Vinho E Dieta Low-Carb: O Guia Definitivo Sobre Vinhos Tintos, Brancos, Bebidas E Drinks

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Vinho e dieta combinam?

O vinho (e as bebidas alcoólicas em geral) não costumam ser vistos como “aliados” de quem faz dieta para emagrecer.

E com razão: afinal de contas, essas bebidas trazem consigo:

  • calorias,
  • pouca saciedade, e
  • pouco ou nenhum nutriente.

No entanto, nós sempre recebemos perguntas a respeito de bebidas alcoólicas dos nossos leitores adultos e saudáveis.

Sendo que entendemos que é possível sim ter um ótimo corpo com uma excelente saúde.

Ao mesmo tempo em que degustamos bebidas saborosas ocasionalmente.

Sendo que já falamos sobre o consumo recreativo do álcool durante o processo de emagrecimento e hipertrofia em nosso texto “A Verdade Sobre o Álcool, o Emagrecimento e a Hipertrofia”.

Mesmo assim, sentimos que faltaram algumas dicas e recomendações mais práticas – de modo a facilitar o seu processo de decisão do dia a dia.

Pois bem: este texto vem justamente para sanar as suas dúvidas a esse respeito.

Além disso, vamos falar sobre as melhores alternativas de vinhos e drinks para quem segue algum tipo de dieta low-carb, seja ela Paleo, Primal, Atkins, ou mesmo Cetogênica.

Mas comecemos com o ranking Top 10 Vinhos para Emagrecer.

Os Melhores Vinhos Tintos Para a Sua Dieta Low-Carb

Os rankings foram elaborados de acordo com 3 grandes especialistas: Chris Miller, Gary Vaynerchuk, e Paul Grieco. Se você não conhece nenhum deles, não se preocupe: eu também não conhecia antes de entrar em contato com essa lista.

Porém, pode ter certeza que o material é confiável: essa mesma lista foi endossada por Tim Ferriss em uma outra obra sua, o livro The 4-Hour Chef, no qual Tim ensina uma variedade de receitas Low-Carb, deliciosas e fáceis de fazer.

Sendo assim, vejamos o que esses grandes nomes do mundo do vinho têm a dizer.

Na lista abaixo, separamos os vinhos por avaliador, safra, país de origem e preço de referência (em dólares).

Obviamente, os preços e a disponibilidade no mercado nacional são sujeitos a grandes flutuações (até mesmo por causa do nosso câmbio).

No entanto, acreditamos que essa referência, por mais que se mostre imprecisa para definir valores reais para nosso país, já seja o bastante para permitir uma comparação e um entendimento de em quais faixas de preço cada um deles se encontra.

Chris Miller

Domaine de la Chapelle des Bois Beaujolais

2010, França ($16)

Segundo Chris, a França é o local certo para vinhos tintos secos baratos e saborosos.

Essa região de Beaujolais às vezes sofre com uma produção de larga escala que não oferece muita qualidade, porém os produtores menores fazem vinhos fantásticos e baratos. Outra sugestão, além do rótulo em questão, é a de experimentar um “Cru Beaujolais”.

Melville “Estate” Pinot Noir

2009, Califórnia ($34)

Miller afirma que a grande vantagem desse vinho é seu custo-benefício, um dos melhores para Pinot Noir em todo o mundo.

Marqués de Murrieta Rioja Gran Reserva

2001, Espanha ($50)

Um vinho seco e de álcool moderado, apresenta nuances e sabores ricos, além de ser frutado. O produtor também faz um ótimo vinho branco.

Montevertine Le Pergole Torte Toscana Rosso (Sangiovese)

2007, Itália ($76)

Um excelente vinho, de nível mundial. Super seco, implorando por comida.

