Sair Da Dieta: Dia Livre E Refeição Livre Ajudam Ou Atrapalham?

Para introduzir o tópico de exceções e quando sair da dieta, vamos imaginar a seguinte situação.

Você começou uma dieta low-carb recentemente, e já está colhendo resultados.

Se sente melhor, suas roupas estão mais folgadas, e até um pouco do seu inchaço diminuiu.

Mas te convidam para ir à pizzaria hoje, comemorar o aniversário de um dos seus melhores amigos.

O que você faz?

Se você tem dúvidas sobre isso, o texto de hoje foi feito para você.

Por isso, leia atentamente até o final.

Porque assim você vai descobrir:

  • quando é OK sair da dieta,
  • quais as dicas práticas para comer tudo o que quiser e não engordar nada, e
  • quais opções você tem para continuar progredindo (sem abandonar sua vida social e sua alegria de viver).

E tenho certeza que lendo o texto até o final você vai entender qual é a melhor solução para você – e vai conseguir resolver o “dilema da pizzaria” tranquilamente.

E o melhor: vai saber as respostas para uma das dúvidas que a gente mais recebe:

Será que eu devo sair da dieta?”

Será Que Devo Sair Da Dieta?

No nosso ponto de vista, existem três alternativas para resolver o “dilema da pizzaria”.

Ou melhor dizendo, ao nosso ver existem três maneiras para agir com relação a exceções, dias do lixo ou refeições livres.

Você pode:

Além de abordar esses três pontos, também vamos falar sobre qual seria a melhor frequência para se praticar essa refeição livre ou dia do lixo.

Isto é, caso você opte por algumas dessas alternativas.

[Relacionado: Dieta Low-Carb: 9 Principais Dúvidas Sobre Low-Carb Respondidas]

Sair Da Dieta? Opção #1 – Dia Do Lixo Ou Dia Livre

A primeira solução para o dilema da pizzaria envolve incorporar um dia livre ou dia do lixo em sua dieta.

De maneira resumida, um dia do lixo ou um dia livre é basicamente o dia em que você opta por não seguir a dieta.

A ideia é que ele seja agendado com antecedência, de maneira a não ser algo que você decide “no calor do momento”.

Isso garante que você não corra o risco de tomar essa decisão todos os dias (afinal, você ainda tem que seguir a dieta low-carb a maior parte do tempo se quiser ter resultados).

Sendo que as regras desse dia são muito simples:

Você pode comer quanto quiser (sem limite de quantidades) das coisas que estava sentindo falta (sem limite de alimentos).

A ideia é usar essa prática para colher um alívio psicológico, além de alguns benefícios fisiológicos.

E, por fim, sair desse dia sem querer ver essas comidinhas gostosas (mas que não te ajudam a emagrecer) tão cedo.

Por tudo isso, a maioria das pessoas opta por adotar um dia do lixo com uma das seguintes frequências:

  • um dia livre por semana,
  • um dia livre a cada duas semanas, ou mesmo
  • um dia livre por mês.

Sendo que essa questão da frequência é interessante.

Porque ela varia de acordo com onde você está e onde quer chegar.

Por exemplo, se você já está próximo do seu objetivo, e já vem emagrecendo de maneira consistente, pode ser que uma vez por semana seja uma frequência boa para você.

Porém, se você começou a dieta agora e tem muito peso a perder, talvez dar um tempo maior entre esses dias do lixo seja a melhor opção.

Assim como falamos em diversos outros textos aqui no site, só você pode testar e descobrir qual é a melhor opção para você mesmo(a).

Você vai ver como se sente mais feliz, e a qual opção seu corpo responde melhor.

E a gente acredita que o dia do lixo pode ser sim uma arma poderosa para manter a sua aderência à dieta num longo prazo.

Mas queremos deixar claro que ele não funciona para todas as pessoas.

Dia do lixo: quem não deve fazer?

Conforme mencionamos, o dia do lixo não é uma boa ideia para todas as pessoas.

Por exemplo, pessoas que têm algum tipo de transtorno alimentar, ou uma relação muito emocional com a comida, provavelmente não deveriam adotar dias livres.

Mas se você é como nós (isto é, você lida bem com os alimentos, e opta por priorizar sua saúde e a comida de verdade durante 95% do tempo)…

Então pode ser que você se dê muito bem com essa estratégia.

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Hamburguer do Meats, com blue cheese, guacamole, tomate e bacon . Estava delicioso – e não, você não precisa comer o pão… . … Mas, no caso, esse dia, eu comi . Por quê? – você pode estar se perguntando. Simplesmente porque "exceções ocasionais" se encaixam perfeitamente na minha estratégia alimentar . Sabe, a gente sempre fala que não é dieta, e sim um estilo de vida . E em um estilo de vida não tem nada "proibido" ou "demonizado" . Mas sim a gente faz escolhas melhores no dia a dia . E busca consumir alimentos nutricionalmente densos, e pouco processados, durante 95% do tempo . Não porque essa seja a única maneira de viver, nem de atingir os objetivos . Mas sim porque é muito gostoso, saudável, e fácil de seguir . E nos sentimos muito bem comendo dessa maneira! . E de brinde isso ainda faz com que nos outros 5% do tempo a gente possa consumir hambúrguer com cerveja com absolutamente 0 (zero) de culpa Afinal… Não existe culpa em um estilo de vida. Existe apenas… Vida . Desejamos um bom domingo (cheio de vida) para você! . #senhortanquinho #paleo #paleobrasil #primal #lowcarb #lchf #semgluten #hamburguer

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Mostramos as exceções na prática no nosso Instagram.

Se você quer saber mais sobre o dia do lixo, existem três recursos que podem te ajudar bastante.

O primeiro é o nosso texto completo sobre o dia do lixo.

Nesse texto, explicamos as bases por trás de um dia livre, e quais os benefícios que você pode esperar colher por dar uma “pausa” na dieta.

Você pode até baixar um infográfico que preparamos com muito carinho.

O segundo recurso é outro artigo – desta vez sobre como ter um dia livre sem ter que comer “lixo”.

Nele, ensinamos algumas táticas para que você coma mais carboidratos (e mesmo consiga apreciar o sabor doce) sem ter que ingerir comidas que te fazem mal.

Isso porque a gente fica repetindo a expressão “dia do lixo” pela força do hábito – porque ela é corriqueira em círculos de hipertrofia e fisiculturismo, por exemplo.

Mas ela não significa que você tenha de comer lixo.

Por que dia do “lixo”?

A expressão original em inglês é “cheat day”, que é algo como “trapacear na sua dieta”.

A ideia é de “trapacear” na dieta porque você vai comer coisas que tradicionalmente “não pode” – mas ainda assim vai atingir seus objetivos.

É como num jogo – no qual você “sai das regras” e ainda assim vence no final.

Sendo que, no espírito de dia livre, a gente pode sim acabar comendo algo que nós sabemos que não é exatamente saudável.

(Por exemplo, derivados do trigo e comidas ricas em açúcar refinado.)

Mas o fato é que, quando decidimos fazer um dia livre, focamos em comidas que realmente gostamos – verdadeiras iguarias.

Então a cerveja que tomamos nesse dia é artesanal, e o chocolate é de boa qualidade.

(Nada de tomar cerveja de qualidade duvidosa, e nem de comer chocolate hidrogenado.)

Relacionado: Neste episódio do podcast, o Glauber fala como emagrecer tomando cerveja.

O foco é em degustar prazeres da boa gastronomia – mas que não se encaixam na alimentação que seguimos durante 95% do tempo.

Por isso, apesar de usarmos a expressão “dia do lixo”, as comidas são muito gostosas – isto é, não são “lixo” nenhum.

Sendo assim, talvez o mais correto seria realmente chamar de Dia Livre.

E, caso você tenha gostado dessa ideia (de ter dias “de folga” da dieta e ainda assim continuar emagrecendo), o terceiro recurso que queremos te apresentar é o nosso vídeo com dicas para um dia do lixo de sucesso.

Você pode assisti-lo abaixo.

Porque nele trazemos dicas quentes sobre:

  • como fazer um dia do lixo de sucesso,
  • como garantir que você não vai transformar ele numa “semana” do lixo,
  • como minimizar o estrago do dia livre,

e muitas outras dicas pessoais que usamos no nosso dia-a-dia.

Entretanto, talvez você não goste desse conceito de um dia todo fora da dieta.

E também não goste da ideia de esperar duas semanas (por exemplo) para repetir esse dia.

Nesse caso, talvez o modelo de refeições livres seja mais indicado para você – e é dele que vamos falar agora.

Sair Da Dieta? Opção #2 – Sistema De Refeições Livres

Você talvez não goste da ideia de comer um monte de carboidratos ou outros alimentos que você sente que não são bons (nem para você nem para os seus objetivos) ao longo de um dia inteiro.

Mas, por outro lado, não quer deixar de comer certas comidas que tanto gosta “pelo resto da sua vida”.

Então talvez você possa restringir essa ideia de liberdade gastronômica a uma única refeição.

Essa seria uma refeição livre, onde você come tudo o que quiser, à vontade.

E, depois dela, volta para a dieta – seguindo-a em todas as outras refeições que você faz durante a semana.

Sendo que a nutricionista Nanda Muller explicou para a gente como usa as refeições livres para que suas clientes tenham sucesso.

Inclusive, lendo a entrevista você vai descobrir que tanto ela própria, como algumas clientes, optam por fazer três refeições livres ao longo da semana.

Sendo que elas têm a liberdade de alocar essas refeições conforme quiserem.

Um exemplo é o seguinte: um certo dia a Nanda estava almoçando e teve vontade de uma sobremesa – no caso, o exemplo foi de uma coxinha de brigadeiro recheada com morango.

Então ela comeu a coxinha – e depois riscou uma das refeições livres do calendário da semana dela.

Assim, sobraram mais duas refeições livres.

Continuando o exemplo, em outro dia, a Nanda pode ser convidada para um almoço em que vai ter carboidratos, e também para um jantar em que haverá carboidratos (por exemplo, a pizzaria que mencionamos lá na introdução do artigo 😉).

Nesse caso, ela pode optar por comer em apenas um desses eventos.

Ou então comer em ambos, e com isso “usar” as outras duas refeições livres a que teria direito nesta semana.

Sistema de refeições livres – cuidados a tomar

Nesse ponto é importante ter consciência e autocontrole de que, daquele dia até a semana seguinte, não haverá mais refeições livres.

Isto é: ela não pode chegar no dia seguinte e decidir “adiantar” uma refeição livre da próxima semana…

O sistema não funciona na base das compensações e “créditos de refeições” – nem nada mirabolante assim.

Porque esse excesso de complicação só tende a se enredar em um ciclo vicioso –  ou mesmo despertar alguma compulsão, que vai dificultar o retorno para a dieta.

Então, nesse modelo de refeições livres você tem flexibilidade de alocar as refeições ao longo da sua semana.

Sendo que a flexibilidade, ao nosso ver, é um dos grandes atrativos do modelo de refeições livres.

E ele faz total sentido: principalmente quando você já está numa fase de manutenção, ou pelo menos está mais perto do seu objetivo.

Mas é preciso maturidade para adotar esse sistema.

Pois, como diria Stan Lee:

Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.”

Inclusive, ao nosso ver, a necessidade dessa “maturidade” seria um dos pontos negativos de optar por três refeições livres ao longo da semana.

Porque você tem um nível maior de escolhas a fazer… e toda hora tem de avaliar se quer ou não quer fazer daquela sua refeição livre.

Por outro lado, você pode “agendar” suas refeições mais liberais com carboidratos – assim como agendaria um dia livre.

Geralmente, os dias livres são feitos aos finais de semana (por razões sociais).

E as refeições livres podem ser alocadas no final de semana também.

Ou, se optar por fazê-las durante a semana, pode alocá-las logo após o treino.

Alternativa às refeições livres: refeed de carboidratos após o treino

Um modelo que muitas pessoas adotam é inserir um pouco mais de carboidratos logo depois do treino.

E nesse caso, elas optam por carboidratos que não ingerem no seu dia a dia low-carb: como arroz, tapioca, frutas doces, ou mesmo macarrão.

Isso porque, logo após o treino, o corpo tem uma maior capacidade de utilizar esses carboidratos de maneira inteligente.

Essa estratégia funciona especialmente bem para quem já perdeu bastante peso e treina pesado na academia.

Porque assim você consegue aproveitar a sensibilidade à insulina pós-treino, que vai fazer com que os carboidratos ingeridos sejam usados para recuperação e crescimento muscular.

Chamamos isso de “particionamento de nutrientes” – o que basicamente quer dizer que essa refeição livre vai fazer menos estragos na sua alimentação.

Inclusive, falamos mais sobre pré e pós treino na dieta low-carb em outro texto.

Dicas adicionais para refeições livres

Seguem algumas dicas rápidas que vão aumentar seu aproveitamento das refeições livres.

Refeições livres – dica #1: Escolha alimentos que realmente valham a pena

Ainda na entrevista completa para o nosso podcast, a Nanda disse uma frase que é útil você ter em mente.

Especialmente quando for decidir se vale a pena fazer uma refeição livre naquele momento.

A frase que a Nanda falou é a seguinte.

Essa refeição livre tem que valer cada gota de insulina.”

O que a Nanda quis dizer com essa frase é o seguinte.

Já que você vai comer carboidratos que elevam bastante sua insulina, então foque em comer aquilo que você realmente gosta e sente prazer em comer.

Por exemplo, o arroz é um alimento que eleva (e muito) a insulina, mas que provavelmente você não “morre de amores” por ele – ainda mais se for um arroz puro, sem graça nenhuma.

Então, por que você escolheria impactar e elevar sua insulina logo com esse alimento?

Não é só porque é sua refeição livre que você precisa ingeri-lo – muito pelo contrário.

Por exemplo: pode ser interessante, em vez do arroz, preferir uma bela sobremesa ao final da refeição.

Que seria algo que realmente te faz salivar só de pensar.

Isto é o que a Nanda quer dizer com “faça seu pico de insulina realmente valer a pena”.

Refeições livres – dica  #2 – Deixe a refeição livre para o final do dia

Uma outra dica das refeições livres é fazê-las ao final do dia.

Ao nosso ver, existem duas vantagens nisso.

Primeiro que você pode ter uma melhora em seu sono.

Porque alguns carboidratos de alto índice glicêmico podem ajudar na liberação de triptofano, uma substância associada a um nível maior de relaxamento e também a um sono mais profundo e restaurador.

A segunda vantagem é que dessa forma você termina a refeição livre e um pouco depois já vai dormir.

Ou seja: já encerra seu dia, sem assim correr o risco de passar o restante dele todo sentindo vontades.

Isso porque, para muitas pessoas, a refeição livre (especialmente se contiver alimentos hiper palatáveis) tende a desencadear compulsões e “vontade de mais”.

Perfazendo aquele clássico efeito dominó exemplificado pela frase “impossível comer um só”.

Afinal, ficar sofrendo e passando vontade o resto do dia não é a ideia de uma refeição livre.

Mas claro que você pode preferir fazer essa refeição livre no almoço por diversos motivos.

Por exemplo, você pode ter um almoço em família, ou então simplesmente não gostar de ir dormir após uma refeição pesada.

Nesse caso, uma alternativa é se fartar de comer no almoço e depois fazer jejum o restante do dia.

Até porque talvez você fique “cheio(a)” de tanto comer nesse almoço livre.

No nosso caso particular, para minimizar os danos de um dia livre, nós muitas vezes optamos por fazer apenas uma refeição livre no sábado.

Então, nesses dias, geralmente jejuamos até o jantar ou fazemos um “almoço limpo” e deixamos o jantar livre.

Assim, nele podemos consumir qualquer tipo de comida (e bebida) que quisermos – desde que valha cada gotinha de insulina, é claro. 😉

Refeições livres – dica #3 – Aproveite ocasiões sociais

É uma tradição de muitas sociedades celebrar ocasiões e festividades ao redor de comida.

Festas, casamentos, aniversários, banquetes, jantares, reuniões… seria tudo uma grande coincidência?

Na nossa opinião, não.

E essa é a nossa terceira dica para o seu dia livre (ou para suas refeições livres): que você as compartilhe ao redor de pessoas que gosta.

De preferência em algum lugar especial (como um restaurante, ou uma reunião de família).

Porque é claro que você também pode comer sorvete na sua casa em uma segunda-feira à noite, completamente sozinho(a)…

Mas se você comer um sorvete realmente especial, com uma pessoa realmente especial… será que não seria mais interessante?

Os humanos são seres sociais, e se você conseguir organizar suas ocasiões de exceção (sejam refeições livres ou dias inteiros) para curti-las junto de quem gosta, com certeza elas terão um sabor inigualável.

(Sem contar que o fato de comer as refeições livres fora de casa ainda te ajuda a não guardar “comidas lixo” em casa – e a gente sempre fala que a dieta começa no mercado.)

E não é muito melhor guardar suas exceções para o seu aniversário de namoro, para o churrasco de comemoração da sua irmã, ou para uma reunião em família – do que simplesmente comer um doce industrializado após o almoço de um dia desinteressante?

Nesse contexto, gostamos de lembrar de uma certa frase:

A felicidade só é real quando é compartilhada.”

Alex Supertramp, no filme “Na Natureza Selvagem”.

Relacionado: Veja mais frases motivadoras para a sua dieta

Sendo que acreditamos que compartilhar bons momentos e fortalecer laços ao redor da comida não precisa impedir ninguém de ter um corpo e uma saúde realmente incríveis.

Por outro lado, também é completamente possível celebrar sem precisar comer coisas que não te fazem bem.

E é sobre isso que vamos falar agora.

Sair Da Dieta? Opção #3 – Manter-se Na Dieta

E o último tópico ou maneira de encarar saídas da dieta é simplesmente não sair nunca da low-carb / comida de verdade.

Isso funciona especialmente para aquelas pessoas que têm bastante autocontrole e autoconhecimento.

Porque essas pessoas preferem não comer nada que seja “lixo” por um dos seguintes dois motivos:

  1. ou elas sabem que, se despertar a compulsão, vai ser muito difícil voltar para a dieta – sendo assim melhor se manter longe dos “lixos”;
  2. ou então porque simplesmente elas não se sentem mais tão bem comendo muitos carboidratos (especialmente refinados).

Após um tempo de dieta, muitas pessoas se acostumam a viver sem trigo e sem açúcar.

E, por isso, muitas vezes se sentem mal, estufadas, e até mesmo enjoadas após comer esse tipo de alimento.

Como, por exemplo, a nutricionista Polyana Rossi – a nutri das panelas.

Ela já está há incríveis seis anos sem ter um “dia do lixo realmente sujo”.

Quando bate aquela vontade de doces, ela faz versões paleo/low-carb dessas iguarias – ou seja, sempre come comida de verdade.

Mesmo quando faz receitas um pouco mais altas em carboidratos, ela opta sempre por carboidratos do bem.

Inclusive, entrevistamos a Nutri Das Panelas em nosso podcast e você pode escutar ou ler tudo que ela falou sobre dieta low-carb clicando aqui.

Assim, ela consegue manter a dieta low-carb enquanto come alimentos deliciosos, como diversas receitas baixas em carboidratos de pizzas, bolos, e doces como quindim, pudim e paçoquinha, e muito mais.

E essa é também uma ótima abordagem: fazer dias do lixo baseado em comida de verdade, o chamado dia do lixo paleo.

Ou seja, mesmo que você coma mais carboidratos, esses são “carboidratos do bem”, conforme dissemos há pouco.

Algumas pessoas optam por essa estratégia por alguns motivos:

  • São pessoas que não se sentem bem ingerindo alimentos ricos em trigo e açúcar;
  • São atletas fazendo um refeed de carboidratos e por isso querem “comida de verdade” no lugar de “lixo”;
  • São pessoas com alguma doença, como doença celíaca, diabetes ou doenças autoimunes, e por isso não querem consumir trigo ou elevar sua insulina com carboidratos refinados.

E fazer o dia livre baseado em comida de verdade é muito fácil.

Nesse dia você pode comer tudo que é comida de verdade – mas que geralmente não come no dia a dia por serem alimentos ricos em carboidratos ou ricos em calorias.

Como por exemplo:

  1. Frutas ricas em açúcar (abacaxi, banana, caqui, manga, etc);
  2. Raízes (mandioca, batata doce, batata);
  3. Receitas ricas em carboidratos “limpos”, como o pão de queijo paleo;
  4. Iguarias low-carb altamente calóricas:

Repare que as três primeiras opções são ricas em carboidratos mesmo sendo comida de verdade.

Já a quarta opção não é necessariamente rica em carboidratos, mas sim em calorias.

Sendo uma opção especialmente interessante para aquelas pessoas que não querem comer muitos carboidratos, mas querem degustar doces ou outras delícias altamente calóricas.

Afinal, conforme já falamos, receitinhas e iguarias low-carb podem sim ter seu espaço numa dieta low-carb ou mesmo cetogênica.

(Você pode muito bem usar alguma farinha low-carb no lugar da de trigo, e adoçantes low-carb, como xilitol ou eritritol, no lugar do açúcar.)

Embora não seja o ideal que elas componham a base da sua alimentação – principalmente se você quiser emagrecer.

Por isso, pode ser interessante reservar um dia para comer essas iguarias sem precisar controlar quantidades e nem se preocupar com o alto teor calórico delas.

E é claro que a opção de não sair da dieta não precisa ser permanente.

Mas funciona como um bom teste de autoconhecimento e autocontrole – e acreditamos que valha a pena experimentar pelo menos uma vez na vida.

Inclusive nós, em nosso programa completo para dieta cetogênica e low-carb – o Guia Dieta Cetogênica, incentivamos nossos alunos a não saírem da dieta por pelo menos 30 dias.

Porque assim você consegue criar hábitos com mais facilidade – e garantir um grande sucesso nessa mudança de estilo de vida.

Sair Da Dieta: Com Qual Frequência?

Mas Senhor Tanquinho, então eu devo sair da dieta? E se sim, com qual frequência?

As respostas a essas perguntas seguem a linha de várias outras quando o assunto é nutrição, alimentação e estilo de vida: depende.

A verdade é que só você vai poder responder essa pergunta.

Porque seu autoconhecimento é que vai te permitir encontrar a resposta certa para o seu caso – levando em conta tanto fatores psicológicos quanto fisiológicos.

Por exemplo:

  • se você começou a dieta agora, ou
  • se você ainda não se acostumou com os alimentos, ou
  • se você ainda não tem uma rotina estabelecida,

pode ser mais interessante você não sair da dieta neste primeiro momento.

Até para que seu corpo consiga se adaptar e passe a queimar gordura como fonte principal de energia.

Pois com essa adaptação é que você vai conseguir viver bem e feliz com poucos carboidratos (como em uma dieta cetogênica, por exemplo).

Por outro lado, se a única coisa que te motiva a fazer tudo certinho no começo da dieta é saber que no final de semana haverá um dia totalmente livre, então ótimo!

Isso é muito melhor do que você começar uma dieta restrita, na qual tudo é proibido, indefinidamente…

E que vai te fazer desistir depois de poucas semanas.

Se esse for seu caso, então o dia do lixo pode ser motivador – sendo assim interessante incluí-lo desde o começo.

Por outro lado, se você:

  • já está com uma boa composição corporal,
  • já lida bem com os carboidratos,
  • não tem problemas com a insulina,
  • não tem nenhuma doença, e
  • treina pesado regularmente,

então pode ser realmente interessante para você um refeed de carboidratos com mais frequência.

Mas então – levando tudo isso em conta – como posso decidir?

Como Saber Qual A Melhor Opção Para Sair Da Dieta

A melhor pessoa para saber o que funciona melhor para você é você mesmo.

Você vai ter de avaliar o seu lado psicológico, para saber se você, após uma refeição livre, consegue retornar para a dieta.

Afinal, se não consegue, talvez seja melhor nem sair dela.

E, caso consiga, vai ter de decidir qual a frequência que se encaixa melhor com sua vida social, sua rotina, e suas preferências pessoais.

Sendo assim, você pode preferir agendar tudo para um dia livre uma vez por semana.

Ou preferir deixar suas escapadas da dieta apenas para ocasiões especiais – como uma comemoração de aniversário em uma pizzaria, por exemplo.

Na qual você vai poder comer e beber tudo o que tiver vontade – mas apenas naquela refeição.

Além do lado psicológico, o lado fisiológico também tem de ser levado em conta.

Pode ser que você já esteja bem com a dieta low-carb, já tenha eliminado bastante gordura e agora esteja numa fase de manutenção de peso.

Nesse caso, vai ser mais fácil para você se permitir fazer o dia do lixo, e ele inclusive pode ser benéfico para seu emagrecimento.

Isso porque ele pode aumentar a produção de alguns hormônios que tendem a diminuir com o passar do tempo durante a dieta, te ajudando inclusive a sair de algum platô de perda de peso.

Por outro lado, se você sabe que não consegue se controlar muito bem, pode ser mais interessante para você se manter na dieta sem exceções.

Afinal, fazer vários dias do lixo em sequência não vai ajudar em nada seus resultados.

Então a melhor opção é: tenha bom senso, ponha a mão na consciência, e, se for o caso, faça um teste com você – experimentando as diversas alternativas para ver em qual delas você se dá melhor.

Até porque não é um dia ou refeição livre que vai acabar com toda a sua dieta.

Então pode valer a pena experimentar para encontrar o seu próprio equilíbrio em um estilo de vida low-carb.

Conclusão E Palavras Finais

No texto que você está terminando de ler, nós falamos sobre 3 maneiras de encarar “saídas da dieta” – as famosas jacadas.

A primeira delas era reservar um dia inteiro para ser livre, o famigerado dia do lixo.

Esse dia do lixo só tem uma regra: não ter regra – você pode comer tudo o que quiser, o quanto quiser, dos alimentos que bem entender. Simples assim.

Também falamos que você pode fazer um dia do lixo reduzido a uma única refeição, chamada de refeição livre.

Em ambos os casos (dia livre e refeição livre), ressaltamos que não necessariamente você precisa comer carboidratos refinados e que te façam mal.

Na verdade, você pode simplesmente focar em comer mais calorias, que podem ser vindas de “fontes limpas”: como raízes, frutas, doces e outras iguarias low-carb.

Por fim, também existem aquelas pessoas que optam por não sair nunca da dieta low-carb – o que também representa uma abordagem mais do que válida.

Pois, no final das contas, não é um dia do lixo que vai determinar seu sucesso ou fracasso na dieta a longo prazo.

Não é ele que vai fazer você emagrecer quilos e quilos a mais e ter mais resultados.

E não é ele que vai atrasar você em meses e meses na sua jornada por um corpo melhor.

Na verdade, seus resultados serão determinados pelo que você faz durante 95% do tempo – e não pelos 5% de exceção.

Sendo assim, o efeito principal das exceções é sobre a sua consciência.

Pois, se você se sentir bem depois do dia do lixo – sentindo-se aliviado(a), e mais motivado ainda para seguir a dieta – então pode valer a pena fazer esse dia livre.

Mas, se você é daquelas pessoas que, quando saem da dieta, despertam compulsão e não conseguem retornar (ou que não se sentem bem comendo muitos carboidratos), então o dia livre talvez não seja o mais recomendado para você.

Conforme dissemos, apenas você vai poder decidir.

E agora queremos saber sobre a sua rotina – e suas “regras pessoais” para exceções da dieta.

Você tem algum tipo de ritual estabelecido ou simplesmente não sai nunca da dieta?

Conta pra gente para continuarmos essa conversa aqui nos comentários!

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