Vesícula E Dieta Low-Carb: A Verdade Sobre Pedras Na Vesícula E Alimentação

A consciência é como a vesícula: a gente só se preocupa com ela quando dói.”

(Stanislaw Ponte Preta)

Não sei quão verdadeira é a frase acima.

E os nosso desejo é que tanto a sua consciência quanto a sua vesícula estejam bem e sem dores.

Sendo que, neste artigo, vamos focar especificamente na vesícula biliar.

Por isso, sugerimos que leia atentamente até o final, para descobrir tudo sobre este pequeno (e tão comumente esquecido) órgão.

Pois, assim, você saberá tudo sobre:

  • O que é a vesícula biliar — e para que ela serve.
  • Por que pedras se formam na vesícula (e o que você pode fazer a respeito).
  • A alimentação influencia na formação de pedras da vesícula? Sim — mas não da maneira que você imagina.
  • As dietas low-carb e cetogênica podem fazer mal à vesícula?
  • Se você tem pedras na vesícula, pode fazer low-carb?
  • Se você já removeu a vesícula biliar, pode seguir uma estratégia low-carb?
  • Qual é o estranho suplemento que ajuda a digestão de quem removeu a vesícula,

E muito, muito mais.

Então aperte os cintos para aprender tudo sobre este fascinante órgão.

Antes de começarmos nossa exploração, apenas um aviso.

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O Que É A Vesícula — E Para Que Ela Serve

O fígado solicita à vesícula biliar que armazene a bile para ele. A vesícula pensa estar “ajudando”, ao usar a bile para fazer pedras. (Créditos da imagem: https://theawkwardyeti.com/)

De maneira resumida, a vesícula tem um papel simples em nosso organismo.

Ela armazena a bile que é produzida pelo fígado.

(É daí que vem o seu nome de vesícula biliar.)

Sendo que a bile é uma substância necessária para a digestão adequada das gorduras.

Tecnicamente, o papel da bile é emulsificar as gorduras. 

Isto significa, na prática, que ela ajuda a aumentar a superfície de contato das partículas de gordura — algo importante para a digestão.

É como um detergente: quando você lava louças: por exemplo, para lavar uma panela engordurada após fritar bacon, você joga sabão.

E o sabão quebra as gotas grandes de gordura em gotículas menores. 

A bile atua da mesma maneira: ela diminui o tamanho das gotículas de gordura, facilitando a ação da lipase (que é a enzima que quebra a gordura).

Sendo que a bile é produzida no fígado, na ordem de 400 a 800 ml por dia em uma pessoa adulta.

No entanto, nós não comemos gorduras o tempo todo, de maneira contínua.

Então, algumas espécies (incluindo o ser humano, os gatos, os cachorros, e outros animais domésticos) desenvolveram um órgão chamado de vesícula biliar.

A vesícula, então, tem a função de armazenar a bile que é produzida, para termos o suficiente desse “detergente natural” quando for necessário.

De modo a ter uma maior eficiência no armazenamento, a vesícula concentra a bile: isto é, ela tira um pouco de água da bile. 

Isto nos torna mais aptos a digerir quantidades maiores de gordura de uma só vez, caso seja necessário.

Resumindo: O fígado produz bile, uma substância necessária para digerirmos gorduras adequadamente. 

A vesícula armazena e concentra a bile, o que nos permite digerir grandes quantidades de gordura alimentar.

Por Que A Vesícula Forma Pedras

“Você fez pedras?! Você apenas deveria guardar o que eu te entrego.” (No caso, a bile.) (Créditos da imagem: https://theawkwardyeti.com/)

É difícil apontar uma causa única para a formação de pedras na vesícula.

No entanto, existem dois fatores ligados à alimentação que podem facilitar a formação de pedras na vesícula.

Eles não são nada intuitivos — veja quais são eles.

Pedra na vesícula: fator #1 — Dieta baixa em gordura

Conforme vimos, a bile é usada para digerir gorduras.

