polifenóis, nutrientes presentes em plantas e que têm efeitos positivos na nossa saúde (inclusive efeitos que podem ser consequência da hormese).

Você talvez tenha ouvido falar dos polifenóis de frutas como açaí e mirtilo, e seu grande potencial antioxidante.

No entanto, o cacau possui capacidades iguais ou superiores a praticamente todas essas frutas e “superalimentos”. [6]

Chocolate melhora a saúde vascular e a pressão sanguínea

Alguns estudos (epidemiológicos e observacionais) mostraram que as pessoas que consomem chocolate têm menores níveis de pressão sanguínea. [7] 

Sendo que essa relação se verificou mesmo em populações especiais, como gestantes e idosos. [8] [9]

Agora, um ensaio clínico observou que comer chocolate escuro por apenas 15 dias foi suficiente para diminuir os níveis de pressão sanguínea e melhorar a sensibilidade à insulina

E esses efeitos não foram observados com chocolate branco. [10]

Outro ensaio clínico verificou que, novamente, o chocolate escuro melhorou a circulação coronária, enquanto o chocolate branco não teve esse efeito. [11]

Novamente, isso reforça nosso ponto de que o chocolate mais rico em cacau é melhor para você.

(E uma possível hipótese para o motivo pelo qual o chocolate escuro é mais poderoso que o branco é justamente o seu maior teor de flavonóides.)

Chocolate contém fibra prebiótica

Chocolate (especialmente as variedades bem ricas em cacau, como o chocolate 99% cacau) é uma boa fonte de fibras prebióticas, que podem ter efeito na sua microbiota intestinal. [12]

E eu não sei você — mas eu pessoalmente prefiro comer um bom chocolate do que ficar comendo banana verde crua (uma fonte prebiótica de amido resistente).

Chocolate pode proteger contra os danos causados pelo sol

Alguns alimentos parecem ter o poder de diminuir suas chances de se queimar no sol

Agora, um estudo mostrou que pessoas alimentadas com altas quantidades de chocolate escuro por 12 semanas dobraram sua resistência aos danos causados por raios ultravioletas. [13]

Um outro estudo apontou que os flavonóides do cacau protegem contra o sol, e podem ser importantes para manter a saúde da pele

As pessoas que ingeriram altos níveis de flavonóides do cacau tinham maior resistência aos raios ultravioleta do que as pessoas que ingeriram poucos flavonóides. [14]

Resumindo: “Comer mais chocolate” certamente não é a solução para uma dieta baseada em porcarias processadas.

No entanto, você pode ficar feliz em saber que alguns quadradinhos de chocolate de alto teor de cacau não são só gostosos — como também podem ser benéficos para a sua saúde.

Chocolate Na Low-Carb / Cetogênica: Onde Comprar Chocolate E Cacau Em Pó

whey protein isolado concentrado hidrolisado rule1

Agora, uma objeção comum que as pessoas têm ao chocolate de alto teor de cacau é a seguinte.

O fato de que ele, infelizmente, tende a ser mais caro do que as variedades de “chocolate ao leite” que você encontra por aí.

E isso faz muito sentido.

Pois obter cacau de qualidade é bem mais caro do que adicionar um monte de leite e açúcar a uma barra.

(Afinal, ingredientes como leite e açúcar são muito mais comuns na indústria alimentícia — e bem mais baratos.)

Mesmo assim — com uma barra de 100g de chocolate da Lindt podendo custar mais de 15 ou 20 reais — sabemos que pode ser difícil acrescentar o chocolate escuro ao seu dia a dia.

Felizmente, você não está restrito a essa única opção.

Porque você pode comprar chocolate a granel em lojas online (como a Loja Tudo Low-Carb, onde compramos boa parte dos nossos ingredientes) e economizar bem mais.

