Podcast #102 — Emagrecimento Após Os 40 Anos, Culinária, E As Melhores Receitas Para Emagrecer

Se você mudar a sua alimentação, seu estilo de vida, você vai ver que o seu paladar vai mudando. Não é do dia para a noite, mas ele muda.

Até porque você começa a respeitar e entender que o seu corpo é o seu melhor amigo

Hoje, trazemos a Chef Saschi para o nosso podcast.

Em 2018, a Saschi se via numa situação complicada.

Ela tinha acabado de fazer 40 anos, quebrou o pé, teve de fazer uma cirurgia… e faliu seu negócio. 

Tudo isso abalou seu lado emocional — e ela comeu para compensar.

De repente, ela se viu com mais de 100kg de peso.

Foi quando ela buscou a alimentação low-carb e deu uma reviravolta na vida: além de recuperar a saúde e autoestima, a Saschi encontrou na confecção de receitas saudáveis uma nova carreira, e uma poderosa ferramenta para ajudar outras pessoas.

Escute este podcast atentamente para saber tudo sobre:

  • tiro, cirurgia, pé quebrado e falência: como tudo isso fez a Saschi chegar ao mundo da alimentação low-carb e cetogênica,
  • como começar com receitas low-carb e cetogênicas,
  • como evoluir seu paladar,
  • como usar as receitas para melhorar a alimentação de amigos e familiares,
  • por que as receitas low-carb e cetogênicas são mais nutritivas e saciantes,
  • quanta receita comer para emagrecer,
  • como fazer alimentação saudável em família,
  • como lidar com o apego aos doces e carboidratos,

e muito, muito mais.

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A Saschi é muito presente no Instagram @chef.saschi: https://www.instagram.com/chef.saschi/.

(Aproveite e siga a gente lá no @senhortanquinho: https://www.instagram.com/senhortanquinho/ )

Abaixo você encontra nosso agradecimento aos apoiadores que possibilitam este projeto ser um sucesso.

E também a transcrição completa do episódio.

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Tem episódios novos todas às segundas e sextas-feiras.

Obrigado Aos Apoiadores Do Podcast

Bem-vindo a mais um podcast do Senhor Tanquinho. 

Somos Guilherme e Roney, e aqui a nossa missão é deixar você no controle do seu corpo. 

Antes de irmos ao episódio em si, queremos agradecer aos apoiadores que tornam este projeto possível.

Apoiador #1 — Loja Online Tudo Low-Carb

Este podcast é um oferecimento da loja online Tudo Low-Carb

A Tudo Low-Carb é uma loja que vende somente produtos que se encaixam numa dieta low-carb e cetogênica

Lá você vai comprar de tudo, desde farinhas low-carb até adoçantes como xilitol, eritritol, e estévia.

Além de temperos e produtos naturais, feitos com comida de verdade. 

Nós conhecemos pessoalmente Eliana, fundadora da loja.

E ela nos garantiu que monitora constantemente os valores para que a Tudo Low-Carb tenha os melhores preços dos adoçantes xilitol, eritritol e da farinha de amêndoas.

Então, se esse é o seu caso, se você quer comprar ingredientes para receitas low-carb, recomendamos acessar a Tudo Low-Carb — porque lá é garantido que você vai encontrar. 

Apoiador #2 — Medidor de cetonas Uaiketo

Esse podcast também é um oferecimento do Uaiketo — e o que é o Uaiketo? 

O Uaiketo é um aparelhinho que serve para medir o seu nível de cetose através do hálito. 

A gente achou muito interessante esse aparelho porque você pode saber o seu nível de cetose sem ter que furar o seu dedo ou fazer um exame de sangue para isso. 

É um aparelho realmente revolucionário no mercado — e o mais legal é que o Uaiketo é uma tecnologia 100% brasileira. 

O Iago, criador deste aparelho, entrou em contato com a gente, e a gente achou super legal divulgar essa iniciativa —  é por isso que hoje o Uaiketo é um dos patrocinadores aqui do podcast. 

A gente recomenda que você conheça esse aparelho, se a sua intenção é saber o seu nível de corpos cetônicos. É só acessar o uaiketo.com.br.

Apoiador #3 — Nossos alunos do Guia Dieta Cetogênica

Este podcast só existe graças aos alunos do nosso programa VIP Guia Dieta Cetogênica

O Guia Dieta Cetogênica é um curso em vídeo com todas as informações, passo a passo, para você seguir uma dieta cetogênica de sucesso. 

E como bônus para você que escuta os nossos podcasts, a gente colocou dentro do programa, na área de membros especiais, todos os nossos livros e manuais digitais já publicados até hoje. 

Então, são centenas de receitas. Tem também o nosso livro de apoio, com 120 dúvidas sobre alimentação saudável respondidas, com prefácio do Dr. José Neto, um livro super elogiado por profissionais como o Dr. Rodrigo Bomeny, Danilo Balu e por vários e vários convidados que já passaram pelo nosso podcast.