Portanto, se você seguir uma dieta muito baixa em gordura por muito tempo…

Podem aumentar as chances de a bile precipitar e formar pedras na sua vesícula. 

A conclusão deste raciocínio pode surpreender muitas pessoas, mas ela é a seguinte: as dietas ricas em gordura previnem a formação de pedras na vesícula.

Num estudo, colocaram 32 pacientes obesos (que não tinham pedras na vesícula) para seguir duas dietas de emagrecimento distintas.

Uma das dietas era baixa em gordura, e a outra mais alta. As duas dietas eram bem baixas em calorias.

22 das 32 pessoas fizeram o estudo até o final, e todos eles emagreceram significativamente

No entanto, 54.5% das pessoas da dieta baixa em gordura desenvolveram pedra na vesícula. 

Enquanto nenhuma pessoa do grupo mais alto em gordura teve este problema.

Os autores notam, então, que uma ingestão relativamente alta de gorduras pode prevenir a formação de pedras na vesícula em pacientes obesos em dietas de muito baixa caloria.

Outro estudo contou com 51 pacientes obesos em uma dieta de baixíssima gordura. 

O estudo examinou suas vesículas após um mês de dieta, e depois novamente após dois meses dessa dieta. 

Após apenas um mês da dieta de baixa gordura, cerca de 8% deles desenvolveram novas pedras na vesícula. 

Após o segundo mês nessa dieta, mais de 25% deles já tinham formação de novas pedras.

Estes estudos apontam que a ingestão de gorduras saudáveis (como se costuma ter na dieta low-carb ou cetogênica) pode ser uma influência poderosa para evitar a formação de pedras na vesícula em dietas para emagrecer.

Mas isto não significa que é impossível formar pedras na vesícula ao emagrecer com low-carb.

Porque o processo de emagrecimento, por si só, pode causar pedra na vesícula. 

Pedra na vesícula: fator #2 — Emagrecimento

Infelizmente, o emagrecimento pode acabar gerando mais diagnósticos de pedra na vesícula.

Sendo que a culpa nem sempre é do tipo específico de dieta que foi seguida.

Então, pode acontecer o seguinte.

Você nunca teve diagnóstico algum de pedras na vesícula.

Mas, após seguir uma dieta para emagrecer por algum tempo — seja dieta low-carb, dieta paleo, dieta flexível, o que for…

Recebe a confirmação de pedras na vesícula.

Nestes casos, geralmente se atribui ao próprio processo de emagrecimento o surgimento de pedras.

Embora outro fenômeno possa estar acontecendo.

Por exemplo, pode ser que você já tivesse pedra na vesícula, mas não sabia — pois ela era assintomática.

Na verdade, estima-se que algo entre 10% a 20% das pessoas vai desenvolver pedras na vesícula uma hora ou outra.

E que a maioria delas (até 80% de todos os casos) nunca vai ter nenhum sintoma ou complicação por causa dessas pedras. 

Então, pode ser que você estivesse nessa “maioria silenciosa”.

Mas que, depois da dieta, começou a ter sintomas. 

E que foi a aparição de sintomas que levou ao diagnóstico das pedras.

Mas elas possivelmente já estavam lá. 

E não que a dieta “causou”, necessariamente, o aparecimento de pedras na vesícula.

Resumindo: Existem vários fatores que influenciam a formação de pedras na vesícula. 

Dois dos principais incluem dietas muito baixas em gordura, e o próprio processo de emagrecimento em si — por exemplo, uma perda de peso rápida.

No entanto, estas não são as únicas causas: pois admite-se a influência de fatores hormonais, genéticos, bioquímicos, e ambientais, dentre outros, neste processo.

Em termos populacionais, mulheres têm mais risco de ter pedras na vesícula do que homens.

A Dieta Low-Carb / Cetogênica Pode Fazer Mal À Vesícula?