Veja as ofertas de chocolate 70% cacau da loja Tudo Low-Carb

Da última vez que checamos, o chocolate 70% cacau estava pelo menos 25-30% mais barato na Tudo Low-Carb, quando comparado a esse valor de 20 reais a cada 100 gramas.

Por isso, vale a pena pesquise os preços de chocolate 70% cacau em lojas online como a Loja Tudo Low-Carb.

Chocolate Na Low-Carb / Cetogênica: Marcas E Exemplos

Lendo até aqui você, já aprendeu que os chocolates com alto teor de cacau têm seu espaço em uma dieta baixa em carboidratos. 

Ao mesmo tempo, também entendeu que eles não devem ser a base da sua alimentação cetogênica.

E aprendeu até mesmo como escolher os melhores chocolates para o seu dia a dia.

Agora, como forma de facilitar sua vida na hora das compras, queremos te dar algumas boas opções de chocolates amargos — que nós mesmos já consumimos e recomendamos.

Sendo assim, gostaríamos de destacar os chocolates com 70% ou maior porcentagem de cacau das seguintes marcas:

  • Cacau show 
  • Lindt
  • Callebout
  • Amma
  • Chocolife
  • Java

Estas são marcas que destacamos porque as encontramos com relativa facilidade no Brasil.

Obviamente, seria impossível listarmos neste artigo todos os ótimos chocolates existentes no mundo.

Até porque, além das grandes marcas, existem ótimas opções locais de chocolates artesanais e produzidos localmente.

Estas são apenas algumas ideias de marcas de chocolates que provamos, gostamos, e acreditamos que você provavelmente pode encontrar onde habita.

De toda forma, lembre-se sempre de olhar os rótulos para fazer boas escolhas.

Resumindo: Existem ótimas opções de chocolates com alto teor de cacau, como Lindt, Cacau Show, Callebaut, Amma, Chocolife, e Java. 

Para garantir uma boa compra, sempre leia o rótulo em busca de informações mais precisas.

7 Melhores Receitas Low-Carb E Cetogênicas Com Chocolate

O chocolate não serve apenas para comer “puro”, saído direto da embalagem.

Pois ele também pode ser usado para fazer receitas deliciosas.

Sendo assim, antes de terminar este post, separamos para você 7 das nossas receitas com chocolate preferidas.

E que ao mesmo tempo são totalmente compatíveis com a alimentação low-carb e cetogênica.

Lembrando que você pode ter acesso a mais de uma centena de receitas low-carb e cetogênicas — e ainda receber um lindo livro em sua casa — com a nossa coletânea de 120 Receitas De Sucesso.

Receita Com Chocolate #1 — Chocolate Quente Low-Carb

Essa é uma opção deliciosa para frias tardes de inverno — além de ser excelente como opção de café da manhã low-carb.

Tempo de preparo: 5 minutos

Quantidade de carboidratos por chocolate quente: 1g

Ingredientes (1 chocolate quente):

  • ½ xíc de creme de leite
  • ¼ xíc de água
  • 1 cs de chocolate 70% cacau
  • 1 cs de cacau em pó
  • 3 a 5 gotas de stevia (opcional)
  • ½ cc de essência de baunilha (opcional)

Preparo:

  • Colocar em uma panela em fogo baixo o creme de leite e a água;
  • Misturar até que esteja homogêneo;
  • Adicionar o chocolate 70% e misturar novamente que esteja completamente derretido;
  • Adicionar todos os ingredientes e misturar bem;
  • Colocar em uma caneca;
  • Bater com auxílio de mixer para deixar bem espumoso (opcional);
  • Salpicar com canela em pó ou cacau em pó (opcional);
  • Servir.