E ainda tem tabelas, infográficos, textos explicativos, resumos em pdf, um grupo secreto no Facebook e muito, muito mais. 

Então, convido você a conhecer o nosso programa Guia Dieta Cetogênica.

Transcrição Completa Do Episódio Com A Chef Saschi

https://youtu.be/uU1gpQTOlKg

Roney: Olá, Tanquinho! Olá, Tanquinha! Sejam muito bem-vindos e bem-vindas a mais um episódio do nosso Podcast. 

Hoje, trazemos com a gente a Chef Saschi para falar um pouquinho sobre alimentação, receitas e mudanças de mentalidades — com relação a tudo isso e muito mais. 

Tudo bem, Saschi? Como é que você está?

Saschi: Estou ótima, como é que vocês estão, Roney e Gui? 

Roney: Prazer tê-la conosco. Vamos começar então apresentando você para o nosso público que ainda não te conhece. 

Conta um pouquinho sobre você, como você se interessou por essa questão dessa culinária, pelas receitas, pela dieta low-carb e pela cetogênica.

Cirurgia, Pé Quebrado, E Falência: Como Levaram A Chef Saschi À Alimentação Saudável

Saschi: Então é uma história… Vou tentar encurtar o máximo assim para trazer as partes importantes para esse público maravilhoso de vocês. 

Então, há dois anos atrás, eu tinha passado por um processo depressivo. Eu quebrei, eu tinha uma fábrica de alimentos, mas eu quebrei. 

Eu quebrei o pé também, fiquei dois meses com o pé para cima. 

Eu estava numa depressão muito grande. 

Eu tive que fazer uma operação que mexeu muito comigo, uma cirurgia, e quase levei um tiro quando eu morava no Rio de Janeiro. 

Isso tudo me fez engordar muito. 

Então estava pesando mais de 105 kg. 

Eu decidi que não estava bom o efeito sanfona constante de anos e anos. 

Em seis meses eu realmente engordei bastante. 

Eu falava: não dá mais! Não tenho como seguir dessa vida. 

Tentei milhões de dietas e estratégias, mas não estava funcionando. 

Eu já tinha passado dos 40 anos, e depois dos 40 os nossos hormônios não trabalham tão facilmente ao nosso favor… a gente tem que dar uma ajudinha a eles. 

Aí eu fui buscar algumas referências, aí foi quando eu cheguei na cetogênica. Foi que deu o gás para eu emagrecer. 

Eu já cozinhava antes. E eu comecei a adaptar tudo que eu conhecia de gastronomia para a linha cetogênica — porque para mim tinha que ser gostoso, senão não ia ser sustentável. 

Eu precisava fazer esse meio do caminho, eu precisava fazer essa transformação de uma forma não dolorosa. Tinha que ser bonito. 

Para mim, é de criação. Tinha que ser bonito, tinha que ser aromático, tinha que ser gostoso. 

Porque senão eu sabia que não ia funcionar. 

Para mim não adiantava só comer carne, bife, queijo, bacon e tudo bem. Não estava tudo bem para mim, como para muita gente não está tudo bem. 

Então primeiro tinha que ser gostoso. Eu amava sonhos de padaria. Então eu criei os sonhos de padaria cetogênica. 

Eu amava torta de limão. Então tinha que ter uma torta de limão. 

Porque quando você está num processo, e tem uma relação muito forte com a comida, você tem que pelo menos trazer algumas coisas dessas no momento. Coisas que te dêem um afago de certa forma, para que essa transformação, esse processo de transformação seja um pouco menos doloroso. 

Então foi isso que fui buscar. Eu fui transformar as receitas que eu mais amava na vida. 

Porque eu sempre gostei muito de comer, eu tenho uma relação muito forte com a comida desde muito pequena. 

Fui trazer tudo isso para o setor de cetogênica e para low-carb depois. 

Então foi assim que eu comecei a enveredar nesse mundo para emagrecer. Assim foram 34 kg embora! (risos)  

Receitas Low-Carb — O Começo De Tudo

Roney: Perfeito, Saschi! Perfeito! 

Então deu para ver que no começo da sua trajetória as receitas tiveram papel importante. 

Porque, afinal, elas ajudaram você a ter aderência durante o processo, durante o início da mudança alimentar, não é mesmo? 

Mas como foi que você começou? Foi fazendo receitas da sua cabeça e tentou transformar, ou você começou a pesquisar sites de receitas, como foi esse início no mundo das receitas baixas em carboidratos

Saschi: Então eu já sabia quais eram as farinhas que eu poderia usar. 

Pesquisei quais eram as farinhas que eu poderia usar na cetogênica, principalmente na época. 

Aí eu fui pegando as receitas que eu já tinha, receitas também que eram da culinária francesa e italiana e outras…

Eu fui modificando as receitas tradicionais que já usavam açúcar, farinha de trigo e etc para as versões cetogênicas. 