Até agora, já entendemos que o papel da vesícula é concentrar a bile, de modo a possibilitar a digestão de uma quantidade maior de gorduras (caso ela ocorra).

E também vimos que a melhor maneira de evitar a formação de cálculos biliares é a ingestão de gorduras saudáveis.

Partindo desses dois pontos, é possível perceber que uma alimentação restrita em carboidratos dificilmente afetaria negativamente a saúde vesicular.

Isso é confirmado inclusive pelo estudo que mencionamos acima — aquele dos dois grupos de pessoas que emagreceram.

Um grupo fazendo uma dieta para emagrecer com pouca gordura, e outro com um pouco mais, durante três meses. 

No grupo de baixa gordura, mais da metade das pessoas desenvolveu pedras na vesícula.

Isso não aconteceu com nenhuma pessoa no grupo da dieta mais alta gordura.

Sendo assim, dado que um dos fatores que pode influenciar a formação de pedras na vesícula é justamente uma dieta com pouca gordura…

Uma das melhores opções para o emagrecimento saudável (sem prejudicar a vesícula) é fazer uma dieta low-carb (ou mesmo cetogênica).

Porque ela vai garantir que você tenha uma boa ingestão de gorduras saudáveis.

Além, é claro, de proteínas completas, vitaminas, minerais, e todos os nutrientes de que você precisa.

Resumindo: Se você quer evitar problemas na vesícula, é importante não fugir da gordura natural dos alimentos. 

As dietas low-carb e cetogênica são estratégias saudáveis, que não oferecem risco à vesícula.

O Que Fazer Se Já Tenho Pedras Na Vesícula?

No entanto, pode ser que você já tenha pedras ou cálculos na vesícula.

Nestes casos, é imprescindível que você converse com seu médico a respeito do que fazer.

Isto porque a experiência vai variar de pessoa para pessoa.

Conforme dissemos, 80% das pessoas com cálculos não têm sintomas.

No entanto, em alguns casos, pode ser que comer refeições mais gordurosas possa causar dor.

Porque a maior ingestão de gorduras vai “forçar” sua vesícula a expelir a bile, o que pode movimentar os cálculos.

Por isso, é importante testar a sua tolerância às gorduras.

Isso é, evitar consumir uma quantidade de gorduras que leve a dor ou desconforto. 

Porque pode ser que você tenha sintomas com a gordura adicionada aos alimentos. 

Por exemplo, você vai preparar uma carne frita na manteiga

Algumas pessoas podem ter problemas com a gordura desse prato (a gordura da manteiga mais a gordura da carne).

Enquanto outras pessoas podem tolerar bem essa refeição. 

Mas estas mesmas pessoas que toleram a carne com manteiga…

Talvez não lidem bem com um café com manteiga, por exemplo. 

Ou com um smoothie mais gorduroso.

Então, é importante testar para avaliar como o seu corpo lida com isso.

Organizando estes testes com o apoio do o seu médico, você vai conseguir fazer ajustes na alimentação.

Pode ser, inclusive, que os sintomas melhorem ou desapareçam após adotar uma alimentação mais baixa em carboidratos.

Mas é impossível dizer o que vai acontecer no seu caso específico.

Por isso, você deve se consultar com um profissional de sua confiança.

Sendo que, no caso de dores, uma opção relativamente comum (independentemente da dieta adotada) é a retirada da vesícula.

Resumindo: Se você já tem pedras na vesícula, pode ser que siga uma dieta low-carb sem problemas.

Mas pode ser que essa alimentação mais rica em gorduras cause alguns sintomas (como dor ou desconforto). 

É importante conversar com seu médico e avaliar possíveis ajustes alimentares.

No caso de sintomas incômodos, a cirurgia de retirada da vesícula é uma prática bem comum.

Por Que Tantas Pessoas Tiram A Vesícula

Uma vesícula que produz pedras sonha em ir a novos lugares (possivelmente fora do seu corpo). (Créditos da imagem: https://theawkwardyeti.com/)

A retirada da vesícula é uma cirurgia relativamente comum.

Ainda mais quando comparada com operações mais invasivas, como a cirurgia bariátrica.

Existem algumas modalidades comuns, incluindo a colecistectomia aberta (o tratamento tradicional, com uma incisão abdominal), e a colecistectomia laparoscópica (menos invasiva).

O paciente por vezes volta para casa no mesmo dia, ou pode ter de ficar no hospital alguns dias.

Há também tratamentos não-cirúrgicos, como o uso do ácido ursodeoxicólico (ursodiol), que dissolve as pedras na vesícula. 

Neste tipo de tratamento, a taxa de sucesso tende a ficar em torno de 40 a 80% dos casos.

Ele pode ser o tratamento adotado quando a cirurgia é muito arriscada. Ou quando os sintomas são leves, e as pedras são pequenas e ricas em colesterol.

Resumindo: A retirada da vesícula é uma solução comum para pedras na vesícula, no duto biliar, ou no caso de inflamações. 

É uma cirurgia simples, mas sua vida após a retirada da vesícula pode requerer algumas alterações alimentares. 

Será que isso significa que você não pode seguir uma dieta low-carb?

Não Tenho Mais Vesícula — Posso Fazer Low-Carb Ou Cetogênica?

Se você retirou a vesícula, a sua alimentação pode precisar de alguns ajustes.

Isso significa que algumas dificuldades de digestão são esperadas logo após a cirurgia.

Mas que, com o tempo, seu corpo vai se ajustando a esta nova realidade.

Por exemplo, é natural que haja uma adaptação natural da microbiota intestinal

E que, com essa adaptação, você comece a digerir melhor as gorduras. 

Por isso, a princípio não existe impedimento para o consumo de gorduras mesmo se você não tiver a vesícula.

Porque, mesmo se você não tiver mais este órgão, você ainda vai produzir bile.

Pois, conforme vimos, a bile é produzida no fígado. E você ainda tem fígado, certo?

Sendo assim, mesmo se você não tem vesícula, você ainda possui a capacidade de digerir gorduras. 

E também tem a capacidade de seguir uma dieta low-carb ou mesmo cetogênica.

Low-carb e cetogênica para quem não tem vesícula

Como vimos, não há nada que te impeça de ingerir gorduras saudáveis por não ter a vesícula.

Mas o ponto que queremos enfatizar aqui é que seguir uma dieta low-carb ou cetogênica não significa, necessariamente que você estará “nadando em gordura”.

Na verdade, muita gente fica obcecada tentando seguir alguns percentuais predefinidos de gordura na dieta cetogênica…

E até suplementa gorduras — com coisas como óleo de coco ou MCT.

Mas isso geralmente é desnecessário — e talvez até contraproducente.

Mas o que caracteriza esta estratégia é a redução da ingestão de carboidratos.

A nutri Paty Ayres resumiu isso em entrevista para o nosso podcast.

O controle ideal [da dieta cetogênica] é feito por gramas. Esses percentuais, dentro de uma dieta, considerando o total calórico, vão fazer muita diferença. Então o foco, mesmo, é a questão de diminuir a ingestão de carboidratos.”

Sendo assim, entenda que não há nada que impeça você de reduzir a ingestão de açúcares e outros carboidratos refinados por não ter vesícula.

E esta redução sim é a proposta da dieta low-carb.

Então você vai poder comer carnes, peixes, ovos, saladas, frutas, e muitos outros vegetais e legumes.

Sem necessariamente ingerir quantidades massivas de gordura.

Resumindo: O cerne da dieta low-carb é reduzir a quantidade de carboidratos ingeridos por dia.

E isto não é contraindicado para quem retirou a vesícula. 

No entanto, podem ser necessárias algumas adaptações. Vamos ver quais são elas.

Adaptações Alimentares Para Quem Não Tem Vesícula

Você viu que pode seguir a low-carb mesmo se não tiver mais vesícula.

Mas alguns ajustes podem ser importantes.

Porque você ainda vai poder comer a gordura natural dos alimentos.

Por exemplo, vai ser mais inteligente não comer quantidades exageradamente grandes de gorduras de uma só vez. 

Uma vez que você não possui mais o órgão “concentrador” de bile — que permitiria essa digestão massiva de gorduras.

Por isso, você pode querer dividir sua ingestão de gordura nas refeições ao longo do dia — por exemplo, café da manhã, almoço, lanche, jantar.

Em vez de jejuar por horas e horas — e atacar um churrasco de costela logo depois.

Além disso, após a cirurgia, pode ser importante aumentar a quantidade de gordura na dieta aos poucos.

Justamente para dar tempo para o seu corpo se acostumar.

Então, logo após a cirurgia, é possível você apresente diarreias quando ingerir alimentos mais gordurosos.

Isso deve passar dentro de alguns dias ou meses.

Mas, no geral, sua tolerância à gordura provavelmente será um pouco diminuída.

Lembrando que o ideal é ter o acompanhamento de um médico e/ou nutricionista ao longo de todo este processo.

Você pode fazer um diário alimentar, por exemplo, para entender melhor a resposta do seu intestino aos alimentos ingeridos.

E para observar quando (e se) acontece a esteatorreia.

Esteatorreia — o que é, e possíveis soluções

Sem a vesícula biliar, nós não temos uma digestão 100% adequada da gordura. 

Especialmente se ingerirmos uma grande quantidade dela de uma só vez.

Nesses casos, a gordura não digerida pode acelerar o trânsito intestinal, porque a gordura emulsifica as fezes.

(É inclusive por este motivo que a gordura pode ajudar com o intestino preso.)

Isso pode causar um quadro chamado de esteatorreia. 

Neste caso, as fezes boiam e/ou aderem ao vaso. 

Elas também tendem a ter uma coloração mais amarelada — e mesmo um cheiro mais forte, mais característico. 

Conversamos com a Dra. Ana Martha Moreira a respeito disso, e ela sugeriu duas possíveis soluções.

A primeira, e mais simples, é reduzir a quantidade de gordura ingerida até uma quantidade que seja confortável, e que não cause a esteatorreia.

Já a segunda consiste em fazer o uso de sais biliares.

Eles podem ser manipulados (no caso do Brasil) ou comprados prontos (por exemplo, nos Estados Unidos). 

Neste segundo caso, o sal biliar deve ser prescrito pelo profissional de saúde que está acompanhando seu caso. 

Sendo importante que o sal biliar seja prescrito em cápsulas gastro-resistentes. 

Porque o sal biliar pode causar gastrite se entrar em contato com o estômago. 

Então é importante que ele seja liberado apenas ao chegar no intestino — onde irá facilitar a digestão das gorduras.

Resumindo: Após a cirurgia de retirada da vesícula, vai ser necessário um período de adaptação para o seu corpo se ajustar à nova realidade.

Lembre-se de que você não estará impedido(a) de consumir gorduras — mas que pode ser prudente não consumir enormes quantidades de gordura de uma única vez.

Logo após a cirurgia, a suplementação com sais biliares pode ajudar na digestão das gorduras (fale com seu médico a respeito).

Vesícula E Dieta Low-Carb E Cetogênica — Conclusão E Palavras Finais

Hoje você aprendeu mais sobre a vesícula do que, possivelmente, em toda a sua vida.

Se este é o caso, que bom! 

Pois foi com muito empenho que elaboramos este artigo completo sobre a vesícula.

Explicando, inclusive

  • Qual a função da vesícula,
  • Como prevenir pedras na vesícula com a alimentação low-carb, e
  • Como adaptar a alimentação caso não tenha mais vesícula.

Dentre outros detalhes e nuances que abordamos ao longo do artigo.

Tudo isso respaldado por estudos científicos (referenciados ao fim do texto).