Abreu Rothwell Hyde Cabernet Sauvignon

2007, Califórnia ($150+)

Nós sinceramente nunca vimos (e nem tomamos) esse vinho, mas com essa descrição, é difícil não passar vontade:

“Grande, ousado e belo. Um dos melhores produtores do mundo. Muito difícil de achar e muito, muito caro. Mas é uma experiência que todos deveriam ter ao menos uma vez.”

Gary Vaynerchuck

Gary, por sua vez, foi menos descritivo. Deixou apenas uma lista com o nome, região e safra de suas preferências, bem como uma referência de preço:

Luigi Bosca Cabernet Sauvignon, 2007, Argentina (<$20)
Franciscan Cabernet Sauvignon, 2009, Califórnia (<$23)
Massolino Barolo, 2007, Itália (<$37)
Château Gloria, 2008, Bordeaux (<$50)
Vincent Girardin Chambertin, 2005, Burgundy (para quem não tem medo de gastar)

Paul Grieco

Essas são as escolhas de Paul Grieco, que também possui um bar especializado em Nova York (chamado ‘Terroir'):

Allegrini Palazzo della Torre Veronese, 2008, Itália (<$30)
Au Bon Climat Santa Barbara County Pinot Noir, 2009, Califórnia (<$30)
Bonny Doon Le Cigare Volant, 2007, Califórnia (<$40)
Kanonkop Paul Sauer, 2006, África do Sul (<$50)
Chateau Musar, 2002, Líbano (<$50)

Os Melhores Vinhos Brancos (ou Rosés) Para Sua Dieta Low-Carb

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Chris Miller

Schloss Gobelsburg Grüner Veltliner

2011, Áustria ($15)

Saboroso, remetendo a maçã verde, casca de limão e pimenta branca, vai muito bem como aperitivo ou acompanhando pratos à base de peixe e/ou carne branca.

Scarpetta Pinot Grigio

2010, Itália ($20)

Este é a sugestão, mas a recomendação geral é bem flexível: como regra geral, quase todos os vinhos brancos italianos são baixos em carboidratos (Low-Carb), pois a maioria deles possui volume alcoólico baixo ou moderado, e quase nenhum traz açúcar residual (explicação completa sobre essa medida mais abaixo).

Domaine du Bagnol Cassis Rosé

2011, França ($25)

Chris diz que esse é um de seus vinhos rosés favoritos. Embora difícil de achar, é perfeitamente seco e equilibrado.

Paul Lato “Le Souvenir” Chardonnay

2009, Califórnia ($50)

Provavelmente um dos melhores Chardonnay de todos os Estados Unidos. Difícil obter algo melhor que isso sem ter de desembolsar uma pequena fortuna.

Larmandier-Bernier “Blanc de Blancs” Extra-Brut

Champagne, França ($56)

Via de regra, evite os champagnes para emagrecer. Isso porque os produtores costumam adicionar muito açúcar para contrabalançar a acidez das uvas.

Porém, se você buscar as palavras mágicas “Extra Brut”, “Brut Zero” ou “Brut Sauvage”, saberá que quase não foi adicionado açúcar algum – o que faz com que você possa celebrar à vontade, mesmo em uma dieta Low-Carb.

Como Sempre Escolher O Vinho Certo Para Sua Dieta Low-Carb

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Segundo Tim, o segredo para tomar vinhos deliciosos e não engordar está no açúcar residual: sempre buscando vinhos com baixo açúcar residual, você garante que não estará dando picos bruscos nos seus níveis de insulina – e, dependendo da quantidade, pode nem mesmo sair da cetose (se esse for seu objetivo).

Para se ter uma ideia em termos práticos, o açúcar residual, que pode ser medido na quantidade em gramas de açúcar por litro de vinho (g/L), não costuma ficar abaixo de 1g, mesmo entre os vinhos mais secos de todos.

Por contraste, qualquer vinho fino (aquele que costumamos tomar no dia a dia) com açúcar residual acima de 25g/L pode ser considerado doce, ainda que alguns vinhos contenham níveis bem mais elevados de açúcar residual.