Então eu não fui muito atrás de receitas que já eram cetogênicas, porque eu queria algo diferente, eu queria algo que realmente trouxesse o sabor que eu estava acostumada. 

Eu tinha a impressão que se eu buscasse as receitas que já eram cetogênicas, eu tinha a impressão que teria sabor de terra, sabe? 

Aquela coisa do natural de antigamente. 

Eu tinha essa impressão que tudo que era natural, saudável, principalmente doces tinham tudo gosto de terra. 

Então realmente busquei receitas tradicionais e transformar em cetogênicas. 

Eu fui pouco atrás de receitas low-carb e cetogênicas. 

Mas, por exemplo, para atender processos de fermentação… Por exemplo, a fermentação de uma farinha cetogênica é diferente de uma fermentação de uma farinha rica em glúten e amido e etc. 

Então eu fui entender o processo de fermentação, o processo de crescimento e tal. Mais isso do que buscar uma receita em si cetogênica.

Eu sempre gosto de criar algo diferente, então eu sou muito pouco copista, bem mais criativa em cima das coisas que eu pego para fazer — em qualquer coisa na minha vida. 

Como Evoluir Seu Paladar

Roney: Excelente, Saschi. Acho um ponto interessante que tem a ver com isso, tem a ver com o sabor dos alimentos e tal. 

A gente estava até mencionando um pouquinho, antes de começar a gravar, como o paladar evoluiu, a partir do momento que você mudou a sua alimentação. Como foi esse processo para você? 

Saschi: Então foi exatamente isso. 

É impressionante, como eu disse para vocês eu era uma dependente, quase uma dependente química da comida. 

Eu tinha uma relação emocional e emotiva muito grande com a comida.

Eu até falava “na minha outra vida eu devo ter passado fome”. 

Porque eu tinha uma relação realmente doentia com a comida. 

Se eu tivesse fome eu ficava com mau humor, uma raiva, uma coisa assim… Isso não é meu. 

A Saschi com fome não era a Saschi. 

Aí depois que eu mudei a minha alimentação e meu corpo entendeu como ele tira a energia dele mesmo usando a própria gordura, fazendo a cetose, quando eu comecei a fazer mais o jejum, para dominar mais a minha fome… foi quando eu comecei a me libertar dessa fome emocional. 

É impressionante como hoje, por exemplo, eu pouco como as minhas receitas. 

É engraçado isso, porque as pessoas pensam e acham que eu como um monte das minhas receitas. Acham que minha casa está cheia de comida.

Na verdade ela é cheia das minhas receitas, até por conta de outras pessoas que moram na minha casa e gostam. 

Mas para mim, para eu mesma, eu como pouco. 

Hoje cada vez eu como menos. O que é muito legal. 

Porque cada vez mais estudos mostram que vive mais quem come menos

Então a minha fome diminuiu e o meu paladar aprimorou muito.

Hoje realmente a minha necessidade de doce é muito menor, absurdamente menor. Principalmente a necessidade de comer besteiras. 

Eu amava não só doce, mas frituras. Ir a uma festa de aniversário de criança, eu era a pessoa certa. 

Eu adorava quando os meus filhos eram pequenos. 

Tinham festas de crianças todo o final de semana. Salgadinhos, coxinhas. Tanto que eu tenho uma receita de coxinha que bomba no meu eu Instagram, de bolinha de queijo, por quê? 

Porque eu fiz questão de fazer algo que eu gostasse de verdade! 

Algo que tivesse um gosto que me lembrasse aquele momento que eu amava — que era ir ao final de semana na festinha de criança. Comer muito. 

Hoje eu falo: eu como um, dois quando faz aqui em casa e está bom. 

Não tenho a fome que eu tinha. 

Antes eu comia no prato de peãozão. Eu não tenho a fome que eu tinha, não tenho o paladar que eu tinha. 

As pessoas pensam: nunca. Eu quero emagrecer comendo o que eu como. 

Mas, se você mudar a sua alimentação, seu estilo de vida, você vai ver que é aos poucos. Não é do dia para a noite. Mas aos poucos o seu paladar vai mudando. 

Até porque você começa a respeitar e entender que o seu corpo é o seu melhor amigo. 

Eu falo uma coisa que é muito importante. 

Quando você entende que seu corpo não é você. Que é o seu corpo. 

Então o pronome já diz a coisa certa: é o seu corpo. 

Você quando vai dar comida para o seu corpo e pensa assim: putz, eu vou dar um presente para uma pessoa que eu gosto muito

Você vai dar um presente pensando em você ou pensando no que a pessoa vai gostar? Se você pensar dessa forma você vai dar o melhor que seu corpo vai querer. Aí assim funciona melhor. 

Porque você vai entregar para o seu corpo o que é melhor. 

Algo com menos carboidratos, menos impacto glicêmico, algo que não vai afetar negativamente o seu corpo e que ele vai gostar, vai te entregar o melhor dele também. Isso fez uma grande mudança na minha vida.

Como As Receitas Influenciam As Pessoas Ao Seu Redor

Roney: Foi legal que você citou as outras pessoas, que estão ao seu redor e que gostam também de suas receitas. 

Você acha que uma culinária ao mesmo tempo baixa em carboidratos e também mais requintada em sabor, com mais alternativas, ajudou as pessoas ao redor aderirem a esse estilo ou ao menos aceitarem melhor esse estilo, aceitarem melhor a sua mudança de estilo alimentar? 

Saschi: Com certeza! Com certeza! Assim é tão incrível isso. Independente de ser low-carb e cetogênica e não ter açúcar, ser baixo glicêmico… isso não importa, as pessoas gostam do que eu como, as pessoas gostam do que eu faço. 

Então eu vou aos lugares e as pessoas querem que eu leve a minha comida. Elas querem comer do que eu como. 

Chega a ser até divertido. Eu fico até feliz com tudo isso. É muito mais fácil. Eu falo para as pessoas: se você pega e leva a minha pizza

Por exemplo, eu faço rodízio de pizza na minha família com a minha massa de pizza. Então isso é muito importante, porque você consegue incluir, é uma forma inclusiva de você botar toda a sua família e teus amigos. 

Você pode chamar seus amigos para uma festa e reuniãozinha em família e fazer um rodízio de pizza saudável, cetogênico e low-carb, dentro da sua estratégia. Isso é muito bom, e facilita muito. 

Então você chegar ao seu trabalho e levar de repente: um brigadeiro que é delicioso. As pessoas perguntam: sério que isso pode na sua estratégia? 

Então isso realmente ajuda muito as pessoas do seu lado, elas  pensam diferente, já te olham diferente, já pensam até na possibilidade de seguir o que você está fazendo. 

Então ao invés de torcer o nariz e falar: sério, só franguinho grelhado com salada, sem sabor, sem nada, sem molho… Que é bem diferente. 

Sobre Receitas Low-Carb Nutritivas

Roney: Com certeza, Saschi, com certeza faz toda a diferença para a gente e as pessoas ao redor. Você comentou que percebeu começou a comer menos das receitinhas, você acha que isso tem a ver também com fatores de saciedade que essas receitas podem fornecer para gente, por exemplo, uma coxinha feita com massa convencional e uma coxinha feita com massa low-carb ou mesmo um bolo com farinha de trigo, bolo com farinha de amêndoas?

Saschi: Com certeza. É uma coisa que eu ouço muito, por exemplo, teve uma época que eu cheguei a vender o meu brigadeiro. 

Algumas pessoas falavam: gente, mas seu brigadeiro, eu como um pouquinho e me dá uma saciedade. Mas é claro! Porque tem mais gordura, tem proteína, tem fibra

Então quando você pega e põe uma densidade nutricional maior inclusive num doce, faz toda a diferença — e seu corpo sente tudo isso. 

Então, num pedaço pequeno de comida, de alimento, você está entregando muito. 

Uma coisa é você pegar uma coxinha onde tem farinha de trigo branca e não tem nada de nutriente ali, você vai ter que comer um monte para o seu corpo falar: “eu tenho agora tudo que eu preciso para o meu dia”. Não só energia. 

A gente não precisa só de energia, a gente não precisa só de calorias, a gente precisa de um monte de coisas. 

A gente precisa de sais minerais, proteínas e milhões de vitaminas, milhões de outras coisas, micronutrientes. 

Só que se você pega uma coxinha que não tem quase isso na massa, você claramente vai precisar muito mais para sentir a saciedade que você gostaria de sentir com pouco. 

Agora, numa massa cetogênica, não. Você está entregando muito mais ali. 

A densidade nutricional é muito maior e normalmente é muito maior. 

Até porque você escolher os ingredientes e não vai encher de amido, encher de carboidratos vazios, de calorias vazias. 

Por Que Pensar Só Nas Calorias Está Errado

Guilherme: Com certeza, Saschi. Eu acho que nesse ponto muitas pessoas têm dúvidas, porque elas até escutam uma coisa, como essa frase que você mencionou agora: tem mais gorduras, ingredientes mais escolhidos.

Mas as pessoas têm medo às vezes de falar: “poxa! Tem muita gordura ou se tem muitas calorias, então deve ser ruim para mim”. 

Por que esse raciocínio de pensar só em calorias ou contando gramas de gordura nas receitas está errado na hora de comparar com as receitas tradicionais? 

Saschi: Engraçado isso, porque eu tenho estudado muito — assim como vocês estudam o tempo todo. Eu tenho lido bastante, não sei se vocês leem, o Jason Fung.

Eu gosto bastante da leitura dele, o último livro que eu li, não foi esse, foi o último, esse é o que tem em português eu acho que é a maioria das pessoas tem acesso: O código da obesidade. Não sei se vocês já ouviram falar nele. Já ouviram? 

