Refluxo Gastroesofágico: Posso Fazer Dieta Low-Carb E Jejum Intermitente?

Sofro com refluxo — o que eu posso comer?”

É bastante frequente a questão acima.

Até porque o refluxo parece estar cada vez mais comum: no Brasil, é estimado que  cerca de 21% das pessoas sofram com esse problema.

Sendo que este número tende a aumentar: porque estudos recentes mostram que o refluxo vem afetando cada vez mais pessoas.

E, inclusive, pessoas cada vez mais jovens: estudos mostram um aumento significativo na quantidade de pacientes jovens com refluxo, especialmente aqueles entre 30 e 39 anos de idade. 

O que está acontecendo para tornar o refluxo tão prevalente? 

E como você pode se livrar do refluxo e de seus desagradáveis sintomas?

É isso que vamos ver hoje.

Então, leia este artigo atentamente até o final — porque assim você vai saber tudo sobre:

  • a dieta que resolve os sintomas do refluxo (eliminou o refluxo em 100% das pessoas estudadas),
  • as 4 medidas caseiras simples que ajudam a tratar os sintomas do refluxo, e
  • a verdade sobre o jejum intermitente para quem sofre com refluxo.

Sendo que este conteúdo é apenas mais um dos inúmeros artigos que publicamos semanalmente com dicas de saúde.

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Refluxo — O Que É

De maneira resumida, o refluxo gastroesofágico é uma condição em que o alimento volta do estômago para o esôfago. 

O que, num organismo saudável, não deveria acontecer, pois o esôfago é uma via de mão única (e sua função é levar os alimentos da boca até o estômago).

E o estômago é um ambiente ácido: ele precisa ser ácido, para conseguir digerir o alimento adequadamente. 

Só que o estômago não se machuca mesmo com o ácido — pois as paredes do estômago estão cobertas por um muco protetor.

Já o esôfago não tem essa mesma sorte. 

Como ele é uma via de mão única (e não deveria receber o conteúdo que volta do estômago), as suas células não estão preparadas para receber a volta desse conteúdo ácido.

Por isso, quando o conteúdo do estômago volta para o esôfago, o ácido machuca as células do esôfago.

Isso é o que causa a dor e o desconforto sentidos pelas pessoas com refluxo.

Resumindo: O refluxo acontece quando o conteúdo do estômago volta para o esôfago. Esse conteúdo é ácido, e isso machuca as paredes do esôfago.

Refluxo — A Dieta Que Cura

Agora, o que faz com que o conteúdo do estômago volte para o esôfago? 

A verdade é que a ciência ainda não estabeleceu o mecanismo exato que faz com que o refluxo aconteça.

Mesmo assim, ela descobriu algumas soluções alimentares para o refluxo.

Sendo que, dentre essas soluções, uma dieta low-carb tem se mostrado uma alternativa muito poderosa para a solução do refluxo.

E inclusive um estudo testou a dieta low-carb, e os resultados foram dramáticos: essa dieta curou o refluxo em 100% das pessoas que a fizeram.

Vamos ver rapidamente o estudo.

Refluxo E Low-Carb — Um Importante Estudo

Ocorrência de refluxo ao longo de 16 semanas seguindo a dieta low-carb.

O estudo em questão selecionou 144 mulheres obesas e as colocou para seguir uma dieta LCHF (low-carb, high-fat — pobre em carboidratos, alta em gorduras).

Cerca de 35% das mulheres tinha refluxo ao iniciar o tratamento (conforme indicado por diagnóstico médico baseado em sintomas e uso de remédios para refluxo).

(Metade delas tinha refluxo uma ou mais vezes por dia. O negócio era sério mesmo.)

O estudo acompanhou as mulheres ao longo de 16 semanas seguindo essa estratégia baixa em carboidratos.

E o que aconteceu ao seguir uma dieta low-carb?

Em primeiro lugar, todas tiveram vários dos benefícios comuns de seguir a low-carb, incluindo:

Em segundo lugar, os sintomas do refluxo desapareceram para 100% das mulheres em 10 semanas ou menos.

Isto é: elas receberam alta dos remédios para refluxo. 

Ficaram livres do Omeprazol e outros medicamentos afins. 