Receita Com Chocolate #2 — Bolo Cetogênico De Chocolate

Tempo de preparo: 10 minutos
Tempo de espera: 40 minutos

Quantidade de carboidratos por fatia: 4g

Ingredientes (12 fatias):

  • Bolo:
    • 100g (1 xíc) de farinha de amêndoas
    • 90g (½ xíc) de adoçante xilitol (ou 130g de eritritol)
    • 20g (1 cs) de manteiga
    • 60g (½ xíc) de cacau em pó
    • 1 gema de ovo
    • 1 clara (batida em neve)
    • 200 ml (1 xíc) de creme de leite
    • 1 colher de chá de fermento químico
    • 1 colher de chá de essência de baunilha
    • 30g nozes ou oleaginosas picadas (opcional)
    • 30g de gotas de chocolate 70% ou mais cacau (opcional)
  • Cobertura (opcional):
    • 100 ml (½ xícara) de creme de leite
    • 50g (¼ xícara) de xilitol (ou 70g de eritritol)
    • 20g (¼ xícara) de cacau em pó
    • 50g de chocolate 70% cacau

Veja a publicação original para dicas adicionais sobre este bolo de chocolate low-carb.

Preparo:

  • Bolo:
    • Juntar todos os ingredientes da massa, exceto a clara em neve e o fermento, e misturar bem;
    • Adicionar a clara em neve e o fermento e misturar até ter uma mistura homogênea;
    • Despejar a mistura em uma forma antiaderente ou untada (você pode untá-la com manteiga ou óleo de coco com cacau em pó, por exemplo);
    • Levar ao forno preaquecido em temperatura média (por volta de 180ºC ou 200ºC) por cerca de 40 minutos (ou até que esteja totalmente assado — fazer o “teste do palito”);
    • Retirar do forno, esperar esfriar, desenformar e cobrir.
  • Cobertura:
    • Misturar todos os ingredientes da cobertura em uma panela em fogo baixo;
    • Esperar reduzir um pouco e ficar mais consistente;
    • Cobrir o bolo após desenformá-lo;
    • Servir.

Relacionado: conheça nosso livro físico de receitas low-carb.

Receita Com Chocolate #3 — Trufa Low-Carb Tradicional

Como grande fã de chocolate, também somos grandes fãs dessa trufa — conhecida como “trufa tradicional” ou “trufa de chocolate”.

Ainda mais porque essa trufa tem todo um apelo emocional, afinal, minha mãe sempre fez esse tipo de doce em casa — e eu adorava quando chegava a época de Páscoa.

Mas, claro que a receita dela não era low-carb — por isso fiz questão de torná-la cetogênica assim que aprendi a mexer com os adoçantes low-carb.

Tempo de preparo: 5 minutos
Tempo de espera: 120 minutos

Quantidade de carboidratos líquidos por trufa: 2g

Ingredientes (10 trufas):

  • ¼ xic (50g) de creme de leite 
  • 100g de chocolate 70% 
  • 1 cs (15g) de xilitol ou 2 cs (25g) de eritritol 
  • ½ dose (25ml) de destilado (rum, whisky, conhaque ou vodka)

Preparo:

  • Levar o creme de leite ao microondas por até 30 segundos;
  • Misturar o chocolate 70% no creme de leite aquecido até formar uma mistura homogênea;
  • Adicionar, opcionalmente, o adoçante e o destilado e misturar até obter uma mistura homogênea;
  • Levar à geladeira por 1 a 2 horas para ficar consistente;
  • Com a ajuda de uma colher, pegar uma porção de trufa, enrolar e passar no tipo de cobertura que preferir (coco ralado, cacau em pó, castanhas granuladas, farinha de amendoim, etc);
  • Servir.