Guilherme: A gente já leu esse livro. 

Saschi: Vocês gostaram?  

Guilherme: Gostei. Ele simplifica um pouco a questão da hipótese da insulina. Mas eu acho que dá para ter uma boa noção, e para o público leigo é uma boa base é interessante. 

Saschi: Eu gostei. Eu acho que ele para o público leigo ele dá uma boa pincelada em um monte de coisa, elucida muita coisa, porque tem pessoas que não tem nem noção de várias situações. Eu acho bem interessante a forma como ele lida com as calorias. 

A gente está falando sobre isso. Quando a gente fala de macronutrientes, a gente fala sobre a insulina, por exemplo, cada vez mais a gente fala que a insulina… Quanto mais insulina você tem bombando no seu corpo, mais você engorda, quanto menos insulina você tem bombado no seu corpo mais você emagrece, mais você se mantém saudável. 

Então, insulina zerada, você tem diabetes tipo 1. Mas quanto menos insulina o seu pâncreas estiver bombardeando, você está emagrecendo. 

A gordura é o único macronutriente que não faz sua insulina bombar dentro de você.

Ao contrário do que as pessoas pensam, a gordura não vira gordura dentro da gente

As pessoas acham que a gordura entra e já acopla com a nossa…

Não é bem assim. Quanto mais eu faço a cetogênica , porque foi realmente onde eu comecei eu vejo que é assim que funciona. Eu vi na prática, não só li, mas eu pratiquei isso na real. 

A proteína mexe um pouquinho com a insulina, mas pouco, mas mexe com a insulina, o carboidrato mexe muito com a insulina. 

Ele que faz a insulina bombar, principalmente o carboidrato de altos índices glicêmicos de farinha branca como açúcar, como os amidos. 

Então o mais importante hoje em dia é a gente se preocupar com alimentos que fazem a nossa insulina bombar dentro da gente que são os carboidratos, principalmente os de alto índice glicêmico. 

E não com a gordura que a gente está consumindo. 

Obviamente a qualidade da gordura que a gente consome é importante também

Mas a qualidade do carboidrato a gente põe para dentro talvez seja mais importante nesse momento do que a quantidade de gordura. 

A gordura realmente é também uma fonte de energia, dá o dobro de energia para a gente. A gente pode comer um pouquinho e ter bastante energia. 

Acho que são 9 calorias por grama de gordura. Então acho que é por aí. 

Qual O Real Papel Das Receitas No Estilo De Vida Low-Carb

Roney: Perfeito, Saschi. Inclusive a gente acha interessante essa questão, porque às vezes as pessoas falam: “uma farinha de amêndoas é quase a mesma coisa da farinha de trigo em termos de calorias. Já que é para comer esse tipo de receita, eu vou comer a receita normal. Eu posso comprar pronta e dá menos trabalho”. Ou mesmo a farinha de trigo e farinha de linhaça. 

E a gente acha meio despropositada esse tipo de comparação.

Porque uma vai ter muito mais gordura boas e com pouquinho de proteínas, menos carboidratos e mais fibras. É difícil você querer comparar uma coisa só que é praticamente só carboidratos. Ou querer comparar açúcar com xilitol e eritritol, que elevam muito pouco a insulina e pouco dos seus carboidratos são absorvidos

Então essa diferença é principalmente para pessoas que querem fazer um controle da insulina, por exemplo, diabéticos ou pessoas que estão querendo reverter uma síndrome metabólica ou mesmo só emagrecer. 

É importante para as pessoas não darem picos de insulina como você bem falou durante a sua resposta. Por outro lado, a gente também sabe que não é só porque a gente tem uma receita de bolo ou cheesecake low-carb que a gente deveria basear nossa alimentação e receitas doces. 

Elas têm o seu momento, tem o seu espaço São alternativas ótimas. 

Mas não é a base da alimentação de ninguém.

Qual é o seu ponto de vista nessa questão, onde você acha que as pessoas deveriam basear sua alimentação durante o processo de emagrecimento? Qual o espaço que essas receitas doces devem ter? 

Saschi: Muito boa a sua pergunta. Porque inclusive é uma coisa que eu falo bastante: gente, a nossa alimentação tem que se basear em comida de verdade

As receitas são uns artifícios para a gente fazer a transição e para momentos que a gente está a fim de comer uma coisa gostosa. 

Porque a gente também merece comer coisas gostosas, obviamente. Então assim, eu acho muito legal que… Só dando um parênteses: hoje em dia, tem momentos que eu estou há dias sem comer nada doce e tal, viajando e trabalhando para caramba e tal…

E eu tenho a Tati, que eu falo que é a minha trainee chef de cozinha, ela faz todas as minhas receitas. 

Eu falo: Tati, eu estou louca por minha torta de limão, faz a torta de limão para mim quando eu chegar eu quero comer a torta de limão. 

Mas é uma torta de limão cetogênica. Aí ela faz para mim. 

Só que se você não basear sua comida e sua alimentação em comida de verdade… Eu falo assim: o máximo que você tem que consumir durante o dia, normalmente eu sugiro até nos desafios que eu já fiz e tal. Eu falo assim: 150 gramas  de receita para você iniciar.

Então, se estou muito precisando, não consigo viver minha vida sem receita, não consigo viver minha vida sem doce, para fazer essa transição é muito difícil. 

Aí começa e delimita uma quantidade de gramas durante o seu dia para você começar e vai diminuindo. 

E tem gente que para começar na cetogênica precisa comer 100 g de algum tipo de receita por dia, seja ela doce, seja ela pãozinho. Porque tudo é receita. 

Seja lá doce ou salgada, são receitas — para mim receita é receita. 

Não é comida de verdade, não entra no quesito comida de verdade. 

Comida de verdade é o que você vai fazer na panela e comer ali. 

É o legume que você vai cozinhar, vai assar, é sua carne, seu queijo. Isso eu vou enquadrar como comida de verdade. Seja um bolo de carne

A gente até estava falando: um bolo de carne você pode comer tranquilamente. É uma receita? Tudo bem é uma receita. Mas aí está enquadrado como comida de verdade. 

Porque você não está levando nenhum tipo de farinha, nenhum tipo de adoçante. Aí a gente entra para um outro lado. 

Receitas que levam farinhas, mesmo que sejam farinhas de amêndoas, outras orgânicas ou adoçantes. Eu deixo nessa área ali de panificações e doces, eu ponho entre 100 gramas, 150 gramas no máximo por dia. 

O resto tem que ser comida de verdade, porque senão não adianta: você vai ficar no paladar que você estava antes. 

Você não vai treinar o seu paladar aos poucos a ser um paladar que vai dar sustentabilidade de uma vida saudável. 

Hoje em dia eu quase não como doce, no máximo que eu como é receita. 

Por quê? Porque eu fui treinando o meu paladar aos poucos. 

Só o fato de estar em cetose muito tempo, só o fato de fazer o jejum que é muito importante também, já faz o corpo ir se afastando um pouquinho disso.

Se você faz o jejum e o processo de cetose por um tempo e tal já te ajuda a ir se afastando um pouco dessa necessidade das receitas e comer a comida de verdade: legumes, verduras, as carnes, proteínas e fibras que são importantes. 

Como Fazer Alimentação Saudável Em Família

Guilherme: Excelente, Saschi. Você mencionou um pouquinho das receitas, de treinar as pessoas a fazerem as receitas, e você mencionou também um pouquinho antes sobre as pessoas na sua casa.

Como fica essa questão de trocar o paladar das pessoas ao redor dos nossos amigos, filhos, familiares, pais e cônjuges e o que for para uma alimentação diferente de quase todos nós do mundo ocidental fomos acostumados. 

Como é cozinhar para os outros e conviver em situações sociais nesse contexto da alimentação mais saudável, mais comida de verdade, mesmo low-carb e cetogênica?

Saschi: Eu vou te falar que no começo foi… Não vou falar que foi difícil, foi interessante. 

Porque as pessoas estão muito acostumadas a encher o prato de carboidrato. Aquela coisa dos acompanhamentos. 

Meu marido, uma das coisas que ele reclama um pouquinho até hoje, é a questão do acompanhamento. Sentir falta das coisas do acompanhamento e tal. Principalmente a gente aqui do Brasil, a gente vai num almoço e restaurante tem o arroz, tem a batata, tem a farofa e tem o feijão, você põe tudo aquilo no prato e tem um bife. O bife é um pedacinho pequeno do prato. 

De vez em quando rola uma salada de alface com tomate. 

Então essa é a alimentação do brasileiro normalmente. O brasileiro está muito mal acostumado a comer uma alimentação low-carb, principalmente cetogênica, que restringe a quantidade de carboidrato no prato. 

Mas quando você consegue trazer temperos, sabores e cores no prato isso ajuda muito. 

Quando você consegue enganar melhor o olhar ajuda bastante. Principalmente o olhar e o aroma. 

Então eu uso muito isso nos meus artifícios. 

Por exemplo, um bolo de carne que é uma das coisas que acho está postado no meu Insta, bolo de carne recheado de quatro queijos, por exemplo, você olha com o bolo de tomate: hum, isso é gostoso! 

Você não sente tanta falta de um acompanhamento, mas você pode fazer ali um chuchu com creme, as pessoas gostam do molho e do creme, dessas coisas. 

Então se você traz algo que dá um certo conforto você consegue tirar essa sensação de falta do outro que está tão acostumado com excesso de carboidrato. 

Porque o carboidrato dá uma sensação de conforto momentânea. 

Logo depois ele dá um estresse para você buscar o conforto de novo. 

Então, se você consegue dá essa questão do conforto, e o molho tem essa coisa, o paladar, a textura do molho ao paladar ela ajuda a dar essa sensação de conforto. 

Então, por exemplo, se você pega uma carne bonita, esse bolo de carne que eu estou falando e você acompanha ali ou uma couve-flor gratinada com molho branco, com queijo em cima, gratinada, você põe isso na boca… As pessoas não acreditam que aquilo está dentro de uma estratégia que vai emagrecer alguém, que vai deixar alguém saudável. 

Elas se surpreendem, porque elas estão acostumadas com saladinha e o filé de peito de frango, sem graça nenhuma e sem sabor. 

Então quando você traz essas coisas bonitas, apetitosas, gostosas ao toque da boca, ao paladar você consegue trazer o conforto e a sensação gostosa.

Então é isso. Gente, desculpa, tem até vaca mugindo na minha casa (risos). É muito bom, isso que dá morar na roça. 

Como Lidar Com O Apego Aos Doces E Carboidratos

Roney: É bem legal que você falou de fazer comidas gostosas que rememoram as pessoas de outras comidas que talvez elas tivessem um apego emocional, também uma coisa que você fala bastante a respeito de estratégias para lidar com a falta de um alimento, para lidar com a falta de carboidratos. 

Afinal, o carboidrato é viciante, como a gente sabe, principalmente no começo de transição alimentar, mesmo tendo estímulo doce que a gente pode obter através de receitas e adoçantes — que são mais inofensivos a nossa saúde —, ainda falta aquele estímulo típico dos carboidratos.

Tantas pessoas sentem falta justamente por causa de uma dependência deles. 

Então quais seriam outras estratégias e dicas para as pessoas lidarem com essa falta de alimentos que elas têm apegos, com essa falta dos carboidratos na alimentação delas? 

Saschi: Uma das coisas que eu sentia muita falta, as vezes mais que doce era a massa. 

A massa era uma coisa que fazia muita falta. Uma das coisas que eu mais amava absurdamente era nhoque. 

Até foi uma das massas que eu corri atrás e criar receita a minha massa de nhoque cetogênica.

Porque foi uma coisa que me ajudou muito a fazer a transição. 

Pão, por exemplo, é uma coisa que dá sensação que você está comendo carboidrato, o pão cetogênico. Então são coisas que ajudam. 

Então não só o doce, por exemplo. 

Sabe uma coisa que me ajudava muito? Eu sentia que estava comendo carboidratos sem está comendo carboidratos…  era o catupiry. 

A sensação de comer o catupiry era uma sensação de carboidrato, então me ajudava muito. 

Então tudo que eu conseguia colocar creme de leite e catupiry ajudava muito na sensação de estar comendo carboidrato. 

Então o meu cérebro de alguma forma entendia que eu estava consumindo algo que o meu corpo estava viciado e então eu estava enganando o meu cérebro mesmo que eu não tivesse enganando a fisiologia do meu corpo. Vício fisiológico: eu estava enganando, era um vício mental vamos dizer assim.

Então para mim foram coisas que me ajudaram muito. 

Hoje em dia é uma coisa que eu evito um pouco mais. 

Eu não gosto de comer tantos laticínios, eu evito comer laticínios, prefiro até fazer com caldo de ossos para dar textura do laticínio como o creme de leite. 

Eu consigo fazer um brigadeiro com caldo de ossos. 

Então a gente vai evoluindo algumas coisas até em termos de densidade nutricional. 

Então é o que eu falo: vai evoluindo o paladar, vai pensando cada vez mais em nutrir o corpo, porque são coisas que vão melhorando e evoluindo com o tempo, com o nosso paladar, com o nosso conhecimento e com a nossa experiência mesmo. 

Então são essas coisas que me ajudaram no começo e que hoje eu não uso tanto. Acredito eu que estou evoluindo com o tempo. 

Os Hábitos Saudáveis Da Chef Saschi

Guilherme: Excelente, Saschi. É claro que essa mudança toda de paladar, de cardápios, de opções que você faz provavelmente veio acompanhada com outras mudanças de hábitos de comida, pois é difícil mudar alimentação e deixar todo o resto igual estava antes. 

Que tipo de outros hábitos saudáveis você tem no seu dia que você sente que faz parte do seu estilo de vida e você não abre mão? 

Saschi: Bom, vamos lá. Tem muitos hábitos. Engraçado porque realmente a gente… Falo assim não adianta tem muita gente que fala: Saschi me ajuda eu preciso emagrecer e tal. 

Mas não dá de verdade, não adianta você mudar o prato se você não muda a mente. 

Se você não muda as suas emoções, a sua relação com você, sua relação com o mundo. 

Uma das coisas que me ajudou a me tornar uma pessoa saudável e magra, foi eu me enxergar de forma saudável e magra, primeiro de tudo. 

A prática da meditação, a prática de visualização mesmo, me enxergar magra. Então é muito engraçado porque no início eu realmente me visualizava já magra e saudável, brincando com os meus filhos, namorando com o meu marido, fazendo minhas caminhadas sem dor no joelho. 

Eu sentia muita dor no joelho quando eu estava acima do peso e outras dores. 

Eu tinha muita enxaqueca, então eu já visualizava tudo isso acontecendo. 

Então essa prática de meditação é uma coisa que eu faço até hoje. 

Hoje, por exemplo, além do meu corpo, da minha saúde e da minha vida, hoje eu consegui minha casa também. 

Porque para mim era uma coisa distante para caramba. 

Por conta dessas práticas acredito eu plenamente que foi por conta dessas práticas que consegui a minha casa. 

Então assim a meditação, acordar cedo. Por exemplo, hoje eu acordo as 5:30 da manhã. Então o meu dia começa cedo. 

Eu faço uma caminhada ou vou para academia, faço meditação como eu falei para vocês. 

Eu faço exercício em jejum, eu pratico o jejum diariamente, pelo ao menos 16 horas. 

Eu faço uma vez por mês um jejum prolongado de 72 horas. Porque eu gosto do jejum prolongado, me ajudou muito no meu empoderamento, de me sentir forte, dona da minha vida, dona das minhas vontades, dona do meu corpo e da minha mente. 

Então o jejum prolongado além de ser da autofagia celular, além de inúmeros benefícios do jejum prolongado, eu pratico para entender quem está no controle. 

Então me ajuda no domínio da minha mente e das minhas emoções. 

Eu dou muito valor a ele, dou os créditos ao jejum por hoje ter menos fome, me sentir mais jovem em aparência e em atitudes e etc. então o jejum para mim é muito importante. O que mais? Eu não durmo tarde. 

Quase não bebo álcool, é muito raro eu beber, raro eu beber bebida alcoólica, não é uma coisa da minha prática. 

Pratico respiração, pratico banhos gelados. 

Até a Live de ontem era sobre banhos gelados, os benefícios dos banhos gelados. 

Eu gosto muito e tenho praticado a ingestão do vinagre de maçã em jejum. 

Tenho testado muito e tem mantido minha glicemia baixa e tem ajudado nos níveis de cetose também. 

Prefiro comer alimentos pesados na hora que minha digestão está mais intensa que é entre meio-dia às 15h. 

Prefiro alimentos que ajudam no sono. 

Minha alimentação entre 17 e 19h. 

Tem muitas coisas, eu bebo bastante água, por volta de 2,5 l por dia. Acho que é isso. Mas tem muitas coisas. Mas basicamente é isso. 

Roney: Legal, Saschi. Bom que você abordou coisas simples como beber água mesmo, que você considera hábitos saudáveis. 

Tem gente que nem pensa nisso como hábito. 

Pensa hábitos como coisas que são grandes no seu dia a dia, que ocupam uma janela maior considerada no seu dia. 

Mas beber água é um hábito super importante. 

Que muita gente não presta atenção e não pensa sobre isso.

Ou o hábito de não dormir horas suficientes para sua saúde, ou o hábito de não ficar o dia todo nas mídias sociais. 

São coisas importantes e a gente não pensa como hábito e vai deixando de lado. Para a gente finalizar a entrevista, a gente gostaria que você deixasse as suas mídias sociais, você tem o Instagram, o seu blog, e também sua mensagem final para quem escutou até aqui. 

Saschi: Ai que bom. Eu tenho o meu Instagram @Chef.Saschi, estou começando o canal da Saschi no Youtube, se puderem seguir fico muito feliz com isso. 

A minha mensagem final é que eu gosto muito de uma frase: não sabendo que era impossível ele foi lá e fez

Essa é a minha vida, basicamente isso. Se eu posso falar alguma coisa para alguém é sempre isso, acredite nos seus sonhos. 

Roney: Muito bom, Saschi. Muito obrigado pela sua presença e muito obrigado pela entrevista. Foi um prazer tê-la aqui conosco. 

Saschi: O prazer foi totalmente meu. Agradeço Roney e Gui. Vocês são ótimos, pessoas de luz, continuem o trabalho maravilhoso que estão fazendo e que vocês propaguem cada vez mais o bem e a saúde, porque o mundo merece. 

Roney: Muito obrigado Saschi. Com certeza é importante o trabalho, o nosso e o seu, para propagar cada vez mais saúde e propagar a boa informação aos quatro cantos do mundo. 

Saschi: É isso aí gratidão. 

Roney: Muito obrigado Saschi, e muito obrigado a você que nos escutou até agora. 

Muito obrigado pela sua audiência! 

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Tem episódios novos todas às segundas e sextas-feiras. 

A gente se fala num próximo episódio. Um forte abraço.

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Karina
Karina
23 de abril de 2021 16:23

Quero saber mais do efeito platô, emagreci 20kg fazendo low carb preciso emagrecer mais 25kg, tenho hipotiroidismos, procurei uma profissional nutricionista pra muda minha dieta e aumentei os treinos (treino em casa), demora quanto tempo para dar resultado?