O estudo ainda acompanhou as mulheres por mais 6 semanas (já sem os remédios) — e todas elas continuaram muito bem. O refluxo não voltou.

Resumindo: A dieta low-carb conseguiu eliminar os sintomas de refluxo gastroesofágico e a necessidade de medicação em apenas 10 semanas.   

Segundo os autores do estudo (em tradução livre):

A dieta low-carb / high-fat beneficiou todas as mulheres no que diz respeito a reduzir os sintomas do refluxo gastroesofágico, e a frequência do uso de medicação.”   

Piores Alimentos Para O Refluxo

Até agora, vimos que uma dieta low-carb pode ajudar a tratar o refluxo gastroesofágico.

Sendo que estudos anteriores já haviam sugerido que uma dieta cetogênica (com menos de 20g de carboidratos ao dia) poderia ser útil para essa condição.

Somando essas evidências, fica claro que consumir muitos carboidratos (especialmente carboidratos refinados) é algo bem ruim para quem tem refluxo.

Mas quais outros alimentos podem atrapalhar quem tem refluxo?

A lista é bastante individual (isto é, varia de pessoa para pessoa), mas alguns culpados comuns podem incluir:

dentre outros.

O importante é não se desesperar, pensando “nunca vou poder comer mais nada que eu gosto”.

(Até porque, no estudo que vimos acima, as mulheres solucionaram o refluxo sem fazer alterações na ingestão de cafeína ou de álcool.)

Mas sim entender que, com mudanças alimentares relativamente simples, você consegue avançar muito rumo à cura do refluxo.

Sendo que a principal mudança parece ser fazer uma alimentação baixa em carboidratos, baseada em comida de verdade, pouco processada —  carnes, ovos, peixes, e vegetais.

Resumindo: Uma dieta low-carb, baseada em comida de verdade pode ajudar a eliminar os sintomas do refluxo. 

Além disso, é importante testar alimentos individualmente para ver quais são possíveis gatilhos do refluxo no seu caso específico.

Tenho refluxo, me falaram que não posso comer comidas muito gordurosas

Você pode ter notado que, na lista de alimentos ruins para o refluxo, não há menção à gordura naturalmente presente nos alimentos (gema de ovos, carne vermelha, dentre outras).

(As gorduras mencionadas, como os óleos vegetais, são ruins por serem processadas.)

No entanto, muitas pessoas recebem — junto com o diagnóstico de refluxo gastroesofágico — a recomendação de seguir uma dieta pobre em gorduras.

E isso é bastante curioso se levarmos em conta o seguinte fato.

O de que, por um lado, a literatura já sugeria a possibilidade de dietas low-carb para ajudar a tratar o refluxo.

Enquanto, por outro lado, não existia um estudo tipo ensaio clínico (como o que explicamos acima) que testasse uma dieta low-carb — e seu impacto no refluxo gastroesofágico.

Sendo assim, não existia evidência alguma a favor de “evitar gorduras”.

Enquanto havia alguma sugerindo “reduzir carboidratos”. 

Mesmo assim, muitos médicos não hesitavam em sugerir uma dieta de baixa gordura para quem sofria com refluxo.

Isso pode parecer surpreendente, mas talvez não devesse ser.

Afinal de contas, se o “dogma” corrente era de que a gordura alimentar seria algum tipo de vilão na alimentação, então é claro que ela “não poderia” ser ingerida também por quem tem refluxo.

Felizmente, a ciência continua a avançar, e os profissionais continuam a se atualizar. (Veja entrevistas com profissionais atualizados aqui.) 

E, conforme o estudo que mostramos observou, as mulheres se livraram do refluxo seguindo uma dieta baixa em carboidratos e rica em gorduras.

Resumindo: Existem vários alimentos e nutrientes que pode ser interessante moderar em casos de refluxo gastroesofágico. Não há evidências de que a gordura naturalmente presente nos alimentos seja um deles.

Por Que A Low-Carb Melhora O Refluxo?

Então você já entendeu que uma dieta low-carb tem forte potencial de melhorar (e mesmo eliminar) o refluxo gastroesofágico e seus sintomas.

Mas por que isso acontece?

Conforme dissemos, a ciência ainda não desvendou o mecanismo exato de como a low-carb cura o refluxo.

Entretanto, existem duas hipóteses principais, e uma não exclui a outra (isto é, ambos os motivos podem contribuir para a cura do refluxo).

O primeiro motivo é o simples fato de que a dieta low-carb ajuda a emagrecer.

E que este emagrecimento automaticamente diminui o refluxo.

Isto aconteceria porque, de acordo com esta teoria, a gordura abdominal faria pressão no estômago.

E isso faria subir para o esôfago o ácido estomacal, que causa o refluxo.

De acordo com esta teoria, eliminar bastante peso (mesmo com uma dieta que não fosse low-carb, como uma dieta paleo mais rica em carboidratos como raízes e frutas) já deveria aliviar o refluxo em alguma medida.

O segundo motivo  é o fato de que uma dieta low-carb causaria alterações nas bactérias do intestino delgado.

Sendo que essas bactérias é que seriam responsáveis por fermentar os carboidratos da alimentação.

E essa fermentação produziria gases, que fariam pressão no esfíncter do estômago — fazendo subir o ácido que causa o refluxo.

Neste aspecto, uma dieta low-carb (mesmo que não causasse perda de peso significativa) já deveria melhorar o refluxo por si só.

Ainda podemos apontar um terceiro motivo.

O fato de que uma dieta low-carb bem feita, baseada em alimentos pouco processados, já vai eliminar automaticamente grande parte dos possíveis “culpados” do refluxo: como milho, trigo, soja, leite… 

Além dos diversos outros carboidratos refinados e açúcares processados — e todos os alimentos industrializados que é comum se comer hoje em dia.

(Se você acha que “as pessoas não comem tanta besteira assim”, veja o post abaixo.)

Desta forma, parece sensato concluir o seguinte.

Não importa exatamente qual dos três fatores é o mais importante para causar o refluxo.

Pois uma dieta low-carb, baseada em comida de verdade (peixes, ovos, folhas, carnes) vai atacar todos eles.

Resumindo: Uma dieta low-carb baseada em comida de verdade tende a endereçar de uma só vez os três motivos que possivelmente causam o refluxo.

Eles são o excesso de peso, a composição da flora intestinal, e a presença excessiva de alimentos-gatilho na alimentação.

Mas note que isto não é uma prescrição.

Em vez disso, trata-se de um conhecimento adicional para que você possa conversar com seu médico e, juntos, decidirem por boas estratégias.

(Pois o conhecimento científico e a tomada de decisão compartilhada são as bases da Medicina Baseada Em Evidências.)

Refluxo E Horários De Alimentação

Já vimos o que comer (isto é, qual estratégia alimentar seguir) para evitar ou melhorar o refluxo.

Vamos ver agora o impacto de quando comer — isto é, o horário e a frequência das refeições — nos sintomas e tratamento do refluxo.

Nesta seção, vamos responder as principais perguntas sobre refluxo gastroesofágico e o horário das refeições, incluindo:

  • Quem tem refluxo pode fazer jejum?
  • O jejum pode piorar o refluxo?
  • Quais os melhores horários para comer (e para evitar comer)?

Então vamos começar deixando algo bem claro.

Se você começou a seguir a low-carb ou cetogênica para tratar seu refluxo — o que, conforme vimos acima, provavelmente é a decisão alimentar mais sensata que você poderia fazer…

É natural que a sua saciedade aumente — e que, com isso, você pare de ter tanta fome.

(Aliás, este é um popular sinal de queima de gordura.)

Por isso, sua tendência provavelmente não vai mais ser mais a de comer de 3 em 3 horas.

E pode ser que o jejum intermitente  venha de forma natural para você.

E você quer saber se pode fazer jejum — ou se isso vai impactar negativamente o seu refluxo.

Quem Tem Refluxo Pode Fazer Jejum?

Geralmente, sim. 

E, para entender melhor, vamos considerar alguns pontos a respeito do refluxo e sua relação com o jejum.

O primeiro deles é o seguinte.

Conforme falamos, um dos possíveis motivos para uma dieta low-carb ajudar tanto com o refluxo é o fato de ela causar emagrecimento.

Nesse aspecto, dado que o jejum pode ajudar você a emagrecer…

Então o jejum pode ser um aliado no processo de melhora do refluxo.

Embora isso seja especulativo, é a teoria de vários especialistas (como o médico canadense Dr. Jason Fung).

Sendo que o fato de que é comum aliar low-carb com jejum intermitente só tende a trazer ainda mais benefícios para a cura do refluxo.

Agora, muitas pessoas podem ter a seguinte dúvida.

Mas, se eu ficar muitas horas sem comer, não vai “atacar” meu refluxo?”

Este raciocínio parte do pressuposto de que, se você jejuar, não haverá nada no estômago para absorver o ácido estomacal.

E que, assim, você teria algum tipo de gastrite, ou desconforto estomacal.

No entanto, este pensamento ignora dois simples fatos.

O primeiro é o fato de que o estômago é recoberto por um muco protetor, que protege suas células dos efeitos do ácido.

E o segundo é que é justamente a ingestão de alimento que estimula a secreção do ácido estomacal.

Então, quando jejuamos, o estômago naturalmente produz menos ácido — e ele conta com uma proteção natural contra o ácido existente.

Entretanto, aqui estamos falando de protocolos de jejum intermitente — aqueles com até 24h-36h de duração.

Não sabemos como o corpo se comportaria no caso de jejuns mais prolongados.

A lógica nos diz que, no que diz respeito ao refluxo, os efeitos seriam similares. Mas não julgamos prudente iniciar esta prática sem acompanhamento médico.

Resumindo: O jejum intermitente pode ser praticado por homens e mulheres adultos e saudáveis, e não parece ser prejudicial a quem sofre de refluxo.

Tenho Refluxo — Qual O Melhor Horário Para O Meu Jejum?

Conforme vimos, as pessoas que têm refluxo não estão impedidas de praticar o jejum intermitente.

No entanto, é importante prestar atenção ao horário em que elas fazem o jejum.

Isso porque, para quem sofre com o refluxo, pode ser ruim comer refeições muito grandes imediatamente antes de se deitar.

Uma consequência disso é que não é recomendado para essas pessoas se deitar após as refeições. 

(Por exemplo, no caso de “tirar uma sesta” depois do almoço.)

Outra consequência é que não é recomendado comer uma grande refeição muito próximo à hora de dormir.

Por isso, muitas pessoas com refluxo optam por evitar um grande jantar, ou mesmo pular essa refeição.

O que permite colher os benefícios do jejum intermitente (abstendo-se de alimentos por 12 ou mais horas) sem necessariamente pular o café da manhã.

(É possível, neste caso, fazer um café da manhã low-carb, rico em comida de verdade. E um jantar menor, ou mais cedo.)

Resumindo: Quem tem refluxo se beneficia de deixar algumas horas entre o jantar e a hora de dormir. Se quiser fazer jejum, você pode pular o jantar — ou fazer um jantar mais cedo (mais próximo ao final da tarde, e mais distante da hora de dormir).

Outras Medidas Que Ajudam Quem Tem Refluxo

Certamente a dieta low-carb é uma das ferramentas mais poderosas para quem tem refluxo.

Mas as medidas simples que vamos te mostrar nesta seção não atrapalham em nada — e pode ser que ajudem bastante.

Medida contra o refluxo #1 — Evitar alimentos que agravam o refluxo

Parece óbvio, né? Mas muitas vezes as pessoas acabam não fazendo o óbvio.

Por isso, mesmo que você opte por não seguir a low-carb “ao pé da letra”, pode ser interessante evitar o consumo de alimentos como:

  • chocolate, 
  • cafeína, 
  • álcool, 
  • comidas industrializadas,
  • comidas muito picantes ou ácidas.

Medida contra o refluxo #2 — Terminar de comer pelo menos 3 horas antes de dormir

Você não precisa fazer jejum intermitente — mas deixar umas 3 horas entre o jantar e a hora de dormir é  benéfico para combater o refluxo.

Medida contra o refluxo #3 — Não beber muito líquido nas refeições

Não é nenhum absurdo tomar um copo d’água (comum, com gás, ou com limão) durante as refeições.

Mas ingerir muito líquido pode distender mais o estômago, e com isso favorecer a ocorrência do refluxo. 

Você tem o dia todo para se hidratar, pode ficar alguns minutos durante a refeição sem beber água.

Medida contra o refluxo #4 — Fazer uma caminhada leve após o jantar

Esta dica não é prática para todos (e muitas vezes nem é necessária), mas muitas pessoas relatam que uma leve caminhada após as refeições ajuda sua digestão.

A palavra chave é “leve” — não é para fazer trilhas, nem apostar corrida

Medida contra o refluxo #5 — Inclinar sua cama

Você pode colocar calços (por exemplo, tijolos) para elevar a cabeceira da sua cama.

Não precisa dormir na posição vertical.

Mas essa leve inclinação (o suficiente para tirar a cama da posição 100% horizontal) serve para usar a gravidade a seu favor, auxiliando no combate ao refluxo justamente no período em que ele tende a ser pior (que é o período noturno).

Resumindo: Existem algumas medidas caseiras simples que podem ajudar no combate ao refluxo. 

Obviamente, estas dicas não substituem uma visita ao médico.

Em vez disso, elas são boas ideias para você discutir com seu profissional de saúde de confiança, para juntos chegarem a uma estratégia que funcione para você.

Refluxo Gastroesofágico — Conclusão E Palavras Finais

Hoje você descobriu exatamente qual modelo alimentar curou as pessoas dos sintomas do refluxo em 10 semanas.

(E fez com que elas nem precisassem mais de medicação.)

Também vimos hoje algumas respostas comuns no que diz respeito a refluxo e o jejum intermitente.

E mesmo algumas medidas fáceis de fazer, mas que podem trazer grandes resultados.

Agora, o fato é o seguinte: este conteúdo foi fruto de muito trabalho e estudo da nossa parte.

Pois esta é uma filosofia que embasa todo o nosso trabalho.

E muitas vezes é mais rápido explicar alguns conceitos na forma de vídeo do que elaborar um texto completo como este (o que leva dezenas e dezenas de horas).

Por isso, é comum soltarmos vídeos no youtube antes de preparar os textos daqui do site.

Foi o caso deste conteúdo do refluxo, que foi publicado pela primeira vez no vídeo abaixo.

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E, se gostou deste conteúdo rico e referenciado, então você vai adorar conhecer o nosso livro Saúde Sem Mitos: 120 Verdades Alimentares Que Você Precisa Conhecer.

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Acreditamos que este material pode ser muito útil na sua jornada rumo a uma vida mais saudável — e acredito que os diversos profissionais que revisaram o livro concordam.

(Nesta página estão os comentários desses incríveis profissionais.)

Seguimos juntos aprendendo cada vez mais sobre alimentação e saúde — para vivermos vidas cada vez mais longas, saudáveis, e felizes.

Forte abraço,
— Guilherme e Roney, do Senhor Tanquinho

Referências

Algumas das referências e estudos científicos utilizados para elaborar este artigo estão elencados abaixo.

Prevalência do refluxo no Brasil e no mundo

  1. Rosário Dias de Oliveira Latorre MD, Medeiros da Silva A, Chinzon D, Eisig JN, Dias-Bastos TR. Epidemiology of upper gastrointestinal symptoms in Brazil (EpiGastro): A population-based study according to sex and age group. World J Gastroenterol 2014; 20(46): 17388-17398 https://dx.doi.org/10.3748/wjg.v20.i46.17388
  2. El-Serag HB, Sweet S, Winchester CC, Dent J. (2014). Update on the epidemiology of gastro-oesophageal reflux disease: a systematic review. Gut.; 63:871–880. https://doi.org/10.1136/gutjnl-2012-304269 
  3. Yamasaki, T., Hemond, C., Eisa, M., Ganocy, S., & Fass, R. (2018). The Changing Epidemiology of Gastroesophageal Reflux Disease: Are Patients Getting Younger?. Journal of neurogastroenterology and motility, 24(4), 559–569. https://doi.org/10.5056/jnm18140 
  4. Dent, J., El-Serag, H. B., Wallander, M.-A., & Johansson, S. (2005). Epidemiology of gastro-oesophageal reflux disease: a systematic review. Gut, 54(5), 710–717. http://doi.org/10.1136/gut.2004.051821 
  5. Eusebi, L. H., Ratnakumaran, R., Yuan, Y., Solaymani-Dodaran, M., Bazzoli, F., & Ford, A. C. (2018). Global prevalence of, and risk factors for, gastro-oesophageal reflux symptoms: a meta-analysis. Gut, 67(3), 430–440. http://doi.org/10.1136/gutjnl-2016-313589 

Refluxo e dieta low-carb

  1. Yancy, W. S., Provenzale, D., & Westman, E. C. (2001). Improvement of gastroesophageal reflux disease after initiation of a low-carbohydrate diet: five brief case reports. Alternative Therapies in Health and Medicine, 7(6), 120–116–9. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11712463
  2. Austin, G. L., Thiny, M. T., Westman, E. C., Yancy, W. S., & Shaheen, N. J. (2006). A very low-carbohydrate diet improves gastroesophageal reflux and its symptoms. Digestive Diseases and Sciences, 51(8), 1307–1312. http://doi.org/10.1007/s10620-005-9027-7 
  3. Pointer, S. D., Rickstrew, J., Slaughter, J. C., Vaezi, M. F., & Silver, H. J. (2016). Dietary carbohydrate intake, insulin resistance and gastro-oesophageal reflux disease: a pilot study in European- and African-American obese women. Alimentary Pharmacology & Therapeutics, 44(9), 976–988. http://doi.org/10.1111/apt.13784 

Refluxo e jejum intermitente

  1. Sugerman, H. J. (2007). Increased Intra-abdominal Pressure and GERD/Barrett’s Esophagus. Gastroenterology, 133(6), 2075. http://doi.org/10.1053/j.gastro.2007.10.017 
  2. Locke, G. R., III, Talley, N. J., Fett, S. L., Zinsmeister, A. R., & Melton, L. J., III. (1999). Risk factors associated with symptoms of gastroesophageal reflux. The American Journal of Medicine, 106(6), 642–649. http://doi.org/10.1016/S0002-9343(99)00121-7 
  3. Corley, D. A., Kubo, A., Levin, T. R., Block, G., Habel, L., Zhao, W., et al. (2007). Abdominal obesity and body mass index as risk factors for Barrett's esophagus. Gastroenterology, 133(1), 34–41– quiz 311. http://doi.org/10.1053/j.gastro.2007.04.046 
  4. Fung J. “The Complete Guide to Fasting: Heal Your Body Through Intermittent, Alternate-Day, and Extended Fasting”. 2016. https://amzn.to/2SNq6sQ

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Marcos Rodrigues
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Marcos Rodrigues

Vou dar uma opinião a titulo apenas de colaboração, sem fazer juízo de valor. O texto é muito longo e se torna chato de ler. Não teria uma forma de ser mais direto? Muita gente desiste antes de terminar. Existe até um meme com Jack Nicholson no qual ele diz: muito longo, vou esperar virar filme. Pensem nisso!

Thais
Visitante
Thais

Excelente o post, meninos! Eu já sou magra há muitos anos, mas uma azia bem chata me levou ao gastroenterologista uns 2 anos atrás.

Me ajudou imensamente inclinar a cama, e comer menos volume de cada vez. A farinha de trigo também era brutal no refluxo, já não era do meu hábito, mas quando acontecia de comer, especialmente pela manhã, me fazia muito mal!

O álcool também, infelizmente, afetava. Com bastante cuidado e paciência, o sintoma passou em alguns meses!

Usei MUITO o chá de espinheira-santa, que é realmente um milagre no alívio da queimação. Vale a dica!

Abraços

Rosiani
Visitante
Rosiani

Muito boa a matéria!
Eu tenho gastrite e refluxo cujos sintomas desapareceram por completo desde que comecei a dieta cetogênica, minha queridinha.
Antigamente não poderia fazer jejum de manhã nem muito menos tomar café puro, agora isso é passado, tomo o café turbo e continuo no jejum por mais horas sem problema algum e só tive ganho de equilíbrio físico, bem estar e disposição.
Obrigada, mocinhos bonitos!