Em termos de números, a recomendação de Tim Ferriss é clara: busque vinhos com açúcar residual de até 14g/L.

Ele ainda dá mais uma dica: preste atenção ao tipo de uva (varietal): vinhos feitos com o mesmo tipo de uvas, e da mesma região, costumam ser bons substitutos caso você não encontre seu rótulo favorito.

O Que NÃO Beber

Uma listinha prática e não-exaustiva: de modo geral, esses vinhos são deliciosos clássicos, porém desrespeitam completamente o nosso índice de açúcar residual.

Ou seja, não devem fazer parte da sua lista de compras low-carb.

Vinhos Tintos: Vinhos de sobremesa, amarone, vinhos da Austrália, Zinfandel, e Grenaches oriundos da Austrália ou da Califórnia.

Vinhos Brancos: Vinhos de sobremesa de modo geral, vinhos da Alsácia e Alemanha, muitos Chardonnays americanos, a maior parte dos Chenin Blanc franceses, e a maioria dos champagnes.

Vinho E Dieta Low-Carb: A Quantidade De Açúcar Residual

Classificação Dos Vinhos Por Teor De Açúcar De Acordo Com A Legislação Brasileira (fev/2014) . Segundo nossa legislação, os vinhos são classificados da seguinte maneira – dependendo da quantidade de carboidratos que contêm, de acordo com seu estilo . Vinhos Finos: – Seco: até 4g/l – Meio seco: de 4 a 25g/l – Suave: de 25 a 80 g/l . Vinhos Licorosos: – Seco: até 20g/l – Doce: acima de 20 g/l . Espumantes: – Nature: até 3g/l – Extra-brut: de 3 a 8g/l – Brut: de 8 a 15g/l – Seco: de 15 a 20g/l – Meio seco: 20 a 60g/l – Doce: acima de 60 g/l . No caso dos vinhos secos, é interessante notar como a faixa daqueles considerados "meio-secos" é extensa. Sendo que um vinho do início de seu espectro (5g/l, por exemplo) é "muito mais seco" que um do final do seu espectro (24g/l) , Ou seja, devemos tomar cuidado com vinhos dessa clasificação (vinho fino meio seco) por dois motivos: 1️⃣ alguns deles são low-carb e outros não são; 2️⃣ alguns vinhos demi-sec (meio seco) podem ser mais secos na boca do que alguns vinhos secos – isso por conta de outras propriedades que também influênciam no paladar, como a acidez . Nós mesmo já experimentamos as duas faces da moeda: tomamos vinhos considerados demi-sec extremamente doces e tomamos vinhos demi-sec otimamente secos . No final das contas fica bem difícil para um leigo, como nós, saber o que esperar de um vinho meio seco . Sendo que, particularmente, até por ignorância e por preferir os vinhos mais secos, preferimos, na maioria das vezes, evitar comprá-los . #senhortanquinho #paleo #paleobrasil #primal #lowcarb #lchf #semgluten #vidareal #vinho #alcool #dieta #semexageros #vidalowcarb

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Se não encontrar os vinhos que falamos acima nos mercado, ou se seus preços forem muito elevados, não tem problema.

Porque preparamos um lista-resumo para classificar cada estilo de vinho como baixo em carboidratos ou não.

Na verdade, essa lista de vinhos low-carb (ou não) segue a classificação segundo a legislação brasileira.

Portanto, não é comum que você encontre a mesma classificação se estiver comprando vinhos em outros países.

Classificação dos vinhos por teor de açúcar de acordo com a legislação brasileira (fev/2014)

Segundo nossa legislação, os vinhos são classificados da seguinte maneira – dependendo da quantidade de carboidratos que contêm, de acordo com seu estilo:

  • Vinhos Finos:
    • Seco: até 4g/l
    • Meio seco: de 4 a 25g/l
    • Suave: de 25 a 80 g/l
  • Vinhos Licorosos:
    • Seco: até 20g/l
    • Doce: acima de 20 g/l
  • Espumantes:
    • Nature: até 3g/l
    • Extra-brut: de 3 a 8g/l
    • Brut: de 8 a 15g/l
    • Seco: de 15 a 20g/l
    • Meio seco: 20 a 60g/l
    • Doce: acima de 60 g/l

No caso dos vinhos secos, é interessante notar como a faixa daqueles considerados “meio-secos” é extensa.