Receita Com Chocolate #4 — Pudim Cetogênico Sem Ovo 

Tempo de preparo: 10 minutos
Tempo de espera: 300 minutos

Quantidade de carboidratos por porção: 5g

Ingredientes (cerca de 8 a 12 porções):

  • 200g (1 xic) de creme de leite (ou leite de coco para versão vegana / plant-based)
  • 50g (1/4 de xic) de xilitol (ou 70g de eritritol)
  • 50g de chocolate 70% cacau
  • 30g (4 a 5 cs) de cacau em pó
  • 1 cc de goma xantana

Preparo:

  • Colocar o creme de leite e o cacau em uma panela pequena e levá-la ao fogo baixo;
  • Mexer, evitando que ferva, até que o chocolate derreta por inteiro;
  • Adicionar os outros ingredientes (exceto a goma xantana);
  • Continuar mexendo até que a mistura esteja homogênea;
  • Misturar a goma xantana com 50 ml de água morna e adicionar essa mistura à panela;
  • Mexer até obter uma mistura homogênea;
  • Despejar a mistura em uma forma antiaderente ou untada (sugestão: untar com óleo de coco e coco ralado ou cacau em pó);
  • Esperar esfriar e levar à geladeira por pelo menos 4 horas;
  • Desenformar, cobrir conforme o desejado, e servir.

Receita Com Chocolate #5 — Picolé Low-Carb Tradicional

Tempo de preparo: 10 minutos
Tempo de espera: 6-8 horas

Quantidade de carboidratos por porção: 2 g

Ingredientes (3 porções):

  • 2 xíc de leite de coco
  • ½ xíc de água
  • 3 cs de cacau em pó
  • ¼ xíc de adoçante eritritol
  • ½ cc de essência de baunilha

Preparo:

  • Bater todos os ingredientes em um liquidificador;
  • Despejar a mistura em forminhas de picolé;
  • Levar ao freezer por 6-8 horas;
  • Passar água quente nos moldes para retirar os picolés.

Receita Com Chocolate #6 — Brownie Cetogênico Supremo

Tempo de preparo: 15 minutos
Tempo de espera: 20 minutos

Quantidade de carboidratos líquidos por fatia:  6g

Ingredientes (10 fatias):

  • 100g de chocolate 70%
  • 60g (5 cs) de óleo de coco
  • 2 ovos inteiros
  • 100g (½ xíc) de adoçante xilitol
  • 60g (4cs) de farinha low-carb (sugestão – amêndoas e coco)
  • 70g de oleaginosas (opcional – avelã, nozes, castanha do pará)

Preparo:

  • Derreter o chocolate com o óleo de coco no microondas e reservar;
  • Bater na batedeira os ovos e o xilitol até ficar homogêneo;
  • Adicionar o chocolate à batedeira e mexer até ficar homogêneo;
  • Adicionar as oleaginosas à mistura com o auxílio de uma espátula;
  • Untar uma forma com óleo de coco e despejar a massa;
  • Levar ao forno preaquecido por 10 a 15 minutos;
  • Desenformar e servir.

Este brownie fica com um aspecto incrível — e fica mesmo com aquela textura macia e molhadinha que tanto caracteriza os brownies de qualidade.

Por todos estes motivos, este é o nosso brownie low-carb favorito.

Receita Com Chocolate #7 — Pé De Moleque De Low-Carb De Chocolate

Tempo de preparo: 10 minutos
Tempo de espera: 50 minutos

Quantidade de por porção: 2g

Ingredientes (20 porções):

  • 100g de chocolate 70% 
  • 75g de amendoim sem casca e sem sal
  • 1 cs (15g) de xilitol ou 2 cs (25g) de eritritol (opcional)

Preparo:

  • Colocar o chocolate em um recipiente;
  • Derreter o chocolate em banho-maria ou no microondas;
  • Adicionar o amendoim e o adoçantes e misturar até que esteja homogêneo;
  • Colocar na forma desejada;
  • Levar à geladeira por cerca de 50 minutos para ficar consistente;
  • Desenformar, e picar conforme desejado;
  • Servir.

Chocolate Na Low-Carb / Cetogênica: Posso Substituir Pela Alfarroba?

Muita gente quando começa a fazer “regime para emagrecer” já assume que deve excluir o chocolate de sua vida.

(O que, como vimos, não é uma verdade.)

A partir daí, passam a procurar “alternativas saudáveis” para o delicioso sabor do chocolate.