E por entrevistas, conversas e consultas com profissionais altamente qualificados.

Sendo que este esta é apenas a pontinha do iceberg no que se refere a conhecimentos sobre alimentação saudável.

Pois seguimos este exato processo de investigação científica para responder as principais dúvidas sobre alimentação que você tem.

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Estamos felizes e honrados de ter você com a gente nesta jornada por uma alimentação melhor — e uma saúde de ferro.

Seguimos juntos!

Forte abraço,
— Guilherme e Roney, do Senhor Tanquinho

Referências Sobre Vesícula E Dieta Low-Carb

Para deixar a leitura mais fluida, separamos algumas das referências e estudos científicos utilizados para elaborar este artigo as agrupamos nesta seção.

  1. Bowen, R. (2001-11-23). “Secretion of Bile and the Role of Bile Acids In Digestion”. Colorado State Hypertextbook article on Bile. http://www.vivo.colostate.edu/hbooks/pathphys/digestion/liver/bile.html 
  2. Gibney E. J. (1990). Asymptomatic gallstones. The British journal of surgery, 77(4), 368–372. https://doi.org/10.1002/bjs.1800770405 
  3. Sakorafas, G. H., Milingos, D., & Peros, G. (2007). Asymptomatic cholelithiasis: is cholecystectomy really needed? A critical reappraisal 15 years after the introduction of laparoscopic cholecystectomy. Digestive diseases and sciences, 52(5), 1313–1325. https://doi.org/10.1007/s10620-006-9107-3 
  4. Méndez-Sánchez, N., Zamora-Valdés, D., Chávez-Tapia, N. C., & Uribe, M. (2007). Role of diet in cholesterol gallstone formation. Clinica Chimica Acta, 376(1-2), 1–8. http://doi.org/10.1016/j.cca.2006.08.036 
  5. Liddle, R. A. (1989). Gallstone Formation During Weight-Reduction Dieting. Archives of Internal Medicine, 149(8), 1750–1753. http://doi.org/10.1001/archinte.1989.00390080036009 
  6. Broomfield, P. H., Chopra, R., Sheinbaum, R. C., Bonorris, G. G., Silverman, A., Schoenfield, L. J., & Marks, J. W. (1988). Effects of Ursodeoxycholic Acid and Aspirin on the Formation of Lithogenic Bile and Gallstones during Loss of Weight. The New England Journal of Medicine, 319(24), 1567–1572. http://doi.org/10.1056/NEJM198812153192403 
  7. Festi, D., Colecchia, A., Orsini, M., Sangermano, A., Sottili, S., Simoni, P., et al. (1998). Gallbladder motility and gallstone formation in obese patients following very low calorie diets. Use it (fat) to lose it (well). International Journal of Obesity, 22(6), 592–600. http://doi.org/10.1038/sj.ijo.0800634 
  8. Stokes, C. S., Gluud, L. L., Casper, M., & Lammert, F. (2014). Ursodeoxycholic Acid and Diets Higher in Fat Prevent Gallbladder Stones During Weight Loss: A Meta-analysis of Randomized Controlled Trials. Clinical Gastroenterology and Hepatology, 12(7), 1090–1100.e2. http://doi.org/10.1016/j.cgh.2013.11.031 
  9. Tsai, C.-J. (2005). Dietary carbohydrates and glycaemic load and the incidence of symptomatic gall stone disease in men. Gut, 54(6), 823–828. http://doi.org/10.1136/gut.2003.031435 
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Marcos F
Marcos F
26 de junho de 2020 22:13

Muito bom o artigo. Esclarece vários dos pontos sobre a formação de pedras na vesícula. Obrigado e parabéns. Mas aí fiquei com uma dúvida: de certa forma, o jejum intermitente contínuo (ou seja, praticado ao longo de alguns anos) pode tb contribuir para a formação das pedras (principalmente aqueles mais longos – acima de 20 horas/dia) ?