Sendo que um vinho do início de seu espectro (5g/l, por exemplo) é “muito mais seco” que um do final do seu espectro (24g/l).

Ou seja, devemos tomar cuidado com vinhos dessa classificação (vinho fino meio seco) por dois motivos:

  1. alguns deles são low-carb e outros não são;
  2. alguns vinhos demi-sec (meio seco) podem ser mais secos na boca do que alguns vinhos secos – isso por conta de outras propriedades que também influênciam no paladar, como a acidez.

Nós mesmos já experimentamos as duas faces da moeda: tomamos vinhos considerados demi-sec extremamente doces e tomamos vinhos demi-sec otimamente secos.

No final das contas fica bem difícil para um leigo, como nós, saber o que esperar de um vinho meio seco.

Sendo que, particularmente, até por ignorância e por preferir os vinhos mais secos, preferimos, na maioria das vezes, evitar comprá-los – ficando com os secos.

Vinho e Dieta Low-Carb: 7 Pontos A Considerar

Gravamos um rápido vídeo abordando 7 pontos comuns de dúvida em quem deseja incluir vinho em sua dieta low-carb.

Confira abaixo nossas respostas exclusivas:

Bônus: Dica Rápida Para Gelar Seu Vinho

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Está com pressa para gelar seu vinho?

Acabou de comprá-lo e não deu tempo de gelar?

Mais eficiente que jogar a garrafa no congelador e esperar pelo melhor, aqui vão duas dicas para deixar seu vinho fresco em tempo recorde.

Dica #1 – Toalha Molhada

Envolva a garrafa de vinho numa toalha molhada (com água fria ou em temperatura ambiente), coloque no freezer e deixe por 10 a 15 minutos.

A toalha molhada vai fazer o vinho gelar muito mais rápido.

Caso a toalha congele, deixe o conjunto sob água quente corrente até que ela solte da garrafa.

Dica #2 – Gelo, Sal e Álcool

Se tiver gelo disponível, mais fácil ainda.

Mas atenção: nada de colocá-lo dentro da bebida!

Em vez disso, insira o gelo numa bacia, coloque água e bastante sal (ainda é possível adicionar álcool à mistura… mas, realmente, não há necessidade).

Coloque a garrafa de vinho dentro desse poderoso freezer caseiro.

Como o sal abaixará a temperatura de congelamento da água (saudades das aulas de química?), você em poucos minutos terá um vinho bem mais adequado para beber.

Mas Senhor Tanquinho, eu sigo a Dieta Low-Carb e não quero beber vinho quando for sair! Tem alguma sugestão?”

Tenho sim! Que tal um drink que, ao mesmo tempo em que é saboroso, ainda é baixo em carboidratos?

Receita Da Super Margarita Low-Carb “NorCal”

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(Conforme ensinada por Robb Wolf – grande referência do mundo Paleo)

Aí está um coquetel delicioso e super simples de fazer:

  • 2 shots de tequila (de preferência Añejo)
  • Suco de uma lima (ou de limão)
  • Água tônica Diet a gosto (ou água com gás)
  • canela em pó (opcional)

Para conhecer outras 11 receitas de drinks que podem ser inseridos com sabedoria em uma dieta low-carb, conheça nosso livro grátis de receitas de drinks low-carb clicando aqui.