Sendo que o próprio chocolate, desde que rico em cacau, pode ser uma alternativa saudável.

Mas as pessoas que não acompanham o Senhor Tanquinho, infelizmente, não sabem disso.

(Ajude essas pessoas: compartilhe este artigo!)

Então, elas se deparam com a alfarroba — um dos mais famosos “simuladores de cacau”.

Isso porque a alfarroba é tida como um substituto saudável ao chocolate (por conter menos gordura e mais carboidratos), e ter sabor e aparência parecidos.

Obviamente, nada é perfeito: ela não é tão gostosa quanto o chocolate.

Na nossa opinião, você não precisa fazer essa substituição — a menos que você realmente goste da alfarroba — por três motivos.

Primeiro, porque ela contém mais carboidratos do que um bom chocolate com 70% ou mais cacau.

Segundo, porque ela é menos rica em micronutrientes do que o fruto do cacaueiro.

E, terceiro, porque a alfarroba e seus derivados não são tão gostosos quanto o chocolate.

Se você deseja muito comer algo rico em carboidratos como exceção (algo que não é feito todos os dias, e sim relegado a ocasiões especiais), então talvez seja mais fácil (e mais gostoso) optar logo por um bom chocolate ao leite.

Resumindo: A alfarroba é um substituto do chocolate, geralmente consumido por pessoas que estão de dieta para emagrecer. 

Na nossa opinião, essa troca não faz sentido — sendo melhor consumir chocolate com alto teor de cacau.

Chocolate Na Low-Carb / Cetogênica: Conclusão E Palavras Finais

Este foi um artigo absolutamente completo sobre o chocolate e a sua saúde.

Que é válido tanto para pessoas que buscam emagrecer com estratégias tradicionais…

Quanto para quem está especialmente interessado nas estratégias low-carb e cetogênica.

Se você faz parte desse grupo, eu tenho um convite para você.

Quero convidar você a participar do nosso Treinamento De Refeições E Cardápios Low-Carb Para Emagrecer

Este é um treinamento 100% online, e que vai te ensinar, do absoluto zero, como montar um cardápio para emagrecer com dieta low-carb ou cetogênica.

Vai te ensinar como montar o seu cardápio emagrecedor — um menu que se adapta a sua realidade — sem ter que passar horas na cozinha.

Além do Treinamento de Refeições em si, você ganha diversos bônus ao se inscrever hoje, incluindo:

Só por estes bônus já valeria a pena fazer o Treinamento de Refeições.

Sendo que você também leva:

  • pdfs com resumo prático + anotações das aulas;
  • materiais bônus (“esqueleto” do cardápio + scorecard dos alimentos) que não estão disponíveis em nenhum outro lugar;
  • aula bônus ao vivo somente para retirada de dúvidas;
  • acesso vitalício à aula e aos materiais de apoio do treinamento;
  • garantia platinum à prova de falhas de 7 dias: sua satisfação ou seu dinheiro de volta.

>>> Clique aqui para ver os conteúdos das aulas e fazer sua inscrição

Vai ser um prazer receber você lá.

Nos falamos lá dentro!

Forte abraço,
— Guilherme e Roney, do Senhor Tanquinho.

Referências

Para tornar a leitura mais fluida, agrupamos nesta seção algumas das referências consultadas para a elaboração deste artigo.

Note que você pode ter acesso a um livro físico que reúne em linguagem simples (e com mais de 300 referências bibliográficas) tudo o que a ciência reúne de melhor sobre alimentação e saúde: conheça o livro Saúde Sem Mitos.

