Relação Proteína-Energia — O Que É E Como Fazer A Dieta P|E Corretamente

O que é a relação proteína-energia… e como posso usá-la para emagrecer?”

De uns tempos para cá, essa pergunta tem sido cada vez mais frequente no nosso email — e também nas caixinhas de pergunta do nosso Instagram @senhortanquinho.

Isso porque cada vez mais pessoas têm usado essa estratégia (chamada de “dieta P|E, relação proteína-energia, ou mesmo protocolo P|E”) para emagrecer com sucesso — e sem passar fome.

Neste artigo, você vai descobrir tudo o que precisa saber sobre a dieta PE, inclusive:

  • O que é a relação proteína-energia e como funciona a dieta PE,
  • Como calcular a relação proteína-energia de qualquer alimento,
  • Quais as maiores vantagens da dieta PE,
  • Quais os erros que você não pode cometer se quiser ter resultados duradouros com a dieta P|E, e 
  • Como ter os mesmos benefícios da dieta PE, porém sem complicação.

Então, vamos direto para o assunto.

Sendo que também disponibilizamos  o conteúdo deste artigo na forma de vídeo, logo abaixo.

Se preferir, pode assistir ao vídeo — se não, é só continuar lendo.

O Que É A Relação Proteína-Energia E Por Que Ela É Importante

A relação proteína energia é um conceito que vem da ecologia nutricional.

De maneira resumida, ecologia nutricional é a ciência que estuda o que um ser vivo precisa comer — e como ele lida com a oferta de alimento no ambiente.

Isto é: o que o animal come, em relação ao que está disponível.

E o que essa ciência descobriu foi que todos os animais precisam comer uma certa quantidade de energia (calorias) e uma certa quantidade de proteína

Sendo que cada animal tem uma necessidade distinta: gato, cachorro, rato — cada um tem necessidades diferentes.

Mas todos eles precisam desses dois elementos — e não param de comer até que a necessidade de calorias e de proteínas seja preenchida.

O médico americano Dr. Ted Naiman trouxe este conceito para a alimentação dos humanos, em seu livro The P|E Diet.

Isto é: no mundo atual, nós humanos somos bombardeados com uma grande oferta de energia (calorias) disponível o tempo todo.

Sendo que a maioria dos alimentos que consumimos hoje em dia são demasiadamente ricos em energia, e pobres em proteínas.

Isso nos leva a comer excessivamente esses alimentos — pois precisamos de uma maior quantidade deles (e de suas calorias) para atingirmos o nível mínimo necessário de proteínas.

Esse é o fundamento por trás da “protein leverage hypothesis” — ou “hipótese da alavanca de proteína” em tradução livre. [1] [2]

Ela afirma o seguinte.

Os seres humanos priorizam o consumo de proteínas em detrimento de outros nutrientes (como gorduras e carboidratos), e comem até que as suas necessidades proteicas sejam atingidas — independentemente do valor calórico. 

Isso leva ao consumo em excesso de alimentos que são baixos em proteína.”

Com base nisso, Ted Naiman afirma que, ao escolhermos alimentos mais ricos em proteínas, conseguimos aumentar nossa saciedade — e emagrecer sem passar fome. [3]

Desta forma, a relação proteína-energia é uma maneira de medir quão rico em proteínas determinado alimento é, em relação ao seu valor calórico.

Resumindo: Ao escolhermos alimentos mais ricos em proteína (com maior relação proteína-energia) vai ser mais fácil comer uma menor quantidade de energia — comer menos calorias.

Isso nos permite emagrecer com facilidade, sem passar fome.

Como Calcular A Relação Proteína-Energia De Qualquer Alimento

O Dr. Ted Naiman ensina uma maneira simples de calcular a relação P|E de qualquer alimento.

Para obtê-la, precisamos primeiro ter as informações nutricionais dos alimentos — a quantidade de carboidratos, proteínas e gorduras do alimento em questão.

Quando temos essas quantidades em gramas, fazemos a seguinte conta simples.

Relação PE = (quantidade de proteínas) / (quantidade de carboidratos + quantidade de gorduras).

Vamos ver alguns alimentos para usar como exemplo.

(Você pode baixar grátis uma tabela com a informação de vários alimentos aqui.)

Como você pode notar na figura acima, os alimentos com maior P|E favorecem mais a saciedade — como a carne e os ovos, por exemplo.

Por outro lado, alimentos processados e com baixo PE (como o pão de forma e a bolacha) podem dificultar o controle de saciedade que favorece a perda de peso.

Se o alimento principal da sua refeição for um alimento de bom P|E — como a carne vermelha ou os ovos —, você tem mais chances de ficar saciado(a) sem ingerir energia em excesso.

Sabendo disso, você pode incluir alguns dos alimentos com menor relação PE — como os morangos e a berinjela — porque, apesar do baixo PE, eles têm baixa densidade nutricional.

Isto é: em 100g de morango, você tem pouca proteína. Mas também tem pouca energia no total.

Alimentos com este perfil podem ser incluídos como acompanhamentos da dieta — mas a base deve ser dos alimentos com melhor relação PE.

Resumindo: Diferentes alimentos têm diferentes relações P|E (proteína-energia). Alimentos que têm proporcionalmente mais proteína tendem a facilitar o emagrecimento. 

Relação Proteína-Energia E A Comida De Verdade

Você pode notar que os alimentos menos processados (como carnes, ovos e verduras) tendem a ter uma melhor relação proteína-energia do que alimentos muito refinados (como uma pizza ou um bolo).

E mesmo quando falamos em fontes de proteínas, teremos uma relação PE mais favorável comendo carnes não processadas do que comendo carnes processadas (como seria o caso de um presunto, ou mesmo a salsicha do exemplo acima).

Este é um dos benefícios de se escolher comida de verdade: ela tende a ter uma boa quantidade de proteínas em relação ao seu valor energético total.

(Especialmente quando falamos de pratos principais: afinal de contas, ninguém vai viver somente à base de frutas, não é mesmo?)

E este acaba sendo um bom argumento a favor de alimentações como a dieta paleo ou dieta primal.

Que são estratégias que excluem alimentos excessivamente processados.

Com isso, elas tendem a favorecer uma melhor relação proteína-energia.

Sendo que a imagem acima ilustra a diluição da proteína em nossa alimentação ao longo do tempo.

Note que, no período paleolítico, a alimentação humana tendia a ser mais rica em proteínas e fibras alimentares.

Com o advento da agricultura, passamos a ter mais amido em nossa alimentação, o que diminuiu o P:E, em geral, da dieta humana.

E, após a revolução industrial, alimentos processados (como farinhas, açúcares e óleos vegetais refinados) passaram a ser amplamente disponíveis.

Especialmente nas últimas décadas — o que coincide com um aumento da prevalência de obesidade ao redor do mundo.

Inclusive, em vários alimentos processados, costumamos ter a combinação de

  • alta gordura,
  • alto carboidrato, 
  • baixa proteína, e
  • alta densidade calórica.

Alimentos como estes dificilmente ativam nossos sensores de saciedade da maneira correta.

E, para muitas pessoas, é difícil “comer só um pouquinho” deles.

Estamos falando de pizzas, donuts, biscoitos recheados, chocolates ao leite, sorvetes, e muito mais.

Resumindo: Comidas pouco processadas tendem a favorecer a relação PE da dieta como um todo. Além disso, elas tendem a ser menos densas em energia, o que pode ser favorável para a perda de peso.

Dieta P|E — Perigos E Erros A Evitar

Tudo o que foi dito até agora poderia passar a impressão de que simplesmente “comer mais proteína” seria a solução simples e fácil para a alimentação mundial.

No entanto, conforme diz a famosa frase (por vezes atribuída a Mark Twain, H. L. Mencken, ou Peter Drucker).

Para cada problema, existe uma solução que é simples, direta… e errada.”

Então, vamos ver quais são os 4 grandes erros que podem surgir ao adotar uma dieta com maior relação proteína-energia.

Para que, assim, você não os cometa.

Erro comum da dieta P|E #1: “dar um jeitinho” na relação PE

Com certeza essa é uma opção mais saudável de sorvete, mas ainda assim não tem uma relação p/e

O primeiro erro da dieta PE é fazer escolhas alimentares ruins… e tentar “compensar” nas proteínas.

Para exemplificar, imagine o caso de uma pessoa que comeu uma barra de chocolate e meio pote de sorvete.

Ambos são alimentos praticamente sem proteínas, praticamente sem bons nutrientes, e muito ricos em energia.

Então, para compensar essa lambança, a pessoa toma whey protein até tornar a relação proteína-energia do seu dia favorável (ou seja, maior do que 1).

É claro que, se isso for feito de maneira ocasional (uma vez por ano, por exemplo), não vai ser tão prejudicial assim.

(Na verdade, você pode comer tudo o que quiser num “dia livre” — desde que ele seja raro o bastante.)

Mas imagina alguém querer “dar esse jeitinho” todos os dias, baseando sua alimentação em fast food, comida processada e doces… e depois compensando com proteína em pó.

Qualquer pessoa com bom senso consegue perceber que isso não é saudável e nem sustentável a longo prazo.

Resumindo: Não tente compensar escolhas alimentares ruins com suplementos. Em vez disso, faça boas escolhas, focando na  qualidade dos alimentos.

Isso nos leva ao segundo erro.

Erro comum da dieta P|E #2: ignorar comidas nutritivas

Focar apenas na relação proteína-energia de um alimento de maneira individualizada pode levar a erros de percepção.

Tomemos por exemplo a comparação entre duas boas fontes de proteína: o whey protein isolado (novamente) e o ovo.

O primeiro (whey) apresenta basicamente proteína entre seus macronutrientes.

Enquanto o ovo apresenta uma boa quantidade de proteínas, acompanhada de uma quantidade considerável de gorduras.

Então, objetivamente falando, podemos concluir que a relação P|E do whey protein é maior do que a do ovo.

Porém, nem só de proteínas vive o homem. 

E analisar apenas a relação P|E pode levar a uma dieta pobre em micronutrientes e em gorduras boas.

Sendo assim, vale notar que o whey traz consigo poucos micronutrientes (vitaminas e minerais) e ácidos graxos essenciais.

O ovo, por sua vez, é riquíssimo em vitaminas, minerais e gorduras de qualidade.

Portanto, na hora de escolher seus alimentos, vale a pena ficar atento não só às proteínas que ele pode te proporcionar, mas também a sua nutrição como um todo.

Nesse sentido, alimentos como carnes, peixes, ovos, legumes, verduras e algumas frutas são altamente nutritivos.

Resumindo: Um alimento com uma relação P|E maior não é necessariamente mais saudável e nutritivo do que outro com uma relação P|E menor. 

Whey protein isolado tem mais proteínas do que ovo, mas ovo é um alimento nutricionalmente muito mais completo.

A qualidade dos alimentos é importante não apenas quando falamos em fontes de proteínas (como o whey protein e o ovo), mas também quando falamos de alimentos que são fontes de energia.

Erro comum da dieta P|E #3: ignorar que há diferença entre as fontes de “energia” 

Um outro erro muito comum dos praticantes do protocolo P|E é não se importar com a qualidade de suas fontes de energia.

Ou seja, não se preocupar com a origem de seus carboidratos e gorduras.

Sendo que, assim como no caso das proteínas, irão existir fontes melhores e piores.

Por exemplo, no caso da gordura: vai ser preferível obter as gorduras de sua dieta de fontes como salmão, gema do ovo ou picanha — em vez de óleo de soja, margarina ou salsicha.

Os primeiros três alimentos não são processados e são riquíssimos em micronutrientes e proteínas — além de que seu consumo é natural à nossa espécie (pois evoluímos com eles).

Enquanto os outros são altamente processados e desprovidos de micronutrientes — e que podem causar diversos danos à nossa saúde no longo prazo.

O mesmo raciocínio é válido para os carboidratos.

Porque certamente é muito mais benéfico para sua dieta e sua saúde consumir carboidratos de frutas e legumes — que são carregados de micronutrientes e fibras.

Do que a partir de açúcar, bolachas e farinhas, por exemplo — pelos menos argumentos apresentados anteriormente para o caso das gorduras.

E esse raciocínio de buscar qualidade também se aplica ainda às proteínas.

Com certeza as proteínas de origem animal (das carnes, dos ovos, e dos queijos) são mais completas e mais biodisponíveis do que as proteínas de origem vegetal (das leguminosas e dos grãos, por exemplo).

Resumindo: A gordura presente no óleo de soja e a na gema do ovo não são iguais. A qualidade dos alimentos importa. 

Inclusive, optar pela comida de verdade (frutas, carnes, legumes, e ovos) vai evitar que você tenha de ficar calculando seus macronutrientes o tempo todo.

Erro comum da dieta P|E #4: ficar obcecado por contas

Nosso quarto erro é o mais comum dentre os muitos iniciantes na dieta P|E.

Ele consiste em ficar louco(a) anotando os macronutrientes de cada alimento ingerido.

Se, por um lado, pode fazer sentido anotar os nutrientes dos alimentos no início da dieta — inclusive para ir familiarizando com cada um deles… 

Por outro, acreditamos que essa seja uma desvantagem clara do protocolo P/E, porque pode

  • levar aos 3 erros descritos acima, além de
  • adicionar uma complexidade desnecessária à dieta, o que acaba por
  • desanimar ou confundir os praticantes.

Entenda: se você foca demais em continhas, esquece de olhar a comida que se apresenta na sua frente.

Sendo assim, a nosso ver, o melhor é focar na comida de verdade na maior parte do tempo — deixando com que as coisas se ajustem naturalmente.

E relegar o cálculo de macronutrientes a momentos específicos, como um desejo de investigar a dieta (por exemplo, para sair de um platô de perda de peso).

Resumindo: Pense menos em “macros” e mais em comida.

Agora que vimos os quatro possíveis erros ou desvantagens da dieta P|E, é hora de falar de sua parte boa — e que leva tanta gente a segui-la.

Dieta P|E — Principais Vantagens

Apesar de termos começado falando antes das desvantagens da relação proteína-energia, a verdade é que ela também tem algumas vantagens.

E vamos ver quais são elas agora.

Vantagem #1: A relação proteína-energia pode funcionar

A dieta P|E, quando bem feita, pode trazer resultados muito bons para seus praticantes.

Até porque, ao buscarmos ingerir uma boa quantidade de proteínas, com relação à quantidade de calorias, automaticamente já estamos praticando uma alimentação mais baixa em carboidratos.

Especialmente se a compararmos com a dieta ocidental  padrão, a tendência é que a dieta P|E seja muito mais pobre em carboidratos e rica em proteínas.

Isso é relevante porque a proteína é o macronutriente que mais proporciona saciedade, e o que mais demanda energia para ser digerido — o que inclusive pode significar um pequeno aumento do metabolismo. [4] 

Com tudo isso somado, dá para entender por que ela pode levar ao emagrecimento.

Resumindo: Uma dieta mais rica em proteínas pode trazer resultados bem relevantes a quem a pratica da forma correta.

Porém, de nada adiantaria ela ser uma boa dieta para emagrecer, se fosse impossível de seguida.

Afinal de contas, o plano decente que você executa é melhor do que o plano perfeito que fica na gaveta.

Felizmente, a dieta P|E pode sim ser executada com simplicidade — o que nos leva a nossa segunda vantagem.

Vantagem #2: A relação proteína-energia pode ser simples

Por um lado, a dieta P|E pode demandar um pouco mais de estudo no começo.

Por outro lado, com o passar do tempo, ela tende a ficar cada vez mais simples de ser seguida.

Principalmente se você não fizer questão de variar muito os alimentos que ingere.

Isso porque, com a prática, você vai se acostumando aos alimentos que possuem uma melhor relação proteína-energia.

O que torna cada vez mais fácil o processo de escolher alimentos e, consequentemente, a montagem de seus pratos, cardápios e listas de compras.

Além disso, se por um lado você vai acabar excluindo praticamente todas as massas, pães, doces, e demais alimentos processados e derivados dos grãos do seu dia a dia… 

Por outro, você vai perceber que pode incluir muitos tipos de carnes, legumes, folhas e frutas em seu dia a dia, o que pode ser muito saboroso e variado — ainda mais com a imensidão de temperos disponíveis.

Resumindo: A dieta P|E pode ser surpreendentemente simples e gostosa, e esses dois fatores a tornam uma estratégia possível de ser seguida a longo prazo.

Vantagem #3: A relação proteína-energia pode potencializar outros conceitos

Simplesmente melhorar a relação entre proteína e energia da sua alimentação já vai torná-la melhor do que a dieta da maior parte das pessoas no mundo ocidental.

Afinal de contas, a maior parte dos adultos no Brasil tem sobrepeso, e um número cada vez maior apresenta obesidade. [5] 

Outro dado assustador é o fato de que apenas 12% dos cidadãos dos Estados Unidos (país sobre o qual temos mais dados) estão metabolicamente saudáveis. [6]

Ou seja: a “dieta padrão” da maioria das pessoas é uma régua bem baixa para você se comparar. E apenas aumentar a relação P|E da sua dieta provavelmente já vai te deixar na frente delas.

No entanto, é a sua saúde que está em jogo aqui. E, no fim das contas, não importa muito como é a dieta dos outros — e sim a qualidade da sua.

Nesse sentido, você pode aumentar a qualidade da dieta P|E, e ter mais resultados, ao aliar a dieta P|E a outros 4 conceitos importantes.

Esses conceitos são os seguintes.

Comida de verdade

É muito melhor conseguir uma relação proteína-energia quando a base da sua alimentação é de comida de verdade, pouco processada.

Com isso queremos dizer que vai ser melhor ingerir proteínas de fontes minimamente processadas (como carnes, peixes, ovos e queijos) e que proporcionam grande saciedade e nutrição…

Do que de fontes mais processadas, como suplementos de proteína — que geralmente carregam consigo substâncias como adoçantes, corantes, aromatizantes, conservantes, etc.

Gordura é essencial, carboidrato não

E quando pensamos em comida de verdade com fonte de proteínas, é natural nos depararmos com as gorduras.

Pois, na natureza, é muito comum que boas fontes de proteína também contenham gorduras, como no caso de peixes, carnes e ovos.

E não há problema algum: pois não precisamos fugir da gordura natural dos alimentos se quisermos ter saúde e emagrecer.

Esqueça os mitos sobre a gordura e lembre-se de que as gorduras são essenciais para nós — enquanto os carboidratos não o são.

Portanto, sempre que for pensar em boas fontes de energia para relação proteína-energia, opte pelas gorduras naturalmente presentes nos alimentos e seja feliz.

Note que você não precisa acrescentar creme de leite e azeite de oliva em tudo o que for comer — basta não fugir da gordura natural dos alimentos.

Dieta low-carb e cetogênica

Se você está familiarizado com os conceitos de low-carb e cetogênica, vai perceber que uma dieta de bom P|E muitas vezes acaba sendo um tipo de dieta low-carb.

Isso porque, ao focarmos em consumir uma boa quantidade de proteínas a partir da comida de verdade e minimamente processada, automaticamente iremos ingerir uma quantidade mais reduzida de carboidratos.

(Principalmente em comparação com a dieta ocidental padrão, que a maioria das pessoas segue atualmente.)

Então, em uma dieta P|E bem feita, você vai acabar por também colher diversos dos benefícios das dietas low-carb, como:

Além disso, sabendo que podemos associar a dieta cetogênica ao jejum, fica óbvio que também podemos associar a dieta P|E ao jejum.

Jejum intermitente

Como sempre gostamos de dizer:

É mais importante o que você come do que quando você come.”

Ou seja, a partir do momento que acertamos as bases de nossa alimentação com uma dieta de bom P|E, e baseada em comida de verdade… 

Podemos “nos dar ao luxo” de manipularmos os horários nos quais iremos nos alimentar.

Até porque uma alimentação bem feita tende a te deixar com a sensação de saciedade por mais tempo — afinal ela está realmente nutrindo seu corpo de maneira adequada.

O que vai colaborar com o jejum intermitente: porque se torna mais fácil passarmos períodos maiores sem comer se não estivermos com fome o tempo todo.

Inclusive o Ted Naiman, autor do livro “A Dieta P|E”, responsável por popularizar esse estilo alimentar, incentiva a prática de jejum.

Afinal, o jejum pode trazer diversos benefícios para saúde, além de potencializar a perda de gordura proporcionada por uma boa dieta.

Sendo assim, se você já está conseguindo seguir sem dificuldades sua dieta de bom P|E, possivelmente pode pensar em fazer jejum intermitente.

Sem medo de hipoglicemia ou perda de massa magra: pois estes são apenas mitos antigos ligados ao jejum, que já foram derrubados pela ciência.

E foi para te ajudar a estruturar sua alimentação que resolvemos disponibilizar um cardápio-exemplo de 7 dias de uma dieta com boa relação proteína-energia.

Dieta P|E — Cardápio-Exemplo Para 7 Dias

Partindo da teoria para prática, agora queremos mostrar um exemplo de como seria um possível cardápio, para uma semana, de uma dieta com boa relação proteína-energia.

Vale notar que fizemos questão de baseá-lo 100% em comida de verdade, minimamente processada.

Segunda-feira:

  • Café da manhã: Ovos fritos com bacon e morangos.
  • Almoço: Peito de frango grelhado, salada de folhas verdes, tomates e azeite.
  • Jantar: Macarrão de abobrinha ao molho bolonhesa.

Terça-feira:

  • Café da manhã: Ovos cozidos e vegetais refogados.
  • Almoço: Sopa com almôndegas caseiras e couve.
  • Jantar: Carne moída, maionese de abacate e salada de folhas frescas.

Quarta-feira:

Quinta-feira:

  • Café da manhã: Ovos mexidos com vegetais de sua preferência.
  • Almoço: Carne moída servida com Ratatouille Low-Carb
  • Jantar: Salmão ao forno, tomates e brócolis cozido.

Sexta-feira:

  • Café da manhã: Omelete com legumes variados.
  • Almoço: Bifes de contra-filé com salada de alface e tomate.
  • Jantar: Sobrecoxa assada com pele e sopa nutritiva de couve.

Sábado:

  • Café da manhã: Bacon e ovos.
  • Almoço: Coxas de frango, legumes refogados e salada mista (folhas, tomate, pepino).
  • Jantar: Bisteca de porco na frigideira com mix de vegetais refogados (berinjela, abobrinha, abóbora, jiló, couve, etc).

Domingo:

Observações sobre o cardápio-exemplo da dieta P|E

Muita gente gosta de ter um cardápio-exemplo para se basear — principalmente nos primeiros dias de mudança alimentar.

Porém, algumas observações com relação ao cardápio acima são válidas.

Em primeiro lugar, precisamos lembrar que o cardápio não é para ser nenhum tipo de prisão.

Ou seja, sinta-se totalmente livre para fazer suas próprias personalizações, de acordo com:

  • seus gostos pessoais,
  • restrições alimentares,
  • disponibilidade de alimentos em casa,
  • praticidade das preparações.

Apenas lembre-se sempre de fazer trocas e permutações entre os alimentos que façam sentido.

Por exemplo, se não tiver peito de frango em casa, é totalmente aceitável trocá-lo por carne moída — mas não seria ideal trocá-lo por salsicha.

O segundo ponto diz respeito à fome.

Comendo carnes, ovos, e saladas à vontade, você não deve precisar passar fome para emagrecer.

Pois estes alimentos fornecem saciedade para você.

Isto é: seu corpo vai ficar saciado e nutrido, sem ter que passar fome para isso.

E, seguindo este tipo de estratégia, você vai conseguir emagrecer mesmo sem contar calorias, fazer continhas, ou anotar o que come num aplicativo.

Sendo que, sempre que desejado, você pode se permitir pular refeições.

Por exemplo, se você não sente fome pela manhã, então simplesmente pule o café da manhã.

(Isso inclusive pode trazer os benefícios adicionais advindos da prática do jejum.)

Pois o importante é ver que este cardápio é rico em proteínas, baseado em comida de verdade, e certamente vai favorecer a perda de peso e mesmo o ganho de massa magra (caso você o alie com treinos de força).

Resumindo: Mostramos um cardápio de 7 dias com boa relação proteína-energia, que é baseado em alimentos nutritivos e saudáveis para o ser humano. Você não precisa passar fome para ter saúde e emagrecer.

Conclusão: Como Obter O Melhor Da Dieta P|E Sem Complicar Demais A Vida

Carne com salada é uma ótima opção de prato com ótima relação proteína energia – além de uma ótima relação sabor-nutrição ;)

Como você viu, a dieta P|E traz um importante conceito que pode ajudar nos seus esforços de perda de peso.

No entanto, para que ela seja realmente efetiva, é importante que você não se distraia demais com continhas e suplementos — e, em vez disso, opte por basear sua alimentação em comida de verdade.

Além de mostrarmos a relação P|E, e as vantagens e desvantagens desse estilo nutricional, nós também mostramos um cardápio de 7 dias que é muito saboroso, nutritivo, saciante, e com boa relação P|E.

Agora, saiba que este cardápio, além de ser um cardápio com bom P|E, e baseado em comida de verdade, também é um cardápio low-carb.

Pois ele é uma das inúmeras opções que apresentamos em nosso Treinamento Cardápio Tanquinho.

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Será uma honra e um prazer ajudar você a ter mais resultados com sua alimentação.

Forte abraço,
— Guilherme e Roney, do Senhor Tanquinho.

Referências

Para tornar a leitura mais fluida, agrupamos nesta seção algumas das referências usadas para a elaboração deste artigo.

Isso inclui alguns estudos científicos, além do próprio livro “The P:E Diet” do Dr. Ted Naiman, que usamos como base para algumas das explicações deste texto.

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  1. Raubenheimer, D., & Simpson, S. J. (2019). Protein Leverage: Theoretical Foundations and Ten Points of Clarification. Obesity (Silver Spring, Md.), 27(8), 1225–1238. https://doi.org/10.1002/oby.22531 
  2. Gosby, A. K., Conigrave, A. D., Lau, N. S., Iglesias, M. A., Hall, R. M., Jebb, S. A., Brand-Miller, J., Caterson, I. D., Raubenheimer, D., & Simpson, S. J. (2011). Testing protein leverage in lean humans: a randomised controlled experimental study. PloS one, 6(10), e25929. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0025929 
  3. Ted Naiman, The P:E Diet https://amzn.to/3jOHxVM 
  4. Paddon-Jones, D., Westman, E., Mattes, R. D., Wolfe, R. R., Astrup, A., & Westerterp-Plantenga, M. (2008). Protein, weight management, and satiety. The American journal of clinical nutrition, 87(5), 1558S–1561S. https://doi.org/10.1093/ajcn/87.5.1558S 
  5. Ferreira, Arthur Pate de Souza, Szwarcwald, Célia Landmann, & Damacena, Giseli Nogueira. (2019). Prevalência e fatores associados da obesidade na população brasileira: estudo com dados aferidos da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. Revista Brasileira de Epidemiologia, 22, e190024. Epub April 01, 2019.https://doi.org/10.1590/1980-549720190024 
  6. University of North Carolina at Chapel Hill. (2018, November 28). Only 12 percent of American adults are metabolically healthy, study finds: Trends help sound alarm for efforts to lower associated risk of types 2 diabetes, heart disease and other complications. ScienceDaily. Retrieved April 17, 2021 from www.sciencedaily.com/releases/2018/11/181128115045.htm 
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