4 Motivos Para Não Exagerar No Álcool

Na realidade, existem 4 grandes fatores pelos quais a maioria das dietas não recomenda o consumo de álcool, conforme explicado em nosso outro texto sobre o assunto:

#1 – Álcool é calórico: cada grama de álcool apresenta 7 kcal (cerca de 5 kcal por ml de álcool). E, infelizmente, as calorias importam no emagrecimento mesmo na dieta low-carb;

#2 – Bebidas alcoólicas geralmente trazem consigo certa quantidade de carboidratos, algumas mais, como as cervejas, e outras menos, como os destilados;

#3 – O efeito psicológico do álcool pode te levar a comer coisas que você, sóbrio, jamais consideraria ingerir numa dieta para emagrecimento;

#4 – O álcool é metabolizado antes de outros nutrientes (como gorduras e carboidratos) pelo fígado, fazendo com que esses dois últimos tenham maiores chances de serem armazenados na forma de gordura em seu corpo. Isso acontece porque o fígado priorizará o metabolismo do álcool, antes de tratar esses outros nutrientes.

Dito isso, fica claro o quanto as bebidas alcoólicas podem atrapalhar a sua dieta se consumidas sem restrições.

Porém, usando as regras e dicas certas, não há por que se privar – veja as principais considerações a respeito do consumo de álcool nas principais vertentes low-carb.

Bebidas Alcoólicas Na Dieta Atkins

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Conforme explicamos acima, quando você ingere álcool, a prioridade do seu organismo é metabolizar essa substância.

Dito de outro modo: quando você consome álcool, “não vai queimar nenhuma gordura” até que o álcool ingerido seja completamente processado.

Desse modo, a sugestão usual é de não consumir nenhuma bebida alcoólica durante a fase de Indução.

Nas fases seguintes, é permitido acrescentar um pouco de bebidas alcoólicas, de preferência baixas em carboidratos (vinhos secos, como explicamos acima, ou mesmo destilados como vodka ou whisky em pequenas quantidades e baixa frequência) – sempre monitorando o efeito da adição dessas bebidas em seu progresso.

(Caso essa adição impeça o emagrecimento, a recomendação é suspender o uso e ver se o emagrecimento é retomado.

É normal a ocorrência de platôs e, nesse caso, há outras 14 dicas que você pode seguir para voltar a perder peso.)

É sempre necessário levar em conta a quantidade de carboidratos que as bebidas apresentam.

Para isso, fornecemos a seguinte tabela, com a quantidade de carboidratos por porção, das opções mais populares de bebidas.

Lembre-se de que há variações entre diferentes tipos de cervejas e de vinhos (dos quais já falamos bastante neste artigo), então essas medidas servem apenas como referência.

BebidaPorção Carboidratos [gramas]
Cerveja lagerUma latinha (350ml)               7.0
BourbonUm shot pequeno (30 ml)               0.0
ChampagneUma taça pequena (120 ml)               4.0
GimUm shot pequeno (30 ml)               0.0
RumUm shot pequeno (30 ml)               0.0
WhiskyUm shot pequeno (30 ml)               0.0
VodkaUm shot pequeno (30 ml)               0.0
Vinho tinto secoUma taça pequena (100ml)               2.0
Vinho branco secoUma taça pequena (100ml)               1.0

Bebidas Alcoólicas Na Dieta Paleo

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Existem muitas vertentes distintas da dieta Paleo ou Dieta Paleolítica, com várias opiniões divergentes sobre diversos temas, como álcool, chás, cafés, sucos, leite, dentre outros.

Nós, particularmente, não gostamos de proibir indiscriminadamente nenhum tipo de alimento: acreditamos que todos os alimentos podem ser inseridos na sua dieta, desde que dentro de uma visão do todo.

Isto é, se você for um adulto saudável, você pode comer praticamente qualquer coisa durante a sua vida – desde que numa frequência e numa quantidade adequadas aos seus objetivos.

E aqui também vale a velha máxima da comida de verdade: quanto menos processado e menos aditivos o alimento receber, melhor.

Por exemplo, um vinho tinto, feito apenas com as uvas prensadas e fermentadas, certamente é bem “mais paleo” do que uma cerveja de massa que leve diversos aditivos.

Ou seja, se for beber em alguma ocasião eventual, prefira aquelas alimentos menos processados e com menor teor de açúcares adicionados.

Bebidas Alcoólicas Na Dieta Cetogênica

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O álcool não é aconselhado principalmente no início de uma dieta cetogênica.

Ainda mais porque seu metabolismo ainda estará se adaptando a essa nova condição de cetose. Se resolver beber, pode acabar descobrindo que suas ressacas tendem a ser mais fortes.

Sucintamente, o que acontece é o seguinte.

Quando o álcool das bebidas (etanol) entra em nosso corpo, passa por várias etapas até ser metabolizado pelo fígado em Acetil-CoA.

Esse processo não gera nenhuma molécula de glicose ou oxaloacetato.

Na verdade, se você não consumir carboidratos juntamente com álcool, esse processo todo irá aumentar a quantidade de corpos cetônicos (cetose) em sua corrente sanguínea, porque a proporção entre Acetil-CoA e oxaloacetato será ainda maior (o corpo tenta limpar o Acetil-CoA transformando-o em mais corpos cetônicos).

O lado negativo é que gerando mais Acetil-CoA no organismo, o álcool faz com que seu corpo pare de usar sua reserva de gordura estocada para criar mais Acetil-CoA, portanto reduzindo a perda de peso.

(Soma-se a isso o fato de álcool possuir 7,1 kcal por grama.)

Ou seja, se seu objetivo fosse apenas minimizar os estragos do álcool, o ideal seria consumir pouca ou nenhuma gordura e carboidratos por algumas horas antes e durante a bebedeira.

Mas de forma alguma nossa recomendação é que você ingira bebidas alcoólicas de barriga vazia – essa certamente não é uma boa ideia.

Resumidamente, podemos dizer que o álcool não tira você da cetose porém paralisa momentaneamente a queima de gorduras enquanto estiver sendo metabolizado.

Claro que bebidas alcoólicas com carboidratos estão proibidas, como as cervejas, por exemplo.

Bebidas Alcoólicas Na Dieta Slow Carb

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No dia do lixo, você pode comer E beber o que quiser – simplesmente não há restrições!

Em dias de dieta (os outros seis dias da semana), fique com vinhos secos – sendo que com “secos” quero dizer vinhos com menos de 14g/l de açúcar residual.

Geralmente preferimos os tintos secos que, além de harmonizarem muito bem com carnes em geral (sua fonte de proteínas!), ainda auxiliam a controlar as vontades de doces e alimentos proibidos durante os dias de semana – algo relatado também por outros seguidores da dieta.

Conclusão E Palavras Finais

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Certamente, a ingestão de bebidas alcoólicas é bastante presente em nossa sociedade: prova disso é que festas, casamentos, comemorações e celebrações de modo geral contam com a presença desses agregadores sociais.

Porém, sabemos que não precisaria ser assim: afinal, é mais do que possível se divertir sem beber nada, seja por gosto ou devido a alguma restrição dietética.

No entanto, reconhecemos a prevalência da bebida e sua associação com momentos de prazer e descontração.

E nossa bandeira é a mesma que para o caso de muitos alimentos que talvez não sejam as opções mais saudáveis para compor a base da sua dieta – mas sim que podem ser exceções saudáveis.

Acreditamos que o consumo responsável é a chave para poder incluí-los em nossa vida, sem que seja necessário privar-se das comidas e das bebidas de que mais gostamos, e que nos trazem alegria e prazer.

E foi com esse intuito que escrevemos este guia: para que você possa encontrar a medida exata de inserir os alimentos (inclusive aqueles em forma líquida) de que mais gosta, ao mesmo tempo em que atinge e mantém um corpo saudável e feliz.

Um brinde! – e muita saúde.

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