  1. Gu, X., Beardslee, T., Zeece, M., Sarath, G., & Markwell, J. (2001). Identification of IgE-binding proteins in soy lecithin. International archives of allergy and immunology, 126(3), 218–225. https://doi.org/10.1159/000049517 
  2. Müller, U., Weber, W., Hoffmann, A. et al. Commercial soybean lecithins: a source of hidden allergens?. Z Lebensm Unters Forsch 207, 341–351 (1998). https://doi.org/10.1007/s002170050343 
  3. Awazuhara, H., Kawai, H., Baba, M., Matsui, T., & Komiyama, A. (1998). Antigenicity of the proteins in soy lecithin and soy oil in soybean allergy. Clinical and experimental allergy : journal of the British Society for Allergy and Clinical Immunology, 28(12), 1559–1564. https://doi.org/10.1046/j.1365-2222.1998.00431.x 
  4. Latham, L. S., Hensen, Z. K., & Minor, D. S. (2014). Chocolate–guilty pleasure or healthy supplement?. Journal of clinical hypertension (Greenwich, Conn.), 16(2), 101–106. https://doi.org/10.1111/jch.12223 
  5. Mensink R. P. (2005). Effects of stearic acid on plasma lipid and lipoproteins in humans. Lipids, 40(12), 1201–1205. https://doi.org/10.1007/s11745-005-1486-x 
  6.  Crozier, S.J., Preston, A.G., Hurst, J.W. et al. Cacao seeds are a “Super Fruit”: A comparative analysis of various fruit powders and products. Chemistry Central Journal 5, 5 (2011). https://doi.org/10.1186/1752-153X-5-5 
  7. Al-Safi, S. A., Ayoub, N. M., Al-Doghim, I., & Aboul-Enein, F. H. (2011). Dark chocolate and blood pressure: a novel study from Jordan. Current drug delivery, 8(6), 595–599. https://doi.org/10.2174/156720111797635496 
  8. Saftlas, A. F., Triche, E. W., Beydoun, H., & Bracken, M. B. (2010). Does chocolate intake during pregnancy reduce the risks of preeclampsia and gestational hypertension?. Annals of epidemiology, 20(8), 584–591. https://doi.org/10.1016/j.annepidem.2010.05.010 
  9. Buijsse B, Feskens EJM, Kok FJ, Kromhout D. Cocoa Intake, Blood Pressure, and Cardiovascular Mortality: The Zutphen Elderly Study. Arch Intern Med. 2006;166(4):411–417. https://doi.org/10.1001/archinte.166.4.411   
  10. Davide Grassi, Cristina Lippi, Stefano Necozione, Giovambattista Desideri, Claudio Ferri, Short-term administration of dark chocolate is followed by a significant increase in insulin sensitivity and a decrease in blood pressure in healthy persons, The American Journal of Clinical Nutrition, Volume 81, Issue 3, March 2005, Pages 611–614, https://doi.org/10.1093/ajcn/81.3.611 
  11. Shiina, Y., Funabashi, N., Lee, K., Murayama, T., Nakamura, K., Wakatsuki, Y., Daimon, M., & Komuro, I. (2009). Acute effect of oral flavonoid-rich dark chocolate intake on coronary circulation, as compared with non-flavonoid white chocolate, by transthoracic Doppler echocardiography in healthy adults. International journal of cardiology, 131(3), 424–429. https://doi.org/10.1016/j.ijcard.2007.07.131 
  12. Hayek N. (2013). Chocolate, gut microbiota, and human health. Frontiers in pharmacology, 4, 11. https://doi.org/10.3389/fphar.2013.00011 
  13. Williams, S., Tamburic, S., & Lally, C. (2009). Eating chocolate can significantly protect the skin from UV light. Journal of cosmetic dermatology, 8(3), 169–173. https://doi.org/10.1111/j.1473-2165.2009.00448.x 
  14. Heinrich, U., Neukam, K., Tronnier, H., Sies, H., & Stahl, W. (2006). Long-term ingestion of high flavanol cocoa provides photoprotection against UV-induced erythema and improves skin condition in women. The Journal of nutrition, 136(6), 1565–1569. https://doi.org/10.1093/jn/136.6.1565 
Receba atualizações dos comentários
Notifique-me de
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments